Uber estuda trazer serviço de frete de carga ao Brasil

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São Paulo – A Uber inseriu o Brasil na rota do seu serviço de transporte de cargas, o Uber Freight. Claudia Woods, CEO da operação no País, disse na terça-feira, 15, durante o Congresso SAE, em São Paulo, SP, que a plataforma de frete deverá chegar aqui em breve, sem mencionar, no entanto, pormenores a respeito de quando será lançado e como será o modelo de negócio desenhado para o mercado brasileiro.

 

Por ora, segundo a executiva, a empresa estuda o mercado para dar uma cara final ao serviço de acordo com as particularidades nacionais. Lançado nos Estados Unidos em 2017 e, neste ano, na Europa, o Uber Freight indica ao operador de carga onde os motoristas mais próximos se encontram, e a partir daí é estabelecido o contato para contratação do serviço com a indicação de destino, preço do frete, tipo de carga, peso, rastreamento, dentre outros parâmetros.

 

“O que estamos fazendo agora é avaliando as possibilidades de negócio e como o serviço poderia ser desenvolvido aqui de acordo com o perfil do nosso mercado. Estudamos para que ele sejá viável em um futuro bem próximo”, disse a CEO da companhia.

 

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O serviço, em linhas gerais, é similar ao oferecido no mercado brasileiro por empresas como a Cargo X e a TruckPad. Recentemente a companhia anunciou nos Estados Unidos aporte de US$ 200 milhões para expansão da plataforma de fretes naquele mercado. Hoje são 400 mil motoristas cadastrados e 50 mil operadoras de cargas em sua base.

 

“O futuro da empresa não está apenas no automóvel”, disse Claudia Woods durante o congresso, que reuniu presidentes de empresas ligadas a mobilidade, como Scania, ABB, DHL e o Grupo Caoa. A afirmação da CEO responde a um questionamento recorrente a respeito da saúde financeira da empresa, que registrou prejuízos nos últimos balanços divulgados. “A Uber no mundo é feita de várias unidades de negócios. O que enxergamos no futuro são negócios mais maduros e outros em fase de consolidação rumo à rentabilidade. Nossa meta global não é ser rentável no curto prazo”.

 

Pesquisa feita pela CNT, a Confederação Nacional do Transporte, divulgada em janeiro, mostrou que 67% dos motoristas de caminhões em atividade no País são autônomos, público com aderência ao modelo de negócio do Uber Freight, pelo menos nos Estados Unidos. Estima-se que no Brasil, hoje, existam cerca de dois milhões de motoristas de caminhão.

 

Foto: Divulgação.