34 Abril 2026 | AutoData MERCADO » ÔNIBUS Na Marcopolo a visão é de interrupção de ciclo, mas sem ruptura drástica, segundo Ricardo Portolan, diretor de Marketing e Vendas: “O mercado vinha crescendo desde 2022, semestre a semestre, e o segundo semestre de 2025 foi o primeiro em que houve queda. Isso interrompe o ciclo mas indica mais estabilização do que uma queda acentuada”. Para o executivo o primeiro trimestre confirma essa tendência: “Além da estabilização tivemos o efeito da sazonalidade. Sem a migração de pedidos do fim do ano anterior o início de 2026 refletiu um comportamento mais fraco, que é típico do período”. A Marcopolo trabalha com a expectativa de queda nas vendas de ônibus de 5% a 10% este ano: “Para fechar o ano neste patamar o mercado precisará crescer ao longo dos próximos trimestres, mesmo que o resultado final fique abaixo de 2025”. Portolan reforça o impacto do crédito caro nos negócios: “Não há cancelamento de pedidos já fechados, mas há postergação na decisão de compra. O cliente adia volumes maiores por causa do custo do financiamento”. Para a PSR este quadro deve persistir no curto prazo: “O cenário macroeconômico não favorece uma reação da demanda privada. Juros altos e incertezas tendem a adiar investimentos”, afirma Priscila Spadine. Ela também alerta para a pressão sobre os operadores: “As margens estão cada vez mais apertadas, o que reduz o incentivo à renovação de frota”. EXPECTATIVA DE LIGEIRA MELHORA Para Roberto Cortes, presidente Volkswagen Caminhões e Ônibus, ainda é cedo para definir uma tendência para o mercado de ônibus: “Estamos no início do ano. Janeiro e fevereiro foram mais fracos, mas março já voltou a um patamar mais próximo do ano passado”. Segundo ele o setor depende fortemente dos ciclos de renovação de froDivulgação/Mercedes-Benz
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