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19 AutoData | Abril 2026 VALORIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS LOCAIS A trajetória brasileira de eletrificação será marcada pela combinação de modelos híbridos com biocombustíveis, diferentemente do modelo europeu. Foi o que expuseram Ricardo Plöger, vice-presidente de Desenvolvimento do Produto da Volkswagen América do Sul, e Roberto Braun, presidente da Fundação Toyota e porta-voz da área de ESG da Toyota do Brasil, em um painel sobre o futuro dos automóveis. Plöger reforça que a adoção do motor flex por modelos híbridos é mais sustentável em emissão de CO2 do que um elétrico quando se considera o ciclo completo de produção e uso da fonte energética, com o benefício adicional de democratizar tecnologias mais acessíveis ao consumidor. A chegada acelerada de empresas montadoras com origem na China levantou o tema da isonomia regulatória: “A competição é importante para impulsionar o setor mas é importante sempre ter regras iguais”, diz Braun. A nacionalização de componentes foi apontada como ponto central para sustentar a indústria local, e segurança ativa – com tecnologias que minimizem acidentes chegando aos carros de entrada – e conectividade foram identificadas como as próximas grandes megatendências. Na mesma linha de industrializar localmente, e não apenas vender globalmente, Jack Wey, fundador e chairman da GWM, indica a importância do País: “Para nós o Brasil não é somente um mercado importante, mas também um pilar estratégico para o futuro global”. A GWM aposta em consistência, reputação e investimentos contínuos em vez de competição por preço, e reforça parcerias com fornecedores locais, universidades e instituições de pesquisa para consolidar o ecossistema industrial brasileiro. PARCERIAS PARA COMPETITIVIDADE A expansão fora da Europa como prioridade estratégica e a combustão como aliada da eletrificação são os dois eixos do plano Futuready da Renault, apresentado por Ivan Segal, diretor global de Vendas e Operações. O objetivo é superar 2 milhões de veículos vendidos por ano, com América Latina, Coreia do Sul e Índia como mercados prioritários. O Brasil é o segundo maior mercado global da empresa. Para manter competitividade nos segmentos que dependem de combustíveis líquidos a Renault opera a joint venture Horse, em sociedade com Geely e Aramco, para desenvolvimento de motores a combustão. Com 26,4% de participação na Renault do Brasil a Geely terá acesso às instalações industriais do Complexo Industrial Ayrton Senna, no Paraná, e utilizará a rede de vendas da marca para distribuição de Ricardo Plöger da Volkswagen, e Roberto Braun, da Toyota Jack Wey, fundador e chairman da GWM

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