Mercedes-Benz Accelo tem nova opção de eixo traseiro

São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou vendas dos modelos Accelo 1016, do segmento de leves, e 1316 6×2, da categoria de médios, com nova relação de eixo traseiro nas versões com câmbio automatizado. Segundo a empresa, a relação “proporciona um menor consumo de combustível nas aplicações mistas que intercalam trechos urbanos e rodoviários” e também “contribui para aumentar a vida útil do motor”.

 

A novidade atende à demanda crescente de clientes que utilizam caminhões leves e médios Accelo em aplicações mistas e rodoviárias de curtas distâncias, afora o uso nas cidades. “Empresas que trabalham com cargas fracionadas, encomendas urgentes, distribuição urbana, entrega de produtos do comércio eletrônico e transporte de bebidas, por exemplo, estão utilizando essa solução”, disse Ari de Carvalho, diretor de vendas e marketing da montadora.

 

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Volkswagen expandirá WeShare na Europa

São Paulo – A Volkswagen anunciou que expandirá seu serviço de compartilhamento WeShare na Europa em 2020. De acordo com o Grupo passarão a ter acesso ao serviço mais sete cidades: Praga, Hamburgo, Paris, Madri, Budapeste, Munique e Milão.

 

A frota disponível é formada por 8,4 mil veículos elétricos, dentre modelos Volkswagen e Skoda. “Para nós, 2020 será um ano de crescimento dramático”, disse Philipp Reth, CEO da WeShare. “Estamos convencidos de que o compartilhamento de carros elétricos será um elemento de transição escalável e significativo no campo da mobilidade compartilhada sustentável por um tempo considerável.”

BRF testa Chevrolet Bolt em sua frota

São Paulo – A BRF realizou testes com automóvel elétrico em sua operação comercial no Estado de São Paulo. A companhia utilizou um Chevrolet Bolt EV em percurso de aproximadamente 2,5 mil quilômetros, e os dados obtidos apontaram, segundo a empresa frigorífica, para redução de 95% de emissões de gases de efeito estufa no trajeto. Os testes foram feitos em parceria com a General Motors.

Audi forneceu veículos elétricos ao Fórum Econômico Mundial

São Paulo – A Audi foi fornecedora dos veículos utilizados por autoridades e executivos que se reúnem no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, Suíça, até a sexta-feira, 24. A frota é composta por cerca de cem veículos elétricos modelo e-tron. A compania instalou no espaço onde ocorre o fórum infraestrutura de abastecimento dos veículos. Afora o Audi e-tron, há unidades na frota do Audi A8 como modelo plug-in híbrido.

Vendas internas puxam a produção de motocicletas

São Paulo – Puxada por um mercado interno aquecido a produção brasileira de motocicletas registrou em 2019 seu segundo ano consecutivo de crescimento, somando 1,1 milhão de unidades montadas no Polo Industrial de Manaus, na Capital amazonense. O volume representa 6,8% de aumento sobre 2018, quando o ritmo das linhas superou novamente a marca de 1 milhão de unidades, de acordo com dados divulgados pela Abraciclo na quinta-feira, 23.

 

Podia ser mais, segundo o presidente Marcos Fermanian: as fabricantes não conseguiram acompanhar a aceleração do mercado doméstico, especialmente por causa de gargalos na cadeia fornecedora: “É um desafio contínuo. São gargalos de toda a natureza, inclusive o financeiro, pois temos empresas fornecedoras sem condições de investir em aumento de produção. Está no dia a dia de cada fábrica a administração da cadeia de fornecedores”.

 

As vendas internas avançaram 14,6% no ano passado, chegando a 1 milhão 77 mil unidades. “Superamos novamente a barreira do 1 milhão também no varejo”.

 

Segundo o presidente da Abraciclo a queda na taxa de juros tem incentivado os bancos a liberarem crédito, componente importante para o desenvolvimento das vendas de motocicletas. No ano passado 43,9% das motos comercializadas foram por meio de CDC, Crédito Direto ao Consumidor, 33% à vista – mas muitas dessas com parcelamento no cartão de crédito – e 23,1% por meio de consórcio.

 

“Os licenciamentos de consórcio caíram um pouco no ano passado porque as fábricas não conseguiram atender todos os contemplados”.

 

O ritmo acelerado do mercado doméstico acabou minimizando o desempenho negativo das exportações, altamente contagiadas pela situação da Argentina. No ano passado foram exportadas 38,6 mil motocicletas, recuo de 45,3% com relação a 2018. Só o mercado argentino apresentou queda de 60% nas encomendas de motocicletas produzidas em Manaus e viu sua participação no total dos embarques cair de 70%, em 2018, para 47% no ano passado.

 

O cenário deve ser similar em 2020, segundo as projeções da entidade: crescimento de 6,1% na produção, chegando a 1 milhão 175 mil unidades, alta de 5,8% nos licenciamentos, somando 1 milhão 140 mil unidades, e nova queda, de 27,5%, nas exportações, para 28 mil motocicletas.

 

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Polo GTS, o resgate de uma marca

Mogi Guaçu, SP – Os modelos GTS da Volkswagen marcaram as décadas de 1980 e 1990 e até hoje possuem muito fãs no Brasil. Agora, começam retornar ao mercado depois de quase trinta anos com o lançamento do Polo GTS. A ideia, segundo Max Frik, gerente executivo de marketing de produto da Volkswagen do Brasil, é promover o reencontro da marca com os fãs de modelos GTS.

 

“Queremos resgatar os clientes apaixonados pela marca GTS no Brasil. É um reencontro depois de quase trinta anos, vamos explorar essa oportunidade, mirar em um público alvo que busca carros esportivos em segmentos mais baratos. Oferecemos as três primeiras revisões gratuitas como mais um atrativo para os clientes”.

 

Pablo Di Si, presidente para região América do Sul, disse que o retorno permitirá que os jovens do passado, que não tinham condições financeiras para comprar na década de 1980 e 1990, comprem hoje um modelo GTS:

 

“O próximo modelo GTS que chegará ao mercado será o Virtus, programado para fevereiro. No futuro exploraremos essa marca em outros modelos também, porque a GTS tem muitos fãs apaixonados no Brasil”.

 

O Polo GTS tem motor 1.4 turbo de 150 cv e câmbio automático de seis marchas. Di Si espera que a versão GTS represente de 3% a 10% dos licenciamentos do Polo.

 

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Por ser um modelo com apelo esportivo, a Volkswagen fez algumas mudanças na comparação com as versões mais mansas, caso do eixo traseiro que é novo e tem rigidez torcional maior. Na dianteira a suspensão tem novos amortecedores, o controle eletrônico de estabilidade foi recalibrado, assim como a direção elétrica.

 

Por tudo isso que o carro representa e todas as mudanças que recebeu, a Volkswagen venderá o Polo GTS em versão única, baseada na Highline, por R$ 99 mil 470. Com apenas dois opcionais: o som beats e a pintura metálica, que levarão o preço do hatch esportivo para mais de R$ 103 mil.

 

Dentre os itens de série o Polo GTS oferece quatro modos de condução, do mais leve ao mais esportivo, monitor de desempenho do motor na central multimídia, quadro de instrumentos totalmente digital e configurável, partida por botão, assistente de partida em rampa, bancos esportivos, volante com borboletas para troca de marcha manual e frenagem pós-colisão. Com relação ao visual, a versão esportiva tem algumas particularidades, como os novos para-choques dianteiros e a grade frontal.

 

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Volkswagen projeta alta de dois dígitos em 2020

Mogi Guaçu, SP – Crescer mais uma vez acima do mercado. Essa é a expectativa de Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América do Sul, para 2020, repetindo o resultado do ano passado, quando as vendas da marca fecharam em alta de 12%, ante um mercado com expansão de 9%. “Nossas estimativas estão alinhadas com a Anfavea, crescimento de 8% nas vendas. Para a Volkswagen a meta é continuar crescendo acima disso, na casa dos dois dígitos”.

 

No ano passado as vendas da VW no Brasil somaram 411 mil unidades. Para chegar aos dois dígitos de crescimento em 2020 Di Si aposta no primeiro ano cheio de vendas do T-Cross e no lançamento de outro SUV, o Nivus, prometido para o fim do primeiro semestre.

 

“O Nivus será um grande divisor de águas para a empresa no Brasil. Ele inaugurará um novo modelo de negócios no País e trará novas tecnologias embarcadas”.

 

Di Si aposta também na expansão das vendas digitais e conectadas, hoje presente em apenas cinco concessionárias Volkswagen: “Temos quase 500 lojas no País e ao longo do ano todas receberão esse novo modelo de negócio, explorando a parte de realidade aumentada e com a possibilidade do vendedor visitar o cliente em casa com apenas um tablet para mostrar o produto e fechar o negócio”.

 

Essa tecnologia já está presente em todos os países da América Latina em que a Volkswagen atua e a expectativa é que continue crescendo em 2020, colaborando com o aumento das vendas e a qualidade do atendimento aos clientes.

 

O presidente da Volkswagen aposta também em novo aumento de produção, que no ano passado ficou na casa das 486,9 mil unidades, alta de 12,3% sobre 2018 – a indústria, no geral, avançou 2,1%. No caso das exportações, a Volkswagen registrou queda de 4,6% no ano passado, enquanto o mercado caiu 29%, fato considerado bastante positivo pelo presidente, que ressaltou que a empresa compensou grande parte da queda do mercado argentino explorando melhor alguns outros mercados como Chile, Colômbia, Peru e México.

 

Para 2020 o executivo projeta expansão das exportações na comparação com o ano passado, enquanto o mercado deverá registrar outra queda: “Nossas exportações crescerão esse ano e seguiremos explorando novos mercado, como o africano, que começaremos a enviar as primeiras unidades do T-Cross no segundo semestre. Já conversamos com importadores de seis ou sete países e estamos em processo final de definição. O volume para África não será dos maiores, mas o importante, nesse momento, é abrir um novo mercado”.

 

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Indústria à beira do TaaS, o caminhão como serviço

São Paulo – Quando observamos no mercado de caminhões as montadoras apostando em receitas maiores com serviços no futuro, seja por meio da conectividade, como são os casos de Scania e Volvo, ou da exploração do veículo como plataforma de mobilidade, como pode vir a ser o caso da Volkswagen Caminhões com o e-Delivery, vemos um setor prestes a dar vida a um novo termo, o Truck as a Service, ou o Caminhão como Serviço, na tradução do inglês.

 

O uso de ativos como serviço surgiu no universo da tecnologia para dar cara a uma prática que reduziu custos e massificou produtos. Quando se utiliza uma estrutura como se ela fosse um serviço o conceito de propriedade do bem durável dá lugar, por causa das vantagens econômicas que proporciona, ao modelo de pague pelo quanto você precisar usar.

 

Foi assim que empresas de tecnologia, em épocas marcadas por queda nas vendas, conseguiram reduzir o custo de sua oferta e conquistar novas parcelas do mercado onde atuam. Surgiu, assim, o SaaS, o Software como Serviço, o IaaS, a Infraestrutura como Serviço, o DaaS, o Desktop como Serviço, e mais uma vasta série de siglas. Talvez tenha chegado o momento do TaaS.

 

A VWCO, com o seu e-Delivery, estuda com parceiros novos modelos de negócios e há indícios de que o caminho será a exploração do veículo como uma plataforma de serviços. Marco Saltini, seu diretor de relações governamentais e institucionais, disse que nesse futuro da mobilidade, que será transformado pelas montadoras e startups, a única coisa certa, por ora, é que a operação do cliente dará o tom na oferta do serviço – mais do que é hoje.

 

“Pode ser que o cliente tenha uma operação que não requeira uma frota muito grande, ou precise e ele não tenha meios técnicos ou financeiros para contar com essa estrutura. Nesse caso eventualmente faria sentido para ele construir um modelo de negócio no qual o transporte da carga é feito por um ativo pelo qual ele pagaria por uso, eliminando o opção da compra.”

 

O novo modelo não significaria necessariamente o fim da propriedade de veículos comerciais e consequente queda nas vendas: “Alguém ainda precisa produzir e comprar os caminhões, constituir uma frota para que ela seja usada como um serviço”.

 

Não foram poucas as vezes em que executivos da empresa, sobretudo durante o anúncio oficial do e-Consórcio, na última Fenatran, citaram como possibilidade de novo negócio a oferta do veículo elétrico como serviço ou a oferta das baterias que alimentam o seu powertrain – justamente o componente mais valioso de todo o conjunto que deverá ser produzido em série, em Resende, RJ, já em 2020.

 

Aliviando o custo da propriedade o cliente final poderia, em tese, ter mais possibilidades de operar um caminhão elétrico pagando pelo uso do combustível, no caso, a bateria.

 

Ainda que a exploração comercial do caminhão elétrico VWCO esteja sendo desenhada por detrás do biombo corporativo as demandas já são realidade no País. Durante o evento MAN Impact Accelerator, realizado de 19 a 23 de novembro, em São Paulo, uma das startups selecionadas para participar do programa demonstrou encaixar-se no perfil de empresa que busca um modelo baseado no caminhão como serviço.

 

A Sumá, de Santa Catarina, conecta pequenos agricultores a clientes que compram a granel, sendo o agente intermediário. Em dado momento do desenvolvimento da startup percebeu-se que a distribuição da carga era um fator chave na operação:

 

“Ter uma frota era caro e logística não era o nosso core”, disse o fundador Alexandre Leripio. “Fomos buscar um parceiro frotista no mercado e percebemos que não há no País um que atenda à nossa demanda, que é específica em termos de capacidade de carga e escala”.

 

Para Saltini, da VWCO, o caso da startup é aderente à oferta que a indústria deverá tornar disponível nos próximos anos: “Neste exemplo, uma operação pequena e com requisitos específicos, faria sentido eventualmente o uso de um veículo que fosse contratado como serviço, pago pelo uso. Dessa forma o investimento inicial da empresa para transportar carga seria menor, porque não haveria a necessidade da compra do bem”.

 

O caminhão como serviço é algo em desenvolvimento nos mercados mais avançados. Na Europa a MAN possui em operação cerca de 15 mil caminhões no modelo pagamento por uso. Afora essa oferta, por meio da conectividade desses veículos, consegue receber e analisar dados da operação, podendo vir a indicar ao frotista serviços de manutenção – outra fonte importante de receita sobre a mesma plataforma.

 

Como a MAN, assim como a VWCO, é uma subsidiária do Grupo Traton, que tem como meta o compartilhamento de custos e tecnologias, pode ser que haja intercâmbio também no desenvolvimento de oferta de serviços que já estão em testes.

 

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Aplicativo da Ford chega a Goiânia

São Paulo – Goiânia, GO, é a sexta cidade do País a receber o Auto Busca, aplicativo de vendas de peças automotivas para reparadores e oficinas independentes desenvolvido pela Ford. Durante o primeiro mês todos os pedidos terão frete grátis.

 

As outras cidades que contam com o serviço, que atende a oficinas independentes, são Porto Alegre, RS, Campinas, SP, Curitiba, PR, Florianópolis, SC, e São José, SC.

Iveco venceu contrato com o governo da Romênia

São Paulo – A Iveco Defence Vehicles, divisão de veículos de defesa da fabricante de caminhões do Grupo CNH, fechou negócio com o Ministério da Defesa Nacional, da Romênia, para o fornecimento de até 2 mil caminhões de alta mobilidade. O primeiro lote, com 942 veículos de até dezesseis versões diferentes de quatro plataformas logísticas militares – 4×4, 6×6, 8×8 e 8×8 prime mover – começa a ser entregue este ano e seguirá ao longo de mais quatro.