105 AutoData | Setembro 2026 preços reduzidos no lançamento: Sport por R$ 139 mil 990 e Pro a R$ 169 mil 990. Outra chinesa já instalada há quatro anos no País, a GWM usou Interlagos para fazer a avant-première do Tank 400, décimo-primeiro de doze lançamentos previstos para este ano. A Jetour, outra das marcas do Grupo Chery, apresentou o G700, híbrido plug- -in de 905 cv e mais de 5 metros, ambos ainda sem preço divulgado. A GAC, que já iniciou vendas no Brasil e anunciou que produzirá seus veículos em Catalão, GO, em parceria com a HPE, a partir de 2027, tratou de buscar mais volume em Interlagos: com a elevação do teto do Move Brasil para R$ 200 mil, ampliou a oferta no programa e, segundo o CCO Gustavo Schmidt, passou a vender a média de oitenta veículos por dia logo após a adesão. AINDA FALTA RESPONDER Somados os anúncios feitos em Interlagos projetam algo próximo de trinta lançamentos de veículos no País e mais de 250 concessionárias novas nos próximos quatro anos, vindos de quatro marcas que ainda não venderam uma unidade sequer. É aí que a leitura da K.Lume se torna incômoda. O estudo publicado pela consultoria prevê como cenário mais provável um enxugamento dos empreendimentos: muitas marcas chinesas estão entrando no Brasil mas poucas serão vencedoras, pois não há espaço para todas. Outras questões a serem respondidas pelas chinesas é o pós-venda, disponibilidade de peças e valor residual dos carros na revenda como usados. Um levantamento anterior da mesma consultoria dá a dimensão do funil: os emplacamentos de marcas chinesas passaram de 169,3 mil unidades em 2024 para 244,9 mil em 2025, alta de 44,7%, enquanto o mercado total cresceu 2,4%. Mas BYD, Caoa Chery e GWM, somadas as submarcas, respondem por 93,6% deste volume, e cinco empresas chegam a 98%. No mesmo período o número de marcas e submarcas chinesas testando, homologando ou vendendo veículos no País subiu de vinte para 38. A maioria vende menos de 1,5 mil unidades por ano, sem escala industrial, capacidade logística ou pós-venda estruturado. São esses os pontos que nenhuma das apresentações do Festival abordou. Metas de rede foram anunciadas em número de lojas, não em cobertura de oficina ou estoque de componentes. A produção local apareceu como intenção em três das quatro estreantes no mercado, mas sem cronograma fechado nem investiMako, a picape da BYD projetada para o Brasil: concorrência direta com produtos de marcas tradicionais.
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