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66 Julho 2026 | AutoData ESPECIAL FIAT 50 ANOS » LINHA DO TEMPO 1991  Primeira reestilização da linha Uno, que à exceção do Mille ganhou nova dianteira com faróis e grade mais estreitos.  Em junho a fábrica de Betim chega a 2 milhões de veículos produzidos.  Em outubro é lançado o Tempra, primeiro sedã quatroportas de porte médio da Fiat no Brasil e o modelo com o menor índice de nacionalização da marca até então, de apenas 35%. Com potência que provou ser insuficiente para o peso do carro, o motor 2.0 de 99 cv e câmbio de cinco marchas vinham da Argentina. 1993  Aproveitando a abertura de mercado promovida pelo governo federal a Fiat começa a importar carros para o Brasil. Da Itália chega o hatch médio Tipo, que durante muitos meses foi o automóvel estrangeiro mais vendido no País.  Fiat ultrapassa a GM como segundo maior fabricante do País. Pela primeira vez as vendas do Uno alcançaram as do líder histórico VW Gol.  Lançado o Tempra 16V, o mais caro e sofisticado produto nacional da Fiat até então, equipado com motor 2.0 de 127 cv importado da Itália. Tinha injeção eletrônica multipoint e foi o primeiro com quatro válvulas por cilindro do País. Também vinha com freios a disco nas quatro rodas e ABS. 1994  Mille passa a ser um modelo independente da linha Uno. O modelo tornou-se o popular mais vendido do País.  Uno Turbo ie é o primeiro automóvel turbinado produzido no Brasil, lançado em fevereiro com câmbio de cinco marchas e motor 1.4 de 116 cv italianos. Logo depois foi lançado o Tempra Turbo, por algum tempo o carro mais rápido do País, utilizando o mesmo propulsor argentino 2.0 8V, porém equipado com um turbo Garret e injeção eletrônica multiponto, que aumentava a potênciapara 165 cv. 1995  Em julho é lançado o Mille 1.0 ie, o primeiro popular com injeção eletrônica, que com 58 cv era o mais potente.  Em outubro a Fiat alcança 4 milhões de carros fabricados no Brasil, 1,1 milhão deles exportados para mais de cinquenta países.  É lançado o Tipo 1.6 mpi produzido no Brasil, como resposta à elevação do imposto de importação, com índice de nacionalização de apenas 50%: carroceria, painel e até bancos eram importados da Itália e o conjunto motor-câmbio da Argentina. Mas o modelo nacional nunca repetiu o sucesso do importado, custava mais caro que o italiano e, após os episódios de incêndio, a produção foi encerrada em junho de 1997. 1996  Grande novidade da década da Fiat no Brasil: em abril o País é palco do lançamento mundial do Palio, o carro global da fabricante, projetado na Itália pelo estúdio I.DE.A., com a participação de engenheiros brasileiros e índice de nacionalização de 85%, chegando a 95% dois anos depois. Baseado na mesma plataforma do Uno o Palio foi lançado em duas versões de três ou cinco portas: EL, com o motor nacional 1.5 de 76 cv, e 16V, 1.6 de 106 cv, inicialmente importado da Itália e posteriormente da Argentina. Em julho é apresentada a versão 1.0 do Palio, com o mesmo motor de 994 cm3 mas já com injeção eletrônica multiponto, o que elevou a potência para 61 cv. A linha torna-se um sucesso imediato: seis meses após o lançamento a Fiat já havia produzido 100 mil unidades e o Palio já era o segundo carro mais vendido do País. Fotos Divulgação/Fiat

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