Vendas de consórcios batem recorde até setembro

São Paulo – O sistema de consórcios registrou recorde de vendas de novas cotas de janeiro a setembro, chegando a 2,1 milhões, alta de 12,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. Com o crescimento da venda de cotas os negócios realizados até setembro somaram R$ 95,8 bilhões, crescimento de 25,4% ante igual período de 2018.

 

Os negócios de consórcios no setor automotivo somaram R$ 60,7 bilhões, alta de 22,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A comercialização de novas cotas chegou a 1,8 milhão, alta de 12% na mesma base de comparação.

Américas impulsionam resultado da FCA

São Paulo – A FCA, Fiat Chrysler Automobiles, fechou o terceiro trimestre com cerca de € 2 bilhões de Ebit, lucro líquido ajustado antes dos impostos, com margem de 7,2%. Segundo a empresa, em comunicado, as regiões da América Latina e América do Norte contribuíram de forma decisiva para este resultado positivo – que é recorde.

 

A operação latino-americana registrou expansão de 69% no período, comparado com julho a setembro de 2018, com € 152 milhões de Ebit ajustado. A margem na região ficou em 6,9%, apesar do resultado negativo na Argentina, o segundo mercado mais relevante da região.

 

Globalmente a FCA vendeu 1 milhão 60 mil veículos no terceiro trimestre.

 

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Argentina e Paraguai assinam acordo bilateral

São Paulo – Argentina e Paraguai firmaram acordo bilateral no setor automotivo. Segundo a Adefa, a associação das fabricantes instaladas na Argentina, o acordo “aprofundará a integração produtiva e comercial dos dois países”. 

 

O documento firmado pelos presidentes em 25 de outubro sinaliza para o livre-comércio em 2023. A princípio a relação comercial estabelece diminuição das alíquotas de exportação dos veículos produzidos na Argentina para o Paraguai.

Mercedes-Benz exporta chassis para o Suriname

São Paulo – A Mercedes-Benz exportou nove chassis de ônibus para a Busbedrijf S. Badjalala, do Suriname. Os veículos serão utilizados para fretamento e aplicados no transporte de funcionários de uma mineradora no país. Os ônibus começaram a operar em outubro, buscando os empregados no porto e levando-os até a mineradora em seus postos de trabalho.

 

Os chassis são do modelo OF 1730, que podem ser utilizados também no segmento urbano, de turismo e escolar. Os veículos foram equipados com carroceria Apache VIP IV da Caio Induscar com capacidade para 44 passageiros em assentos reclináveis e pneus off-road, uma vez que passarão por vários trechos de terra.

 

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Erica Jonas é a nova CFO da JCB para a América Latina

São Paulo – A JCB anunciou Erica Jonas como sua nova CFO para América Latina, sucedendo a Robson Walter, que deixou a equipe JCB do Brasil em busca de novos desafios. A executiva tem mais de 25 anos de atuação na área financeira e já trabalhou no setor automotivo, de autopeças e equipamentos para construção e mineração.

 

Durante esses 25 anos a nova CFO atuou tanto no Brasil quanto no Exterior. Sua última posição foi a gerência geral de finanças da Hyundai Motor do Brasil, na qual adotou e conduziu diversas melhorias nos processos financeiros. Erica Jonas é formada em ciências contábeis e administração de empresas, ambas pela Universidade Metodista de Piracicaba, com MBA em controle de finanças pela FGV, Fundação Getúlio Vargas.

 

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T-Cross TSI será lançando na Argentina em 2020

São Paulo – A Volkswagen anunciou que venderá, na Argentina, a versão turbo do SUV T-Cross, a TSI, produzida na fábrica de São José dos Pinhais, PR. Segundo o site Autoblog o modelo chegará às concessionárias do país vizinho em 2020. O site aponta também para o ano que vem lançamentos no país da Amarok V6 e das versões GTS do Polo e do Virtus, estes também produzidos aqui.

 

Hoje, na Argentina, é vendida apenas a versão MSI do T-Cross, lançada em julho. Em quatro meses, segundo a Acara, foram vendidas 2 mil 824 unidades do modelo. O anúncio foi feito durante evento realizado pela companhia em Neuquén, região da Patagônia argentina.

 

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Scania: Brasil será mercado de serviços.

São Paulo – A Scania antevê, em futuro próximo, um mercado brasileiro de caminhões disputado pelas montadoras mais no campo dos serviços do que em configuração de produto. Para Mathias Carlbaum, vice-presidente global de vendas, ganhará mais fatia de mercado a empresa que conseguir construir uma oferta de serviço aderente à operação do cliente:

 

“Hoje a venda é definida pela relação preço versus produto. Assim como acontece no Exterior, no Brasil isso mudará para serviço versus operação”.

 

Ele afirmou que durante muito tempo o mercado foi disputado pelas montadoras em termos de tecnologias embarcadas nos caminhões. A tendência, disse, é a de que os modelos cheguem a um patamar similar nos próximos anos nesse sentido, o que levará as montadoras a buscarem outras formas de atrair os frotistas. No caso da Scania esse caminho passará exclusivamente pelo universo dos serviços atrelados ao caminhão.

 

“No nosso caso estamos buscando proporcionar manutenção zero ao frotista por meio da captação de dados e da inteligência artificial. A coleta de informações em tempo real torna viável a antecipação das falhas e podemos comunicar ao cliente antes que elas aconteçam. Se ele se antecipar à quebra consegue reduzir o custo operacional, pois o caminhão em teoria ficaria menos tempo parado.”

 

A aposta da Scania, que vem anunciando desde o ano passado uma série de novos serviços, é que o mercado tenha se profissionalizado mais após a crise que afetou a economia do País e reduziu de forma drástica as vendas de caminhões no mercado local. Uma vez mais profissional a gestão dos frotistas, disse Carlbaum, maior seria a demanda por serviços ligados á conectividade:

 

“O cliente brasileiro aprendeu com a crise que é preciso buscar formas de se reduzir o custo da operação. O mercado recentemente passou pela fase de se buscar isso por meio de motores mais eficientes e combustíveis alternativos. Agora chegou a fase da conectividade e da gestão de dados gerados pela operação das frotas”.

 

Caso as perspectivas da companhia se confirmem acerca do mercado futuro de caminhões, o executivo afirmou que a Scania pretende ser mais focada em oferecer mais serviços à frota circulante do que em aumentar volume de vendas de caminhões: “São negócios que podem proporcionar receita importante e a longo prazo. Nosso mercado, dentro do segmento dos pesados, nesse contexto, não será o de grande volume. Queremos fazer uma venda profissional”.

 

No janeiro-setembro, indicam os dados da Anfavea, a Scania vendeu 9 mil 720 caminhões aqui, 62% a mais do que o volume licenciado em igual período no ano passado. Foram 9 mil 634 unidades de modelos pesados e 86 unidades de semipesados. O desempenho dentro da categoria dos pesados, por ora, é o terceiro maior, atrás de Volvo, com 10 mil 158 unidades, e Mercedes-Benz, 10 mil 897 unidades.

 

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Versão THP automática do Peugeot 2008 chega à rede

São Paulo – A versão topo de linha do novo Peugeot 2008, a Griffe THP, equipada com motor turbo THP de 173 cv e câmbio automático de seis marchas, chegou à rede de concessionárias esta semana, com preço promocional de R$ 99 mil 990. A empresa lançou o novo 2008 em maio, mas já tinha divulgado que esta versão chegaria ao mercado apenas no segundo semestre.

 

Para os clientes que comprarem o veículo até o fim de dezembro a Peugeot oferecerá as três primeiras revisões gratuitas. O SUV vem equipado com controle de tração, controle antipatinagem que se adapta ao tipo de solo, modo eco para condução mais econômica, sistema multimídia com capacidade para espelhar smartphones, ar-condicionado digital dual zone e seis airbags.

 

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Gerdau tem queda de 30% na venda de aços especiais

Caxias do Sul, RS — A redução nas exportações de veículos brasileiros para a Argentina influenciou o desempenho de produção e vendas de aços especiais pela Gerdau no terceiro trimestre do ano. A empresa ainda relaciona como fatores para a variação negativa a desconsolidação da operação na Índia e a menor demanda no setor de óleo e gás nos Estados Unidos.

 

De acordo com o relatório financeiro publicado esta semana a Operação de Negócios Aços Especiais, com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, consolidou receita de R$ 1,6 bilhão no período de julho a setembro, com recuo de 29,7% sobre o mesmo período do ano passado e de 14% com relação ao segundo trimestre deste exercício. No acumulado de nove meses a receita líquida apurada foi de R$ 5,3 bilhões, redução de 14%.

 

A expectativa da diretoria para 2020, manifestada no relatório assinado pelo CEO, Gustavo Werneck, e pelo vice-presidente de finanças, Harley Scardielli, é de recuperação da indústria automotiva no Brasil. Nos Estados Unidos os executivos percebem sinais de reação do mercado de veículos e projetam a reposição de estoques de aços especiais.

 

A receita líquida total do grupo somou R$ 9,9 bilhões de julho a setembro, 23% a menos sobre o mesmo período do ano anterior em função do decréscimo de 17% dos volume vendido. A variação negativa é atribuída, principalmente, à venda de ativos e do enfraquecimento dos preços no mercado internacional. No acumulado do ano o valor total chega a R$ 30 bilhões, queda de 14,6% sobre igual período de 2018. A unidade de aços especiais tem participação de 17% no valores apurados.

 

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FCA e PSA confirmam fusão que cria o quarto maior grupo automotivo

São Paulo – Um antigo desejo de Sergio Marchionne, o executivo italo-canadense que foi decisivo para transformar a FCA, Fiat Chrysler Automobiles, em protagonista no setor automotivo global, ganhou corpo na quinta-feira, 31: comunicado conjunto da companhia com o Grupo PSA confirmou que as empresas trabalham para dar sequência a uma fusão, criando o quarto maior grupo do setor em volume de vendas – foram 8,7 milhões de unidades no ano passado, atrás apenas do Grupo Volkswagen, da Aliança Renault Nissan Mitsubishi e da Toyota.

 

A expectativa é a de que nas próximas semanas seja divulgado memorando de entendimento vinculativo que guiará os passos da eventual fusão. Alguns itens já foram adiantados no comunicado: um novo grupo controlador, de nome ainda desconhecido, será criado na Holanda, país que oferece condições fiscais generosas. John Elkann, presidente do conselho da FCA, manterá seu cargo na nova companhia, e o CEO será Carlos Tavares, que ocupa a mesma posição no Grupo PSA, com mandato para os próximos cinco anos.

 

O Conselho de Administração, de onze integrantes, será metade indicado pela FCA, metade pela PSA, assim como as ações, divididas em 50%-50% para os acionistas atuais.

 

A junção dos dois grupos, que detêm as marcas Fiat, Chrysler, Dodge, RAM, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS e Opel, dentre outras, gerará cerca de € 3,7 bilhões de sinergias por ano, segundo cálculos das empresas – sem fechar nenhuma fábrica, prometem. Espera-se que 80% deste valor seja alcançados em quatro anos, ao custo único de € 2,8 bilhões. O faturamento combinado, no ano passado, chegou a € 170 bilhões, com lucro operacional superior a € 11 bilhões, excluindo os negócios Faurecia e Magneti Marelli.

 

A Faurecia, aliás, de quem o Grupo PSA detém 46% das ações, terá esta participação distribuída a seus acionistas – mesmo procedimento que a FCA pretende fazer com a Comau.

 

Não foi a primeira tentativa de unir os dois grupos: a intenção de Sergio Marchionne, após fundir Fiat e Chrysler, era ampliar o seu tamanho. O executivo sempre defendeu a consolidação do setor e a PSA foi alvo de mais de uma investida, sem sucesso, enquanto ele esteve à frente do Grupo FCA.

 

Em termos de mercado global há um equilíbrio: as duas empresas têm forte presença na Europa e América Latina. A PSA é forte na China, onde mantém parceria com a Dongfeng, mas não tem grande alcance no dos Estados Unidos – o que, agora, pode ser compensado com a FCA.

 

Foto: AutoData.