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47 AutoData | Setembro 2026 afirma Sérgio Magalhães. “Foi necessário incorporar novas competências, adaptar processos, treinar equipes e preparar a infraestrutura para lidar com tecnologias que passam a fazer parte da rotina da manufatura. Ao mesmo tempo mantivemos a flexibilidade necessária para produzir diferentes soluções de propulsão.” A eletrificação dos veículo também traz novos desafios para a cadeia nacional de fornecedores, como indica Matthias Kaeding: “Os primeiros veículos elétricos naturalmente apresentam índices de nacionalização diferentes dos veículos convencionais, porque parte das tecnologias ainda está concentrada em mercados mais maduros. No caso dos chassis elétricos os principais componentes importados estão relacionados ao sistema de propulsão elétrica e ao armazenamento de energia, especialmente baterias e determinados componentes eletrônicos de alta tecnologia”. Como vislumbra Erica Daumichen o futuro segue reservando constantes mutações na produção no Brasil: “A manufatura evoluirá para ambientes cada vez mais inteligentes, com maior utilização de dados, inteligência artificial, automação avançada e integração de toda a cadeia produtiva. Descarbonização e eficiência energética seguirão relevantes. Nossas fábricas continuarão se transformando para atender às demandas de um setor que vive uma das maiores mudanças de sua história”. Mas, como pontua a executiva, há algo que permanece inalterado por 70 anos e deverá seguir assim enquanto a Mercedes-Benz continuar produzindo seus veículos no Brasil: “O talento das pessoas. A tecnologia será cada vez mais importante, porém continuará sendo o conhecimento, a experiência e o comprometimento das equipes que transformarão inovação em resultados concretos para nossos clientes e para a sociedade”.

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