54 Agosto 2026 | AutoData Por Lúcia Camargo Nunes Dirigibilidade e comportamento dinâmico são pontos fortes Tecnologias embarcadas e sistema híbrido leve complementam vantagens, mas o SUV perde para a concorrência no espaço traseiro para ocupantes e bagagens A herança da plataforma CMP, inicialmente desenvolvida pelo Grupo PSA para modelos Peugeot e Citroën, aparece na postura ao volante: o quadro de instrumentos digital fica visível por cima do aro do volante, e não por meio dele, uma sensação comum a bordo dos Peugeot atuais e diferente dos demais Jeep. E por ser o Jeep de entrada, o mais barato da marca, o Avenger não tem grandes pretensões: mesmo na versão topo de linha os ajustes dos bancos são todos manuais. Fotos: Divulgação/Jeep. JEEP AVENGER » NA PRÁTICA A premissa vendida pelo fabricante é a de que o Avenger é um Jeep urbano. Não existe opção 4x4 nem pretensões mais ousadas do off- -road, embora ele tenha sido apresentado na festa de lançamento desfilando e jorrando água para os lados em uma piscina de ondas artificiais de um clube de surfe em São Paulo. Ao dirigir em um trecho de mais de 100 quilômetros por São Paulo o Jeep Avenger já confirma a que veio: de fato tem uma pegada mais urbana, diferente dos demais modelos da marca. Mas trabalho na suspensão é um dos pontos que mais chamam a atenção, pois se comunica com a vocação fora- -de-estrada dos demais Jeep. Apesar do acerto mais firme o conjunto filtra bem as irregularidades do asfalto e mesmo sendo um SUV altinho, com seus 22m10 de altura livre do solo, ataca as curvas sem assustar na inclinação. A direção elétrica também se destaca: o volante pequeno, com ótima empunhadura, dá aquela sensação de carro ágil no meio do trânsito, combinado com o diâmetro de giro de 10m60, que facilita bastante em manobras de estacionamento.
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