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54 Abril 2026 | AutoData INDÚSTRIA » INVESTIMENTO compartilhada. A montagem final ainda estamos definindo onde será a melhor posição dentro da fábrica”. Mesmo que o início da produção nacional utilize kits completamente desmontados importados da China, o processo de nacionalização já está em curso, de acordo com Leonardo Lukacs, diretor de engenharia e manufatura da fabricante chinesa no Brasil: “A GAC pretende rapidamente trabalhar com fornecedores locais para aumentar seu índice de nacionalização. Nossa engenharia desenvolve esses fornecedores e também vamos aproveitar a experiência e o conhecimento da HPE para nos ajudar nesses processos”. Lukacs também conhece bem a cadeia produtiva de Goiás e o processo industrial com itens importados da China, pois por vinte anos, até o meio de 2025, trabalhou na engenharia da Caoa com a introdução dos veículos da Chery na fábrica do grupo em Anápolis. Um dos projetos que está no plano de investimento é o desenvolvimento do sistema híbrido flex. Um centro de pesquisa e desenvolvimento está sendo formado para este e outros projetos locais. Um centro de distribuição de peças e a expansão da rede de concessionárias, que deve chegar a cem lojas até o fim do ano, também fazem parte do investimento total da GAC no Brasil. Para Correia, da HPE, quanto antes toda a sua unidade comece a operar para a GAC melhor será para facilitar a logística e reduzir os custos de produção: “Nossa fábrica tem body shop [solda de carrocerias], tem pintura e toda essa estrutura está disponível para a GAC. Ganhamos em escala incluindo todos esses processos”. 6 MIL GS3 A GASOLINA No mesmo dia do anúncio da parceria com a HPE a GAC apresentou aquele que tem a missão de ser o seu campeão de vendas neste primeiro momento, ainda como importadora. Trata-se do GS3, um SUV médio-compacto com visual e interior atraentes e que, debaixo do capô, traz somente um motor a gasolina, sem nenhuma eletrificação. A expectativa dos executivos é que o GS3 seja o modelo mais vendido da GAC este ano não apenas pela oferta da propulsão exclusivamente térmica, que pode ser uma opção muito mais interessante do que os outros seis modelos eletrificados, especialmente no Interior do País. “Vamos avaliar a demanda, sentir qual o melhor mix, a cor mais procurada e o interior também. Mas a expectativa é que sejam negociados de 4 mil a 6 mil unidades do GS3 este ano”, disse Eduardo Sato, diretor de vendas e rede.

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