Startup aposta em serviço de mecânico delivery

São Paulo – Em tempos de quarentena, horários reduzidos de atendimento e, em alguns casos, cidades com as oficinas das concessionárias impedidas de operar, o serviço oferecido pela startup Tempo Tem ganha mais relevância. Desde junho do ano passado a empresa oferece um sistema de mecânico delivery, que faz a manutenção do veículo sem precisar tira-lo da garagem.

 

Com uma frota composta por vans e motocicletas – os veículos duas rodas são usados para serviços mais simples, como troca de bateria – a Tempo Tem oferece manutenção preventiva, revisão, troca de óleo e outros serviços sem tirar o carro de casa. Auxilia, também, o cliente no local, com o serviço de auto socorro. Basta o cliente acessar o site e selecionar o horário de atendimento:

 

“Oferecemos manutenção preventiva e corretiva e conseguimos solucionar até 90% das panes mais comuns dos veículos sem precisar guinchar o veículo”, disse Bianca Amaral, diretora da startup. “Consertamos na garagem ou na rua, onde o cliente estiver”.

 

Para serviços que não são considerados simples a startup utiliza suas vans, equipadas como oficinas, para prestar os serviços. Se o veículo necessitar de uma peça que o reparador não tem no estoque da van, há a possibilidade dele comprar para o cliente e trocá-la: “Em último caso, quando não conseguimos exercer o reparo, as vans são usadas para guinchar o veículo até uma mecânica. O cliente não paga a mais por isso, porque os serviços oferecidos no site têm preço fixo”.

 

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Por enquanto em Curitiba, PR, e São Paulo, SP, a Tempo Tem começa a mirar outros mercados, segundo a diretora Bianca Amaral: “Todas as capitais estão em nosso radar. Algumas com planos mais avançados, como o Rio de Janeiro, onde já temos uma van circulando para coletar dados”.

 

Operando no mercado desde junho do ano passado a Tempo Tem passará a investir em campanhas de marketing e outros serviços de divulgação para atingir seu público alvo, pessoas que já veem o valor agregado nesse tipo de serviço e, por isso, estão dispostas a pagar.

 

Novos serviços também estão nos planos da startup, que pretende aumentar o leque de opções nos próximos meses, começando pela troca de embreagem e de pastilhas de freio, que são muito procurados pelos clientes. Conforme o crescimento da demanda a Tempo Tem aumentará sua frota, composta por seis vans e duas motocicletas que operam em São Paulo e quatro vans e uma motocicleta em Curitiba.

 

A redução nas atividades por causa do avanço do coronavírus provocou uma queda de 80% na busca por serviços da startup, que notava aumento na demanda. Mesmo com esse cenário a expectativa é a de que a demanda volte ao normal em breve: “Os problemas com os veículos continuarão aparecendo e as pessoas terão que voltar a resolvê-los”.

 

Bianca Amaral reconheceu que os planos de expansão poderão atrasar com o contexto atual, mas disse que eles estão mantidos.

 

Fotos: Divulgação.

América do Sul deixará de produzir mais de 200 mil veículos

São Paulo – As fábricas de veículos da América do Sul deixarão de produzir ao menos 200 mil veículos com as paralisações anunciadas em decorrência do coronavírus. A reportagem da Agência AutoData teve acesso ao documento de uma consultoria que, com base no volume produzido em fevereiro, desenhou uma estimativa de impacto.

 

O volume é significativo: em fevereiro saíram das linhas de montagem brasileiras 204,2 mil veículos, segundo informou a Anfavea. Na Argentina outras 26,1 mil unidades, de acordo com a Adefa. E a expectativa para março, com mais dias úteis, era de aceleração nas linhas – até porque importantes lançamentos estavam na agenda das empresas.

 

Parte desta produção perdida poderá ser recuperada após o retorno à vida normal, com horas extras e trabalhos aos sábados, por exemplo. Mas isso vai depender do desempenho do mercado – e, segundo um relatório divulgado pela Bright Consulting na semana passada, dificilmente deverá ser animador: “A busca pela recuperação futura da produção perdida está fora do radar neste momento”.

 

A Bright projeta queda de 3% nas vendas de automóveis e comerciais leves na comparação com 2019, para 2,6 milhões de unidades, e recuo de 4% na produção, alcançado 2 milhões 670 mil veículos leves produzidos – contabiliza aí, também, impacto das exportações menores.

 

O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, anunciou que a entidade deverá mexer nas suas projeções para o ano, que indicam crescimento próximo a 10%. A Anfavea estima alta de 9,4% nas vendas e de 7,3% na produção.

 

Foto: Divulgação.

Receita do Grupo Traton cresceu 4% em 2019

São Paulo – O faturamento do Grupo Traton, que controla Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania e MAN, aumentou 4% em 2019 na comparação com 2018. Segundo balanço divulgado na terça-feira, 24, a receita chegou a € 26,9 bilhões.

 

A companhia classificou o mercado global em 2019 como desafiador e afirmou, ainda, que está “se preparando para enfrentar os desafios econômicos emergentes e o impacto da pandemia de coronavírus”.

 

As marcas do grupo fecharam temporariamente diversas fábricas em resposta à pandemia.

Locadoras faturam mais de R$ 10 bilhões com seminovos

São Paulo – A receita líquida no segmento de seminovos, obtida pelas três maiores locadoras do mercado brasileiro, Localiza, Unidas e Movida, chegou a R$ 10,9 bilhões no ano passado. O resultado conjunto foi 46,6% maior do que o registrado em 2018.

 

Ao todo as empresas venderam 269,5 mil veículos no período, volume 42% superior ao vendido em 2018, quando foram comercializados 189,4 mil unidades. O preço médio de venda, no período, foi de R$ 39 mil.

 

A Localiza foi a empresa que vendeu o maior volume de veículos no ano passado, somando 147,9 mil unidades, 33% a mais do que o volume vendido em 2018. O unidade de negócios gerou receita líquida de R$ R$ 6,2 bilhões, alta de 37,5% sobre o resultado financeiro de 2018.

 

A Unidas, por sua vez, vendeu 64,5 mil veículos seminovos da sua frota, 55% a mais do que o volume vendido em 2018. Sua receita líquida chegou a R$ 2,5 bilhões no ano passado, resultado que representa crescimento de 55% sobre aquele obtido em 2018.

 

A Movida faturou no ano passado R$ 2,2 bilhões com a venda de veículos seminovos, resultado 64% maior do que aquele regitrado em 2018. Vendeu 57 mil unidades de veículos seminovos, 59% a mais do que em 2018.

 

Consolidado – As três empresa mostraram, no ano passado, operações lucrativas considerando todas suas unidades de negócios, que incluem, afora a venda de seminovos, seu principal negócio: o aluguel de veículos e gestão de frotas.

 

A receita líquida total da Localiza chegou a R$ 10,1 bilhões, 33% a mais do que a receita obtida em 2018. O lucro líquido foi de R$ 834 milhões, resultado que representa crescimento de 29% sobre o lucro registrado em 2018.

 

No caso da Unidas sua receita líquida total foi de R$ 4,6 bilhões, alta de 44%. O lucro líquido registrado no período foi de R$ 348,3 milhões, alta de 76%.

 

Já a receita líquida da Movida foi de R$ 3,8 bilhões em 2019, valor que representa crescimento de 45% sobre a receita registrada em 2018. O lucro líquido obtido foi de R$ 227,8 milhões, alta de 42,5% sobre o lucro reportado em 2018.

 

Foto: Divulgação.

Recrusul ensaia retomada no mercado

Caxias do Sul, RS – Fabricante de implementos rodoviários com sede em Sapucaia, RS, a Recrusul elevou a receita líquida em mais de 300% no ano passado, apurando R$ 18,6 milhões ante R$ 4,4 milhões de 2018. A empresa, que completou 65 anos de mercado em 2019, há algum tempo enfrentava problemas, que a levaram à recuperação judicial.

 

Mesmo com o incremento na receita a organização apresentou novo prejuízo no exercício passado, de R$ 3,5 milhões, mas muito abaixo do valor negativo de R$ 13 milhões de 2018. No relatório a diretoria lembra que a companhia segue em seu processo de turnaround – inversão de marcha –, iniciado em 2016, e que, em 2018, sinalizou os primeiros resultados positivos. Em 2017 a Recrusul alienou seu parque fabril como parte do plano de recuperação judicial.

 

A empresa entregou 301 implementos rodoviários no ano passado, figurando na décima-sexta posição do ranking brasileiro. Em 2018 haviam sido vendidas 51 unidades. Em janeiro de 2020, segundo a companhia, o faturamento bruto total foi de R$ 2,8 milhões com a venda de 34 unidades. Também cita que sua carteira de pedidos é, em média, de sessenta a noventa dias. Faz, no entanto, observações sobre potenciais impactos do coronavírus sobre seus negócios futuros: “Até o momento não existe um conjunto de informações confiáveis para determinar quais serão estes impactos”, expõe a diretoria em seu relatório.

 

Além da atuação como implementadora a Recrusul produz tratores agrícolas a partir da aquisição, em junho de 2019, da MaxxiBrasil Indústria de Tratores Agrícolas por pouco mais de R$ 1 milhão.

 

Foto: Divulgação.

Indústria de duas rodas começa a parar

São Paulo – As paralisações nas linhas de produção chegaram às fabricantes de motocicletas da Zona Franca de Manaus, AM. Na terça-feira, 24, Moto Honda e Grupo BMW anunciaram interrupção nas suas linhas de motos por causa da pandemia de covid-19 — e a fornecedora Continental também decidiu parar sua produção.

 

Na Moto Honda, que tem fábrica responsável por 80% do volume de motocicletas produzidas no Brasil, as linhas param na sexta-feira, 27. Até a segunda-feira, 30, a jornada será compensada por banco de horas, dando sequência a férias coletivas com retorno previsto, inicialmente, para 13 de abril – mas a empresa admite que pode prorrogá-las por mais uma semana.

 

A BMW para de produzir motocicletas em 30 de março e tem retorno previsto para 23 de abril. Segundo comunicado a empresa “espera recuperar os dias de produção ainda em 2020”.

 

As quatro fábricas da Continental, em Guarulhos, Itapevi e Várzea Paulista, SP, e Ponta Grossa, PR, param em 30 de março. Com exceção da unidade de Várzea Paulista, que tem retorno programado para 14 de abril, as demais voltam a produzir em 12 de abril – mas o cronograma pode ser reavaliado de acordo com os desdobramentos da pandemia.

 

Confira aqui as medidas tomadas por fabricantes de veículos por causa do coronavírus.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen oferece veículos para ajudar no combate a Covid-19

São Paulo – Cem veículos Volkswagen estão à disposição das prefeituras das cidades onde a companhia mantém fábrica, no Brasil, para ajudar no combate à pandemia de covid-19. As prefeituras de São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté, SP, e de São José dos Pinhais, PR, além do governo do Estado de São Paulo, usarão os carros para deslocar médicos e enfermeiras, transportar medicamentos e equipamentos de saúde ou qualquer outra necessidade, informou a empresa em nota.

 

Em nota Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América Latina, disse que “a liderança da Volkswagen na região segue unida e trabalhando à distância para fazer tudo que está ao nosso alcance no apoio à comunidade”.

 

A frota, de acordo com a empresa, é composta pelos modelos produzidos na América Latina. O compacto up!, o sedã de entrada Voyage, os médios Polo e Virtus, os SUVs Tiguan e T-Cross e as picapes Saveiro e Amarok.

 

A montadora foi a primeira a anunciar medidas de apoio às autoridades para o combate ao covid-19. A Agência AutoData apurou que mais empresas mantêm discussão com governos e companhias da área de saúde para apoiar a luta contra a pandemia – discute-se, inclusive, a produção de peças para respiradores, a exemplo do que vem sendo feito no Exterior.

 

Foto: Divulgação.

Wabco e ZF esperam aprovação da China para fusão

São Paulo – Resta apenas a aprovação da SAMR, estatal chinesa de regulação do mercado, para que prossiga a fusão da ZF com a Wabco. Em comunicado divulgado na terça-feira, 24, as empresas afirmaram ter em mãos todas as aprovações das autoridades reguladoras, com exceção desta, da China, que esperam receber o quanto antes. A expectativa é a de que a fusão seja concluída no segundo trimestre.

Exportações de autopeças caem no bimestre

São Paulo – As exportações brasileiras de autopeças retornaram, em fevereiro, a valores dentro do padrão histórico, ao somar US$ 662 milhões, informou o Sindipeças. O resultado, “ainda sem evidências das repercussões internas da pandemia do coronavírus”, corresponde a alta de 7,4% na comparação com fevereiro de 2019 e de 69,5% com relação a janeiro.

 

No acumulado do bimestre, contudo, as vendas externas alcançaram US$ 1,1 bilhão, o que representou queda de 6,7% na comparação com os primeiros dois meses de 2019.

 

As importações recuaram 3,8% com relação a fevereiro do ano passado e 23,8% na comparação com janeiro, somando US$ 719,1 milhões. No acumulado do ano somaram US$ 1,7 bilhão, 5% a menos do que no primeiro bimestre de 2019.

 

Assim o déficit da balança comercial de autopeças ficou 2,6% menor no bimestre. Segundo a entidade “os resultados das transações comerciais externas refletem, em alguma medida, a desaceleração do comércio mundial e o que ocorreu com as fabricantes de veículos no primeiro bimestre deste ano”.

 

Os embarques para os Estados Unidos, há um ano principal destino das peças brasileiras, caíram 42,9% no período, US$ 148 milhões, permitindo que a Argentina, com alta de 2,6%, US$ 229,7 milhões, voltasse a ser o principal cliente brasileiro.

 

Foto: Imprensa/GEPR.

Teste de funcionário da Hyundai com suspeita de Covid-19 dá negativo

São Paulo – A Hyundai informou que deu negativo o resultado do exame do trabalhador da fábrica de Piracicaba, SP, que estava com suspeita de Covid-19. Assim, descartou-se o risco de contaminação de pessoas que tiveram contato com o funcionário na semana passada. Independentemente disso, a Hyundai higienizou e desinfetou as instalações da fábrica no último fim de semana, “seguindo os protocolos das autoridades sanitárias”.