43 AutoData | Setembro 2026 iniciamos a produção local praticamente não existia uma base estruturada de fornecedores para atender às necessidades da indústria. A Mercedes-Benz teve um papel fundamental na formação e no desenvolvimento desse ecossistema, transferindo conhecimento, estabelecendo padrões de qualidade e impulsionando investimentos produtivos.” Kaeding ressalta que o estímulo à formação da cadeia de fornecedores é um dos pilares do sucesso da Mercedes-Benz no País, bem como um legado de desenvolvimento das empresas parceiras: “Sempre me impressiona ver como a trajetória da empresa se conecta à história de seus parceiros. Recentemente tive a oportunidade de ver a primeira nota fiscal emitida por um fornecedor há mais de sessenta anos, preservada no escritório de seu proprietário. Histórias como essa mostram que, além de relações comerciais, construímos vínculos duradouros que acompanham gerações e ajudam a desenvolver toda a indústria brasileira”. DE VERTICAL PARA HORIZONTAL A fabricante sempre precisou administrar sua cadeia de suprimentos no País para assegurar sua própria produção, lançando mão de estratégias de verticalização e horizontalização de acordo com a necessidade de cada momento. Um dos primeiros fornecedores da empresa no Brasil, a Sofunge é um bom exemplo disso: de tão estratégica na época em 1969 a Mercedes-Benz adquiriu seu controle total e, em 1995, sentiu segurança para vender a unidade para a Tupy, uma das maiores fundições do mundo. Mais recentemente a ação dominante é a de repasse aos fornecedores de processos antes executados dentro da própria fábrica, em processo que Kaeding justifica como necessário: “Nas primeiras décadas da industrialização brasileira a verticalização era necessária porque o País ainda estava construindo sua base industrial. Muitas competências simplesmente não existiam. Hoje o cenário é diferente. Temos uma cadeia de fornecedores madura, especializada e altamente capacitada. Contar com fornecedores cada vez mais especializados fortalece nossa base de suprimentos e gera benefícios tanto para a Mercedes-Benz quanto para nossos clientes”. Segundo Kaeding atualmente a maioria dos produtos fabricados no País já tem elevado nível de nacionalização – o índice médio atual é de 75% – mas há diferenças a depender do modelo de caminhão ou ônibus. Os chassis elétricos, por exemplo, têm boa parte dos componentes importada. O A fábrica de São Bernardo em 70 anos Vista da planta recém-inaugurada: 1957. Primeira onda de crescimento: 1967. Área atual da planta industrial: mais de três vezes o tamanho original.
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