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20 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » BALANÇO Indústria, Comércio Exterior e Serviços, ao Ministério da Economia. A decisão retirou da indústria uma pasta própria. Sua repetição ou eventual substituição por outra estrutura não está determinada para um futuro governo do filho, mas o histórico torna pertinente examinar o espaço institucional que o tema receberia. Também será necessário conhecer o compromisso com a descarbonização. O posicionamento de Flávio ao questionar a origem humana do aquecimento global, em várias entrevistas e eventos durante sua campanha, suscita uma pergunta relevante para um setor que investe em eficiência energética e tecnologias de baixa emissão: qual prioridade esses objetivos terão na condução das políticas públicas? Isso não significa prever a interrupção do Mover. O programa tem base legal e integra o planejamento de empresas com investimentos de longo prazo. Esses compromissos constituem fatores favoráveis à continuidade. A incerteza envolve a execução, regulamentação e prioridade política, dimensões que importam mesmo quando um instrumento é formalmente preservado. A continuidade precisará demonstrar como financiar sua política de desenvolvimento. Uma nova gestão terá de esclarecer como combinar ajuste fiscal, inovação e fortalecimento produtivo. Em ambos os casos, vendas e desenvolvimento industrial exigirão avaliações próprias. continuarão determinando quem terá acesso ao veículo. Tadeu Silva, da Acrefi, espera expansão mais moderada do financiamento de veículos em 2027, mas sem indicar um porcentual. Na avaliação dele, disponibilidade de crédito, custo e capacidade de pagamento continuarão decisivos para o desenvolvimento do mercado. O PAÍS DEPOIS DAS URNAS A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro exige avaliar os rumos da política fiscal, da tributação, do investimento produtivo e da transição energética. Os efeitos dependerão das medidas executadas e do apoio para implementá-las. Uma vitória de Lula permitiria trabalhar com a expectativa de continuidade da política de modernização industrial e dos instrumentos de apoio à inovação e à descarbonização dos últimos anos. Para o setor automotivo o programa Mover é uma referência concreta dessa orientação. O desafio do novo governo seria, neste caso, conciliar essa continuidade com uma condução fiscal capaz de reduzir incertezas e favorecer condições financeiras mais adequadas aos investimentos de longo prazo. Claudio Sahad, presidente do Sindipeças e da Abipeças, associa o desempenho de 2027 ao comprometimento da futura gestão com a responsabilidade fiscal. Na avaliação dele, uma postura mais austera pode favorecer uma redução mais intensa da Selic, enquanto um ajuste mais tímido tende a resultar em avanço mais contido da atividade. Com Flávio Bolsonaro a hipótese de melhora da confiança fiscal dependeria de equipe, medidas e execução. Um ajuste consistente poderia melhorar as condições financeiras, mas não garantiria uma trajetória de redução de juros mais rápida e nem expansão das vendas. Ao mesmo tempo a orientação da política industrial exigiria esclarecimentos e cuidado. Nunca é demais lembrar que o precedente do governo Jair Bolsonaro incluiu a incorporação, em 2019, das atribuições do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, IA Gemini

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