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20 Julho 2026 | AutoData Fiat Chrysler Automobiles, sétima maior fabricante de veículos do mundo à época, presente em quarenta países e com atuação comercial em 150 mercados. Para o Brasil a fusão trouxe um portfólio ampliado – Chrysler, Jeep, Ram e Dodge passaram a integrar a mesma estrutura de negócios da Fiat –, sinergia das marcas e um novo ciclo de investimentos que resultaria, poucos anos depois, na abertura da segunda fábrica brasileira, em Goiana, PE. O Polo Automotivo Jeep de Goiana foi inaugurado em 28 de abril de 2015 em cerimônia que reuniu a então presidente Dilma Rousseff, o CEO global da FCA, Sergio Marchionne, o vice-presidente mundial de manufatura, Stefan Ketter, e o presidente da FCA América Latina, Cledorvino Belini. O empreendimento consumiu inicialmente R$ 11 bilhões – incluindo o desenvolvimento dos primeiros produtos e os investimentos do parque de fornecedores integrado bem ao lado da planta de veículos, que atualmente abriga dezoito empresas – e nasceu com capacidade para 250 mil unidades/ano, produzindo inicialmente o Jeep Renegade e, ainda em 2016, a picape Fiat Toro, modelo inédito no segmento de picapes compactas. Foi a primeira fábrica erguida pelo grupo depois da criação da FCA – e também marcou o retorno da produção da Jeep ao Brasil depois de mais de três décadas de ausência. TERCEIRA ONDA A terceira grande virada societária veio poucos anos depois. Em 2019 foi anunciada a fusão da FCA com o grupo francês PSA, dono de Peugeot e Citroën, negócio que se formalizou em janeiro de 2021 com o nascimento da Stellantis, hoje a quarta maior fabricante de veículos com catorze marcas no portfólio global. Para a operação brasileira a mudança consolidou o Polo Automotivo de Betim como sede da companhia na América do Sul e ampliou a escala de investimentos disponíveis para os produtos nacionais. Foi sob a Stellantis que a Fiat lançou seus primeiros SUVs – o Pulse, em 2021, e o Fastback, em 2022 – e retomou de forma consistente a liderança de vendas do mercado brasileiro, posição que mantém ininterruptamente desde janeiro de 2021. Esta liderança recente tem números que a colocam ao lado dos capítulos mais vitoriosos da história da marca no País. Em 2025 a Fiat fechou o ano com 20,9% de participação de mercado e 533,7 mil unidades emplacadas, uma vantagem de quase 95 mil veículos sobre a segunda colocada. A Strada, picape que nasceu em 1998 como derivada do Palio, é a responsável direta por boa parte desse resultado: soma cinco anos consecutivos como o veículo mais vendido, superando inclusive carros de passeio de segmentos mais populares. Olhando para um recorte mais amplo nos últimos 25 anos a Fiat liderou o mercado brasileiro em dezenove deles. O FUTURO BIO-HYBRID O fio que une o 147 a álcool de 1979 ao Fastback híbrido de 2024 é justamente a disposição de antecipar tendências antes que elas se tornem consenso de mercado. A Stellantis descreve o período recente como o início da ofensiva de eletrificação leve no Brasil: tanto o Pulse quanto o Fastback passaram a oferecer, desde 2024, a tecnologia de propulsão híbrida leve, ou MHEV, de Mild Hybrid Electric Vehicle, que combina o motor a combustão a um alternador elétrico para reduzir consumo e emissões. ESPECIAL FIAT 50 ANOS » EVOLUÇÃO EM ALTA VELOCIDADE

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