Volkswagen registra o melhor desempenho do bimestre

São Paulo – Quatro marcas destoaram e registraram desempenho positivo nas vendas de automóveis e comerciais leves no bimestre, apesar da queda de 1% nos licenciamentos do mercado brasileiro. A Volkswagen foi a que mais se destacou: fechou o período com elevação de 13,4% nas vendas, somando 53,9 mil unidades, volume que a deixou na vice-liderança do mercado – há um ano o posto era ocupado pela Fiat.

 

A Chevrolet, da General Motors, caiu 1,2%, mas permaneceu líder com 18,4% de participação. Com recuo de 4,5% a Fiat ficou na terceira posição do ranking, com 13,9% de market share.

 

Da quarta para a sétima posição Renault, Toyota, Hyundai e Ford têm empate técnico. A única a fechar o bimestre com saldo positivo na comparação com os primeiros dois meses de 2019 foi a Hyundai, sexta do ranking, com alta de 3,6% nas vendas, para 28,7 mil unidades.

 

Também registraram alta a Jeep, avanço de 4,2%, para 18,7 mil unidades, e a Nissan, décima do ranking, com expansão de 12,6% nas vendas, somando 15,4 mil veículos comercializados.

 

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Foto: Divulgação.

Concessionárias argentinas têm estoque para 3 meses

São Paulo – As concessionárias da Argentina fecharam fevereiro com volume de veículos suficiente para abastecer as vendas daquele mercado por três meses. Os dados da Acara, divulgados pela publicação local Autoblog, indicam que os estoques somaram 89,4 mil unidades no fim do mês passado, para um mercado que, em fevereiro, alcançou 27,2 mil emplacamentos.

 

O estoque das concessionárias argentinas é superior ao volume de veículos nos pátios das revendas brasileiras no mês passado – 81,9 mil unidades, segundo divulgou a Anfavea — o que abastece onze dias de vendas aqui.

 

Embora ainda elevado o estoque nos pátios argentinos vem sendo reduzido: em agosto chegou a 129,3 mil veículos, mas naquele mês foram emplacados 44 mil veículos.

 

Quem mais sofre no país vizinho são os concessionários de caminhões. Os estoques da Iveco, por exemplo, são suficientes para garantir doze meses de vendas, com base nos volumes de fevereiro. Os da Scania suportariam mais de seis meses, assim como os da Agrale.

 

As líderes do mercado, em automóveis e comerciais leves, Volkswagen, Chevrolet e Toyota, têm estoque para três a quatro meses. Quem tem menos estoque é a rede Renault: suportariam cerca de dois meses de vendas.

 

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Foto: Divulgação.

Equatoriana Transcarcell compra vinte caminhões BYD

São Paulo — A BYD fechou negociação com a transportadora Transcarsell, do Equador, para entregar a primeira frota de caminhões 100% elétricos do país. A empresa adquiriu vinte veículos para o transporte de grandes contêineres multimodais e a entrega do primeiro está prevista para agosto de 2020, com o restante em 2021.

 

O caminhão BYD elétrico para transporte de carga pesada é equipado com bateria de fosfato ferro lítio, com vida útil de quinze anos e autonomia de até 150 quilômetros. A capacidade de carga do veículo é de 31,5 toneladas.

DAF vende doze caminhões para a Ghelere

São Paulo — A DAF, por meio da sua concessionária Barigui Cascavel, de Cascavel, PR, entregou doze caminhões para a Ghelere Transportes, lá sediada — venda fechada durante a Fenatran 2019, realizada em outubro, em São Paulo.

 

Os veículos vendidos são do modelo XF105 6×2, equipados com motor de 460 cv e cabine Space. Com a compra a Ghelere tornou-se a empresa com a maior frota DAF no Paraná, somando 57 veículos, pouco mais de metade de toda sua frota.

Hyundai expande rede no Nordeste

São Paulo — A Hyundai avança com sua rede no Nordeste com a abertura de duas novas lojas até o fim do mês. A concessionária HMB Terra Santa, de Aracaju, SE, do Grupo Cardoso Linhares, já está operando depois de receber investimento de R$ 5,8 milhões e gerar 42 empregos. É a quarta loja do grupo na região.

 

A HMB HPN Arapiraca será inagurada esta semana, em Arapiraca, AL, com investimento de R$ 5 milhões por parte do Grupo Suape. De acordo com a Hyundai as duas novas concessionárias seguem o padrão visual global da companhia e a Região Nordeste já representa cerca de 15% das suas vendas anuais, usando como base os dados de 2019.

 

A Hyundai possui, atualmente, 218 pontos de vendas no País e a projeção para o ano é chegar a 230 unidades.

Indústria de implementos rodoviários cresce 4%

São Paulo — As vendas de implementos rodoviários somaram 17 mil unidades no primeiro bimestre, incremento de 4,1% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Anfir, entidade que representa as fabricantes nacionais. 

 

O segmento de Reboques e Semirreboques continua representando o maior volume de negócios: até fevereiro foram emplacados pouco mais de 9 mil equipamentos, crescimento de 1,8% com relação ao primeiro bimestre de 2019.

 

Mesmo com crescimento tímido o presidente da Anfir, Norberto Fabris, disse que esse segmento deverá crescer em torno de 10% este ano, mas ressaltou que ainda “é cedo para fazer um previsão precisa”.

 

Três tipos de implementos para pesados representaram a maior parte das vendas até agora: a linha basculante puxa a fila de vendas com 1 mil 938 unidades, seguida por implementos usados no transporte de grãos e carga seca, que somaram 1 mil 930 unidades. O terceiro equipamento mais vendido no bimestre foi o Dolly, com pouco mais de 1 mil licenciamentos.

 

O segmento de carroceria sobre chassis, dedicado aos veículos leves, chegou a 8,1 mil unidades no bimestre, alta de 6,8% ante igual período do ano passado. Para Fabris os negócios nas cidades deverão melhorar ao longo do ano e impulsionarão as vendas desses equipamentos, completando a recuperação do segmento.

 

O implemento mais vendido para veículos leves foi o baú de alumínio/frigorífico, que somou 3,8 mil unidades comercializadas no bimestre. Em segundo lugar aparece o equipamento para transporte de grãos e carga seca, com 1,9 mil unidades, e em terceiro lugar os implementos dedicados a operações diversas, com 1 mil licenciamentos.

 

Assim como no setor automotivo as vendas de implementos para outros países está em queda. No primeiro bimestre o setor registrou retração de 70% nos embarques: 144 unidades exportadas.

 

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Nova Toyota Hilux GR-S chega à rede

São Paulo — A segunda geração da Toyota Hilux GR-S já está nas concessionárias, com duas opções de motor: a diesel de 177 cv ou a gasolina V6 de 234 cv, com preços de R$ 205 mil e R$ 220 mil, respectivamente.

 

Por fora o modelo traz acabamento exclusivo das versões GR-S e a grade frontal da picape tem o emblema GR ao lado do Toyota. O interior também tem pormenores que fazem menção à divisão GR-S, como o acabamento em preto e vermelho dos bancos.

 

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Anfavea admite risco de desabastecimento das linhas

São Paulo – É possível que uma ou outra linha de produção de veículos brasileira pare até o fim do mês, começo de abril, por desabastecimento de peças em decorrência da epidemia de coronavírus, cujo epicentro, na China, fez com que muitas fabricantes de componentes locais interrompessem a produção. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, apesar dos estoques elevados – em média três meses no caso de peças importadas – alguns casos pontuais podem vir a ocorrer.

 

“As empresas estão monitorando item a item, analisando também os fornecedores, tier 2 e tier 3. Temos estoques para as próximas semanas, consideramos alternativas como transporte aéreo, mas é possível que alguma linha pare. Não será algo generalizado, mas alguma coisa pontual.”

 

Dentre as alternativas avaliadas pelas empresas estão, também, a calibração da velocidade das linhas, reduzindo o ritmo de produção de determinado modelo que pode vir a ser afetado, e mudança no mix de produção. Por enquanto o coronavírus não atingiu a indústria brasileira, mas Moraes procurou deixar claro na coletiva à imprensa da sexta-feira, 6, que o risco não está descartado.

 

Em fevereiro saíram das linhas de montagem 204,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, 20,8% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado – que não teve o efeito do carnaval, que em 2019 foi em março. Com relação a janeiro a produção avançou 6,5%.

 

No bimestre foram produzidos 395,9 mil veículos, 13,4% abaixo do registrado em janeiro e fevereiro de 2019, quando saíram das linhas 457,1 mil unidades. Além do carnaval tardio em 2019 o resultado negativo do bimestre foi afetado pela redução de encomendas por mercados externos.

 

O nível de emprego se manteve com relação a janeiro: 125,9 mil profissionais contratados pelas montadoras de veículos e de máquinas. Em fevereiro de 2019 eram 130,9 mil trabalhadores, ainda com o efetivo da Ford de São Bernardo do Campo, SP.

 

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Segmento de máquinas segue em queda

São Paulo – A trajetória de queda do setor de máquinas agrícolas e rodoviárias se manteve em fevereiro, com o recuo de 1,7% na comparação com igual período do ano passado, com 2 mil 825 unidades comercializadas. Os dados foram divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 6.

 

Com relação a janeiro houve alta de 13%. No acumulado do ano o segmento registrou retração de 3,8%, somando pouco mais de 5,3 mil unidades vendidas.

 

Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, disse que a expectativa é de recuperação do setor ao longo do ano, pois a questão da falta de recursos para financiamentos acabou com a liberação de novos aportes para linhas do BNDES e do Banco do Brasil:

 

“Essa linhas não são mais equalizadas, isto é, os juros não são mais subsidiados pelo governo. Mas as condições seguem atrativas para os produtores que podem se programar para realizar suas compras. Até o fim desse Plano Safra não faltarão mais recursos”.

 

Com a queda nas vendas até fevereiro a produção seguiu pelo mesmo caminho e recuou 4,3% no período, com cerca de 6 mil máquinas produzidas. Em fevereiro saíram das linhas de produção 3,6 mil unidades, alta de 4,1% ante igual período do ano passado e de 44% com relação a janeiro.

 

As exportações caíram 13,2% até fevereiro na mesma base comparativa, somando 1,3 mil unidades embarcadas. No mês foram exportadas 822 máquinas, queda de 1,2% com relação ao mesmo período do ano passado e alta de 51,4% ante janeiro.

 

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