GM nomeia seu primeiro chefe de sustentabilidade

São Paulo – A General Motors anunciou que a partir de 1º de fevereiro terá um CSO, sigla para Chief Sustainability Officer – o executivo responsável pela área de sustentabilidade global da companhia. O atual vice-presidente de locais de trabalho sustentáveis, Dane Parker, assumirá o cargo e responderá à chairman e CEO, Mary Barra.

 

Segundo comunicado divulgado pela companhia Parker terá que garantir o consumo e a produção responsável de materiais, liderar os esforços da GM como defensora de operações de manufatura e mobilidade ambientalmente amigáveis e será o líder do projeto de infraestrutura da implementação de veículos elétricos nas instalações da empresa.

Banco Mercedes-Benz tem 2019 recorde

São Paulo – O bom momento do mercado brasileiro de veículos comerciais contribuiu para que o Banco Mercedes-Benz registrasse no ano passado os seus melhores resultados históricos. O recorde de R$ 4,8 bilhões em novos negócios de 2014 ficou para trás: em 2019 foram R$ 5,6 bilhões em contratos fechados, crescimento de 46% na comparação com o ano anterior.

 

A carteira de negócios da instituição financeira do Grupo Daimler somou R$ 12,6 bilhões no ano passado, aumento de 30% sobre 2018 – e é, também, volume recorde. Segundo o presidente, e CEO, Christian Schüler o esforço conjunto de fábrica, rede e banco ajudou a impulsionar os resultados, além do agronegócio brasileiro, do segmento de bebidas e do comércio eletrônico, que demandaram especialmente caminhões e vans Sprinter.

 

“Esse conjunto positivo de fatores, aliado à nossa expertise em financiamentos e seguros da marca e à criação de produtos inovadores e inéditos no setor, fez com que pudéssemos atingir novos públicos e incrementar ainda mais nosso portfólio de produtos.”

 

Com a maior demanda por contratos de CDC, crédito direto ao consumidor, o Banco Mercedes-Benz apresentou na Fenatran dois novos produtos: o CDC Flexibility, que oferece parcelas inferiores ao CDC convencional e permite revender o produto ao fim do contrato por valor previamente definido, e o CDC Decrescente, que permite ao consumidor parcelas menores no decorrer do contrato. Segundo o banco 13% dos contratos CDC fechados em novembro e dezembro foram desta modalidade.

 

Por segmento – A maior parte dos novos contratos fechados no ano passado foram, naturalmente, para caminhões novos: R$ 2,8 bilhões, valor 55% superior ao apurado em 2018. Em ônibus foi R$ 1,8 bilhão, elevação de 46%, e os de vans cresceram 78%, para R$ 295 milhões. O segmento de automóveis somou R$ 290 milhões.

 

O Banco Mercedes-Benz registrou salto relevante, também, na negociação de veículos usados, alcançando R$ 165 milhões contratados no ano passado – desempenho justificado pelo maior esforço com a SelecTrucks, rede de usados da Mercedes-Benz.

 

Foto: Divulgação.

Receita das locadoras cresceu 72% no terceiro trimestre

São Paulo – As três maiores empresas de locação e venda de veículos seminovos do Brasil, Localiza, Unidas e Movida, registraram receita conjunta de R$ 4,9 bilhões no terceiro trimestre de 2019, segundo seus balanços referentes ao desempenho nas divisões de aluguel, venda e serviços. O resultado, na comparação com o registrado no terceiro trimestre de 2018, foi 72% maior.

 

O lucro líquido conjunto no período foi de R$ 352,4 milhões, alta de 74% sobre o registrado em 2018 pelas companhias. Já o volume conjunto de veículos vendidos pelas empresas chegou a 69,3 mil unidades no terceiro trimestre, um volume que representa 36% de crescimento sobre o volume vendido em 2018 pelas três locadoras.

 

A Localiza registrou a maior receita, no período: R$ 2,7 bilhões, alta de 22%. O lucro da empresa foi de R$ 205,9 milhões, 29% a mais. A empresa vendeu um total de 36,8 mil unidades no julho-setembro do ano passado, 22% a mais.

 

Já a Unidas registrou receita de R$ 1,3 bilhão, alta de 51% ante a receita obtida no terceiro trimestre de 2018. O lucro líquido foi de R$ 86,5 milhões, alta de 44%. O volume de veículos vendidos pela empresa no período foi de 17,9 mil unidades, alta de 40%. Segundo a companhia, foi recorde para o período.

 

A Movida, por sua vez, registrou receita líquida de R$ 961 milhões, mais 57% sobre o terceiro trimestre de 2018. O lucro líquido foi de R$ 60 milhões, aumento de 46%. O volume de veículos vendidos chegou a 14,5 mil unidades, 82% a mais.

 

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Carros do Ano: Corvette, Telluride e Gladiator.

São Paulo — O júri do Carro Estadunidense do Ano divulgou, na terça-feira, 13, em Detroit, Michigan, os vencedores de 2020, o Chevrolet Corvette Stingray, o Kia Telluride e o Jeep Gladiator. O júri reuniu jornalistas multimídia dos Estados Unidos e do Canadá.

 

Também concorreram Hyundai Sonata, Toyota Supra, Hyundai Palisade e Lincoln Aviator.

 

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Mercado chinês cai 8% em 2019

São Paulo – As vendas na China, maior mercado de automóveis do mundo, somaram 25,8 milhões de unidades em 2019, queda de 8,2% na comparação com o ano anterior, sendo este o segundo ano de retração, de acordo com informações divulgadas pelo The Wall Street Journal.  

 

A queda do mercado chinês começou em 2018, ano em que as vendas caíram 2,8%. O setor de veículos começou a enfrentar dificuldades quando as tensões comerciais envolvendo China e Estados Unidos aumentaram, o que também refletiu nas vendas do ano passado.

Vendas do Grupo Traton crescem 4% em 2019

São Paulo – As vendas do Grupo Traton chegaram às 242,2 mil unidades no ano passado, o primeiro ano completo de operação com o novo nome. O volume representou crescimento de 4% na comparação com 2018, considerando as vendas das marcas MAN, Scania e VWCO. Segundo a companhia a expansão foi puxada pela maior demanda do segmento de caminhões no Brasil ao longo do ano e na Europa durante o primeiro semestre.

 

Andreas Renschler, CEO do grupo, disse que foi possível aumentar as vendas em um mercado cada vez mais desafiador: “A tecnologia de ponta que utilizamos, o contato próximo com os clientes e a nossa excelente equipe de colaboradores são a base sólida para enfrentarmos os desafios que virão”.

Montadoras e startups moldam o futuro do transporte de cargas

São Paulo – Da mesma forma como avançam os recursos tecnológicos nas cabines dos caminhões produzidos no Brasil segue em curso o desenvolvimento de novos modelos de negócios na distribuição de cargas. Ambos tem um mesmo objetivo: reduzir o custo operacional do frotista. Neste universo montadoras coexistem com startups na corrida para atender à demanda do mercado.

 

Na onda da nova economia, que popularizou a exploração de serviços na estrutura de terceiros, a Unpark, em operação desde julho, desenvolveu plataforma que agrega vagas ociosas de estacionamento. A partir da base a startup oferece o espaço a operadores de transporte instalarem contêineres de carga. O serviço é vendido como forma mais barata e rápida de distribuir produtos em grandes centros urbanos, que possuem restrições de horário de circulação.

 

“Nossa ideia é transformar espaços urbanos ociosos em pontos de distribuição, de forma a que empresas possam armazenar seus produtos mais perto do cliente”, disse Michele Dim D’Ippolito, CEO e co-fundador da companhia. “Em termos logísticos reduz o custo operacional porque, por exemplo, diminui o número de deslocamentos em locais marcados pelo trânsito intenso.”

 

Nas contas da empresa o seu modelo de negócio reduz o frete em 30%. Afora o barateamento do serviço de transporte a ideia da Unpark pode transformar a frota circulante das empresas que atuam na distribuição urbana. Isso porque, segundo D’Ippolito, o serviço possibilita aplicação de menor número de caminhões na operação:

 

“Dependendo da demanda uma empresa pode estocar sua carga na quantidade necessária próximo ao seu destino final porque ali há uma vaga ociosa, onde pode ser instalado um contâiner. Assim, deixam de ser necessárias viagens recorrentes até um centro de distribuição, de onde partem outros veículos para levar a carga até o destino final”.

 

Diminuir o número de caminhões na operação não significa necessariamente menos caminhões nos frotistas, disse o executivo: “O que deve acontecer na prática é a melhor utilização das frotas. O veículo que deixa de ser utilizado em uma aplicação deverá ser usado em outro serviço, melhorando o fluxo na transportadora, que passa a atender mais pedidos, por exemplo”.

 

O mercado de distribuição urbana é visto pela indústria como promissor para este ano. De acordo com Roberto Cortes, presidente da VWCO, no Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado em outubro, “os leves dependem do varejo, no qual observamos uma retomada”.

 

Mais modelos de negócio que envolvam distribuição urbana podem, em tese, injetar ânimo nas vendas de caminhões leves. No ano passado, segundo dados da Anfavea, foram emplacadas 11 mil 242 unidades, volume que representou queda de 2,6% ante o resultados registrado pelo mercado em 2018.

 

A Unpark, por ora, tem 285 mil vagas de estacionamento cadastradas em sua base. Os espaços estão pulverizados em cerca de 1 mil endereços em 102 cidades de 23 estados. Este ano a meta é fechar com trinta pontos logísticos – atualmente têm ativos dois – e aumentar de vinte para cinquenta o número de vagas onde são instalados armários inteligentes que armazenam carga fracionada, os chamados Unpods.

 

A distribuição urbana e as startups são tema recorrente em debates nas fabricantes de veículos comerciais. Um fato que pode ser usado para ilustrar a sua importância é a parceria costurada por Volkswagen Caminhões e Ambev naquilo que foi denominado e-consórcio.

 

Dentre outras coisas a parceria funciona como laboratório de testes para modelos que envolvam produto-oferta, e isso mostra de certa maneira como a indústria está ocupada em acompanhar – ou criar – novas tendências de negócio, contou Marco Saltini, diretor de relações governamentais e institucionais da VWCO — este mês a empresa sediará um programa global de aceleração de startups: “Acreditamos no grande potencial das startups na busca de soluções para situações concretas relativas ao transporte e a toda a mobilidade, de uma forma geral. Avaliamos que a indústria é parte importante desse processo de transformação e procuramos dar a nossa contribuição”.

 

A Mercedes-Benz, empresa que encerrou 2019 na liderança das vendas no mercado interno, também mantém contato com o universo das startups como forma de manter sua oferta atualizada segundo as novas demandas. Em março, por exemplo, adquiriu o aplicativo de logística Habbl – se pronuncia hábil –, o qual deve chegar ao mercado brasileiro a partir deste mês, segundo Érico Fernandes, gerente sênior de soluções integradas da Mercedes-Benz:

 

“Por ora a plataforma está em fase de testes dentro da operação de transporte de cabines, em Juiz de Fora, em Minas Gerais, para São Bernardo do Campo. Passando esta etapa entra no mercado a partir de janeiro. É o primeiro país fora da Alemanha onde a plataforma estará ativa”.

 

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A ferramenta estabelece conexão do embarcador da carga com o transportador, criando padrões para procedimentos, mostrando deslocamento em tempo real da carga, dentre outras funções que são oferecidas em outras plataformas de startups que já atuam no Brasil. Na Europa são quase 220 clientes ativos da plataforma, que funciona em 4 mil caminhões conectados.

 

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Grupo PSA muda a direção global de Citroën e DS

São Paulo – O Grupo PSA anunciou mudanças em seu corpo diretivo, com alterações na direção global das marcas Citroën e DS. Linda Jackson, que ocupava o cargo de CEO na Citroën, será sucedida por Vincent Cobee, que era seu diretor adjunto. Yves Bonnefont, que estava à frente da DS, passa o cargo para Béatrice Foucher, sua diretora adjunta.

 

Ambos os novos CEOs ganharam cargos no Comitê Executivo Global. Jackson e Bonnefont ganharam novas funções dentro do grupo e se reportarão diretamente a Carlos Tavares.

 

A ex-CEO da Citroën tem como objetivo promover o esclarecimento e a coerência das mensagens das marcas em todo o grupo, e Bonnefont deve iniciar um estudo sobre o potencial de sinergias no portfólio de marcas.

 

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Kia Rio parte de R$ 70 mil

São Paulo – O hatch Kia Rio chegará às concessionárias na segunda quinzena deste mês por R$ 69 mil 990 na versão LX e por R$ 78 mil 990 na EX, ambas importadas do México e isentas de imposto de importação em função de acordo comercial bilateral com o Brasil. Estarão equipadas com motor 1.6 flex que desenvolve até 130 cv de potência com etanol, aliado a transmissão automática de seis velocidades.

 

O Rio LX traz sistema multimidia compatível com Android Auto e o Apple CarPlay, ajuste elétrico dos retrovisores, câmara de ré, volante multifuncional, assistente de partida de rampa, sensor de monitoramento da pressão dos pneus, controles de tração e estabilidade e ar-condicionado manual. A EX agrega revestimento de couro aos bancos e alavanca de câmbio, ar-condicionado digital e retrovisores com rebatimento, dentre outros itens.

 

Foto: Divulgação.

Venda de usados cresce 2% em 2019

São Paulo – As vendas de veículos usados somaram 14,6 milhões de unidades em 2019, crescimento de 2,2% na comparação com o resultado do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela Fenauto, entidade que representa os revendedores de veículos usados e seminovos. Com o resultado o setor de seminovos chegou ao seu oitavo ano de crescimento consecutivo.

 

O presidente Ilídio dos Santos disse, em nota, que a expansão foi puxada pela retomada da economia: “Também ficamos muito satisfeitos pela recuperação apresentada nas vendas de veículos zero quilômetro, pois são parte essencial para o crescimento do nosso segmento”.