Toyota e Lexus também estão fora do Salão de São Paulo

São Paulo – Mais duas marcas confirmaram sua ausência no Salão do Automóvel de São Paulo 2020, previsto para novembro no São Paulo Expo. O presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, anunciou que Toyota e Lexus não montarão estande este ano, a exemplo de BMW e Mini, que no começo do ano afirmaram pretender direcionar seus investimentos em marketing para outros fins.

 

Segundo Chang o foco da Toyota, em 2020, será “mobilidade e experiências”. A menina dos olhos da companhia no Brasil, atualmente, é a Toyota Mobility Services, sistema de carsharing lançado no ano passado. O discurso da matriz é o de que a companhia tornou-se uma empresa de mobilidade, não mais uma mera fabricante de automóveis.

 

Patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 a Toyota mostrará um pouco de sua nova visão sobre si no evento, abusando de demonstrações de tecnologias de mobilidade, veículos autônomos, elétricos e conceitos de micromobilidade. Na CES, em Las Vegas, Nevada, apresentou o protótipo de uma cidade no futuro que ajudará a construir na base do Monte Fuji, no Japão.

 

Na América Latina agora as decisões a respeito de investimentos em propaganda são tomadas a partir de Buenos Aires, para onde o escritório central de marketing da região foi transferido no ano passado – ficava em Tóquio. Segundo Massahiro Inouhe, CEO para a América Latina e Caribe, o Brasil é a sede regional de engenharia e manufatura e a Argentina ficou com vendas e marketing.

 

Ainda assim produzir e vender veículos segue sendo negócio fundamental para sustentar a companhia. Portanto as novidades continuam a chegar: nos próximos meses uma versão especial da Hilux, a Gazoo Racing, chegará ao mercado nacional. Em paralelo segue em curso o investimento de R$ 1 bilhão para produzir um novo modelo, SUV, em Sorocaba, SP – mas esse só deve chegar ao mercado em 2021.

 

No ano passado as vendas Toyota foram recorde para o Brasil: 215 mil veículos comercializados.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen chega aos 300 mil Polo e Virtus produzidos

São Paulo – A Volkswagen celebrou a marca de 300 mil unidades do Polo e do Virtus produzidas no País. Segundo a empresa saíram das linhas da fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, 180 mil Polo desde setembro de 2017 e 120 mil Virtus desde janeiro de 2019.

 

Ambos os modelos são montados sob o conceito mais moderno para a produção de veículos na unidade, a plataforma modular MQB. Pablo Di Si, presidente e CEO da empresa na América Latina, disse que o Polo e o Virtus marcaram o início da maior ofensiva de produtos da marca no Brasil: “Os dois modelos foram inspirados em pesquisas com clientes brasileiros e com foco na regionalização dos produtos Volkswagen, e ambos têm conquistado resultados de vendas muito significativos na América Latina”.

 

No ano passado o Polo foi o nono veículo mais vendido no Brasil, com pouco mais de 72 mil licenciamentos, e o Virtus ficou na vigésima colocação, com 46,8 mil vendas.

 

Foto: Divulgação.

Show Rural abre agenda das grandes feiras agropecuárias

Caxias do Sul, RS – O calendário de grandes feiras agropecuárias do País será aberto na segunda-feira, 3, com o início da 32ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel, PR. Até a sexta-feira, 7, a organização espera receber 250 mil pessoas e movimentar R$ 2 bilhões em negócios. Estarão presentes 650 expositores dos mais diferentes nichos ligados ao agronegócio. Os portões estarão abertos à visitação das 8h00 às 18h00.

 

Uma das particularidades do evento é sua forma diferente de abertura, sem palanque e sem pronunciamentos de autoridades. É tradição iniciar cada nova edição com uma missa de ação de graças, que neste ano ocorrerá às 11h00 do domingo, 2. O dia é destinado a pessoas que, em função de outros compromissos e do trabalho, não conseguem ir ao parque durante a semana. De acordo com o seu coordenador geral, Rogério Rizzardi, “o número de visitantes neste dia aumenta a cada edição”.

 

O evento ocorre desde 1989, tendo iniciado como um dia de campo. Atualmente a exposição é realizada em área de 720 mil m² na BR-277, a 10 quilômetros do Centro de Cascavel. O acesso ao parque e o uso do estacionamento são gratuitos. O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, tem a expectativa de que está edição será uma das melhores. A feira também dará início à programação de 50 anos da cooperativa, comemorados em dezembro.

 

Dentre os destaques está o Show Rural Digital, que recebe 150 empresas de inovação em um ambiente de 8,7 mil m². Dentre elas algumas das maiores marcas do mundo. Como parte da programação, será realizado, de 3 a 5, o primeiro fórum de inovação aberta. O Iguassu Valley Connect Show tem como objetivo conectar empresas que buscam inovações e novas tendências tecnológicas. O evento terá painéis sobre a formação do futuro profissional do agro, desenvolvimento de ecossistemas de inovação e novos modelos de negócios de startups, além de apresentações de soluções da indústria de tecnologia. Ainda haverá uma rodada de negócios exclusiva para cem startups pré-inscritas.

 

Outro ponto que deve chamar atenção na feira será o tamanho de alguns dos estandes montados no parque. Haverá espaços de até 5 mil m² para exposição de produtos, como colheitadeiras avaliadas em quase R$ 2 milhões. Máquinas, tratores e implementos de todos os tamanhos são diferenciais na feira. Marcas líderes em seus segmentos apresentam lançamentos e novidades. Grolli disse que “em uma época de tantas oportunidades e competição contar com o que há de mais sofisticado é um diferencial importante”.

 

Foto: Myckael Allan/Divulgação.

Três grupos foram responsáveis por um terço das vendas globais

São Paulo – Os grupos automotivos Volkswagen, Toyota e Aliança Renault Nissan Mitsubishi foram os responsáveis por mais de um terço das vendas de automóveis e comerciais leves em 2019, segundo um levantamento do site Focus2Move.

 

O Grupo Volkswagen liderou as vendas em 2019, repetindo 2018: somou 10,3 milhões de veículos comercializados, queda de 1% na comparação com o ano anterior e participação de mercado de 12,2%. O Grupo Toyota ultrapassou a Aliança Renault Nissan Mitsubishi  conquistou a segunda colocação do ranking global com 9,7 milhões de unidades vendidas, alta de 2,2% com relação a 2018 e 11,4% de market share.

 

A Aliança caiu do segundo para o terceiro lugar em 2019, com 9,2 milhões de unidades vendidas, queda de 5,9% na comparação com o ano anterior e 10,8% de participação de mercado.

 

Do quarto ao nono lugar as posições ficaram inalteradas, mas, na décima posição, apareceu o Grupo Daimler com 2,6 milhões de unidades vendidas, crescimento de 3,3% na comparação com 2018, desbancando a Suzuki do Top10 global de vendas.

 

O Focus2Move não considerou as vendas dos Grupos FCA e PSA unificadas – ambos se fundiram no fim do ano passado.

 

Veja os dez conglomerados automotivos que mais venderam no mundo em 2019:

   1 Grupo Volkswagen                          10,3 milhões

  2 Grupo Toyota                                    9,7 milhões

  3 Aliança Renault Nissan Mitsubishi   9,2 milhões

  4 General Motors                                 7,7 milhões

  5 Hyundai-Kia                                      7,2 milhões

  6 Ford                                                    4,9 milhões

  7 Honda Motor                                      4,8 milhões

  8 FCA                                                    4,3 milhões

  9 Grupo PSA                                         3,2 milhões

10 Grupo Daimler                                   2,6 milhões

 

Foto: Divulgação.

Tur Bus expande frota com Marcopolo

São Paulo – O mercado de ônibus, no Chile, cresceu 15,5% em 2019 na comparação com o ano anterior, segundo informe da Anac, Associação Nacional Automotriz do Chile, e a Tur Bus, operadora local, aproveitou o bom momento para expandir sua frota: comprou 96 ônibus encarroçados pela Marcopolo.

 

O modelo escolhido foi o Paradiso 1800 Double Decker. Segundo José Luiz Góes, gerente executivo de vendas para a região das Américas, essa negociação, de quase cem unidades para um único cliente, “reforça a liderança da empresa no país”.

Dardi projeta alta de 20% no Brasil em 2020

São Paulo – O setor automotivo será um dos responsáveis pelo crescimento estimado de 20% da Dardi, fabricante chinesa de equipamentos com tecnologia de corte com jato de água e laser, em 2020. Segundo Marcos Ribeiro, seu diretor geral, fornecedores estão investindo em máquinas produzidas pela empresa.

 

“Outro setor que vem forte é o do agronegócio, que tem previsão de crescer esse ano e também tem demanda pelos nossos equipamentos”.

 

O executivo revelou que negociações já estão sendo realizadas com alguns fornecedores do setor automotivo, mas a empresa também se interessa por um novo segmento que poderá explorar no País, que é o de mineração: “Algumas empresas estão nos procurando para usar a tecnologia de corte para cortar pneus usados nas operações, para fazer análises de rendimento e durabilidade”.

 

A empresa importa as máquinas da China e as revende para clientes da América Latina a partir da sua sede em São Paulo, oferecendo todo o suporte para sua instalação e para o pós-vendas. Segundo Ribeiro, no setor automotivo as máquinas são usadas pelos fornecedores que produzem autopeças e utilizam as tecnologias de corte na produção. Dobradeiras também são fornecidas pela Dardi.

 

No setor agrícola a tecnologia da Dardi é usada para a produção de componentes. Ribeiro disse que a empresa também atende a outros segmentos, como outros setores industriais, aeronáutica, construção civil e vidros, sendo que esse último em alguns casos também fornece para o setor automotivo.

 

No ano passado a Dardi comercializou cerca de trinta máquinas no Brasil, registrando alta de 37% na comparação com 2018. O setor automotivo correspondeu a um terço das vendas da empresa no País: “Das trinta máquinas comercializadas no ano passado, dez foram para fornecedores do setor automotivo”.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen Caminhões tem quatro novas concessionárias

São Paulo – A VW Caminhões e Ônibus anunciou a inauguração de quatro concessionárias este mês. São duas unidades no Ceará, uma em Minas Gerais e outra no Rio Grande do Sul.

 

Afora a venda de caminhões e ônibus VW, e dos cavalos mecânicos MAN, as novas revendas também oferecem peças, atendimento mecânico, funilaria e pintura.

 

Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas, disse que o Brasil, por ser um país continental, “exige atendimento sob medida”, e que “a soma de forças, com constantes investimentos, mantém a rede de concessionárias como uma referência em capilaridade”.

 

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Catorze Chevrolet Corvette já foram vendidos

São Paulo – A Direct Imports, importadora com sede em São Paulo, assumiu a responsabilidade pela importação independente do Chevrolet Corvette. Segundo a empresa catorze unidades já foram vendidas e serão entregues a partir do mês que vem.

 

Daniel Valerio, CEO da Direct Imports, disse que o carro tem sido muito procurado, mesmo com o dólar em alta: “Conseguimos reservar vinte unidades para importar este ano e restam apenas seis unidades para vendermos”.

 

As vinte unidades que chegarão em 2020 terão preço inicial de R$ 600 mil, incluindo todas as taxas, transporte e nacionalização. O Corvette tem motor V8 6.2 de 495 cv. O próximo lote chegará só em 2021.

 

Outro modelo a caminho – O CEO da Direct Imports confirmou que a empresa importará nos próximos meses o Corvette C8: “O Corvette C8 já é um sucesso nos Estados Unidos e seguindo nossa experiência de importar modelos especiais e séries limitadas teremos estes carros chegando ao País em breve”.

 

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Indústria observa com cautela a epidemia de coronavírus

São Paulo – Possíveis consequências da epidemia de coronavírus surgida em Wuhan, China, estão sendo avaliadas com cautela por executivos da indústria automotiva nacional. Impactos diretos não foram sentidos – nem na parte humana, pois não há casos confirmados de contágio no Brasil, nem na produtiva: as fábricas seguem seu ritmo e não preveem dificuldades no curto prazo.

 

“Não há indicação de problema de suprimento até este momento”, disse o Sindipeças em comunicado. “Ainda não temos informações suficientes para qualquer análise. Haveria mesmo parada igual [na produção] por conta do feriado [do ano novo] chinês.”

 

Em entrevista a jornalistas na quarta-feira, 29, o CEO global da Bosch, Volkmar Denner, demonstrou preocupação: “Se essa situação continuar as cadeias de suprimento serão interrompidas. Há previsões de que o pico de infecções se arrastará até fevereiro ou março”.

 

A Anfavea, procurada, disse nada ter a comentar. A reportagem apurou que a intenção da entidade é seguir as orientações do governo – que, até agora, trabalha na repercussão da epidemia apenas por meio do Ministério da Saúde.

 

Wuhan, epicentro da recente epidemia, é um importante polo automotivo. Berço da Dongfeng, uma das cinco maiores montadoras chinesas, a região atraiu fábricas de Honda, Nissan, PSA e Renault, algumas em parceria com a companhia local. Naturalmente foram seguidas por fornecedores tradicionais, como Faurecia, Valeo e Webasto, dentre outros.

 

Nos últimos dias a produção automotiva local foi paralisada, seguindo o ritmo da cidade. Embora a situação preocupe do ponto de vista de fornecimento de peças e entrega de veículos, o impacto, ao menos por enquanto, é praticamente nulo: como bem lembrou o Sindipeças as fábricas parariam de qualquer forma por causa do feriado do Ano Novo chinês, comemorado em 25 de janeiro. É um período festivo, no qual muitos chineses costumam viajar – daí a forte desvalorização das ações de companhias aéreas e redes hoteleiras.

 

A China foi a principal origem das importações brasileiras de autopeças, de acordo com o Sindipeças. No ano passado desembarcaram US$ 1,7 bilhão em peças e componentes, recuo de 5,2% na comparação com 2018 – no total as importações caíram 16,7%, para US$ 11,3 bilhões. De cá para lá foram enviados US$ 77,2 milhões, queda de 18,2%, dentro de um contexto de redução de 11,4% nos embarques.

 

Lá fora as primeiras repercussões na indústria começam a aparecer. Quatro casos foram confirmados na fabricante Webasto, na Alemanha, após contato com um funcionário que esteve na China. O Grupo PSA anunciou que repatriará os expatriados e suas famílias, 38 pessoas no total, que estão em Wuhan. A Honda adotou medida semelhante.

 

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