Pesados puxam a produção de caminhões

São Paulo — O mercado interno aquecido no segmento de pesados refletiu de forma positiva na produção de caminhões em 2019. Segundo dados da Anfavea divulgados na terça-feira, 7, saíram das linhas, até dezembro, 113 mil 476 unidades, volume 7,5% maior do que o registrado no janeiro-dezembro de 2018: “As demandas do agronegócio puxaram as vendas de caminhões pesados e a indústria tratou de responder à demanda nas linhas”, disse o vice-presidente Marco Saltini.

 

A produção de pesados representou quase que a metade do total fabricado no ano passado, somando 61 mil 730 unidades. O volume representou alta de 25%. O resultado ficou um pouco abaixo do projetado pela Anfavea para a produção de caminhões no ano passado, 115 mil unidades. De acordo com o presidente Luiz Carlos Moraes a diferença de 2,5 mil unidades se deu em função da diminuição natural do ritmo das fábricas em dezembro.

 

Os semi-pesados representaram a segunda maior parcela dentro da produção total de caminhões em 2019, com 27 mil 122 unidades, resultado que indicou recuo de 1,2% sobre 2018.

 

A terceira maior produção foi a de caminhões leves, que somaram 18 mil 14 unidades no janeiro-dezembro. O volume produzido foi 11,5% menor do que o registrado em 2018. 

 

A produção de caminhões médios somou 5 mil 642 unidades, queda de 11,6%. Em quinto lugar no segmento ficaram os semileves, com produção de 968 unidades, 50% a menos.

 

Foto: Divulgação.

Argentina segue prejudicando as exportações

São Paulo – Como indicavam todas as projeções divulgadas ao longo de 2019 as exportações de veículos produzidos no País, de fato, encerraram o ano em queda na comparação com 2018: o efeito Argentina levou a indústria nacional a exportar 32% menos, segundo dados da Anfavea divulgados na terça-feira, 7. Ao todo foram 428 mil 198 unidades embarcadas.

 

O resultado ficou um pouco acima das 420 mil unidades projetadas pela Anfavea para o ano – o único número positivo no balanço das exportações de veículos. O quadro negativo predomina nos indicadores e, mais grave, a expectativa da Anfavea é a de que haverá queda também no comparativo 2019-2020.

 

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“A situação na Argentina é muito grave. Não houve nenhuma mudança significativa nos últimos meses e o atual governo, por ter acabado de assumir, ainda não mostrou qual caminho seguirá”, disse o presidente Luiz Carlos Moraes. “Há algumas iniciativas, mas nada que possa mudar o cenário no curto-prazo.”

 

Moraes deverá se reunir em breve com Gabriel López, o novo presidente da Adefa, sua contraparte na Argentina, para discutir, dentre outros temas, como governo e indústria argentinos pretendem se articular para injetar ânimo em seu mercado interno, que absorveu, até novembro, 49% das exportações brasileiras – em 2018, no mesmo período, constituía fatia de 71%.

 

Horizonte – De Buenos Aires a notícia que corre é a de que o governo estuda mecanismos para controlar a inflação e o câmbio, enquanto a indústria automotiva, em paralelo, traça meios para aumentar capacidade instalada como forma de atender eventual alta da demanda e gerar postos de trabalho.

 

Em dezembro houve um primeiro movimento: a nova equipe da Adefa se reuniu para tratar de um plano setorial, nos moldes do Rota 2030 brasileiro. A expectativa em torno do Plano Estratégico da Indústria Automotiva 2030, apresentado em 17 de dezembro, é audaciosa e configura boa notícia em meio a tantas ruins para o setor – caso se alcancem as metas estabelecidas.

 

A primeira delas é a de que sejam realizados investimentos nas fabricas que, somados, cheguem a US$ 22 bilhões, até 2030. Os aportes financiariam aumento da capacidade das atuais 330 mil unidades/ano para 1,8 milhões/ano, o que abriria, em tese, portas para a criação de novos postos de trabalho.

 

Com mais musculatura a indústria argentina acredita que elevará a participação do setor no PIB dos atuais 6,5% para 14%, afora suportar eventual aumento das exportações: querem alcançar, com os embarques, US$ 46 bilhões. Para efeito de comparação e grandeza as exportações renderam ao Brasil no ano passado US$ 9,7 bilhões.

 

Números – De janeiro a dezembro foram exportados 407 mil 510 veículos leves. O volume representa queda de 31,6% ante as exportações de 2018. As exportações de caminhões recuaram 45%, chegando a 13 mil 552 unidades, e as de ônibus somaram 7 mil 136 unidades, o que representou queda de 21,6% no mesmo período.

 

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Brasil retoma sexta posição no ranking global

São Paulo – Com as 2 milhões 787 mil 850 unidades vendidas no mercado brasileiro no ano passado, volume 8,6% superior ao de 2018, o Brasil subiu da oitava para a sexta posição do ranking global de vendas domésticas. Superou França e Reino Unido, segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes:

 

“Os números globais ainda não foram fechados oficialmente, mas pelas parciais que vimos dos países que estavam à nossa frente, ocuparemos a sexta posição dentre os mercados globais”.

 

O Brasil foi superado apenas por China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Índia, de acordo com o executivo.

 

O resultado ficou bem próximo ao projetado pela Anfavea – apenas 12 mil unidades abaixo. Dezembro registrou o melhor volume mensal de vendas desde dezembro de 2014: 262 mil 558 mil veículos emplacados. Na comparação com o último mês de 2018, houve expansão de 12%, e de 8,4% com relação a novembro.

 

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Com a maior demanda dos consumidores por veículos no mês passado o estoque das concessionárias e das fábricas somavam 287,6 mil unidades em 31 de dezembro, volume suficiente para abastecer o mercado durante 33 dias, cinco a menos do que em novembro.

 

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Chevrolet Onix: mais vendido por cinco anos consecutivos.

São Paulo – Pelo quinto ano consecutivo o Chevrolet Onix foi o modelo mais vendido no mercado brasileiro. Como em 2018, registrou mais do que o dobro das vendas do segundo colocado – desta vez o Ford Ka, que superou o Hyundai HB20.

 

As vendas do hatch da Chevrolet, que chegou à sua nova geração no último trimestre, cresceram 14,6% na comparação com 2018, alcançando 241,2 mil unidades comercializadas em 2019. O Ka, vice-líder, registou 104,3 mil licenciamentos no ano passado.

 

O Hyundai HB20, que também chegou à nova geração no último trimestre, perdeu uma colocação no ranking e terminou 2019 como terceiro veículo mais vendido do Brasil, com 101,6 mil licenciamentos.

 

Outra novidade do ranking foi o bom desempenho de vendas do Renault Kwid, que conquistou o posto de quarto automóvel mais vendido do País com 85,1 mil emplacamentos. O Volkswagen Gol, que foi o quarto colocado em 2018, perdeu a posição para o hatch da Renault: no ano passado terminou em quinto lugar, com 81 mil 285 emplacamentos.

 

A Jeep foi a única marca do mercado que conseguiu colocar um SUV no Top10, o Renegade, que aparece na décima colocação com 68 mil 726  unidades. Foi também, naturalmente, o SUV mais vendido do Brasil, saindo do quinto lugar no ranking do segmento em 2018 para o primeiro em 2019.

 

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Ranking dos SUVS – A Jeep fez dobradinha com o Renegade na liderança e o Compass, que emplacou 60 mil 362 unidades, ficou na segunda posição dentre os utilitários esportivos. Os dois modelos foram os únicos SUVs do mercado que ultrapassaram a marca de 60 mil unidades comercializadas ao longo do ano.

 

O terceiro SUV mais vendido foi o Hyundai Creta, 57 mil 460 unidades, seguido por Nissan Kicks e Honda HR-V, que venderam 56 mil 62 e 49 mil 488, respectivamente. Em sexto lugar aparece o recém-lançado Volkswagen T-Cross, que com menos de um ano de mercado já vendeu 37 mil 81 unidades, superando modelos como Ford Ecosport e Renault Captur.

 

Veja abaixo os dez modelos mais vendidos de 2019: 

  1 Chevrolet Onix        241 mil 214
  2 Ford Ka                  104 mil 331 
  3 Hyundai HB20        101 mil 590
  4 Renault Kwid           85 mil 117
  5 Volkswagen Gol       81 mil 285
  6 Fiat Argo                 79 mil 001
  7 Fiat Strada              76 mil 223
  8 Chevrolet Prisma     73 mil 721
  9  Volkswagen Polo     72 mil 057
10  Jeep Renegade       68 mil 726

 

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Carlos Ghosn está fora da prisão, em Beirute

São Paulo – Em uma reviravolta surpreendente, digna de enredo para filme ou episódio de fim de temporada de série, o executivo Carlos Ghosn, detido no Japão desde novembro de 2018, driblou a polícia que o mantinha sob prisão domiciliar, pegou um trem, dois aviões e passou a virada de 2019 para 2020 em sua casa em Beirute, Líbano.

 

Segundo a imprensa internacional a fuga ocorreu no domingo, 29 de dezembro. Especula-se que o executivo nascido no Brasil e com cidadania francesa e libanesa teria se escondido dentro de um estojo de instrumento musical, um violoncelo, levado por uma banda até a casa onde estava hospedado, participando de uma festa, e pego um trem até um aeroporto particular, de onde saiu do Japão em um jatinho. Houve ainda uma escala na Turquia, onde conseguiu entrar com passaporte francês original, apesar de a polícia japonesa ter confiscado seus três passaportes.

 

Os japoneses investigam como a fuga ocorreu, bem como os turcos tentam identificar pessoas que facilitaram a entrada do ex-CEO da Renault e Nissan, um dos principais responsáveis pela Aliança – que, atualmente, ainda tem a Mitsubishi. No Líbano, Ghosn está protegido: o país não tem acordo de extradição com o Japão.

 

Carlos Ghosn divulgou uma nota, em 31 de dezembro: “Estou agora no Líbano e não serei mais refém do manipulado sistema de justiça japonês, onde a culpa é presumida, a discriminação é desenfreada e os direitos humanos são negados, em flagrante desrespeito às obrigações legais do Japão sob o direito internacional e os tratados que deve obedecer. Eu não fugi da justiça, eu escapei da injustiça e da perseguição política. Eu posso agora finalmente me comunicar livremente com a imprensa e pretendo fazê-lo a partir da semana que vem”.

 

Ele concederá entrevista coletiva na quarta-feira, 8.

 

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Citroën e Peugeot têm nova diretora de B2B

São Paulo – A Citroën e a Peugeot anunciaram Raquel Ribeiro como sua nova diretora de B2B no Brasil. Sua contratação está inserida no plano Virada Brasil, que tem como foco a sustentabilidade, o crescimento perene e a satisfação do consumidor.

 

Raquel Ribeiro assumiu o cargo com a missão de fortalecer as vendas B2B e a atuação das duas marcas no País. Com dezenove anos de experiência no setor automotivo ela disse que sua experiência profissional “contribuirá positivamente com os objetivos traçados pela companhia”.

 

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Líderes ficaram mais líderes em 2019

São Paulo – Sem mudanças no pódio do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves: como em 2018 a marca Chevrolet, da General Motors, liderou as vendas, seguida por Volkswagen e Fiat, na ordem. O que mudou foi a fatia de mercado das três primeiras que, juntas, representou 47,2% de todos os emplacamentos do ano passado, acima dos 45,6% registrados em 2018.

 

A GM comercializou 475 mil 684 unidades, volume 9,5% superior ao de 2018, e garantiu 17,9% de participação nas vendas. Mais da metade desses licenciamentos foram do Chevrolet Onix, líder do mercado brasileiro com 241,2 mil unidades emplacadas.

 

Com 12,6% de aumento nas vendas a Volkswagen se aproximou da líder, ampliando sua fatia de mercado dos 14,9% em 2018, com 368,2 mil unidades comercializadas, para 15,6% em 2019, com 414,5 mil licenciamentos.

 

Também ganhou mercado a Fiat: subiu dos 13,2% de 2018 para 13,8% no ano passado, crescendo as vendas de 325,7 mil para 366,1 mil veículos, um avanço de 12,4%.

 

As mudanças no ranking começam a partir da quarta posição, que ficou com a Renault no ano passado. Suas vendas cresceram 11,3%, para 239,2 mil veículos, volume que a colocou à frente da Ford, cujos licenciamentos caíram 3,5% em 2019, somando 218,5 mil unidades.

 

A Toyota cresceu em linha com o mercado e alcançou a sexta posição do mercado brasileiro, com 215,6 mil unidades vendidas, superando a Hyundai, agora sétima, com vendas estáveis na comparação com 2018, 207,7 mil unidades.

 

A oitava posição também tem outro dono: a Jeep cresceu 21% em 2019, para 129,4 mil unidades, e superou a Honda, que registrou 129,1 mil unidades vendidas, queda de 2%.

 

Fecha o ranking das dez marcas mais vendidas a Nissan, que manteve a décima posição e registrou queda de 1,5% na comparação com o resultado de 2018.

 

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Vendas de caminhões superam as 100 mil unidades

São Paulo — O mercado brasileiro de caminhões terminou 2019 com as vendas em alta na comparação com 2018. Dados do Renavam divulgados pela Fenabrave mostraram que os emplacamentos no período chegaram a 101 mil 735 unidades, volume 33% maior do que o registrado em 2018. 

 

Apenas em dezembro os licenciamentos somaram 8 mil 329 unidades, aumento de 9,5% sobre as vendas de dezembro de 2018. Na comparação com as vendas de novembro, o volume vendido no último mês do ano passado representou queda de 9%.

 

Os modelos pesados foram os mais vendidos no ano, chegando a representar, segundo o balanço da Fenabrave, 50,7% das vendas totais. A fatia é maior do que a observada ao fim de 2018, quando as vendas dos pesados representaram 45,5% das vendas totais.

 

A predominância dos pesados na vendas diz respeito às altas demandas do agronegócio observadas ao longo do ano, sobretudo as ligadas ao mercado de transporte de grãos. Neste segmento o modelo mais vendido foi o Volvo FH540: durante 2019 foram licenciadas 7 mil 219 unidades. O volume fez com que o modelo representasse 14% do mercado de pesados no período.

 

A montadora que mais vendeu caminhões no ano passado, segundo a Fenabrave, foi a Mercedes-Benz: em 31 mil 390 unidades produzidas pela companhia em São Bernardo do Campo, SP, e em Juiz de Fora, MG, foram licenciadas até dezembro. A montadora, com o resultado, deteve 30% do mercado total.

 

A segunda maior fatia no período ficou nas mãos da Volkswagen Caminhões e Ônibus, 24% de market share. A montadora encerrou o ano com vendas totais de 24 mil 783 unidades. A Volvo, por sua vez, deteve a terceira maior fatia, 16,5%, e vendeu 16 mil 844 unidades.

 

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Vendas de automóveis caem 1% nos Estados Unidos

São Paulo – As vendas de automóveis nos Estados Unidos caíram em torno de 1% em 2019 na comparação com o ano anterior, chegando a cerca de 17,3 milhões de unidades comercializadas no período, de acordo com os dados divulgados pelo site Automotive News.

 

Mesmo com a leve retração na comparação anual o setor automotivo local tem alguns motivos para comemorar, porque conseguiu, pelo terceiro ano seguido, superar a marca de 17 milhões de automóveis comercializados.

Argentina fecha o ano com queda de 43% nas vendas

São Paulo — As vendas de veículos no mercado argentino somaram 459 mil 592 unidades em 2019, apontaram dados divulgados pela Acara, entidade que representa os concesssionários. O volume confirma a expectativa de queda para o ano passado, 43% a menos do que o volume licenciado em 2018.

 

Do total vendido, 333 mil 262 unidades correspondem a automóveis, o que significa retração de 45% sobre os emplacamentos registrados em 2018. As vendas de comerciais leves chegaram a 107 mil 68 unidades, queda de 34%. As vendas de pesados, por sua vez, somaram 11 mil 711 unidades, 43% a menos.

 

O melhor mês de vendas na Argentina foi janeiro, quando as concessionárias emplacaram 60 mil 108 unidades, resultado, entretanto, 50% menor do que o visto em janeiro de 2018. O mês com menor volume de vendas foi dezembro, com 21 mil 190 emplacamentos registrados, 25% a menos na comparação com dezembro de 2018.

 

A Volkswagen foi a montadora que mais vendeu veículos na Argentina: 69 mil 625 unidades, volume 41% menor do que o registrado em 2018. O automóvel mais vendido no período, no entanto, foi o Ka, da concorrente Ford, que registrou 16 mil 630 unidades vendidas no acumulado do ano, 45% a menos do que em 2018.

 

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