93 AutoData | Outubro 2026 na renovação de veículos mas os recursos destinados aos ônibus se esgotaram rapidamente. Mesmo taxas subsidiadas podem representar um desafio para empresas com fluxo de caixa limitado. O acesso ao financiamento, portanto, importa tanto quanto a existência de linhas de crédito. Priscila Spadini, da PSR, considera que uma redução dos juros para patamares próximos de 11% a 12% poderia melhorar o ambiente de investimento no futuro. Mas ela não espera que um programa estrutural de renovação de frotas resolva o problema no curto prazo. Sem uma política contínua e previsível as compras tendem a continuar concentradas em ciclos de financiamento e licitações. FROTA URBANA ENVELHECE O transporte urbano evidencia as consequências do adiamento dos investimentos. Segundo Bisi a idade média da frota chegou a 7,1 anos, acima dos cinco anos que considera adequados para um sistema saudável. A falta de substituição dos veículos amplia a necessidade de renovação, mas a capacidade de compra continua limitada pela situação financeira das operadoras. A renovação depende também das regras dos contratos de concessão e das condições de cada município. Algumas cidades estabelecem limites de idade para os veículos e prazos para a substituição da frota. Quando os operadores não conseguem investir no ritmo previsto podem transferir ônibus usados para localidades com exigências diferentes, mas esta alternativa não resolve a necessidade de renovar o sistema como um todo. Bisi indica que a capacidade dos municípios de financiar o transporte coletivo influencia diretamente o volume de encomendas. Os subsídios ajudam a cobrir a diferença do custo de operação para a receita das tarifas, mas a disponibilidade e a estrutura destes recursos variam conforme a cidade. O presidente da Fabus propõe mecanismos de financiamento mais amplos para o transporte urbano. Dentre as alternativas que apresenta estão o custeio público das gratuidades concedidas pelo próprio sistema, o financiamento das tarifas sociais para pessoas de baixa renda e a ampliação das fontes de recursos para além do vale-transporte tradicional. A lógica econômica é dar maior previsibilidade à receita das empresas e reduzir a pressão sobre a tarifa paga pelo passageiro. Com um sistema de custeio mais estável os operadores poderiam planejar investimentos de longo prazo e os fabricantes teriam demanda menos sujeita a interrupções. Boschi observa, entretanto, que a reorganização das redes de transporte também influencia a quantidade de veícuDivulgação/Volvo Divulgação/VWCO
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=