47 AutoData | Julho 2026 Ao longo da década este adensamento industrial transformou Betim na maior fábrica da Fiat no mundo e no maior polo de produção de motores e transmissões da América Latina, com a linha mineira produzindo simultaneamente veículos completos e os propulsores que abasteciam boa parte dos seus produtos nacionais sem contar parcela relevante destinada à exportação. Este nível de integração vertical reduziu a exposição da operação brasileira a oscilações cambiais na importação de componentes, tema sensível em um País que, apesar da estabilização trazida pelo Plano Real, enfrentou diversas crises cambiais ao longo dos anos 2000, começando pela maxidesvalorização do real em 1999. RENOVAÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO O ano 2000 trouxe a primeira grande reestilização da linha Palio. A segunda geração do modelo teve o visual completamente renovado assinado por Giorgetto Giugiaro, que veio ao Brasil para o lançamento e viu a nova dianteira, com faróis maiores, comparada pela crítica especializada ao desenho do rival Volkswagen Gol. A atualização compreendeu faróis, lanternas, para-choques, capô e tampa do porta-malas, além de um painel renovado que incorporou, pela primeira vez, o CD player de fábrica. O mesmo desenho foi estendido aos irmãos Siena e Weekend. O início do milênio também trouxe uma renovação importante para a base da linha Palio: em 2000 a Fiat apresentou os novos motores Fire, equipando o modelo com as opções 1.0, de 55 cv e 70 cv, e 1.3, de 80 cv. A novidade estreou o acelerador eletrônico Drive by Wire, tecnologia até então associada a veículos de categoria superior, além de acabamento interno prateado e painel de instrumentos considerado, para os padrões da época, topo de linha dentro do próprio segmento popular. Essas inovações integravam um novo ciclo de investimento de R$ 3 bilhões para o período 2001-2005, focado justamente na renovação do portfólio e na consolidação comercial da tecnologia flex, lançada pela primeira vez a bordo de um Fiat em
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=