2020 será de recuperação para máquinas agrícolas

São Paulo – Os executivos de máquinas agrícolas e rodoviárias que participaram do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na segunda-feira, 21, apostam que o ano que vem será de recuperação. Segundo Thiago Wrubleski, diretor de portfólio de produto do Grupo CNH, e Rodrigo Junqueira, vice-presidente do Grupo AGCO para América do Sul, o soluço do mercado provocado este ano por dificuldades em financiamentos já foi superado e o ritmo de vendas cresceu no segundo semestre — mas em ritmo insuficiente para superar o resultado do ano passado.

 

Para não sofrer com os mesmos problemas de 2019, especialmente o fim dos recursos do Moderfrota, Junqueira acredita que os grandes produtores migrarão para linhas de financiamentos dos bancos privados, que terão taxas de juros competitivas na comparação com as linhas do Plano Safra, enquanto os pequenos produtores seguirão comprando máquinas com financiamento do BNDES:

 

“Os recursos do Plano Safra deste ano devem acabar em dezembro ou janeiro do ano que vem, mas com a taxa Selic menor, os bancos privados terão linhas mais competitivas, o que fará com que o mercado não tenha os mesmos problemas registrados esse ano”.

 

O diretor do Grupo CNH também acredita nessa mudança no comportamento do mercado: “A tendência é essa, acredito que os bancos privados terão taxas de juros mais atrativas e, com isso, o setor não sofrerá com o mesmo problema de 2019”.

 

2019 em queda – Depois da Anfavea revisar suas projeções para o setor de máquinas até dezembro, que começou o ano com expectativa de alta acima de 10% e, agora, é de queda de 3,6%, os executivos também mudaram sua visão para o ano: “Mês a mês estamos diminuindo a queda no acumulado do ano, mas não será possível recuperar todo o prejuízo do primeiro semestre. Acredito que a queda ficará de 3% a 4%”.

 

Wrubleski seguiu na mesma linha que o vice-presidente do Grupo AGCO e explicou que a mudança nos planos do setor esse ano foi causada pela falta de recursos no Plano Safra 2018-2019: “Houve um período de soluço do mercado, as linhas de financiamentos do BNDES não tinham mais recursos disponíveis e isso gerou impacto direto no resultado de vendas que era esperado para o ano”.

 

Junqueira completou explicando que pior que a falta de recursos foi a falta de definição do governo federal com relação ao assunto: “Ninguém sabia se o governo iria liberar mais recursos ou não. Toda essa expectativa, fez com que o setor não transformasse em vendas todas as negociações que aconteceram”.

 

Foto: Christian Castanho.

Otimismo é real em veículos comerciais

São Paulo – O crescimento superior a 30% vendas de caminhões neste ano, aliado a uma Fenatran bem avaliada, fez com que Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania e Mercedes-Benz demonstrassem otimismo no cenário para o próximo ano durante a mesa redonda sobre veículos comerciais no Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na segunda-feira, 21, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

 

Embora VWCO e Scania, empresas do Grupo Traton, estejam em período de silêncio – sem poder anunciar estimativas de números ou dados por conta da aproximação da divulgação do balanço financeiro da companhia – seus executivos deram sinais de que em 2020 continuarão em crescimento.

 

“Temos um sentimento de otimismo realista”, afirma Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America. “Acreditamos no potencial do mercado, reagindo pós crise, a pior dos últimos 50 anos”.

 

Com toda a correlação que os veículos comerciais têm com o PIB, ele cita os avanços nas reformas da Previdência e tributária e o aumento das parcerias de empresas privadas nos negócios públicos como fundamentais para o aumento de investimentos. “A Scania continua executando seu plano de investimento”.

 

Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz e CEO da Daimler Latin America, enxerga a década de 2020 com tecnologias digitais, conectando players de forma inteligente, com mais eficiência e rentabilidade, e na Indústria 4.0. “A Mercedes-Benz está preparada para o crescimento em 2020, apostando forte no Brasil, por isso investimos R$ 2,4 bilhões e estamos prontos para acompanhar o crescimento que este País possivelmente trará para nós nos próximos anos”.

 

Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, não quis cravar números, mas disse que é consenso do mercado a curva de crescimento em caminhões e ônibus. Porém, Cortes chama a atenção para a alta ociosidade no setor, de 65%, o que torna difícil para as empresas recompor suas margens. “Estamos em um momento de retomada, mas longe de onde deveríamos estar.”

 

Ele cita o sucesso da Fenatran, onde observou o movimento maior de visitantes. Cortes reforça os investimentos da VWCO de R$ 1,5 bilhão até 2021, “50% maior do que nos últimos quatro ciclos de investimentos”.

 

Podgorski e Cortes destacaram ainda a importância da renovação de frota. “Importante pela necessidade da eficiência dos frotistas e na recomposição do valor do ativo”.

 

O presidente e CEO da Scania ainda salienta a contribuição da renovação da frota para o meio ambiente e melhorar a eficiência de todo o sistema. “A idade média dos caminhões é de doze anos e pode chegar a vinte anos nos proprietários autônomos. É importante fazer a renovação de forma gradual”, afirmou Podgorski, chamando a atenção para questões de saúde. “Outros países que fizeram tiveram ganhos na qualidade do ar e na produtividade.”

 

Para 2020, os executivos também concordam que pode haver um maior equilíbrio no setor de caminhões, com aumento dos outros segmentos além dos pesados e extrapesados. “Os leves dependem do varejo, onde observamos uma retomada”, comenta Cortes.

 

Schiemer admite que o atual crescimento dos pesados não é normal. “Com a confiança voltando, juros caindo mais, há um bom espaço para outros segmentos e acreditamos que em 2020 haverá aumento de leves e semipesados.”

 

Para Podgorski, há boas expectativas. “Pequenos e médios empreendedores vão se beneficiar com a retomada do varejo e é de se esperar esse equilíbrio nos segmentos”.

 

Foto: Christian Castanho.

Máquinas de construção: alta de até 15% em 2020.

São Paulo – O setor de máquinas de construção projeta mercado interno aquecido em 2020, com alta de 10 a 15% nas vendas. A estimativa foi divulgada pelo diretor de estratégia e desenvolvimento de rede da Volvo CE, Massami Murakami, e pelo diretor de portfólio de produto do Grupo CNH, Thiago Wrubleski, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2020, na segunda-feira, 21, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

 

“O setor continuará aquecido, mas o crescimento projetado poderia ser maior: a demora na aprovação das reformas que o País aguarda deve dificultar um pouco a expansão”, afirmou Murakami.

 

Os executivos acreditam em demanda maior nos segmentos de construção, aluguel de máquinas e do agronegócio. São os mesmo que estão puxando o crescimento do setor esse ano, que até agosto registrou crescimento de 29% — ritmo que, segundo Wrubleski, deverá ser mantido até dezembro: “Com a movimentação registrada no acumulado, acredito que a expansão do setor ficará acima de 20% até dezembro”.

 

Para 2019 o diretor da Volvo CE espera uma alta de até 20% nas vendas internas e ressaltou que essa projeção é mais otimista que a de janeiro: “Começamos o ano esperando uma alta de 5% a 10% para o setor, mas nos surpreendemos com o resultado do primeiro semestre. Agora, esperamos uma expansão em torno de 20%”.

 

Fotos: Christian Castanho.

Anfavea vê 2020 com otimismo moderado

São Paulo — Os números oficiais de projeção de produção, vendas e exportações da Anfavea só serão fechados em dezembro, para apresentação no início 2020, informou o presidente Luiz Carlos Moraes no primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2020, na segunda-feira, 21, no Hotel Transamérica, na Capital paulista. Entretanto, o executivo considera que ficarão próximos aos coletadas por AutoData em sua última edição, que traz as Perspectivas 2020: vendas chegando a 3,1 milhões de unidades, o que representaria um aumento de 10%, na melhor das hipóteses. A verdade é que o setor enxerga um cenário ainda instável, cujo percentual de crescimento pode variar de 5% a 10%.

 

Mesmo as exportações, cujo índice aponta queda de 33% neste ano, no próximo pode ser que entrem em equilíbrio, talvez com uma evolução de 5%, podendo chegar a 441 mil veículos — caso os índices gerais econômicos também se cumpram, com o principal deles, o PIB, chegando a 2%. “A perspectiva para 2020 é de crescimento, considerando inflação sob controle e Selic nos patamares entre 5% e 6%, que representam 1% de juro real, dentre outros índices importantes, como safra e investimentos em infraestrutura. É um cenário que retrata grande possibilidade de os projetos serem desengavetados. Ha alguns poréns, como a taxa de CDC a 20%, muito alta e inviável para nosso setor e que precisa ser urgentemente revista”.

 

Por outro lado, conforme ponderou o presidente da Anfavea, mesmo com a ideia de um 2020 melhor, ainda é pouco para o que o Brasil precisa. Voltar aos bons patamares de 2008 para a indústria automotiva é meta e os trabalhos e investimentos não param. Mas, segundo Moraes, é preciso que o governo também cumpra com sua parte. Para ele, somente os dados econômicos não são suficientes se não acontecerem as reformas necessárias, especialmente a tributária. Para tanto, a entidade trabalha ininterruptamente com grupos de especialistas, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, fazendo simulações de modo a apresentar alternativas para todas as reformas.

 

Sucesso da Fenatran — Luiz Carlos Moraes abriu sua apresentação no Congresso AutoData celebrando o sucesso da Fenatran, a maior feira de transportes da América Latina. Pelo balanço da Anfavea estiveram presentes ao evento 450 marcas dentre montadoras, sistemistas e toda a sorte de empresas que contemplam essa cadeia produtiva, o que representou participação 30% superior sobre a edição anterior do evento.

 

O executivo pontuou o esforço das montadoras em criar um ambiente de negócios bastante propício, indicando bom sinal do que poderá acontecer em 2020. “Podemos considerar que houve otimismo, ainda que moderado. Mas a mensagem sem dúvida foi positiva, com indicação de retomada dos investimentos por parte das empresas”.

 

Foto: Christian Castanho.

Volvo estima R$ 1 bilhão em negócios na Fenatran

São Paulo – A Volvo espera ter movimentado R$ 1 bilhão em negócios durante a Fenatran 2019, somando vendas de caminhões, planos de manutenção e serviços financeiros, como seguros e consórcio. Caso o valor seja confirmado será o maior volume de negócios já alcançado pela companhia em toda a sua história comercial no evento, segundo Wílson Lirmann, presidente do grupo na América Latina.

 

O resultado seria o dobro do registrado na edição anterior da feira, realizada em outubro de 2017, de acordo com o diretor geral de caminhões, Alcides Cavalcanti: “Este ano sentimos um otimismo ainda maior dos clientes, que estão vendo sinais positivos no mercado de transportes e decidiram investir para renovar suas frotas”.

 

Foto: Divulgação.

Vendas do Grupo VW crescem 20% no Brasil até setembro

São Paulo – O Grupo Volkswagen registrou 904,2 mil unidades vendidas em setembro em sua operação global. O volume representa crescimento de 9% sobre as vendas realizadas em setembro do ano passado. Com isso as vendas totais acumuladas somam 8 milhões 5 mil 300 unidades, queda de 1,5% na comparação com o volume vendido nos primeiros nove meses do ano passado.

 

Na América do Sul, no acumulado do ano, as vendas da empresa chegaram a 447 mil unidades, 2,4% a mais. Deste total o Brasil respondeu por 341,1 mil unidades, alta de 20% sobre as vendas realizadas no ano passado, no mesmo período.

Sindipeças levará fabricantes nacionais para feira no Egito

São Paulo – O Sindipeças, em parceria com a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Exportações e Investimentos, levará fabricantes de autopeças nacionais para a Autotech, feira anual de reposição automotiva, que será realizada em dezembro, no Caíro, Egito.

 

A viagem faz parte do projeto Brasil Auto Parts – Trusted Partners, organizado pelas duas entidades. De acordo com dados divulgados pelo Sindipeças os embarques de peças para o Egito até setembro somaram US$ 12,1 milhões, quase o volume total registrado no ano passado, US$ 12,3 milhões.

Nissan expande linhas de acessórios originais

São Paulo – A Nissan expandiu o número de itens da linha de acessórios originais, e agora são três as novas opções de multimídias para os modelos March, Versa, Kicks e Frontier. As opções são das marcas Pioneer e NavPro e oferecem mais conectividade, interatividade e liberdade para a instalação de aplicativos, segundo a montadora.

 

Para March e Versa são duas novas opções: a primeira é o multimídia de 6,2 polegadas da Pioneer, que tem preço sugerido de R$ 708. O equipamento tem tela sensível ao toque, conexão bluetooth, entradas USB e auxiliar e uma para câmara auxiliar de manobras de ré.

 

Os equipamentos da NavPro são central multimídia de 7 polegadas com tela sensível ao toque, sistema operacional Android com conexão Wi-Fi, processador Quad Core, espelhamento de smartphone, conexão bluetooth, entradas USB e auxiliar, entrada para câmara auxiliar de manobras de ré e navegação por GPS on-line e off-line. Seu preço sugerido é de R$ 2 mil 289.

 

Para o Nissan Kicks a novidade é uma central multimídia de 10 polegadas por R$ 2 mil 660. A tela é sensível ao toque, conexão Bluetooth, entradas USB e auxiliar, entrada para câmara auxiliar de manobras de ré e navegação por GPS. Para a picape Nissan Frontier a central multimídia é igual à do crossover, mas com tela de 9 polegadas. O preço é o mesmo.

 

Outro lançamento é o rádio HR 430 com bluetooth, que pode ser aplicado em todos os modelos da linha Nissan. Suas funções incluem plug and play, memória para dezoito estações de rádio e entrada USB. Custa R$ 265.

 

Foto: Divulgação.

Faurecia FMM digitaliza estoque de peças da FCA em Goiana

São Paulo – A Faurecia FMM, joint-venture da Faurecia com a Marelli e uma das empresas residentes do polo industrial FCA em Goiana, PE, instalou há pouco um novo sistema no estoque de peças da unidade para tornar mais precisas as informações sobre a operação na área e, assim, atender às linhas de montagem do Fiat Toro e dos Jeep Compass e Renegade.

 

Mais do que aprimorar os processos, a aplicação mostra que a Indústria 4.0, conceito com o qual as montadoras instaladas aqui pretendem melhorar a competitividade da produção, vai além da digitalização da manufatura e do ambiente que a cerca – ele trata, também, de quão precisos os dados devem ser dentro de uma fábrica para que a produção de veículos siga em fluxo contínuo:

 

“No caso da FMM o sistema que gerenciava o estoque de peças que alimentam a montagem da FCA tinha um nível de precisão de 90%, mas a empresa verificou que, ainda assim, poderiam ocorrer falhas”, observou Werther Padilha, CEO da Taggen. “Na Indústria 4.0 a precisão da informação do que está acontecendo nas linhas tem que estar sempre próxima aos 100%.”

 

A empresa foi a responsável por desenvolver e aplicar a sua ideia na unidade da FMM em Pernambuco. Em julho do ano passado começaram os estudos: os gestores do estoque da Faurecia perceberam que com o nível de precisão do seu antigo sistema, baseado em leitura de código de barras, o RFID, existia margem para que não houvesse conhecimento da quantidade real de peças do estoque.

 

Houve então a necessidade de criar um sistema de leitura mais preciso. A solução mais viável para o caso foi inserir sensores nas gavetas onde se estocam componentes de portas, painéis e para-choques: “Toda vez que sai uma peça para a linha da FCA o sensor faz a leitura e insere, via internet, o dado em um sistema, diminuindo a margem de erro acerca da quantidade em estoque”.

 

Este momento é considerado crítico dentro da operação de abastecimento das linhas da FCA. Se há peças a mais no estoque, significa que a FMM empregou força de produção de forma excessiva, o que aumenta o custo operacional com manufatura e material — ou seja, há dinheiro parado. No caso reverso, o de quantidade de peças menor do que a demanda, o problema pode ser maior:

 

“As montadoras, como é o caso da FCA, trabalham as linhas de forma a ter uma produção contínua de acordo com o conceito de just in time. Se falta a peça a linha para. E imagine o tamanho do prejuízo de uma linha parada aguardando o fornecedor produzir as peças”.

 

Para mitigar esse risco, que é real, fornecedores trabalham com uma espécie de margem de segurança para manter a produção, apesar de qualquer que seja o inconveniente: “Mais uma forte razão para que os dados no estoque sejam precisos o suficiente para que os gestores saibam fazer as manobras necessárias no decorrer da operação”.

 

Os sensores instalados nos cerca de quatrocentos hacks do estoque da FMM, os beacons, conversam por meio de protocolo de comunicação virtual – isso é o que se tem chamado de IoT no mercado, ou internet das coisas, na tradução livre do inglês. Sensores enviam uma série de dados para plataformas digitais, seja um computador ou smartphone, e, a partir deles, executivos e engenheiros tomam suas decisões.

 

Existe um patamar ainda maior, que é o da inteligência artificial, quando é o próprio sistema que analisa os dados capturados na fábrica e sugere caminhos aos gestores por meio de relatórios. Não é o caso nesse projeto da Taggen na Faurecia FMM, mas poderá ser um dia:

 

“A aplicação de ferramentas 4.0 é um processo contínuo”, contou Padilha. “A fábrica da FCA em Goiana é uma das mais modernas do mundo e, por isso, ela e seus fornecedores estão sempre buscando as novas tecnologias”.

 

O novo sistema estava em operação-teste desde fevereiro, passando a funcionar no segundo semestre.

 

Foto: Divulgação.

Importadores de implementos buscam negócios na Fenatran

São Paulo – Importadores que participaram da rodada de negócios internacional promovida pela Anfir, associação que representa os fabricantes de implementos rodoviários, em parceria com a Apex-Brasil, saíram impressionados do São Paulo Expo. De 15 a 17 de outubro os compradores estiveram, durante a Fenatran, reunidos com produtores nacionais em busca de oportunidades de negócios. E a qualidade e a tecnologia do produto brasileiro foram elogiadas.

 

“Queremos começar a importar implementos e o que vi aqui me impressionou”, disse Mario Corado, representante do Grupo Q, da Guatemala. “Junto com a qualidade dos implementos a tecnologia aplicada é muito interessante. E pelas conversas com representantes das outras empresas brasileiras, os preços também são bastante competitivos”.

 

Dentre as empresas com as quais Corado negociou estão a Truckvan e a Facchini. Ele disse que o Grupo Q já importa caminhões da Mercedes-Benz produzidos no Brasil e na Alemanha, dos modelos Actros, Atego e Axor, e que a intenção é avançar no segmento de caminhões na Guatemala e região:

 

“Notamos uma demanda com relação aos caminhões completos, já com os implementos, e, por isso, viemos até a Fenatran para iniciar algumas negociações. Nossa ideia é nos próximos meses começar a oferecer aos nossos clientes os veículos e os implementos que eles necessitam”.

 

Mirek Klepárník, representante da MKM Importação, do Equador, disse que a indústria brasileira de caminhões e implementos é muito bem vista no Equador pela variedade e tecnologia dos produtos: “Viemos para a Fenatran para ver de perto tudo isso e iniciar algumas conversas com empresas do setor”.

 

Segundo Klepárník a intenção da MKM é passar a importar implementos da linha pesada, que serão vendidos para empresas que atuam na indústria da construção no Equador, a partir do ano que vem: “Começamos a conversar com a Randon aqui no evento e as negociações continuarão, mas a expectativa é a de que as importações comecem no ano que vem”.

 

Klepárník disse que a situação do mercado de caminhões no seu país, este ano, não é das melhores, mas que a expectativa é a de que o segmento volte a crescer no ano que vem — e por isto veio até a Fenatran: “Estaremos prontos para atender o mercado quando ele retomar o crescimento e a nossa projeção é a de que em 2020 a situação comece a melhorar”.

 

Já Corado, representante do Grupo Q, disse que a demanda é crescente nos países em que a empresa vende caminhões, principalmente Guatemala, El Salvador e Honduras.

 

Foto: Divulgação.