Mercedes-Benz Sprinter bate recorde de vendas

São Paulo — A Mercedes-Benz registrou seu maior volume global de vendas no segmento de Large Vans em 2019, que vai de 3,5 toneladas a 5 toneladas, com a Sprinter, que emplacou 11,4 mil unidades no ano passado, crescimento de 38% na comparação com o ano anterior. A participação de mercado chegou a 35%.

 

De acordo com a companhia a linha Sprinter cresceu em todos os segmentos em que é comercializada, com alta de 37% nas vendas de vans de passageiros em 2019 e 5,8 mil licenciamentos. No segmento de furgões foram 4,1 mil unidades vendidas, crescimento de 35% com relação a 2018 e, no caso dos chassis, a Sprinter somou 1,4 mil unidades vendidas, crescendo 50% na mesma base comparativa.

 

Jefferson Ferrarez, diretor geral de vans da Mercedes-Benz do Brasil, disse que a Sprinter é modelo consolidado no País e que a nova geração trará mais vantagens para os clientes: “A Sprinter já se consolidou no País pela numerosa oferta de soluções de mobilidade para pessoas e cargas. A partir de 2020, com a Nova Sprinter, ofereceremos ainda mais vantagens para os nossos clientes”.

 

Foto: Divulgação.

Mobiauto compra plataforma Sua Oficina Online

São Paulo — A Mobiauto, que opera no segmento de compra e venda online de automóveis e que busca facilitar esse processo para os clientes, comprou a plataforma Sua Oficina Online, considerada o maior classificado online de oficinas do Brasil.

 

A Sua Oficina Online oferece aos proprietários dos veículos uma série de oficinas cadastradas em um aplicativo para que ele escolha onde levar seu veículo quando precisar fazer reparo ou manutenção. A plataforma mostra as oficinas mais bem avaliadas, as mais próximas da localização do cliente e também permite a comparação de preços para o mesmo serviço.

 

Com a aquisição a Mobiauto expandirá os negócios da Sua Oficina Online para todo o Brasil e usará o modelo de negócio no Exterior, com foco maior na América Latina.

Quinzena teve 95 mil emplacamentos

São Paulo – Os primeiros onze dias úteis de 2020 registraram 95,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos, segundo dados do Renavam obtidos pela Agência AutoData. A média diária, de 8,6 mil unidades, está bem abaixo da registrada nos últimos meses do ano passado, que flutuou na casa dos 11 mil veículos/dia – mas é semelhante à da primeira quinzena de 2019, que fechou com cerca de 8,8 mil unidades/dia.

 

Os varejistas estão confiantes com o desempenho do restante de janeiro: uma fonte revelou que a expectativa é a de alcançar 250 mil veículos vendidos no mês, volume bem superior ao do primeiro mês do ano passado, que ficou próximo das 200 mil unidades.

 

Seria o melhor janeiro desde 2015, quando as vendas ficaram no patamar projetado pela fonte para este mês.

 

Os dois modelos mais vendidos neste começo de ano foram o Chevrolet Onix, com mais de 8 mil licenciamentos, e o Chevrolet Onix Plus, pouco mais de 4 mil unidades emplacadas. O Hyundai HB20 completa o pódio, com 3,4 mil unidades comercializadas.

 

Foto: Divulgação.

Único Land Rover nacional passa por mudanças

São Paulo – O Discovery Sport, único Land Rover nacional, passou por um facelift em sua versão 2020, que começa a chegar às concessionárias na sexta-feira 17. Mudanças na estrutura montada sobre a plataforma PTA, Premium Tranverse Architecture, permitiu 13% mais rigidez, segundo a companhia, que mudou também o visual do modelo produzido em Itatiaia, RJ, que traz novos para-choques, faróis e grade frontal.

 

O interior do novo Discovery Sport também passou por mudanças: na linha 2020, oferece mais espaço para os ocupantes e nova central multimídia. Em algumas versões o modelo também conta com quadro de instrumentos digital e tela de 12 polegadas.

 

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O veículo é produzido na fábrica do sul-fluminense em seis versões, sendo três com motor P250 2.0 flex de 250 cv e três com motor D180 2.0 diesel de 180 cv. As seis versões são equipadas com câmbio automático de nove marchas e oferecem itens de série como teto solar panorâmico, ar-condicionado digital e automático, bancos de couro, faróis de LED, fechamento elétrico e automático do porta-malas e novo sistema de navegação.

 

Veja abaixo os preços das seis versões do novo Discovery Sport 2020:

 

P250 Flex S                        R$ 232,5 mil
P250 Flex SE                      R$ 249,5 mil
P250 Flex R-Dynamic SE     R$ 266 mil 985
D180 S                             R$ 252,5 mil
D180 SE                           R$ R$ 274,5 mil
D180 R-Dynamic SE          R$ 291 mil 985

 

Fotos: Divulgação.

Pioneer produz câmeras automotivas em Manaus

São Paulo – No fim do ano passado a Pioneer começou a produzir em Manaus, AM, dois modelos de câmeras automotivas. A expectativa é a de produzir, este ano, na Zona Franca, 20 mil unidades dos modelos Dashcam VREC-100CH e VREC-200CH – com grande potencial de crescimento nos próximos anos, calcula o gerente comercial Adriano Valério.

 

“Queremos criar esse segmento no Brasil, mostrar aos consumidores como esse tipo de equipamento aumenta a segurança para os ocupantes do veículo. Nossa expectativa é de uma demanda crescente pelas câmeras automotivas em 2020 e nos próximos anos.”

 

Com 90% dos componentes importados as câmeras podem ser encontradas em lojas de reposição, varejistas de som e acessórios e nas grandes redes, como Casas Bahia e Magazine Luiza. O preço sugerido, para os dois modelos, é R$ 419.

 

Valério busca avançar em outras áreas: “Já conseguimos homologar nossas câmeras com a Toyota, que agra vende em sua rede concessionária como acessório. Ao longo de 2020 trabalharemos com outras montadoras para que sejam vendidas em suas revendas.

 

Segundo o executivo os modelos da Pioneer podem ser usadas em qualquer tipo de veículo. A empresa também mira negociações com transportadoras, seguradoras, empresas de vans escolares e com o governo para instalar o equipamento em viaturas policiais.

 

A aposta da Pioneer no crescimento das câmeras automotivas no País é baseado na boa aceitação e no grande volume de vendas registrados em diversos países da Europa e no Japão, graças à sua capacidade de gravar todo o percurso do veículo. O discurso é o de que aumenta a segurança dos ocupantes, que, com as imagens de uma possível ocorrência, conseguem comprovar exatamente o que aconteceu em determinadas situações.

 

“Na China e na Rússia tivemos um crescimento muito grande nas vendas devido a casos em que pessoas se jogavam na frente dos carros para receber indenizações. Com o uso das câmeras ficava comprovado que não havia sido um acidente. No Japão uma família sofreu um acidente e conseguiu provar que o motorista não era o responsável graças a uma câmera da Pioneer instalada no para-brisa do veículo. Depois disso as vendas cresceram de tal maneira que os estoques das lojas até acabaram.”

 

O equipamento também registra o que acontece enquanto o carro está parado e, em caso de uma batida quando estacionado, poderá revelar as imagens do acidente.

 

Dos modelos fabricados no Brasil o VREC-200CH é o mais completo: grava as imagens da dianteira, da traseira e também funciona como câmera de ré na hora de estacionar. Na Europa e no Japão a empresa já possui modelos mais avançados, com capacidade para gravar as imagens do veículo em 360º – caso o mercado cresça como a Pioneer espera, o Brasil poderá contar com novos modelos sendo produzidos em Manaus a partir de 2021.

 

A Pioneer projeta produzir e vender 20 mil câmeras automotivas no primeiro ano completo e, para 2021, a expectativa é a de que esse mercado dobre, com a produção em Manaus chegando a 40 mil unidades, e que continue crescendo nos próximos anos. 

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo lança Viaggio 950 no México

São Paulo – A Marcopolo lançou no mercado mexicano o Viaggio 950, desenvolvido exclusivamente para operações naquele país. Competirá no segmento de ônibus rodoviários leves – e inaugura, na companhia, a adoção de nova nomenclatura que passará a ser global.

 

Produzido na unidade industrial de Monterrey o novo modelo tem grade dianteira e para-choque inéditos, exclusivo para o mercado mexicano. Internamente oferece ar-condicionado, sistema de áudio e vídeo, sanitário e diversos itens que podem ser customizados. Tem capacidade para transportar de 45 a 49 passageiros e pode ser montado sobre qualquer chassi disponível – o primeiro é sobre um MAN RR3 CO 19.400, com 12 m 50 de comprimento, 2 m 60 de largura e 3 m 50 de altura.

 

Os produtos da Marcopolo México, que seguiam tendência diferenciada, passam, agora, a seguir a nomenclatura do Brasil. Assim, os ônibus rodoviários passam a adotar os nomes Paradiso 1800 DD, Paradiso 1600 LD, Paradiso 1350, Paradiso 1200, Paradiso 1050, Viaggio 900 e Viaggio 800. No segmento de urbanos os modelos passaram a ser identificados por Torino, Torino Express, Torino Express LE e Viale DD Sunny, além dos modelos desenvolvidos exclusivamente para o mercado mexicano, como Mega TR e Boxer.

 

Foto: Divulgação.

IQA e reposição criam o Rota 45

São Paulo – Fora do escopo do Rota 2030, os segmentos de reposição e de varejo de autopeças criaram o seu próprio programa setorial, o Rota 45. A ideia é capacitar e certificar oficinas e lojas de componentes instaladas no Estado de São Paulo como forma de melhorar o nível de qualidade de uma base formada por cerca de 200 mil empresas, a maioria de pequeno e médio porte.

 

O programa foi criado pelo IQA, o Instituto de Qualidade Automotiva, pelos sindicatos Sincopeças e Sindirepa, e pelo Sebrae, que figura como braço financeiro da parceria. Segundo Luiz Sergio Alvarenga, conselheiro do IQA, no momento o grupo tem como meta atrair as empresas dos dois ramos, algo considerado um desafio:

 

“Nosso trabalho, no momento, é nos aproximar destas empresas que estão pulverizadas. Depois, avaliar dentro da operação delas o que precisa ser melhorado para que elevem o nível da qualidade dos serviços que prestam. Hoje há novas demandas, algo além do carro na oficina esperando o cliente levá-lo para casa”.

 

Dentre as novas demandas que, segundo Alvarenga, transformarão o pós-venda, está a chegada de veículos com novos tipos de propulsão, como é o caso do automóveis híbridos, e também a chegada de um novo perfil de consumidor, o motorista de aplicativos de transporte: “Esse cliente faz cotação e exige um reparo mais rápido porque o veículo é ferramenta de trabalho”.

 

Para o conselheiro do IQA as demandas da reposição do varejo ficaram de fora do Rota 2030 porque o governo quer passar uma mensagem de que está preocupado com o setor primário da cadeia, e que os demais se autorregulem.

 

Na sua visão não há problema nisso. No entanto não fomentar o desenvolvimento de segmentos que compõem a base da cadeia automotiva abre espaço, “dentre outras mazelas, para que o produto interno seja menos competitivo do que o importado”, geralmente asiático, o que prejudicaria o setor.

 

“A importância da política de estímulo está no fato de que fortalece a indústria como um todo. Uma vez que a base esteja enfraquecida, o topo também pode sofrer reflexos negativos, porque são veículos de marcas importantes dentro de oficinas. Quanto mais profissional for o serviço, mais todos ganham.”

 

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Indústria da fundição estima crescer 6% em 2020

Caxias do Sul, RS – Após crescimento de 3% no ano passado com relação a 2018 a indústria brasileira da fundição projeta dobrar este índice em 2020, superando a marca de 2,5 milhões de toneladas, das quais em torno de 80% são vendidas no mercado interno. A visão otimista de Afonso Gonzaga, presidente da Abifa, Associação Brasileira de Fundição, deve-se especialmente à expectativa em torno de obras de infraestrutura, públicas e privadas, com destaque para saneamento, rodovias e ferrovias.

 

“Nosso setor tem envolvimento muito forte com os fornecedores de equipamentos para a realização destas obras. Acredita-se num incremento forte no mercado de veículos fora-de-estrada.”

 

Outra atividade citada por Gonzaga é a construção civil, que também movimentará a cadeia de veículos pesados.

 

O resultado do ano passado é avaliado como razoável. Gonzaga reconhece que poderia ter sido melhor não fosse a demora na aprovação de reformas, como a trabalhista e a da Previdência: “O atraso inibiu a confiança dos investidores. Mas estamos no caminho certo”.

 

A projeção da Abifa é de crescimento contínuo da produção no período de 2020-2023, ano em que a produção deve alcançar 3,2 milhões de toneladas. Ainda assim abaixo do melhor momento dos últimos dez anos, de 3,3 milhões de toneladas em 2008. O pior período do setor foi o de 2016, com produção limitada a 2,1 milhões de toneladas, equivalente a utilização de 52% da capacidade instalada.

 

De acordo com Gonzaga, o setor tem capacidade instalada suficiente para atender ao crescimento de mercado, sem necessidade de investimentos na ampliação. Mas alerta para possíveis problemas com o suprimento de energia: “O setor é muito dependente deste insumo. Por isto a preocupação com oferta, mas também com o custo, que é elevado”.

 

A indústria de fundição exporta média anual de 20% de seus produtos. Em 2019 o índice deve chegar a 22%, mesmo com a crise na Argentina, um dos principais compradores. Gonzaga cita que o país vizinho era responsável por absorver cerca de 30% das carcaças de motores fabricadas no Brasil: “As relações estão meio confusas, mas a Argentina é um parceiro importante. Os governos terão de encontrar soluções”.

 

Já antevendo demora nas discussões governamentais várias empresas prospectam novos mercados. Segundo o presidente da Abifa o Brasil tem um grande potencial principalmente por deter praticamente todos os minérios usados na fundição: “O que precisamos é de mais investimentos em tecnologia e inovação”.

 

Em paralelo ao avanço tecnológico o setor terá de investir no quadro de funcionários. De acordo com Gonzaga várias funções hoje realizadas manualmente, como moldagem e acabamento, serão automatizadas, levando à necessidade de colaboradores mais escolarizados e qualificados. A atividade já chegou a empregar perto de 68 mil pessoas em 2011, número que caiu para 50 mil em 2016 e que, no ano passado, fechou em 56 mil.

 

De acordo com o estudo Modern Casting, publicado em dezembro de 2018, o Brasil ocupava a décima posição no ranking dos maiores produtores de fundidos, que é liderado pela China, com 26 mil empresas, respondendo por mais de 50% do total mundial, e produção de 49,4 milhões de toneladas. Em torno de 81% da produção brasileira é de fundidos em ferro, 11% em aço e 8% em não ferrosos. O setor automotivo responde por 50% das compras. Quando acrescidas máquinas rodoviárias e equipamentos ferroviários o índice sobe a 63%. Bens de capital participam com 11,7%. O restante se divide em infraestrutura, siderurgia, mineração e açúcar e álcool.

 

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Ford Ka 2015 foi o usado mais buscado em plataforma online

São Paulo – O Ford Ka foi o veículo seminovo mais procurado nas vendas online da plataforma Auto Avaliar, que é usada atualmente em 3,2 mil concessionárias e por, aproximadamente, 30 mil revendedores multimarcas no País.

 

Em 2019 as concessionárias repassaram cerca de 180 mil veículos seminovos e usados aos revendedores multimarcas, utilizando a plataforma Auto Avaliar para realizar as negociações.

 

Veja abaixo os dez carros mais procurados pelos revendedores:

 

  1 Ford Ka 1.0 SE 2015
  2 Fiat Palio 1.0 Attractive 2013
  3 Fiat Uno 1.0 EVO Vivace 2014
  4 Renault Sandero 1.0 Expression 2014
  5 Chevrolet Celta 1.0 LT 2012
  6 Chevrolet Classic 1.0 LS 2011
  7 Chevrolet Classic 1.0 LS 2012
  8 Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus 2015
  9 Chevrolet Onix 1.0 LT 2015
10 Honda Civic 2.0 LXR 2014

Vendas globais do Grupo PSA caem 10% em 2019

São Paulo – As vendas do Grupo PSA, em 2019, somaram 3,5 milhões de unidades em todo o mundo, queda de 10,2% na comparação com o ano anterior, quando a companhia bateu seu recorde de vendas e entregou 3,9 milhões de veículos.

 

Na América Latina a companhia registrou crescimento de 2% nas vendas no Brasil, de 13% no México e também cresceu em mercados menores como Colômbia, Cuba, Equador e Uruguai. Segundo a PSA o crescimento na região foi puxado pela linha de veículos comerciais e pelo novo SUV, o C4 Cactus.

 

Para 2020 a PSA não revelou projeção para suas vendas globais, mas seguirá apostando na eletrificação de seu portfólio, que já conta com dez modelos elétricos — pretende eletrificar toda a sua gama de veículos até 2025.