Mercado de veículos chega a 4,2 milhões na América do Sul

Sâo Paulo — No ano passado os países da América do Sul consumiram cerca de 4,2 milhões de veículos novos, crescimento de 2% sobre o resultado de 2018. O levantamento feito por AutoData com base em balanços, alguns ainda preliminares, divulgados por entidades e consultorias da região, demonstra o potencial que as fábricas brasileiras e argentinas pouco exploram: há um mercado de 1 milhão de veículos em nossos vizinhos no continente.

 

Somadas, as exportações de veículos do Brasil e da Argentina alcançaram cerca de 630 mil unidades no ano passado, com a maior parte destes automóveis sendo “trocados” pelos dois países. 630 mil é o mesmo volume de vendas no Chile e na Colômbia, combinando o resultado dos dois países. Os carros brasileiros representam cerca de 10% destas vendas.

 

Qual a dificuldade do Brasil, mesmo sendo vizinho da Colômbia, para liderar o fornecimento de automóveis àquele mercado? No ano passado foram pouco mais de 40 mil unidades, menos do que os mexicanos forneceram aos colombianos.

 

Quando questionados os executivos de diversas fabricantes nacionais apontam os mesmos entraves: ineficiência logística, carga tributária elevada, excesso de burocracia…

 

Mesmo a boa intenção nas conversas da indústria com o governo sobre o assunto, tentando encontrar um caminho para tornar o veículo brasileiro mais competitivo no mercado internacional, é capaz de resolver essa questão que se arrasta há anos.

 

Enquanto isso um mercado nada desprezível de 1 milhão de unidades/ano tem sido aproveitado por outros competidores. Parece brincadeira, mas há um respeitável volume de carros chineses e sul-coreanos circulando pelos países sul-americanos.

 

Do outro lado do mundo os orientais parecem ser mais competitivos do que o Brasil e a Argentina.

 

Foto: Divulgação.

Ford começa o ano na sexta posição

São Paulo – A briga pela quarta posição do ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves promete ser acirrada em 2020. Em janeiro pouco mais de 2 mil veículos separaram a Renault, quarta, da Hyundai, sétima colocada.

 

Comparado com resultado de todo o ano passado a Toyota tomou o quinto posto da Ford em janeiro. O resultado é de um mês, isolado, e não indica tendência de mudança de posto, mas antevê uma disputa equilibrada em todo o ano.

 

O pódio segue inalterado: Chevrolet, da General Motors, na liderança, seguida por Volkswagen e Fiat, na ordem.

 

Confira o ranking de automóveis e comerciais leves em janeiro:

 

1º Chevrolet – 35 mil 080
2º Volkswagen – 29 mil 482
3º Fiat – 25 mil 896
4º Renault – 15 mil 437
5º Toyota – 15 mil 116
6º Ford – 14 mil 428
7º Hyundai – 13 mil 282
8º Jeep – 8 mil 667
9 Honda – 8 mil 412
10º Nissan – 7 mil 029

 

Foto: Divulgação.

Scania fecha 2019 com números positivos e espera novo ciclo de crescimento em 2020

O ano de 2019 foi histórico para a Scania. Primeiro porque marcou a chegada da nova geração de caminhões que a consolidou como uma das mais tecnologicamente avançadas fabricantes de veículos de transporte do mundo. Não menos importante, também representou o início oficial das suas vendas de caminhões e ônibus movidos a gás. E agora, finalmente fechado o balanço comercial do ano, o Brasil firmou-se como o maior mercado mundial da marca em vendas totais de veículos, caminhões em particular.

 

Na faixa de atuação acima de 16 toneladas, a empresa comercializou 12 mil 755 caminhões em 2019. Este foi seu maior volume de vendas dos últimos cinco anos, com alta de 47,6% em comparação com 2018, quando foram comercializadas 8 mil 643 unidades. A participação de mercado subiu de 16,4% para 17%.

 

Especificamente nos pesados, o crescimento de vendas da Scania foi de 57,7%, enquanto a segmento cresceu 48,4%. O ano registrou emplacamento total de 12 mil 667 caminhões contra as 8 mil 31 unidades do exercício anterior. A participação subiu de 23,1% para 24,5%.

 

 A marca também apresentou crescimento tanto no segmento de ônibus como de motores indústriais, marítimos e para geração de energia. Nos ônibus, na faixa de veículos acima de 8 toneladas, a Scania vendeu 901 unidades, com crescimento de cerca de 15% sobre os 760 veículos comercializados no exercício anterior. Em motores o ano também foi positivo principalmente em função das 700 unidades a gás que foram vendidas para geração de energia na região norte do Brasil.

 

Para 2020, a expectativa da montadora é de um novo período de crescimento nas vendas em todos estes setores. “Ainda existem algumas incertezas sobre os rumos das economias global e nacional e, por isto, estamos trabalhando com um otimismo moderado neste momento. Mas, a fase da Scania no Brasil é ótima e nossas projeções são de crescimento em todos os segmentos em que atuamos”, afirmou Roberto Barral, vice-presidente das Operações Comerciais da Scania no Brasil.

“A transformação do setor de transportes para a utilização de soluções mais sustentáveis e rentáveis já é uma realidade no mercado atual e estamos bastante otimistas porque foi justamente este o caminho que escolhemos trilhar nos últimos anos”.

 

Segundo as projeções da montadora, o mercado de caminhões acima de 16 toneladas deverá crescer entre 10% e 15% em 2020 numa comparação direta com 2019. “Existem vários indicadores que mostram que teremos uma economia favorável neste ano. Acreditamos em um crescimento do PIB da ordem de 2,5%, na manutenção de uma política de juros baixos e de uma taxa de câmbio estável. Além disso, a previsão da safra é de um novo recorde e estamos iniciando uma retomada do consumo. Tudo isto demandará uma maior utilização de caminhões pesados”, explicou Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania no Brasil.

 

Nos ônibus, a visão também é de acréscimo no segmento rodoviário. “Nossa previsão é crescer até 5%. Mas algumas incertezas como o movimento de desregulamentação de linhas e a crescente atuação dos aplicativos levará o mercado a uma adaptação ao longo do ano”, ressaltou Munhoz. Já nos urbanos a expectiva é de estabilidade com um volume de vendas próximo de 2019.

 

No segmento de motores industriais, marítimos e para geração de energia, a projeção é de seguir o ritimo de crescimento da economia esperado para 2020. “2019 já foi muito positivo e, para 2020, acreditamos num crescimento econômico e no aumento das demandas em função do aquecimento da indústria e pela geração de energa que será necessária para sustentar este crescimento”, explicou o diretor comercial da Scania.

Ford Transit poderá rodar com HVO na Europa

São Paulo – A Ford anunciou que sua linha de vans Transit poderá utilizar em seus motores, na Europa, o combustível HVO, sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado, um tipo de diesel renovável. O HVO pode ser produzido com óleo de cozinha usado, gordura animal, óleo de peixe e subprodutos de processos industriais em sua composição, sendo mais uma alternativa aos combustíveis fósseis. A aplicação do combustível, contou comunicado, chega a reduzir 90% das emissões de gases do efeito estufa, emite menos NOx e facilita a partida do motor em baixas temperaturas.

Foton projeta alta de mais de 30% em 2020

São Paulo – A Foton projeta crescimento acima de 30% nas suas vendas em 2020, usando como base os indicadores econômicos mais positivos este ano e os lançamentos que a empresa promete para o primeiro semestre. No ano passado vendeu 135 veículos, ante 43 unidades em 2018, registrando alta de 214% em 2019.

 

Também houve aumento da rede de concessionárias, informou a companhia, com a migração de grupos que, antes, detinham concessão Ford Caminhões. Segundo Ricardo Mendonça de Barros, diretor de desenvolvimento da rede Foton no Brasil, foram agregados onze novos grupos da antiga rede Ford Caminhões. A Foton, assim, adicionou 21 novos pontos de venda à rede, encerrando 2019 com quarenta.

VWCO vende cem ônibus para a Expresso São José

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou a venda de cem unidades de ônibus urbanos para a Expresso São José, operadora de transporte de passageiros de Brasília, DF. O lote é composto pelos modelos Volksbus 17.230 OD, 17.260 OD e 9.160 OD, que respondem respectivamente por 82, 15 e três unidades desse lote.

 

Os veículos são equipados com motor MAN D08.

 

A Expresso São José é cliente da VWCO desde 2007.

Foto: Gélson M. da Costa.

Novo Audi Q3 chegará à rede em 14 de fevereiro

São Paulo – A Audi lançou a nova geração do modelo Q3, um SUV. De acordo com comunicado enviado pela companhia o veículo tem mais espaço interno que sua versão anterior, o maior porta-malas da categoria e nova tela sensível ao toque. Estará à venda nas concessionárias a partir de 14 de fevereiro em três versões: Prestige, a partir de R$ 179 mil 990, Prestige Plus, a partir de R$ 189 mil 990, e Black, a partir de R$ 209 mil.

 

Johannes Roscheck, presidente da Audi, definiu assim no comunicado: “é um veículo completamente novo, mais espaçoso e tecnológico, que chega para ser referência no seu segmento de SUV de luxo e é perfeito para as mais diversas aplicações”.

 

Foto: Divulgação.

Nova Fiat Strada terá versão inédita

São Paulo – A Fiat mostrou a primeira imagem oficial da nova geração da picape Strada e já foi possível notar uma grande novidade: contará com uma versão quatro portas pela primeira vez em sua história. A imagem divulgada mostra o desenho lateral da picape, que deverá ter visual mais próxima da Fiat Toro, que caiu no gosto do brasileiro desde o seu lançamento e já ocupa o posto de segunda picape mais comercializada no Brasil. 

 

Produzida na fábrica de Betim, MG, a Strada vendeu 76,2 mil unidades no ano passado, sendo a picape mais vendida do Brasil. No primeiro mês de 2020 o veículo segue na liderança e já soma mais de 5,4 mil vendas.

 

Foto: Divulgação.

João Oliveira retorna a Volvo Car

São Paulo – João Oliveira voltou a trabalhar na Volvo Car no Brasil como diretor geral de operações e inovações, assumindo o cargo no começo do mês. O executivo trabalhou mais de dezesseis anos na empresa, saiu no ano passado para a Citroën e agora retorna para dirigir as operações da companhia no País.

 

Oliveira disse que está muito feliz por voltar à empresa onde trabalhou por tantos anos: “Tenho uma longa trajetória aqui e retorno em um momento muito especial para a marca. Com total empenho e em conjunto com nossa rede de concessionários continuaremos crescendo de maneira sustentável, mantendo e reforçando nossa liderança no segmento de híbridos e elétricos”.

 

Foto: Divulgação.

Indústria produziu menos ônibus em janeiro

São Paulo – A produção de ônibus caiu 25% em janeiro na comparação com o mesmo mês em 2019, apontaram dados da Anfavea divulgados na quinta-feira, 6. As fabricantes produziram no período 1 mil 426 unidades. E o ritmo das linhas deverá seguir neste patamar em 2020, disse o presidente Luiz Carlos Moraes.

 

Ele apontou o ano eleitoral como um período de vendas menores, uma vez que os municípios deixam de comprar ônibus urbanos.

 

Em janeiro as linhas produziram 1 mil 66 unidades de ônibus da categoria, volume 26% menor do que o produzido em igual período no ano passado.

 

A produção de ônibus do tipo rodoviário apresentou alta de 11% no mês, chegando a 360 unidades.

 

Foto: Divulgação.