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50 Julho 2026 | AutoData ESPECIAL FIAT 50 ANOS » A TERCEIRA DÉCADA pleta do modelo, com design “quadrado arredondado” que respondia às novas exigências regulatórias de segurança e emissões. O modelo foi o mais caro resultado do investimento de R$ 5 bilhões realizado de 2008-2010, consumindo sozinho R$ 1 bilhão. O aporte também ampliou a capacidade produtiva de Betim e injetou recursos nas empresas parceiras Magneti Marelli e Teksid. O lançamento da nova geração arredondada do Uno simboliza a transição para a década seguinte, marcada pela aquisição do Grupo Chrysler e a criação da FCA, em 2014, pela abertura da segunda fábrica brasileira em Goiana, PE, e pela chegada de uma nova geração de produtos. De 1998 a 2010, porém, o que a Fiat brasileira demonstrou de forma inequívoca foi a capacidade de transformar seu portfólio ao gosto do freguês, encontrando em derivações inovadoras como a picape Strada, nascida do chassi de um hatch popular, que se transformaria no carro-chefe da operação nacional, antecipando em duas décadas uma tendência de mercado. Vista em retrospecto esta década também consolidou um padrão de gestão de portfólio que a Fiat manteria daí em diante: usar uma única plataforma bem-sucedida como base para múltiplas carrocerias e propostas de uso, extraindo o máximo de retorno de cada investimento em engenharia. Foi um aprendizado construído sobre tentativas que nem sempre vingaram comercialmente, como o Stilo e o Idea, mas que preparou a montadora para o ciclo de reposicionamento de marca que a Stellantis promoveria a partir de 2020.

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