Caoa Chery cresce 15% com mercado em queda

São Paulo — Em direção contrária ao mercado, que registrou queda no quadrimestre, a Caoa Chery conseguiu aumentar em 15% o seu volume de vendas na comparação com o mesmo período de 2019, somando quase 6 mil licenciamentos. A empresa também aumentou sua participação de mercado de 0,64% para 1,02% na mesma base comparativa.

 

A Caoa Chery justificou o crescimento pela ampliação e consolidação do seu portfólio no mercado nacional. O Tiggo 5X foi o modelo mais vendido da Caoa Chery em 2019 e, no acumulado do ano, continua à frente, com 3,3 mil unidades comercializadas.

 

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Produção de chassis de ônibus cai 29%

São Paulo – A produção de chassis de ônibus no quadrimestre somou 6,3 mil unidades, de acordo com balanço da Anfavea divulgado na sexta-feira, 8. O resultado representa retração de 28,5% sobre o volume produzido em igual período no ano passado.

 

Em abril, mês em que ocorreu parada de produção na maioria das fábricas instaladas no País, a produção somou 396 unidades, queda de 86% na comparação com o volume registrado em abril do ano passado.

 

Por segmento, os chassis de ônibus urbanos representaram o maior volume do total produzido pela indústria no janeiro-abril. Saíram das linhas 5,1 mil unidades no quadrimestre, 27,3% menos.

 

Já os chassis de ônibus rodoviários produzidos somaram 1,2 mil unidades até abril, uma queda de 33% sobre a mesma base de comparação.

 

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Apenas 403 caminhões foram produzidos em abril

São Paulo – A produção de caminhões em abril, mês marcado pela interrupção das linhas de montagem instaladas no País, somou 403 unidades, volume 96% menor do que o registrado em abril do ano passado. A retração, esperada, interrompeu desempenho que era positivo até o fechamento do trimestre, em março.

 

De acordo com balanço divulgado pela Anfavea na sexta-feira, 8, as fabricantes de caminhões produziram no quadrimestre 25,1 mil unidades. O volume representa retração de 26,5% sobre o volume produzido em igual período no ano passado, o que de certa preocupa a indústria acerca do atendimento das demandas do setor agrícola.

 

“Liga o alerta porque temos um grande cliente para atender, o agronegócio, que manteve expectativas de grande safra neste ano no País”, disse Gustavo Bonini, vice-presidente da entidade. “Os poucos caminhões produzidos antes da parada das linhas eram basicamente modelos pesados destinados a esse mercado.”

 

O executivo afirmou que ainda permanece na indústria cautela acerca do que poderá acontecer nos próximos meses em termos de produção e venda de caminhões. Por outro lado, já é possível considerar atrasos em cronogramas de lançamentos, por exemplo. A próxima fase do Proconve, a P8, programa para vigorar em janeiro de 2022, está sob análise:

 

“Tudo aquilo que envolve nova tecnologia [no caso da P8, o equivalente ao Euro 6 em motores de veículos comerciais] envolve investimento para sua adoção, e isso é algo que, no momento, se mostra complicado. A indústria está de olho em como o mercado o o consumidor se comportará sobre a necessidade dessas tecnologias”.

 

O balanço da Anfavea mostrou que no quadrimestre a produção de modelos pesados foi de 13,2 mil unidades, 30% menos sobre o volume produzido de janeiro a abril do ano passado. A produção de semipesados caiu 15%, somando 6,5 mil unidades. A produção de leves, fechando o grupo dos três segmentos com maior volume produzido até abril, chegou a 4,1 mil unidades,  29% a menos.

 

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Impactos da pandemia chegam ao setor de máquinas

São Paulo — As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias recuaram 24% em abril na comparação com o mesmo mês de 2019 e 41,8% na comparação com março, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 8. Foi o primeiro mês em que o setor sentiu o impacto da pandemia da covid-19 no consumo por máquinas — em março houve crescimento nas vendas, puxado pelo período de colheita. No primeiro quadrimestre foram comercializadas 11,9 mil unidades, queda de 4,6%, ainda assim bem menor do que a registrada em outros segmentos da indústria. 

 

Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea que responde pelo setor agrícola, confirmou que o volume menor de compra dos produtores é resultado da pandemia da covid-19: "Com o avanço do vírus o produtor está muito mais cauteloso em fazer investimento em bens de capital. Ele vai esperar e manter o caixa saudável para honrar pagamentos". 

 

Mesmo com o baixo resultado em abril, o executivo lembrou que a produção não parou durante a pandemia e, para os próximos meses, tem boas perspectivas para a colheita de grãos, especialmente a soja, que tem expectativa de uma nova safra recorde. Esses fatores, segundo ele, deverão ajudar na retomada do consumo por máquinas nos próximos meses. 

 

O setor de construção já não tem as mesmas perspectivas para os próximos meses, segundo Miguel Neto, que revelou que a demanda por máquinas já estava em queda antes da pandemia, cenário que deverá se estender. 

 

A produção também foi afetada e as fábricas ficaram paradas, em média, vinte dias. O resultado de abril foi 60,3% menor do que o do mesmo mês de 2019, com 1,8 mil unidades produzidas. Com relação a março a queda foi de 59% e, no acumulado do ano, a retração foi de 20,6%, com a produção de 12,1 mil unidades. 

 

Foram exportadas 477 máquinas em abril, volume 62,1% menor do que o de abril de 2019. O executivo justificou a queda pelo avanço do vírus em outros países que são parceiros comerciais importantes, como Argentina e Estados Unidos. No acumulado do ano os embarques somaram 2,8 mil unidades, retração de 28,5%. 

 

Eventos — Questionado se o adiamento das feiras do agronegócio poderá afetar as demandas, o executivo destacou a importância dos eventos, mas admitiu que, no cenário atual, não deverão ocorrer por causa da grande aglomeração de pessoas. 

 

No caso da Agrishow, maior feira do setor que é realizada em Ribeirão Preto, SP, e foi adiada, o executivo não confirmou se o evento acontecerá esse ano em uma nova data. Mas adianto que, caso seja realizada, as marcas associadas à Anfavea não participarão: "É hora de repensar esse formato de evento e, por causa do cenário atual, temos que encontrar outras maneiras de apresentar nossos produtos, como transmissões online".

 

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Preços deverão subir mesmo com mercado em baixa

São Paulo – Parece contraditório, mas mesmo com um cenário de mercado interno em queda de 27% no primeiro quadrimestre, comparado com igual período de 2019, as fabricantes de veículos fazem cálculos para subir o preço dos modelos. As vendas somaram, no período, 613,7 mil unidades, ante 839,5 mil veículos no ano passado, segundo divulgou a Anfavea na sexta-feira, 8. Demanda menor, preço menor, imaginaria o leitor, mas a realidade será diferente, segundo o presidente Luiz Carlos Moraes.

 

“O dólar disparou e gerou uma pressão enorme nos custos”, disse o executivo em entrevista coletiva on-line. “E caindo o volume produzido, nossos custos também aumentam”.

 

Na retomada da produção as montadoras estão operando com menos trabalhadores nas linhas, mas reforçaram medidas sanitárias e elevaram os itens do EPI, incluindo máscaras, por exemplo. Embora sejam ajudadas pela MP 936, que permitiu flexibilizar jornada e salários, as fabricantes ainda terão menos escala – e a escala ajuda a reduzir o custo.

 

Mas Moraes coloca no dólar a principal razão para aumento dos custos. Pudera, a moeda estava cotada na casa dos R$ 4 no começo do ano e está batendo nos R$ 6 nos últimos dias. “Boa parte desta desvalorização do real é por causa da política. Por uma crise desnecessária todos os setores serão afetados. Quanto mais barulho em Brasília, mais dificuldades teremos na economia”.

 

Em abril foram comercializadas 55 mil 735 unidades, queda de 76% na comparação com o mesmo mês de 2019 e de 66% com relação a março.

 

 

O presidente da Anfavea evitou falar em reabertura das concessionárias, pauta levantada pelo presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. Mostrou, porém, que a queda nas vendas foi maior em mercados com maior restrição de abertura das lojas – São Paulo, o principal mercado de vendas de veículos no Brasil, registrou apenas 551 unidades, uma queda de 99%. No Rio de Janeiro foi parecido, 89% de recuo. O estado que mais licenciou carros, no mês passado, foi Minas Gerais: 14,2 mil unidades – muitas locadoras licenciam seus veículos em Belo Horizonte.

 

Mesmo com quase nenhuma produção em abril os estoques nos pátios das fabricantes e da rede conseguem abastecer quatro meses de vendas. Segundo a Anfavea somavam 237,3 mil veículos ao fim de abril.

 

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Abril tem a menor produção de veículos em 60 anos

São Paulo – Com 57 fábricas fechadas e cerca de 95 mil trabalhadores em casa, a indústria automotiva produziu em abril apenas 1 mil 847 veículos. Foi, segundo a Anfavea, o volume mais baixo desde fevereiro 1957, quando operavam no Brasil apenas DKW-Vemag, Ford, General Motors, Mercedes-Benz, Scania e Volkswagen, que produziram 2 mil 144 unidades. O resultado representa queda de 99,4% com relação a abril do ano passado e de 99% na comparação com março, quando a pandemia ainda não havia comprometido a produção – embora algum reflexo tenha sido sentido.

 

No acumulado do ano o volume caiu 39,1% com relação ao primeiro quadrimestre de 2019, somando 587,7 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus produzidos. A indústria nacional deixou de produzir mais de 380 mil veículos na comparação dos períodos.

 

Em abril saíram das linhas de montagem 1 mil 48 veículos leves, 403 caminhões e 396 chassis de ônibus.

 

 

 

Ainda que, ignorando a ciência, o governo federal pressione estados e municípios para o fim do isolamento, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, ressaltou em entrevista coletiva on-line que a saúde é prioridade e que as associadas seguirão “100% as recomendações das secretarias de saúde e da OMS”.

 

Muitas fabricantes estão retornando ao trabalho – em diversos estados as atividades industriais estão liberadas: as montadoras fecharam suas fábricas por decisão própria. Um conjunto de 34 protocolos para voltar a produzir de forma a evitar a contaminação pelo novo coronavírus foi reunido pela Anfavea e publicado em seu site, para que sejam seguidos, também, por fornecedores e concessionários.

 

Em paralelo, os executivos do setor seguem negociando com o governo medidas para ajudar a resgatar a liquidez com as empresas. Uma proposta foi colocada na mesa do ministério da Economia, sugerindo garantias aos bancos para os empréstimos, mas as negociações ainda não tiveram um desfecho.

 

“Não queremos juros subsidiados ou usar dinheiro público. Nós pedimos um spread aceitável para o momento atual”, disse o presidente, lembrando que as taxas de juros do sistema financeiro seguem subindo, apesar da redução na taxa básica Selic. “Os bancos estão com percepção de aumento de risco, por isso crescem os custos dos financiamentos”.

 

Moraes também criticou o governo federal. Segundo o presidente da Anfavea uma parte da valorização cambial é de responsabilidade da condução política. “É crise de manhã, crise à tarde, crise no ministério da Saúde, crise na Cultura, no Judiciário, no Legislativo. A desvalorização exagerada do real não é econômica, é política. As agendas do governo estão atrapalhando a economia”.

 

O dólar, lembra Moraes, estava na casa dos R$ 4 no começo do ano e está batendo nos R$ 6 nos últimos dias. Como boa parte dos componentes usados nos veículos é importada, acaba refletindo nos custos da indústria – a consequência é a necessidade de reajustar os preços dos veículos, mesmo em cenário de demanda reprimida.

 

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Embarques somam menor volume em 23 anos

São Paulo – As exportações de veículos, em abril, registraram o pior resultado nos últimos 23 anos, segundo divulgou a Anfavea na sexta-feira, 8. Os embarques somaram apenas 7,2 mil unidades no mês passado, queda de 79,3% na comparação com abril de 2019 e de 76,6% ante março.

 

O presidente Luiz Carlos Moraes disse que a queda é decorrente do avanço do novo coronavírus na América do Sul, que prejudicou as vendas em mercados como Argentina, Chile e Colômbia, importantes parceiros comerciais:

 

"O pouco que exportamos no mês passado eram negócios que já estavam fechados. Até o final do ano as perspectivas não são boas e será um período difícil".

 

A entidade evitou fazer projeções sobre os possíveis números do setor em 2020, alegando que o cenário atual não permite: não é possível saber quando a pandemia vai acabar.  No primeiro quadrimestre a indústria embarcou 96,2 mil veículos, recuo de 31% com relação ao mesmo período do ano passado – mas Moraes projeta queda maior daqui em diante. 

 

 

O baixo volume exportado no mês passado rendeu aos cofres das empresas apenas US$ 252,7 milhões, valor 69,7% menor do que o de abril do ano passado, mesmo com a moeda estadunidense atingindo patamares recordes. Na comparação com março a retração foi de 64,4% e, no acumulado do ano, o setor somou quase US$ 2,2 bilhões em exportações, queda de 33,5% ante igual período de 2019.

 

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Caravana surpresa pede ao STF o fim do isolamento

São Paulo – Após reunião de rotina de empresários e executivos graduados de diversos setores da indústria com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu rumar, seguido pela caravana, para a sede do STF, Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, DF. Foram a pé, em cena documentada por emissoras de televisão e fotógrafos – alguns sem máscara, em meio a uma pandemia que vitimou, por enquanto, ao menos 8 mil brasileiros.

 

Os empresários presentes à reunião seguiram o presidente, Guedes e outros ministros e parlamentares – dentre eles o filho de Bolsonaro, Flávio, o senador enrolado em algumas investigações por causa de laranjas, rachadinhas e Queiroz. Representavam diversas indústrias, como siderúrgica, têxtil, química e automotiva. Em nome da Anfavea estava o vice-presidente Antonio Sérgio Martins Mello, da FCA.

 

A Dias Toffoli, presidente da suprema corte brasileira, Bolsonaro falou das dificuldades da economia brasileira e dos industriais. A indústria automotiva foi usada como exemplo, com mais de sessenta fábrica fechadas – todas por decisão própria, lembremos – e com redução drástica no volume de produção. Os dados do mês e quadrimestre serão divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 8.

 

O que pediu o presidente? Diante do agravamento da pandemia, com relatos subnotificados de seiscentas mortes por dia, com mais de 8 mil vítimas fatais da covid-19 desde o fim de fevereiro, com estados e municípios fazendo malabarismos para evitar que seus sistemas de saúde entrem em colapso, com leitos de UTI quase todos preenchidos, Jair Messias Bolsonaro pediu o fim do isolamento — a única medida cientificamente aceita no combate à proliferação do vírus.

 

Foi o STF quem deu autonomia a estados e municípios decidirem por medidas de isolamento, demais restrições de movimentação e lockdown.

 

A reportagem apurou que nem todos os representantes do universo dos negócios que seguiram Bolsonaro ao STF sabiam o que aconteceria. Também nem todos os que lá estiveram concordam com a demanda do presidente e sentiram-se constrangidos. Mas alguns concordaram e concederam entrevistas ecoando o pedido do presidente e fazendo tristes relatos: “Haverá mortes de CNPJ”, disse um, do setor de brinquedos – e infelizmente não era um gracejo.

 

O que diz a Anfavea?

 

 

"A Anfavea não tem condições de opinar a respeito de questões de saúde pública, por isso segue integralmente as recomendações das autoridades no assunto. Isso não impede debates para a retomada da economia no tempo devido, bem como de ações para mitigar os efeitos econômicos da pandemia em nosso país."

 

Foto: Marcos Corrêa/PR

Agronegócio, mineração e entregas urbanas iniciam a retomada em caminhões

São Paulo – Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, é o quinto entrevistado da Webcon AutoData, a série de conversas de jornalistas de AutoData com líderes do setor automotivo. Na entrevista, já disponível na página do YouTube da AutoData Editora, Cortes mostrou segurança com relação a uma retomada na produção e apontou alguns segmentos que começam, ainda que devagar, a puxar as vendas: agronegócio, mineração e distribuição urbana.

 

”A demanda está muito baixa, mas identificamos essas três atividades à procura por caminhões”.

 

 

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BYD conclui homologação de ônibus de fretamento

São Paulo – A BYD concluiu a homologação da carroceria do ônibus de fretamento BYD D9F — agora, poderá colocá-lo no mercado. O veículo foi desenvolvido para operações rodoviárias de curtas e médias distâncias.

 
A autonomia do D9F é de 400 quilômetros, e seu powertrain elétrico desenvolve até 402 cv de potência por meio de dois motores integrados às rodas do eixo traseiro. A carroceria é a Marcopolo Viaggio 1050.

 

Para Marcello Schneider, diretor da divisão de ônibus da BYD, com essa autonomia "é possível que os operadores desenvolvam curtas e médias distâncias com um grande desempenho e economia de operação, graças à disponibilidade e economia de carregamento com relação aos similares a combustão".

 

O ônibus BYD D9F tem 12 m 90 de comprimento, capacidade para 44 passageiros, é equipado com sistema de ar-condicionado, dispositivo de poltrona móvel para total acessibilidade, sistemas de som e entretenimento e tomadas USB em todas as poltronas.

 

Foto: Divulgação.