Live AutoData entrevista Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea

São Paulo – AutoData transmitirá na segunda-feira, 11, a partir das 16h00, entrevista ao vivo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Essa transmissão se dará pelo canal de AutoData no Youtube e estará aberta ao público.

 

Será uma ótima oportunidade para ver, e ouvir, o presidente da Anfavea sobre o balanço das atividades automotivas e também sobre seus próximos passos e ações.

Setor automotivo ensaia retomada em novo cenário

São Paulo – Aos poucos as linhas de montagem vão sendo religadas no País em um novo contexto criado pelo período de pandemia. Mais do que que uma retomada obedecendo aos protocolos de saúde, a indústria deve viver uma nova realidade em termos de produção e vendas, segundo especialistas ouvidos pela Agência AutoData.

 

A tendência, propõem, é a de que as empresas busquem por agressivo processo de redução de custos, uma vez que as rede de concessionários fechadas, assim como as fronteiras internacionais, constituem entrave à atividade comercial. Com encargos e tarifas a pagar, ainda que em período de inatividade, não sobrou alternativa senão cortar gastos e proteger o caixa.

 

“O primeiro período de isolamento social serviu para que as áreas de planejameto estratégico organizassem os dados para, a partir deles, se construir um plano de ação para os próximos meses”, disse Antonio Jorge Martins, professor da FGV-SP. “Não há dúvidas de que o planejamento será baseado na busca por novas formas de receita e redução de custos, até porque era algo que já estava no radar das empresas.”

 

Nesse sentido o que poderá ocorrer num primeiro momento é a redução dos quadros das fábricas – os baixos volumes que devem marcar o mercado no segundo semestre não justificariam a atividade com o volume de funcionários que a indústria automotiva mantinha antes do coronavírus. De acordo com dados da Anfavea de fevereiro, período anterior ao anúncio dos primeiros casos da covid-19 no País, o indústria empregava 126 mil funcionários.

 

“As montadoras buscam a redução de custos e o primeiro ponto é enxugar a produção. As demandas não justificarão muitos turnos porque o mercado consumidor vai demorar a reagir", observou Paulo Cardamone, consultor da Bright. "E, se isso acontecer, muito foi investido em tecnologias de manufatura digital no sentido de se fazer mais com menos.” 

 

Vendas – Se a projeção é a de que o consumo na ponta estará retraído no pós-pandemia – considerando a passagem do pico da contaminação até julho, como espera o Ministério da Saúde, e eventual onda de desemprego e diminuição da massa salarial –, no mercado corporativo os analistas dizem que é possível cogitar alguns desafios frutos da estagnação comercial.

 

Um deles, segundo Cardamone, é a diminuição da atividade no ramo da locação de veículos. Com menor número de passageiros em função do isolamento social o consultor indica para a diminuição dos deslocamentos realizados pelos serviços de aplicativos – estes os grandes clientes das locadoras, que, por sua vez, são os grandes clientes nas montadoras por meio da venda direta, que vinha garantindo volume ao negócio automotivo.

 

“Com a menor circulação pode ser que as locadoras estejam recebendo veículos que foram alugados por motoristas. Como as montadoras se comportarão diante de um cenário de possível queda nas demadas das locadoras? É importante considerar, ainda, a baixa circulação nos aeroportos onde há lojas das locadoras.”

 

O último balanço da Fenabrave mostrou que 50,5% das poucas vendas realizadas em abril ocorreram pelo canal direto, o que indica, ainda, forte presença da modalidade no mix do mercado automotivo, apesar da queda registrada no volume vendido. Por outro lado espera-se o fortalecimento de novos canais de vendas como resposta ao cenário de concessionárias com portas fechadas. Para Fernando Trujillo, consultor da IHS Markit,  as montadoras intensificarão os esforços nas vendas via internet, sejam elas de veículos ou de componentes.

 

Mudanças também devem ocorrer no perfil do vendedor de veículos, disse o professor Martins, da FGV: "Uma vez o mercado voltando à normalidade é possível que a venda de veículos seja mais técnica, ou seja, baseada em processos experimentados durante o período de quarentena, quando o esforço de venda foi maior pois as portas estavam fechadas. Recorrer à tecnologia, aos leads gerados em canais digitais, por exemplo, pode ter deixado sua marca nas equipes de vendas”.

 

Produtos – Provocar atrasos em cronogramas foi um dos principais reflexos da pandemia, e o que se espera nesse sentido, de acordo com os especialistas, é a reorganização do ciclo de lançamentos, notou Trujillo, da IHS Markit. "As empresas deverão focar nos investimentos em veículos que proporcionam maior rentabilidade, podendo, as empresas, reduzirem ou cancelarem versões e modelos menos rentáveis”.

 

E, como lembrou Cardamone, da Bright, os cronogramas em torno da venda de modelos elétricos deverão ser aqueles a serem submetidos a maiores alterações: “A adoção do veículo elétrico depende muito da construção de infraestrutura, do investimento público. Com os estados concentrados nas questões sanitárias, sobrará pouca atenção, e recursos, a esses projetos”. 

 

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Produção zero na Argentina em abril

São Paulo – Como era de se esperar nenhum veículo foi produzido na Argentina em abril. Parada desde 20 de março a indústria local registrou apenas exportações no mês passado – 2,4 mil veículos foram enviados a mercados da região, segundo divulgou a Adefa na quarta-feira, 6, volume 88,4% inferior ao exportado em abril de 2019 e 82,9% abaixo de março.

 

Estes veículos foram produzidos antes do Isolamento Social Preventivo e Obrigatório imposto pelo governo para prevenir a pandemia de covid-19 no país e só foram exportados mais no fim do mês, quando a quarentena foi relaxada e permitiu atividades relacionadas ao comércio exterior.

 

No acumulado do ano as exportações registram queda de 37%, com 41,3 mil veículos vendidos. A produção acumula queda de 38,3% com relação ao primeiro trimestre de 2019, com 66 mil unidades montadas.

 

Da mesma forma houve volume mínimo comercializado à rede concessionária local: 7,5 mil unidades. O varejo, segundo a Acara, negociou 4,4 mil veículos no mês passado.

 

O presidente da Adefa, Gabriel López, disse que a entidade está alinhada com o governo nas medidas de combate à covid-19. Elogiou a autorização de produzir para exportar, “dado ao perfil exportador da produção do setor automotivo”.

 

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Esportivo Audi R8 retorna ao Brasil

São Paulo – A Audi anunciou o retorno do esportivo R8 ao mercado brasileiro a partir do segundo semestre, pelo valor único de R$ 1,2 milhão, negociado por meio de venda direta. É posssível personalizar até dez itens do carro antes dele entrar na linha de produção: cores externas, acabamento, capa do retrovisor, cor do logotipo das argolas, rodas, etc. Segundo a companhia há quase 1,6 milhão de combinações possíveis.

 

“O Audi R8 é um veículo mítico, o mais esportivo e arrojado de toda a nossa gama, e que carrega um grau de exclusividade muito forte”, disse, em nota, Johannes Roscheck, CEO e presidente da Audi do Brasil. “Com esta estratégia o cliente poderá configurar o modelo exatamente do jeito que ele quiser antes mesmo de entrar na linha da produção. Estamos elevando ainda mais seu caráter exclusivo, pois dentre tantas combinações o cliente poderá ter um veículo realmente único.”

 

O catálogo da linha 2021 do Audi R8 está disponível nas concessionárias. O pedido deverá ser confirmado até 14 de maio para que seja possível a personalização.

 

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BMW abre sua loja de carros no Instagram

São Paulo – De olho nos 530 mil seguidores a BMW inaugurou em seu perfil no Instagram uma loja virtual. De início estão disponíveis cinco modelos: 118i Sport GP, 218i Sport GP, 320i Sport X1,  sDrive20i GP e X2 sDrive18i GP. Ao clicar no ícone de uma sacolinha no perfil, o seguidor tem a possibilidade de iniciar a negociação – que segue depois nos moldes tradicionais, com o contato de um vendedor de concessionária.

 

Segundo o chefe de marketing da BMW do Brasil, Jorge Júnior, a aposta é nos clientes mais jovens, o que justifica os modelos escolhidos para começar a sua loja na rede social. “No futuro a intenção é ter todos os modelos disponíveis. Faremos ações e divulgação sobre cada veículo novo que chegue à plataforma, até porque o aplicativo é usado por pessoas de diversas faixas etária”.

 

Da primeira conversa até o lançamento, na terça-feira, 5, passaram-se três semanas, prazo considerado muito curto pelo executivo. Júnior lembrou que a novidade é uma alternativa para a empresa continuar se relacionando com os consumidores interessados em comprar um veículo durante esse período de pandemia, que faz com que as pessoas fiquem em casa e a rede de concessionárias permaneça fechada. 

 

Mas a BMW terá alguns desafios para conquistar seus clientes nesse novo canal de vendas: um deles é a própria novidade. Os clientes ainda não têm o hábito de fazer compras online, por ser um bem de alto valor agregado e que envolve razão e emoção na hora da aquisição: "O cliente gosta de ir na concessionária ver o carro, o interior e os materiais usados, conversar sobre as tecnologias. Mas agora o cenário mudou por causa da pandemia".

 

Os clientes que acessarem a loja conhecerão os pormenores de cada modelo e, caso tenham interesse, deverão enviar proposta de compra para um concessionário de sua escolha e aguardar o contato de um vendedor para dar continuidade ao processo de compra.

 

Jorge Júnior estimou prazo de um a dois dias para o contato, mas a BMW trabalha para reduzi-lo: "Estamos conversando com toda a rede para que este contato seja feito de forma cada vez mais rápida. No futuro queremos atender aos clientes pouco tempo depois de enviarem a proposta. Os concessionários precisam entender que o digital chegou para ficar e que a mentalidade deles já está mudando".

 

Os revendedores da BMW que estão com as lojas abertas também criaram alternativas online durante a pandemia, como a apresentação à distância de modelos nos quais os clientes tem interesse. 

 

Durante maio a BMW terá condições especiais na loja do Instagram, como as três primeiras parcelas pagas e três anos de revisão sem custos.

 

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Vice-líder Volkswagen perde menos no quadrimestre

São Paulo – Em um primeiro quadrimestre atípico, com fortes reflexos do fechamento do comércio e da quarentena imposta por governos estaduais e municipais nas vendas de veículos, quem perdeu menos conseguiu ganhar. E, dentre as dez marcas mais compradas pelos brasileiros, a vice-líder Volkswagen foi quem se deu melhor – ou teve resultado menos ruim.

 

Os 93,5 mil veículos Volkswagen licenciados de janeiro a abril representam queda de 19,4% com relação aos primeiros quatro meses de 2019, a redução menos acentuada no período. A companhia ganhou 1,5 ponto de participação, fechando o quadrimestre com 16% de mercado.

 

A líder Chevrolet oscilou 0,1 ponto para baixo, fechando com 17,9% de market share. Suas vendas caíram 27,4% no período – pouco mais do que todo o segmento de automóveis e comerciais leves, em retração de 27,1%.

 

Fiat, Hyundai e Nissan foram outras marcas que apresentaram queda de vendas inferior à média do mercado e ganharam participação. A Hyundai também ganhou duas posições, saindo da sétima para a quinta posição.

 

A Renault caiu da quarta para a sétima posição e a Ford subiu um degrau, da quinta para a quarta posição. Jeep e Honda inverteram seus lugares no ranking, respectivamente oitavo e nono degrau.

 

 

 

 

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Coronavírus derruba as vendas da Colômbia: queda de 99%.

São Paulo — As vendas de automóveis na Colômbia ficaram, na prática, paradas durante abril, com queda de 98,9% na comparação com o mesmo mês de 2019 e apenas 217 unidades comercializadas, segundo dados divulgados pela Andemos, Associação Nacional de Mobilidade Sustentável. 

 

No acumulado do ano o setor somou 51,5 mil unidades vendidas, recuo de 30,8% ante igual período do ano passado. Oliveiro Enrique García, presidente da Andemos, disse que a retração foi causada pelo cumprimento do isolamento obrigatório decretado pelo governo, desde 22 de março, em decorrência do avanço da pandemia da covid-19.

 

Nenhuma empresa vendeu mais do que cem unidades. A Chevrolet liderou o mês com 77 veículos comercializados, seguida pela FAW, que emplacou dezenove, e pela Kia, com dezesseis.  

 

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GM registra lucro no primeiro trimestre

São Paulo – A General Motors reportou lucro de US$ 300 milhões no primeiro trimestre, quando seus resultados sofreram impacto da pandemia da covid-19 na China e na Coreia do Sul, na primeira metade do trimestre, e na América do Norte e na América do Sul, a partir de março. Sua receita caiu 6,2% no período, para US$ 32,7 bilhões.

 

Segundo a companhia, em comunicado, o impacto da covid-19 nos negócios chegou a US$ 1,4 bilhão.

 

As vendas nos Estados Unidos caíram 7% no trimestre, embora o segmento de picapes tenha apresentado alta – o que significa resultados financeiros melhores. Na China a GM vê um início de recuperação das vendas em março, quando foi registrado declínio menor na comparacao com março de 2019.

 

A GM não divulga seus resultados por região: separa apenas a divisão América do Norte, cujo EBIT foi de US$ 2,2 bilhões positivo no primeiro trimestre, divisão Internacional – onde está a operação brasileira – com EBIT negativo de US$ 600 milhões, Cruise, de elétricos e autônomos, que teve prejuízo de US$ 200 milhões, e GM Financial, também com US$ 200 bilhões de EBIT negativo. O EBIT global foi de US$ 1,2 bilhão positivo.

 

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Setor de implementos registra queda de 13%

São Paulo – O setor de implementos rodoviários fechou o primeiro quadrimestre com vendas 13% menores às dos quatro primeiros meses de 2019, segundo a Anfir, associação que representa as empresas fabricantes de reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis. Foram licenciadas 30,9 mil unidades, ante 35,6 mil de janeiro a abril do ano passado.

 

Os dados são imprecisos, justifica a entidade: parte dos implementos vendida em abril está circulando sem placa, atendendo a pedido da Anfir ao Denatran. Como alguns Detran estão fechados, sem emitir documentos, foi solicitada autorização de circulação sem o emplacamento.

 

Mas o presidente Norberto Fabris ressaltou que a queda no setor não é maior devido à carteira de clientes desenvolvida pela indústria antes da pandemia: “A indústria estava no ritmo pós-crise com os planos de recuperação sendo implementados. O resultado são as vendas programadas que estão sendo entregues, reduzindo os efeitos da paralisia na economia sobre as atividades do segmento. Recuamos a um patamar de quatro anos atrás”.

 

A entidade acredita no retorno, em breve, da atividade econômica, após a suspensão da quarentena em alguns municípios: “Cidades de médio e pequeno porte tendem a voltar à vida normal antes dos grandes centros, que são focos de maior contágio da doença. Os negócios deverão ser recuperados com operações menos concentradas e mais pulverizadas”.

 

A queda no quadrimestre foi maior no segmento pesado: 16,3 mil unidades comercializadas, recuo de 16,3%. Nas carrocerias sobre chassis, da linha leve, a redução foi de 9,9%, para 14,5 mil unidades.

 

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Rede de concessionárias VWCO distribui máscaras

São Paulo – A rede de concessionárias da Volkswagen Caminhões e Ônibus iniciou distribuição de máscaras a todas as equipes de atendimento e aos clientes que visitam os seus pontos de vendas. De acordo com Rafael Grossi, presidente da ACAV, a Associação Brasileira dos Concessionários MAN Latin America, “desde o início da pandemia todos os concessionários intensificaram ações de combate à covid-19. Por isso decidimos destinar uma verba para intensificar a distribuição das máscaras aos nossos visitantes e, dessa forma, contribuir socialmente para a contenção da doença”.