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83 AutoData | Outubro 2026 maneçam estáveis mudanças na demanda internacional podem afetar a produção. Da mesma forma um aumento da fabricação não significa, por si só, uma recuperação equivalente dos emplacamentos. NOVAS MARCAS NA DISPUTA A chegada ao Brasil de fabricantes da China deve aumentar a concorrência no mercado brasileiro. Sany e XCMG podem aproveitar a presença que já construíram aqui no setor de máquinas de construção para se aproximar de clientes que também operam caminhões. Esta relação comercial pode facilitar o acesso a frotistas, embora não garanta a conversão imediata em vendas. Boschi observa que alguns produtos importados chegam com preços significativamente inferiores aos praticados por fabricantes tradicionais. Em determinadas ofertas a diferença pode variar de 30% a 40%, o que amplia a pressão sobre as marcas estabelecidas. A diferença de preço, porém, não encerra a análise do comprador. Caminhões trabalham em operações nas quais a disponibilidade é fundamental. Uma falha que mantenha o veículo parado por vários dias pode comprometer entregas e receitas, reduzindo a vantagem obtida na aquisição. Por isto a estrutura de pós-venda será um dos principais desafios para a consolidação das novas marcas. Leoncini recomenda cautela na avaliação dos novos concorrentes. A Fenatran, marcada para 9 a 13 de novembro, funciona como vitrine para apresentar produtos, mas o lançamento não significa que a marca esteja preparada para vender, entregar e atender caminhões em todo o País: “De você colocar o bolo na vitrine a depois sair vendendo e entregando tem uma distância gigante”. O consultor ressalta que o Brasil exige estrutura de atendimento compatível com a extensão territorial e com as rotas de transporte. Uma rede concentrada em algumas capitais pode não atender às necessidades de uma frota que circula por regiões distantes. Assim os planos de cada fabricante, seus parceiros e sua capacidade de manter o veículo em operação serão tão importantes quanto o preço inicial. A pressão competitiva, entretanto, já pode provocar mudanças nas marcas tradicionais. A apuração de AutoData nos últimos meses identificou reduções de preços da Scania em alguns modelos pesados. O movimento indica que as fabricantes estabelecidas podem rever condições comerciais para defender participação e responder às novas ofertas. Além dos preços Leoncini espera que a concorrência acelere decisões sobre o portfólio. As marcas locais podem antecipar a introdução de produtos globais ou avaliar tecnologias que ainda não ganharam escala no Brasil. A reação, contudo, dependerá da viabilidade comercial e da adequação de cada solução às operações nacionais. TECNOLOGIAS ALTERNATIVAS A diversificação das tecnologias de propulsão deve continuar, mas a PSR não espera uma participação expressiva dos caminhões elétricos no mercado total em 2027 e 2028. Para Priscila Spadine a expansão deve ocorrer principalmente no segmento de modelos leves e semileves, podendo alcançar aplicações médias. A infraestrutura de recarga e a autonomia ainda limitam o uso de caminhões elétricos em operações mais exigentes. Divulgação/MB

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