São Paulo – A indiana Tata Motors, dona da JLR, concluiu a aquisição do controle do Grupo Ivecos. A transição, iniciada em julho de 2025, cria empresa com receita combinada de cerca de € 21 bilhões, aproximadamente R$ 130 bilhões, e volume anual de vendas próximo de 590 mil unidades.
O movimento projeta o novo grupo para a quarta posição no ranking global de fabricantes de caminhões e ônibus, reunindo 27 fábricas, 25 centros de pesquisa e desenvolvimento e mais de 73 mil colaboradores distribuídos por seis continentes.
A estrutura corporativa prevê a manutenção da sede do Grupo Iveco em Turim, na Itália, assim como a preservação de suas marcas, redes de concessionárias e identidades industriais. O plano desenhado pela Tata visa a apoiar os investimentos já previstos pela companhia italiana, ao mesmo tempo em que busca sinergias operacionais em suprimentos, engenharia e desenvolvimento de produtos.
Para os mercados da Europa e da América Latina o conglomerado assegura a continuidade total nos contratos, serviços de pós-venda e operações de financiamento.
Durante a inauguração de centro de distribuição próprio em Pouso Alegre, MG, em setembro, executivos da Iveco informaram que o novo espaço poderá ser ampliado para acompanhar a integração de produtos com a Tata Motors – a estrutura às margens da Rodovia Fernão Dias foi projetada para permitir esta expansão.
União de forças
A complementaridade geográfica e de produto é o principal pilar da transação. Enquanto a Tata domina o mercado indiano e tem forte penetração em países emergentes da Ásia, Oriente Médio e África com modelos leves a pesados, a Iveco agrega sua força em comerciais leves, médios e pesados na Europa e na América do Sul, além da divisão de motores FPT Industrial. A união também expande a cobertura de rede para mais de 9,3 mil pontos de vendas e serviços globalmente, reforçando o atendimento ao cliente em mais de 130 países.
No campo tecnológico, de acordo com comunicado do Grupo Iveco, a fusão visa a acelerar os planos de descarbonização e desenvolvimento de sistemas de propulsão alternativos. As companhias passarão a compartilhar conhecimento técnico e capacidade financeira para acelerar o lançamento de veículos movidos a gás natural, eletricidade por baterias e células a combustível de hidrogênio, além de motores a combustão interna de alta eficiência. O objetivo é otimizar os custos de desenvolvimento da próxima geração de mobilidade comercial diante das exigências regulatórias globais.
Com o fechamento do negócio, a liderança executiva da nova holding passa a ser comandada por N Chandrasekaran, presidente da Tata Sons e da Tata Motors, que também assume a presidência do conselho do Grupo Iveco. Girish Wagh permanece à frente da Tata Motors como CEO, enquanto Olof Persson segue no comando executivo do Grupo Iveco.























