XXXXX » XXXXXXXXXXXX 50 Setembro 2026 | AutoData Preço alto e crise econômica indicavam que o empreendimento não podia dar certo – e não deu. A MercedesBenz esperava produzir 38 mil unidades no primeiro ano, 15% para exportação a mercados latino-americanos, mas a realidade foi bem outra: apenas 14 mil carros foram fabricados em 1999, sendo 3,8 mil embarcados para México e Argentina. Diante da limitação da demanda elevar a nacionalização, àquela altura, não era mais possível, o que pressionava ainda mais os custos e todo o modelo de negócio. A Mercedes-Benz começou a buscar alternativas para ocupar a capacidade ociosa em Juiz de Fora ainda no fim de 1999. A solução paliativa, no início de 2001, foi trazer para a fábrica mineira a montagem do sedã médio Classe C, com todas as partes importadas e produção inicial de 7 mil carros/ano exclusivamente exportados para os Estados Unidos. A manobra reduziu a ociosidade no Brasil e mitigou a falta de capacidade das duas plantas alemãs que fabricavam o Classe C, que não conseguiam atender à demanda de 40 mil unidades/ano do mercado estadunidense. Não valia a pena vender o carro no mercado brasileiro pois sem cumprir a exigência mínima de nacionalização, de 60%, seria cobrado aqui o mesmo imposto de importação de 35% de um veículo importado inteiro. Na condição de exportar 100% da produção os sedãs Classe C foram montados em Juiz de Fora até fevereiro de 2004, totalizando cerca de 19 mil unidades. No ano seguinte seria a vez do Classe C ser retirado de linha. A Mercedes-Benz bem que tentou mas não conseguiu fechar a fábrica, pois precisava justificar os incentivos que recebeu. Muitas possibilidades de produção foram especuladas, até de carros de outras marcas, até que no fim de 2002 surgiu a proposta de produzir o minicarro Smart de quatro lugares que ainda seria lançado na Europa. A fábrica brasileira supriria mercados da América Latina, Europa e América do Norte. A empresa pretendia alcançar pelo menos 70% de nacionalização e para tanto pretendia equipar o carro com motores Tritec fabricados no Paraná, na joint venture da Mercedes-Benz com a BMW. A conversão das linhas de Juiz de Fora seria iniciada em junho de 2004, justamente após o fim da montagem do Classe C. Os fornecedores locais já haviam sido contatados. Mas, devido aos resultados negativos da divisão Smart, os plano foi adiado e jamais retomado. Em abril de 2005 a MercedesBenz anunciou simultaneamente o cancelamento do projeto Smart e o encerramento da produção do Classe A, que deixou a linha de montagem em 15 de agosto de 2005 com pouco mais de 63,4 mil carros fabricados no Brasil, volume que em seis anos foi menor do que a capacidade anual da fábrica. Para evitar a paralisação da fábrica enquanto não pagava os incentivos recebidos mais uma vez foi adotada uma solução paliativa: a montagem do Classe C para os Estados Unidos foi retomada provisoriamente enquanto se decidia o destino da fábrica. Chegou-se a pensar no retorno da produção nacional das picapes Dodge Dakota com motor diesel MWM, mas a opção recaiu sobre o Classe C Da desistência em em Juiz de Fora ao fracasso em Iracemápolis ESPECIAL MERCEDES-BENZ 70 ANOS » MANUFATURA & FORNECEDORES Inauguração da fábrica de Iracemápolis, em 2016: a última tentativa de produzir automóveis Mercedes-Benz no Brasil durou só até 2020.
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