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22 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » BALANÇO quando o comprador avalia marcas ou sistemas de propulsão com os quais ainda tem pouca experiência. COMERCIAIS: NECESSIDADE NÃO BASTA Para os caminhões as projeções dos consultores desenham um horizonte de estabilidade. Gregori Boschi, sócio-diretor da BIM³, estima de 104 mil a 110 mil emplacamentos em 2027. Para a produção trabalha com 112 mil a 116 mil unidades. Já a PSR, Power Systems Research, apresenta uma estimativa industrial um pouco maior, de 117 mil a 118 mil caminhões. Roberto Leoncini, profissional com grande experiência no mercado de veículos comerciais, também não espera grandes oscilações nas vendas. Sua avaliação é de um mercado próximo de 100 mil a 110 mil unidades caso o financiamento permaneça caro. E Priscila Spadine, da PSR, vê possibilidade de melhora se o custo do crédito diminuir, mas também mantém a estabilidade como referência central. A necessidade de transporte e renovação não se transforma automaticamente em encomenda. O transportador precisa de crédito e retorno para pagar combustível, manutenção, pessoal e prestações. É o famoso TCO. Denis Güven, presidente da Mercedes- -Benz, apresentou 2027 como um teste da retomada dos investimentos. Segundo ele condições econômicas melhores poderão recolocar projetos em avaliação, mas compradores seletivos e o custo do crédito continuarão condicionando as decisões. A concorrência chinesa também está alcançando os comerciais com força. Com a chegada destes novos concorrentes no mercado, eventuais preços de aquisição mais baixos poderão pressionar as marcas instaladas e acelerar a renovação de produtos. A consolidação das estreantes, entretanto, dependerá de disponibilidade de peças, rede e atendimento ao longo das rotas. Isto porque, neste segmento de veículos comerciais, tempo parado interfere diretamente na vantagem econômica da compra. Para os ônibus as projeções mostram por que produção e mercado precisam ser analisados separadamente. A BIM³ estima cerca de 20 mil emplacamentos em 2027, abaixo da faixa de 21 mil a 23 mil prevista pela própria consultoria para 2026. Para a produção Boschi trabalha com 24 mil a 28 mil unidades no próximo ano. A PSR apresenta uma perspectiva industrial de produção mais favorável: 31 mil ônibus fabricados em 2027, ante aproximadamente 27 mil estimados para 2026. A projeção se apoia principalmente nas entregas de cerca de 7 mil unidades do Programa Caminho da Escola, vinculadas a encomendas licitadas ou contratadas este ano. O calendário público pode, portanto, elevar a produção sem representar recuperação generalizada das compras privadas. Ruben Antônio Bisi, presidente da Fabus, que reúne encarroçadores, espera um mercado menor em 2027, porém sem apresentar uma estimativa fechada. Segundo ele, operadores urbanos e rodoviários precisam renovar frotas, mas enfrentam limitações de receita e de acesso ao financiamento. Também a eletrificação dependerá da combinação entre veículo, crédito, infraestrutura e equilíbrio financeiro da operação. Reprodução internet

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