XXXXX » XXXXXXXXXXXX 30 Setembro 2026 | AutoData da companhia alemã que assinou a ata de criação da entidade, que deu início institucional à história do setor no País. NACIONALIZAÇÃO PIONEIRA A história da Mercedes-Benz está intimamente ligada à trajetória histórica do setor automotivo nacional. Ainda no governo Getúlio Vargas, pelas mãos do sócio Alfred Jurzykowski, a Mercedes-Benz foi a primeira fabricante estrangeira a apresentar à Comissão de Desenvolvimento Industrial sua intenção de nacionalizar a produção de veículos no País. Em 1956, já sob as políticas de desenvolvimento industrial do governo Kubitscheck, a Mercedes-Benz foi a segunda empresa a nacionalizar seus produtos no Brasil, depois da FNM e antes da DKW Vemag. Dentre as dezesseis fabricantes que homologaram junto ao GEIA, Grupo Executivo da Indústria Automobilística, projetos de produção no País na época, a Mercedes-Benz foi a que apresentou o programa de nacionalização mais extenso em variedade de modelos: dois caminhões, um ônibus e um automóvel médio, o sedã de quatro portas 180. O automóvel jamais saiu do papel mas os caminhões com cabine avançada LP 321 e LP 331 e o ônibus O 321 H, com chassi e carroceria produzidos pela Mercedes- -Benz, começaram a ser produzidos apenas dois anos após a inauguração da planta São Bernardo do Campo, já com elevados índices de nacionalização, além de níveis de modernidade e qualidade bastante raros à época, à frente de seu tempo. As promessas de nacionalização feitas ao GEIA foram cumpridas rigorosamente e com pioneirismo. Em 1958 os dois primeiros caminhões médios do País com motor diesel e cabine avançada [cara- -chata], LP 321 e o LP 331, foram lançados com nacionalização de 76,2% e 67,3%, respectivamente, que foi subindo gradualmente até chegar a impressionantes 98% já em 1963. Em um cenário onde quase todos os caminhões no País tinham motor a gasolina instalado à frente da cabine [bicudos], a Mercedes quebrou e mudou para sempre esse padrão. O terceiro veículo prometido ao GEIA em 1956 era o ônibus O 321 H, também lançado em 1958 com 82,2% de nacionalização. Foi o primeiro monobloco feito no Brasil com motor diesel traseiro, algo muito à frente daquele tempo em que o transporte público era dominado por desconfortáveis carrocerias para passageiros adaptadas sobre chassis de caminhões – que a Mercedes também fazia desde 1956 com o lançamento do primeiro dos muitos modelos LPO, sigla em alemão que basicamente significa plataforma de caminhão para ônibus. O 321 H: com avanços à frente de seu tempo, o primeiro ônibus monobloco produzido no Brasil começou a pavimentar a liderança de seis décadas da Mercedes-Benz no mercado nacional de ônibus. Do primeiro caminhão em 1956 ao primeiro milhão de veículos produzidos em 1992: metade da história da MercedesBenz no Brasil. ESPECIAL MERCEDES-BENZ 70 ANOS » MARKETING & MERCADO
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