Exportações seguem em queda mesmo com dólar em alta

São Paulo – Nem o dólar acima do patamar de R$ 4,50 reanima as exportações brasileiras de veículos. Em fevereiro mais uma queda: 7% na comparação com o mesmo mês de 2019, apesar de as 37,7 mil unidades representarem alta de 83,4% com relação a janeiro, segundo dados divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 6.

 

“Os números de janeiro foram muito ruins”, ponderou o presidente Luiz Carlos Moraes. “A tendência é de as dificuldades seguirem. Temos enviado menos veículos para Argentina, México, Colômbia e Chile, nossos principais mercados. Não adianta ter dólar alto se o país comprador estiver passando por dificuldades.”

 

No bimestre foram embarcados 58,2 mil veículos, 11,2% a menos do que em janeiro e fevereiro de 2019: “Por coincidência essa queda de 11% está dentro das nossas projeções para o ano, com 381 mil unidades exportadas”.

 

Em valor o resultado de fevereiro foi de US$ 720,3 milhões, alta de 45,8% na comparação com janeiro e queda de 17,8% com relação a fevereiro de 2019. No bimestre a indústria faturou US$ 1,2 bilhão, recuo de 23,6% na comparação com os dois primeiros meses do ano passado.

 

Foto: José Fernando Ogura/ANPr.

Cresce a produção de chassis de ônibus

São Paulo — A produção de chassis de ônibus somou 2,5 mil unidades em fevereiro, alta de 1,2% com relação ao mesmo mês do ano passado e de 79,2% ante janeiro, segundo dados da Anfavea, que foram divulgados na sexta-feira, 6. Mesmo com o resultado positivo no mês, no acumulado do ano o segmento registrou retração de 10,4% na mesma base comparativa, para cerca de 4 mil unidades.

 

Os licenciamentos somaram 1,3 mil unidades, queda de 13,8% tanto na comparação com fevereiro do ano passado quanto com janeiro. O acumulado dos dois primeiros meses apresentou retração de 10,1% ante igual período do ano passado e, para o vice-presidente Marco Antonio Saltini, o setor deverá apresentar recuperação ao longo do primeiro semestre:

 

“As vendas para o programa Caminho da Escola deverão impulsionar os licenciamentos nos próximos meses, pois os municípios precisarão antecipar as compras por causa do período eleitoral do segundo semestre. Seguimos com boas perspectivas para o ano”.

 

As exportações chegaram a 436 unidades em fevereiro, queda de 38,7% com relação ao mesmo mês de 2019. Na comparação com janeiro houve alta de 63,9% e, no acumulado, queda de 33,7%, com 702 unidades embarcadas.

 

Foto: Divulgação.

Carnaval afeta números do setor de caminhões

São Paulo – A produção de caminhões em fevereiro alcançou 9 mil 125 unidades, volume 5,3% menor do que o produzido no mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 6. O presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, lembrou que os números do mês foram afetados pelo feriado de carnaval, que no ano passado caiu em março.

 

Na comparação com janeiro, que teve quatro dias úteis a mais, houve crescimento de 27,3% na produção de pesados. No acumulado dos dois primeiros meses do ano saíram das linhas de montagem 16,3 mil caminhões produzidos, retração de 0,9% ante igual período de 2019.

 

As vendas do mês somaram 6,4 mil unidades, queda de 6,7% com relação a fevereiro do ano passado e de 12% na comparação com janeiro – o fator carnaval também afetou as vendas de caminhões, segundo a Anfavea. No acumulado do ano o resultado foi 13,7 mil unidades comercializadas, recuo de 1,2%.

 

Marco Antonio Saltini, vice-presidente da Anfavea, disse que o resultado de vendas parece ruim, mas não é tanto, pois a média diária de fevereiro foi a maior registrada no mês desde 2014. Se comparada com o mesmo mês do ano passado, cresceu 3,5%, e, com relação a janeiro, 7,6%. No acumulado a média diária também foi 3,6% superior.

 

O executivo afirmou que a expectativa do setor é voltar a registrar resultados parecidos com os do ano passado a partir de março e que a desaceleração ocorrida em fevereiro não preocupa.

 

Por causa do carnaval, assim como fez com vendas totais, a Anfavea divulgou o balanço de emplacamentos até 5 de março deste ano e do ano passado para comparação. Nesse período a comercialização de caminhões somou 15,4 mil unidades, expansão de 8,4% contra igual período de 2019.

 

Mesmo com as exportações totais em queda o setor de caminhões começou o ano com números positivos. Foram exportadas 897 unidades em fevereiro, alta de 11,3% com relação ao mesmo mês de 2019 e de 0,4% na comparação com janeiro. No acumulado do ano os embarques foram de 1,8 mil unidades, crescimento de 35% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Na média diária mercado cresceu 12% em fevereiro

São Paulo – Nos dezoito dias úteis de fevereiro a média diária de vendas alcançou 11,6 mil unidades, 12% acima da registrada no mesmo mês do ano passado. Sem o carnaval e com três dias úteis a menos o mês passado registrou 200,1 mil licenciamentos, alta de 1,2% sobre igual mês de 2019 e de 3,9% com relação a janeiro, segundo divulgou a Anfavea na sexta-feira, 6.

 

O resultado foi o melhor registado em fevereiro desde 2014.

 

No acumulado do ano as vendas chegaram a 394,4 mil veículos, leve queda de 1%. De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a retração foi causada pelo carnaval que esse ano foi realizado em fevereiro e, no passado, em março.

 

Moraes apresentou números sem o efeito carnaval: os licenciamentos de 2019 e 2020 até 5 de março. Até a quinta-feira, 5, foram emplacadas 436,9 mil unidades, alta de 7,4% na comparação o acumulado até 5 de março de 2019.

 

O nível dos estoques, suficientes para abastecer o mercado durante 37 dias, foi considerado por Moraes dentro do normal para o mês.

 

Foto: Divulgação.

Salão do Automóvel ficou para 2021

São Paulo – A Anfavea confirmou na sexta-feira, 6, o adiamento do Salão do Automóvel para, a princípio, 2021. Na coletiva mensal à imprensa onde divulga os resultados do mês, na sede da entidade, o presidente Luiz Carlos Moraes anunciou a decisão, tomada em conjunto com a organizadora Reed Exhibitions Alcantara Machado, para rediscutir o formato do evento e reduzir os custos das fabricantes.

 

Na verdade, embora coloquem o formato e os custos como prioridades, tudo poderá entrar na rediscussão, incluindo São Paulo como sede do evento. Moraes citou exemplo da Alemanha, onde a prefeitura de Munique decidiu investir no Salão do Automóvel local e receberá a edição do ano que vem, mudando uma história de noventa anos de realização em Frankfurt.

 

“Foi consenso, 100% das montadoras concordaram com a decisão”, disse Moraes, acrescentando que as desistentes – das associadas da Anfavea já tinham confirmado ausência  BMW, General Motors, HPE, Hyundai, Jaguar Land Rover, PSA e Toyota – também participarão da discussão. “Formamos um grupo técnico de trabalho para começar a desenhar esse formato. Não estipulamos um prazo, mas é para ontem”.

 

A decisão, tomada no fim da tarde de quinta-feira, 5, não prejudicará a realização da Fenatran, prevista para outubro do ano que vem. Aliás, usar o Salão como uma feira de negócios, assim como a de veículos de pesados, pode ser uma alternativa: “Vamos levar em consideração poder realizar vendas de automóveis no Salão”.

 

Segundo a Anfavea as montadoras gastam de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões no evento, somados os gastos com organização, estandes, serviço, logística e contratação show, celebridades, dentre outros. A Reed calcula movimentar outros R$ 320 milhões na cidade com turismo, restaurantes, hotéis, consumo e mobilidade na cidade de São Paulo. 30 mil empregos temporários são gerados com o evento.

 

As datas do Salão, de 12 a 22 de novembro, seguem com a Reed, que alugou o São Paulo Expo no período. Segundo Moraes a organizadora pretende promover um evento no período, mas ainda está em estudos preliminares. Este evento pode, inclusive, ser voltado ao setor automotivo e, quem sabe, ter apoio da Anfavea.

 

Em nota, a organizadora afirmou que “possui o grande desafio de propor um novo Salão do Automóvel alinhado com as expectativas do público visitante e com a nova realidade das montadoras. Estamos focados na solução deste desafio e comprometidos com a entrega da melhor edição do Salão do Automóvel em 2021.”

 

Foto: Divulgação.

Expectativas da Randon para 2020 são otimistas

Caxias do Sul, RS – A expectativa da diretoria das Empresas Randon para 2020 é de crescimento no mercado brasileiro, mas sem repetir os índices dos últimos dois anos. Na visão de Daniel Randon, a retomada da economia doméstica, com PIB crescendo na casa de 1,8%, deverá assegurar expansão de um dígito nos volumes de vendas.

 

A carteira de pedidos do primeiro trimestre para implementos ainda segue forte em razão dos resultados da Fenatran 2019. Segundo Esteban Angeletti, gerente de relações com investidores, a visibilidade neste segmento é boa até maio. Com relação às autopeças, o cenário está muito vinculado ao comportamento das montadoras. Já o mercado externo é definido por Daniel Randon como mais desafiador, com tendência a recuo diante do alto grau de incertezas.

 

O guidance da empresa para este ano é de faturamento bruto total de R$ 7,7 bilhões, alta de 5% sobre o realizado em 2019. Para a receita líquida consolidada é projetado valor de R$ 5,5 bilhões, expansão de 8%. O incremento deve vir do mercado doméstico, na medida em que a diretoria trabalha com exportações de US$ 250 milhões, recuo de quase 15% sobre os valores de 2019. As importações estão estimadas em US$ 80 milhões, 8% abaixo do realizado no ano passado.

 

Os investimentos para o exercício estão projetados em R$ 220 milhões, em linha com o realizado em 2019, de R$ 218,7 milhões. Do valor, em torno de R$ 140 milhões a R$ 160 milhões serão aplicados em manutenção das plantas e o restante em programas de inovação, produtividade e aumento de capacidade.

 

As projeções da empresa, segundo Daniel Randon, não contemplam a consolidação da compra da Nakata, anunciada em dezembro, mas que só deve ter posição do Cade e demais organismos de mercado no final deste semestre. Também não considera os possíveis impactos do coronavírus na economia mundial. “É cedo para uma avaliação mais definitiva, mas estamos monitorando esta situação”.

 

Na avaliação de Randon, não há risco de desabastecimento, pois apenas 5% das matérias-primas usadas pela companhia vem da China. Da mesma forma, fornecedores que dependem de itens chineses ainda não indicaram problemas. “Mesmo assim, estamos mapeando fontes nacionais para eventual necessidade”.

 

Ao mesmo tempo em que a expansão do coronavírus preocupa, a diretoria da Randon vislumbra oportunidades. Hemerson de Souza, diretor de relações com investidores da Fras-le, comentou que na Fremax, empresa adquirida no final de 2018, dobrou, desde janeiro, o número de consultas de clientes, já cativos ou novos, principalmente da Europa.

 

Foto: Jefferson Bernardes/Divulgação

Randon tem o melhor resultado da história

Caxias do Sul, RS – Com receita líquida consolidada de R$ 5,1 bilhões, incremento de 19,5% sobre 2018, e 2% acima da projeção inicial para o ano, a Empresas Randon, de Caxias do Sul, RS, alcançaram em 2019 o melhor resultado em suas sete décadas de história.

 

Também foi expressivo o lucro líquido do período, de R$ 247,6 milhões, com expansão de 63% e margem de 4,9%. O conglomerado consolidou faturamento total de R$ 7,3 bilhões, incremento de 21%, lucro bruto de R$ 1,3 bilhão, alta de 24%, e Ebitda de R$ 690,7 milhões, avanço de 23%.

 

Os resultados foram apresentados na manhã da quinta-feira, 5, por meio da publicação do balanço e de videoconferência, na qual a diretoria analisou o desempenho passado e projetou o cenário para 2020.

 

“Mesmo com todas as dificuldades, conseguimos executar o que foi planejado”, afirmou Daniel Randon, diretor-presidente, referindo-se aos resultados alinhados com o guidance anunciado em fevereiro de 2019. Só não foi alcançada a meta de receita externa, que ficou em US$ 288,1 milhões, 4% abaixo do estimado. “Sofremos com a baixa demanda em vários mercados onde atuamos”.

 

O incremento de receita, segundo Randon, se deu em função do desempenho do mercado interno, de forma especial pelo volume comercializado de implementos rodoviários e caminhões pesados, decorrência da renovação de frota e expansão do agronegócio, além de indicadores econômicos mais favoráveis, como inflação e juros em baixa.

 

Com 22 mil 460 unidades vendidas internamente, alta de 27% sobre 2018, o ano passado registrou o segundo maior volume em implementos rodoviários para a Randon, somente atrás de 2013. A marca fechou o exercício com 34,9% de market share, 3,4 pontos abaixo do ano anterior. A divisão montadoras, que ainda produz veículos especiais e vagões ferroviários, apurou receita líquida próxima a R$ 2,3 bilhões, alta de 17%, e respondendo por 44,7% dos valores totais, 0,8 ponto inferior a 2018.

 

A divisão autopeças apresentou crescimento de volumes em todas as suas unidades de negócio, suportado principalmente pelo mercado doméstico de caminhões pesados. Segundo a companhia, os demais segmentos tiveram desafios adicionais, como a lenta recuperação do mercado de veículos leves e o complexo cenário externo.

 

A divisão registrou receita líquida de R$ 2,6 bilhões, alta de 21%, e participação de 51,6% no total, acréscimo de 0,8%. A Fras-le responde por cerca de 50% do valor. A Suspensys foi a empresa com maior crescimento, com alta de 54%, para R$ 505 milhões. Na divisão de serviços, a receita líquida avançou 16%, para R$ 190 milhões. Neste segmento, a Randon opera com banco e consórcios. O número de cotas vendidas caiu 2,8% no ano, para 13 mil 904 unidades.

 

Reveses na Argentina e Europa – As Empresas Randon totalizaram, no ano passado, receitas externas na ordem de US$ 288,1 milhões, recuo de 2% sobre 2018, e abaixo das estimativas iniciais de US$ 300 milhões. As exportações a partir das plantas brasileiras apuraram US$ 178,6 milhões, redução de 2%, em decorrência, principalmente, da crise no mercado argentino, que era um dos principais destinos de semirreboques e autopeças, e pela estagnação do mercado europeu. As vendas de autopeças apresentaram aumento de 4%, somando US$ 117,5 milhões.

 

Já a receita com exportações de veículos, basicamente implementos rodoviários, caiu 12%, para US$ 61,1 milhões. As unidades localizadas no exterior contribuíram com US$ 109,5 milhões, recuo de 2%.

 

Foto: Jefferson Bernardes/Divulgação

Fiat apresenta o 500 elétrico

São Paulo – A terceira geração do Fiat 500 elétrico, apresentada pela companhia nesta semana para o mercado europeu, será o primeiro carro 100% elétrico comercializado pela FCA. Segundo a companhia a escolha do 500 para debutar a eletrificação Fiat é justificada pela história do modelo, que sempre esteve no topo das tendências e necessidade da sociedade.

 

O 500 elétrico está confirmado para o mercado brasileiro e chegará às revendas até dezembro.

 

Equipado com baterias de íon de lítio com capacidade de 42 kWh e que entregam autonomia de até 320 quilômetros, o modelo dispões de sistema de carregamento rápido – segundo a Fiat em apenas cinco minutos conectado na tomada pode rodar 50 quilômetros. Para chegar a 80% da carga são necessários 35 minutos.

 

O modelo também estreia o nível 2 de direção autônoma em seu segmento. A tecnologia conta com monitoramento de câmera frontal para controlar todas as áreas do carro, controle de cruzeiro adaptativo com aceleração e frenagem independente, leitura de placas, leitor de faixa e sensores 360°. O novo Fiat 500 também é o primeiro modelo da FCA equipado com sistema multimídia UConnect 5.

 

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ABB e Sauber Engineering fecham parceria

São Paulo – A ABB uniu-se à Sauber Engineering, empresa do Grupo Sauber, como parceira oficial de tecnologia global. O foco de trabalho conjunto das empresas será em alavancar projetos de desenvolvimento de mobilidade elétrica e de carbono neutro.

 

O pontapé inicial dessa parceria será dado pela ABB que instalará na sede da Sauber, na Suiça, uma estação de carregamento de veículos elétricos com a tecnologia mais recente da empresa para carregamentos rápidos.

Mercado colombiano avança 13%

São Paulo – As vendas de veículos na Colômbia somaram 38,9 mil unidades no primeiro bimestre, expansão de 13,1% na comparação com igual período de 2019, quando foram comercializados 34,4 mil veículos. Os dados foram divulgados pela Andemos, Associação de Mobilidade Sustentável.

 

Em fevereiro os colombianos consumiram 20,5 mil veículos, alta de 11,1% sobre o mesmo mês de 2019.

 

A Renault é líder de vendas no mercado colombiano com 8 mil unidades no bimestre, seguida pela Chevrolet, que vendeu 7,1 mil. Em terceiro lugar está a Nissan, com 3,5 mil unidades.

 

Veja abaixo o Top10 de vendas do mercado colombiano:

 

  1 Renault            8 mil 073

  2 Chevrolet         7 mil 188

  3 Nissan             3 mil 556

  4 Mazda             2 mil 956

  5 Kia                 2 mil 873

  6 Toyota            2 mil 301

  7 Volkswagen    2 mil 089

  8 Ford              1 mil 371

  9 Suzuki          1 mil 298

10 Mercedes-Benz      852

 

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