Sindicato faz contraproposta ao lay-off da GM

São Paulo — Os funcionários da fábrica da General Motors de São José dos Campos, SP, entregaram à direção da empresa, na quarta-feira, 1º, via sindicato local, contraproposta ao pedido de lay-off na unidade.

 

A posição do quadro funcional é estruturada em dois pontos: o primeiro, licença remunerada por dois meses, prorrogável por mais dois, e o segundo, de acordo com o sindicato, é de lay-off com pagamento integral do salário líquido por dois meses, também prorrogável por mais dois.

 

A empresa, de acordo com o sindicato, deverá se pronunciar na quinta-feira, 2, a respeito dessa contraproposta.

 

Luiz Carlos Prates, o Mancha, presidente do sindicato local, disse que a General Motors, na condição de líder em vendas no mercado interno, “tem condições para arcar com os custos desta crise”. Ele argumentou que o pedido dos trabalhadores é viável, uma vez que a montadora deixará de recolher tributos trabalhistas no período de paralisação, o que, segundo Mancha, poderia custear os salários em sua integralidade.

 

Em 30 de março a empresa propôs lay-off em todas as suas fábricas locais, que envolveria parada da produção por dois meses, prorrogável por mais dois, e redução de salário de até 25% dependendo da faixa salarial.

 

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Toyota adia a retomada da produção em suas quatro fábricas

São Paulo – A Toyota postergou o retorno da produção em suas quatro fábricas brasileiras para 22 de abril, a quarta-feira após o feriado de Tiradentes. Quando anunciou a parada, em 24 de março, a montadora havia programado a retomada na segunda-feira, 6.

 

Em comunicado a companhia explica que “a medida visa atenuar os riscos à saúde de seus colaboradores e de seus familiares pelo avanço da pandemia de coronavírus e leva em consideração demanda e disponibilidade de fornecedores e cadeia logística”.

 

A Toyota mantém produção de veículos em Indaiatuba e Sorocaba, motores em Porto Feliz e peças em São Bernardo do Campo, todas no Estado de São Paulo. Segundo a empresa o fornecimento de peças de reposição para veículos está funcionando normalmente.

 

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FCA estima mercado em queda de 40% em 2020

São Paulo – O mercado brasileiro de veículos poderá fechar o ano em queda de 40%. A projeção é de Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina, que na terça-feira, 31, concedeu entrevista coletiva de imprensa virtual – ele de casa, na região de Belo Horizonte, MG, e também os jornalistas atuando em esquema de home office: “O mercado vinha dentro de nossa projeção anual de crescimento de 8% até a primeira quinzena de março, mas na segunda quinzena as vendas caíram 90%. Certamente teremos um segundo trimestre muito difícil e severo”.

 

O executivo acredita que, no momento, fazer qualquer projeção concreta é difícil, mas entende que redução de 40%, neste momento, é a que lhe parece estatisticamente mais aceitável: “Os mais otimistas falam em baixa de 35% e os mais pessimistas em 50% a 60%, mas isso me parece, neste momento, pessimista demais”.

 

Filosa revelou que o plano de investimentos da FCA no País, R$ 16 bilhões, está mantido, mas foi alongado do período 2018 a 2024 para 2018 a 2025:

 

“Alguns projetos sofrerão atrasos de três, seis ou até mesmo doze meses. O programa de lançamentos, como o da nova Strada e dos novos SUVs Jeep e Fiat está mantido, mas o cronograma será estendido. A construção da nova unidade de motores, por exemplo, está parada há um mês dadas as condições necessárias para a segurança dos trabalhadores”. As obras ali estão 60% concluídas.

 

De acordo com Filosa o plano da FCA prevê retorno às atividades na terça-feira, 21 de abril – o feriado de Tiradentes seria transferido para a segunda-feira, 20 – mas isso só ocorrerá se “todas as condições de saúde internas e externas estiverem presentes”. A decisão final será tomada por volta dos dias 10 a 15 de abril, revelou.

 

Ao mesmo tempo a FCA espera a publicação de medida provisória do Governo Federal que trata dos pormenores para as relações de trabalho diante da crise do novo coronavírus para buscar qual a melhor saída caso seja necessário alongar o prazo de parada: “Vamos primeiro estudar o texto”.

 

O presidente da FCA acredita que em breve serão anunciadas medidas envolvendo as empresas que ele chamou de “grandes empregadoras”. Para ele o governo agiu corretamente ao buscar primeiro ações para os trabalhadores mais vulneráveis, como os informais, e que “o próximo passo deverá ser algo envolvendo os grandes empregadores como é o setor automotivo”.

 

Ainda de acordo com o executivo há preocupações envolvendo o fluxo de caixa desde as montadoras até os pequenos fornecedores e a rede: “Todo mundo está com este problema, é generalizado e passará de crítico a crônico se o cenário atual se mantiver para além de abril. Mas tenho confiança de que, com todo mundo contribuindo em busca de soluções para esta crise, que é algo que ninguém esperava, ela possa ser administrável, ainda que muito dura”.

 

Pelos cálculos de Filosa a China levou 28 dias do registro do primeiro caso até a paralisação das atividades do setor automotivo, prazo que foi idêntico no Brasil e mais alongado na Itália e mais ainda nos Estados Unidos: “O País está sendo reativo e isso pode ajudar a sairmos da crise de uma forma melhor do que está acontecendo em outras economias mundiais”.

 

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WEG produzirá respiradores em Santa Catarina

São Paulo — A WEG assinou acordo de transferência de tecnologia com a Leistung Equipamentos, fabricante de equipamento médico-hospitalar, para produzir respiradores artificiais que serão utilizados por pacientes da covid-19. 

 

O contrato concede à WEG a licença para produzir o respirador com base técnica no aparelho de ventilação mecânica pulmonar modelo Luft-3, da Leistung. A empresa utilizará a estrutura das suas fábricas de Jaraguá do Sul, SC, para produzir os aparelhos.

 

Há meta de produção inicial de quinhentos respiradores e de instalação de linha de produção em Santa Catarina com capacidade para produzir 50 unidades/dia do equipamento médico. As entregas devem começar em maio.

 

De acordo com Manfred Peter Johann, diretor superintendente da WEG, “dependemos, agora, da obtenção dos componentes eletrônicos e pneumáticos, muitos deles importados e que sofrem escassez no mercado neste momento”. 

 

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Montadoras argentinas entram na luta contra o coronavírus

São Paulo — A Adefa divulgou na terça-feira, 31, que as empresas fabricantes de veículos instaladas na Argentina preparam, em conjunto, medidas de auxílio ao combate à covid-19, assim como algumas fabricantes brasileiras estão fazendo aqui.

 

As medidas anunciadas envolvem abertura das instalações para fabricantes de sistemas respiratórios, emprego do quadro de engenheiros em eventuais projetos, produção de componentes para respiradores, doação de insumos como máscaras e empréstimo de veículos de frota. A Agência AutoData apurou com a entidade que Volkswagen e General Motors são as empresas que oferecem empréstimo de frota de veículos, e que Toyota já teria avançada iniciativa de produzir partes e componentes de respiradores. Todas, segundo a entidade, devem desempenhar uma ou duas medidas propostas.

 

Por ora as empresas ofereceram suporte logístico às fabricantes de equipamentos médicos. Consideram estratégico, segundo a Adefa, por constituírem conjunto de pequenas e médias empresas em sua maioria.

 

Em comunicado o presidente Gabriel López, da Adefa, disse que  “em situações extraordinárias, como a que estamos atravessando em todo mundo, é imprescindível a coloboração de todos os atores da sociedade. Por isso as fábricas querem oferecer ajuda”.

 

Na Argentina mantêm fábrica FCA, Ford, General Motors, Honda, Iveco, Mercedes-Benz, Nissan, PSA Peugeot Citroën, Renault, Scania, Toyota e Volkswagen.

 

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Suzuki celebra seus primeiros 100 anos

São Paulo – A Suzuki celebra, em março de 2020, o seu centésimo aniversário. Criada por Michio Suzuki, no Litoral do Japão, produziu seu primeiro veículo só trinta anos após a fundação — nesse período a Suzuki dedicava-se a produção de teares para a indústria da seda.

 

Seu momento mais importante no Brasil foi o início da produção do SUV Jimny, em 2012, em Catalão, GO, onde é produzido até hoje. Atualmente a empresa oferece aos clientes brasileiros quatro modelos: duas opções do Jimny, a geração atual importada do Japão e a antiga produzida por aqui, o Vitara e o S-Cross, que também são SUVs.

 

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Iveco tem novo chefe para América do Sul

São Paulo — O Grupo CNH Industrial anunciou Márcio Querichelli como novo chefe da Iveco para a América do Sul. O executivo se reportará a Gerrit Marx, presidente global de veículos comerciais e especiais, e coordenará as atividades na América do Sul junto com Vilmar Fistarol, presidente da CNH Industrial para a região.

 

Marco Borba e Humberto Spinetti, executivos de negócios da Iveco caminhões e ônibus, respectivamente, passam a se reportar a Querichelli, que também será responsável pelas áreas de vendas, pós-vendas, marketing, qualidade, engenharia de produção, plataforma e planejamento de demanda.

 

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Em Betim e Goiana, produção de veículos dá lugar ao combate à pandemia

São Paulo – A busca por oportunidades de cooperação no combate à pandemia de covid-19 entrou na agenda do presidente da FCA América Latina, Antonio Filosa. Diariamente ele lidera reuniões com comitê executivo interno criado justamente com este objetivo: buscar, ao lado do poder público, ações para as quais a companhia possa emprestar sua estrutura, expertise e recursos, inclusive financeiros.

 

Algumas foram divulgadas na terça-feira, 31: além da oferta da frota de veículos a autoridades de saúde, doação de equipamentos às equipes médicas de Minas Gerais e Pernambuco – estados onde a FCA mantém produção de veículos no Brasil – e a participação na força-tarefa que busca fazer a manutenção de respiradores quebrados, a companhia colaborará com a construção de dois hospitais de campanha, em Betim, MG, e Goiana, PE.

 

Na cidade pernambucana, sede do Polo Automotivo Jeep, a FCA constrói uma UPAE, Unidade Pernambucana de Atenção Especializada. Terá cem leitos disponíveis, dez consultórios, uma sala de triagem, posto de enfermagem, sala de inalação, centro de material e esterilização, sala de espera, vestiários, banheiros e salas de administração. A promessa é entregar tudo ao governo estadual na segunda quinzena de abril – e ficará como legado à população após a pandemia.

 

Em Betim a FCA reservou uma área do Fiat Clube, área recreativa usada pelos funcionários, à Prefeitura e ao governo de Minas Gerais. No local está sendo erguido desde a sexta-feira, 27, um hospital de campanha para recepção, triagem e internação de pacientes com covid-19 – serão duzentos leitos. A entrega está prevista para esta semana.

 

A companhia busca, também, ajudar a ampliar a produção nacional de ventiladores pulmonares – equipamento imprescindível no tratamento da covid-19. Profissionais das áreas de compras, logística e engenharia trabalham em conjunto com produtores dos equipamentos para identificar gargalos, buscar fornecedores ao redor do mundo para conseguir peças no curto prazo, procurar parcerias para transferência tecnológica e fontes de financiamento para investimento na produção.

 

A FCA compõe a força-tarefa criada pelo Senai para reparar estes ventiladores danificados, oferecendo as instalações das fábricas de Betim e Goiana para receber e fazer a manutenção dos equipamentos. As impressoras 3D dos complexos industriais trabalham para entregar 2 mil máscaras plásticas a profissionais da saúde – a doação começará nos próximos dias.

 

Em parceria com Faurecia, Revestcoat e Prima Sole, em Pernambuco, entregou ao SAMU 615 macacões de segurança, 2,5 mil pares de luvas nitrílicas, dez protetores faciais e uma autoclave para esterilização de materiais. Em Minas Gerais foram doados quinhentos macacões, 2,5 mil pares de luvas, 30 mil máscaras cirúrgicas descaráveis e 50 quilos de álcool em gel.

 

Segundo Filosa outras medidas estão em estudo: “Estamos trabalhando em cooperação estreita e altamente positiva com todas as esferas governamentais, tendo como prioridade contribuir de forma efetiva nas áreas onde há maior necessidade. O momento pede união de esforços, e a FCA faz questão de se fazer presente e atuante”.

 

Questionado, o presidente da FCA evitou falar em valores investidos nas ações. “Não consideramos investimento, até porque não esperamos retorno. Então, até mesmo por este motivo, acho que não convém revelar o valor aplicado”.

 

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Carlos Gomes deixará o Grupo PSA

São Paulo – O português Carlos Gomes deixará o Grupo PSA em julho para dedicar-se a um projeto pessoal. O executivo presidiu as operações da América da Latina de 2010 a 2018, quando partiu para liderar a divisão chinesa – e onde deixa o cargo para Grégoire Olivier.

 

Enquanto presidente da América Latina, Gomes foi eleito Personalidade do Ano do Prêmio AutoData, o mais prestigioso reconhecimento da indústria automotiva no campo de economia e negócios.

 

A PSA também redistribuiu algumas responsabilidades, com a região ASEAN ingressando na região Índia-Pacífico, sob responsabilidade de Emmanuel Delay. O Business Lab juntou-se ao Free2Move, reportando-se a Brigitte Courtehoux.

 

A direção de auditoria e proteção de riscos e a área de compliance foram integradas à direção de recursos humanos e transformação, respondendo para Xavier Chéreau.

 

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