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19 AutoData | Julho 2026 no Estado como forma de romper a dependência histórica de São Paulo e do Rio de Janeiro na produção da indústria de transformação do País. Missões técnicas da Fiat avaliaram o potencial mineiro já em 1971 e, em março de 1973, foi assinado o Acordo de Comunhão de Interesses pelo presidente da Fiat, Giovanni Agnelli, e o governo de Minas, documento que abriu caminho para a constituição da Fiat Automóveis S/A, sob a presidência do engenheiro Adolfo Neves Martins da Costa. A construção da fábrica começou em junho de 1974 e foi concluída em pouco mais de dois anos, uma velocidade notável para um projeto industrial naquela época. Quando o complexo de Betim foi inaugurado, naquele julho de 1976, a Fiat tornou-se a primeira montadora a se instalar fora do cinturão industrial paulista – e a única a chegar depois dos incentivos concedidos pelo governo federal para atrair a indústria automotiva, nos fim dos anos 1950. O 147, primeiro carro produzido em Minas Gerais, também já era uma inovação e tanto naqueles tempos: trazia motor transversal, pneus radiais e um aproveitamento interno considerado revolucionário, compacto por fora, espaçoso por dentro, uma fórmula utilizada pela Fiat que se tornaria assinatura da marca nas décadas seguintes. Fotos: Divulgação/Fiat Em poucos anos a família 147 ganharia versões inéditas no mercado nacional, incluindo a primeira picape derivada de um carro de passeio, em 1978, e a versão a álcool, em 1979, que se tornaria o primeiro automóvel do mundo movido exclusivamente a etanol produzido em série, resposta direta da engenharia brasileira à crise do petróleo e ao Proálcool lançado pelo governo federal em 1975. Outra marca da Fiat: a agilidade para oferecer soluções de acordo com as oportunidades do mercado. CARRO MUNDIAL Os primeiros anos definiram um padrão que se repetiria: a Fiat brasileira importava tecnologia italiana mas também desenvolvia soluções locais que depois circulavam pelo resto do grupo. Foi assim com o motor a álcool, e seria assim novamente décadas depois, quando o Projeto 178 – que resultou no Palio, lançado em 1996 – nasceu como o primeiro carro verdadeiramente mundial da Fiat, desenvolvido em parceria do Centro de Estilo da empresa na Itália com o instituto I.DE.A, justamente pensando em mercados emergentes como o brasileiro. Por quase quatro décadas a Fiat esteve sozinha à frente de sua operação brasileira. Isto mudou em 13 de outubro de 2014, quando a companhia italiana concluiu a aquisição do grupo americano Chrysler e as duas se fundiram para formar a FCA,

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