Mercado chileno recua 11% no bimestre

São Paulo — As vendas de veículos no Chile somaram 57,1 mil unidades até fevereiro, queda de 11,4% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela ANAC, Associação Nacional Automotiva do Chile. O recuo no período, que ficou abaixo do esperado, foi causado pelas crises econômica e política que o Chile enfrenta e que afetaram diversos setores do país, segundo a entidade.

 

Considerando as vendas apenas em fevereiro o volume foi de 25 mil unidades, retração de 10,3% ante o mesmo mês de 2019.

 

Assim como acontece no Brasil o segmento que mais cresce no Chile é o de SUVs, que somou 21,8 mil vendas no bimestre, representando 38,3% do mercado total, volume maior do que o registrado pelas vendas dos demais modelos de passeio, com 20,6 mil unidades e fatia de 36% do mercado total.

 

As caminhonetes chegaram a 9,4 mil vendas no periodo, 16,6%, e os veículos comerciais somaram 5,2 mil, 9,1%.

 

Foto: Colectivo 2+/Carlos Vera M./Fotos Públicas.

BMW se une a startup para sistema inteligente de recarga

São Paulo — O Grupo BMW anunciou parceria com a startup brasileira Incharge que resultou no lançamento de plataforma de serviços para usuários de veículos elétricos e híbridos, independente da marca, que precisam encontrar um posto de carregamento.

 

Inicialmente o sistema mostra aos usuários trinta pontos de recarga na cidade de São Paulo e quais estão disponíveis para serem usados, mas no futuro o sistema será expandido para todos os pontos do país, com a intenção de facilitar a vida dos usuários dos veículos eletrificados.

 

O projeto, que ainda é piloto, pode ser acessado pelo navegador do smartphone e, no futuro, terá um aplicativo próprio e integração com sistema de conectividade dos veículos BMW. Também será possível monitorar o avanço da recarga pelo aplicativo, que avisará quando a bateria estiver 100% carregada e também quando um ponto ocupado for liberado.

 

Foto: Divulgação.

Blindada, Iochpe-Maxion segue com expansão global

São Paulo – A forte presença global da Iochpe-Maxion, com 34 fábricas espalhadas por catorze países nas Américas, África, Europa e Ásia, ajuda a blindar das crises a fabricante de rodas e componentes estruturais para veículos. Segundo seu presidente, Marcos de Oliveira, usualmente quando há problemas em uma região os resultados de outra ajuda a compensar. Mas uma temida recessão global pode atrapalhar os negócios da companhia: “[Diante dos distúrbios gerados pela epidemia de coronavírus e a crise do petróleo] a grande pergunta é: o que vai acontecer com a economia global? Não sabemos, não há nada certo. [Qualquer prognóstico] seria um chute muito grande”.

 

Oliveira prefere manter os pés no chão. Lembra que a indústria automotiva tem capacidade para recuperar volumes que não foram produzidos nas últimas semanas por causa do coronavírus e ressalta que não houve paralisação em nenhuma de suas fábricas do mundo – nem as da China e da Itália, dois países em que a epidemia gerou transtornos.

 

“As medidas que tomamos foram evitar as viagens ao Exterior, preferindo teleconferências, e monitorar o mercado e os clientes. As matérias-primas compramos sempre nas regiões onde produzimos, então não há risco de parada por desabastecimento de peças.”

 

No ano passado 73% da receita líquida de R$ 10 bilhões, a maior da história da Iochpe-Maxion, foram gerados no Exterior. A Europa perdeu espaço mas segue como a principal origem do faturamento, com 34% do total, seguida pela América do Norte, com 30%, e América do Sul, com 27%.

 

No Brasil, onde produz rodas de aço e de alumínio e componentes estruturais, as vendas subiram 13,1%, para R$ 2,6 bilhões. Oliveira admite que a desvalorização do real até ajuda os negócios da Iochpe-Maxion, pois a maior parte da receita é em outras moedas: “Temos um hedge financeiro natural. As dívidas também estão bem divididas em dólar, real e euro, então não há risco de muita exposição em uma só moeda”.

 

A companhia está alavancada em 2,2 vezes o EBITDA, que fechou em R$ 1,1 bilhão no ano passado. O lucro líquido somou R$ 337 milhões, crescimento de 67% sobre o de 2018 e com 3,4% de margem liquida.

 

E os investimentos prosseguem: no ano passado somaram R$ 519 milhões, especialmente na Índia, onde o grupo abriu uma nova fábrica com capacidade para 2 milhões de rodas/ano, e na Tailândia, embora a fábrica de Cruzeiro, SP, também tenha recebido aporte para modernização e automação. Em parceria com a Dongfeng a Iochpe-Maxion anunciou, no ano passado, a construção de uma nova fábrica na China, com capacidade para 2 milhões de rodas de alumínio para veículos leves por ano.

 

Ao apresentar os investimentos de expansão dos negócios da unidade fabricante de rodas na Índia e China, Oliveira justifica o movimento: “Segundo a IHS as vendas de veículos na Índia, de 2019 a 2026, crescerão 6,4% por ano, em média. Na China, na casa dos 2%. Por isso estamos expandindo ali, queremos que a Ásia salte de 9% do nosso faturamento para 15% nos próximos anos”.

 

O Brasil não fica de fora dos planos de expansão. Além da modernização de Cruzeiro, a fábrica de Limeira, SP, que tem capacidade para produzir 800 mil rodas/ano, está sendo preparada para produzir até 1 milhão de unidades/ano.

 

Segundo Oliveira o foco para os próximos anos será manter o crescimento orgânico da empresa e reduzir as dívidas. Mas não descarta novas aquisições de empresas: “Estamos sempre de olho em oportunidades”.

 

Foto: Divulgação.

Concessionária BMW de Maringá é eleita a melhor do País

São Paulo — A concessionária BMW Barigui, de Maringá, PR, foi eleita a melhor da empresa no Brasil em 2019, com base no ranking Excellence Club, composto por treze parâmetros, sendo oito indicadores de vendas e cinco de pós-vendas. Dentre eles está a participação de mercado, volume de emplacamentos e índice de satisfação dos clientes.

 

A premiação ocorre desde 2016 e a BMW Barigui ficou no topo do ranking em três das quatro edições. A revenda também foi considerada a segunda melhor da América Latina no ano passado, disputando com mais de seiscentos pontos de vendas.

Mercedes-Benz lança GLE de sete lugares

São Paulo — A Mercedes-Benz segue na ofensiva de novos SUVs para o mercado brasileiro, o segmento que mais cresce no País. A novidade da vez é o novo GLE de sete lugares, que será comercializado em duas versões, uma delas da divisão esportiva AMG.

 

O GLE AMG 53 4Matic é o primeiro SUV da marca que chega ao Brasil com motor 53 AMG de 435 cv e também conta com a tecnologia EQ boost, que funciona como uma fonte de energia elétrica adicional ao motor a combustão, uma espécie de meio híbrido. A versão movida a diesel do GLE, 400 d, tem potência de 330 cv.

 

O preço da versão a diesel é de R$ 465,9 mil e a AMG custa R$ 544,9 mil, ambas equipadas com sistema multimídia com tecnologia MBUX, que permite ao motorista controlar diversas funções dos veículo por comando de voz.

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo e Mercedes-Benz: 240 ônibus para o Chile.

São Paulo — A Marcopolo, em parceria com a Mercedes-Benz, fornecerá a partir de maio 240 ônibus para as operadoras chilenas Metbus e STP, que fazem parte do sistema de transporte público urbano de Santiago, o Red Metropolitana de Movilidad.

 

As 240 unidade são do modelo Torino Low Entry Articulado, que usa chassi MBB 0500 UA Euro 6, com capacidade para transportar até 152 passageiros. Esse modelo, equipado com tecnologia Euro 6, emite 66% menos material particulado e 80% menos NOx na comparação com os atuais veículos em operação na região, informou a empresa em comunicado.

Disparada do dólar eleva os custos da indústria automotiva

São Paulo – A queda de braço do governo russo com o saudita sacudiu o mercado financeiro na segunda-feira, 9, derrubando bolsas na Ásia, Europa e Américas e fazendo o dólar, que já vinha ganhando valor sobre o real, disparar. Assim, aumentam os custos das fabricantes de veículos: segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, apenas a valorização cambial de janeiro até a manhã de sexta-feira, 6 – em torno de R$ 0,60 –, custou à indústria em torno de R$ 8 bilhões somente com as importações, de US$ 13 bilhões no período.

 

Pois a decisão dos produtores de petróleo de manter o ritmo de produção mesmo diante da menor demanda gerada pelo coronavírus jogou o preço dos barris para baixo e atormentou os investidores. A cotação do dólar no Brasil, que segundo Moraes já vinha sendo afetada pela epidemia global e pelas declarações do governo brasileiro, subiu mais 2%, para R$ 4,72, ampliando a valorização anual para cerca de 70 centavos.

 

Para Moraes, defensor do câmbio flutuante, o Banco Central tem mecanismos para administrar essa volatilidade. O presidente da Anfavea pediu na sexta-feira, 6, também, menos instabilidade política a Brasília: “Qualquer barulho político afeta a economia, começa a gerar impacto nos índices de confiança. Crescemos muito pouco no ano passado, o Brasil precisa crescer mais”.

 

Segundo o presidente da Anfavea a desvalorização do real elevou em R$ 2,6 mil o custo de cada veículos produzido no Brasil, em média.

 

Bolsas – Os principais índices das bolsas asiáticas caíram de 3% a 7%, os europeus fecharam na casa dos 8% de baixa e em cerca de meia hora de pregão foi acionado o circuit breaker na B3, a bolsa paulistana. O mecanismo é acionado quando a queda supera os 10% e interrompe provisoriamente os negócios.

 

Após meia hora a bolsa voltou a operar e fechou em queda de 12%.

 

Foto: Jorge Araújo/Fotos Pùblicas.

Range Rover Velar tem nova versão topo de linha

São Paulo — As concessionárias Land Rover já oferecem, ao mercado, mais uma versão do SUV Range Rover Velar, a SVAutobiography. Chega ao mercado brasileiro como a nova opção topo de linha do modelo, por R$ 565 mil.

 

Esta versão foi desenvolvida pela divisão de veículos especiais da Land Rover e tem motor 5.0 V8 de 550 cv. Na comparação com as demais versões traz mudanças visuais que incluem novo para-choque dianteiro com entradas de ar maiores, nova grade frontal e novas rodas de alumínio aro 22. No interior o modelo também conta com pormenores exclusivos, como o volante esportivo com acabamento em alumínio e pacote opcional de fibra de carbono.

 

Foto: Divulgação.

Não há reunião com Tesla e governo espera por Musk no Brasil

São Paulo – A reunião que a comitiva brasileira pretendia manter com representantes da Tesla para tratar da instalação de uma fábrica de esportivos elétricos no Brasil não ocorreu no fim de semana. O presidente da República, Jair Bolsonaro, viajou aos Estados Unidos mas não teve na agenda compromisso algum com representantes da companhia.

 

Em nota o deputado Daniel Freitas, PSL de Santa Catarina, afirmou que a agenda do CEO da Tesla Motors, Elon Musk, não permitiu o encontro e não havia nenhum outro representante apto a conversar sobre o tema com a comitiva presidencial. Mas, por meio de sua assessoria, Musk informou, segundo o deputado, ao MCTIC, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, que virá ao Brasil para tratar do assunto.

 

Freitas é o autor de um projeto de lei que pretende desonerar produção e vendas de veículos elétricos no Brasil e um dos articuladores, junto ao governo de Santa Catarina, do processo de atração de fábrica da Tesla. Segundo ele a resposta da assessoria de Musk demonstra que o empresário “está confiante e animado com a possibilidade de trazer a empresa para o Brasil, vontade já demonstrada em suas redes sociais”.

 

A Agência AutoData tentou confirmar a visita de Musk ao Brasil com a assessoria de imprensa da Tesla, nos Estados Unidos, mas não obteve resposta até o fim da tarde da segunda-feira, 9.

 

Foto: Divulgação.

Fundação Volkswagen agora é Fundação Grupo Volkswagen

São Paulo — A Fundação Volkswagen adotou nova denominação: Fundação Grupo Volkswagen. A mudança consolida a aproximação com o grupo, que aconteceu por meio da abordagem socioeducacional do conceito de mobilidade.

 

A Fundação Grupo Volkswagen atua com o propósito de mover pessoas pelo conhecimento e diminuindo distâncias. Atualmente o foco de trabalho está em três pilares: mobilidade urbana, mobilidade social e inclusão de pessoas com deficiência.