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101 AutoData | Outubro 2026 A indústria automotiva vive uma transformação acelerada – alavancada em parte pelo avanço da inteligência artificial. O desenvolvimento de novos produtos, por exemplo, exige velocidade cada vez maior. Projetos que antes levavam anos para chegar ao mercado hoje precisam ser concluídos em questão de meses. E, em meio a esse novo cenário, a concorrência global se intensifica com a entrada de novas empresas. Diante dessa nova realidade, manter e ampliar a força da indústria brasileira passam necessariamente pelo incentivo à produção local. Porém, mais importante do que a origem do capital é seu compromisso com o Brasil. Investimentos que contemplam todas as etapas da produção impulsionam a cadeia de fornecedores, promovem inovação, geram empregos e ampliam a competitividade do setor. Não há sustentabilidade sem produção local. Para que esse impulso tenha continuidade, porém, é indispensável um ambiente Produção local forte é indústria mais competitiva regulatório estável e previsível. A modernização da indústria depende de regras claras que ofereçam segurança para investimentos de longo prazo. Também exige políticas públicas consistentes, capazes de estimular a inovação e apoiar a transição para um sistema de transporte mais sustentável. Políticas industriais de longo prazo, construídas com critérios técnicos, previsibilidade e foco na competitividade, são fundamentais para estimular novos investimentos, modernizar as operações e acelerar o desenvolvimento tecnológico do setor. Outro fator decisivo é a capacidade de construir parcerias estratégicas. A troca de conhecimento e a cooperação entre mercados aceleram a inovação e ampliam oportunidades de crescimento. Um exemplo é o novo hub de Ventures and New Business da Scania na China, criado como um centro regional de inovação, aprendizado e desenvolvimento de novos negócios. A iniciativa conecta a empresa ao ecossistema chinês, desenvolve parcerias e explora soluções em áreas como energia e infraestrutura, circularidade, autonomia e cadeia de suprimentos. Aliás, essa relação com a China ilustra bem esse movimento. Se, por um lado, vemos novos fabricantes chineses expandindo sua presença no Brasil, por outro também fortalecemos nossa atuação naquele mercado com a criação recente de um novo hub industrial. Trata-se de uma via de mão dupla que combina a reconhecida qualidade da engenharia e da produção da Scania com a velocidade de inovação dos chineses. Em um ambiente cada vez mais dinâmico, a capacidade de adaptação será determinante à sobrevivência. Fortalecer a produção local, garantir segurança regulatória e promover a cooperação não são objetivos opostos, mas complementares. Divulgação/Scania Christopher Podgorski é presidente e CEO da Operação Industrial da Scania Latin America PERSPECTIVAS 2027 » OPINIÃO/SCANIA

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