Nissan nomeia Makodo Uchida seu novo CEO

São Paulo – O Conselho de Administração da Nissan nomeou o novo CEO da companhia: Makodo Uchida, que ocupava a vice-presidência sênior do grupo, ocupará a vaga deixada em aberto por Hiroto Saikawa, que abandonou o cargo em 16 de setembro após a direção considerar inadequadas algumas de suas condutas. Saikawa sucedeu a Carlos Ghosn no cargo de CEO da Nissan.

 

Uchida assumirá efetivamente o cargo antes de 1º de janeiro de 2020, informou a empresa por meio de comunicado. Além dele foram nomeados o novo COO, Ashwani Gupta, e o novo vice de operações, Jun Seki.

Grupo Dicave inaugura concessionária Volvo

São Paulo – O Grupo Dicave, concessionário da Volvo em Santa Catarina, inaugurou mais uma unidade em São Miguel do Oeste, que se junta a outras treze unidades do grupo no Estado. Essa loja também terá serviços de pós-vendas, com dezesseis cabines de atendimento, sendo que duas são exclusivas para o atendimento Pit Stop Volvo, que garante rapidez ainda maior no atendimento.

 

Segundo Lourival Fiedler, presidente do conselho de administração do Grupo Dicave, a concessionária foi inaugurada para reforçar o atendimento dos clientes que movimentam cargas e passageiros na região: “É uma região estratégica do ponto de vista geográfico, por onde passam cerca de 8 mil veículos por dia”.

Linha 2020 do Mini Countryman chega ao Brasil

São Paulo – A Mini começou a comercializar no mercado brasileiro o Countryman 2020, disponível nas concessionárias em quatro versões, com preços de R$ 149 mil 990 a R$ 219 mil 990 — a mais cara é uma versão híbrida plug-in equipada com nova bateria de íon de lítio de alta voltagem, com maior autonomia e menor tempo de recarga, segundo a empresa.

 

Todas as versões trazem os novos câmbios de sete ou oito marchas, ambos de dupla embreagem, sendo que o primeiro será usado nas versões Cooper e o segundo nas opções Cooper S. Segundo Rodrigo Novello, diretor de vendas e marketing no Brasil, as novas transmissões melhoraram a dirigibilidade do modelo: “Garantem trocas de marcha extremamente rápidas sem comprometer o conforto”.

 

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Elétricos Renault entram na frota do governo do Distrito Federal

Brasília, DF – Dezesseis Renault Twizy, elétricos, foram incorporados à frota do Governo do Distrito Federal para serem usados pelos seus servidores em sistema de compartilhamento. Trezentos servidores terão a frota à disposição e poderão reservar os carros por meio de um aplicativo desenvolvido pelo PTI, Fundação Parque Tecnológico de Itaipu.

 

A iniciativa foi bancada pela ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, que investiu R$ 2,1 milhões na aquisição dos modelos da Renault e em 35 postos de carregamento de bateria, produzidos pela WEG, que fornecerão ao governo em regime de comodato. O projeto, chamado VEM DF, é o primeiro de uma série de iniciativas que a agência pretende desenvolver junto ao poder público, segundo seu presidente, Igor Calvet.

 

“Negociações estão encaminhadas com uma cidade do Nordeste e uma capital na região Sul. Começamos em Brasília esse experimento, controlado, que servirá para medir o potencial de economia que a aplicação de modelos elétricos pode gerar”.

 

Segundo Calvet as conversas com o governo do DF começaram há alguns meses, durante o evento Smart Cities em Curitiba, PR. O aplicativo desenvolvido pelo PTI rastreia os Twizy, monitora a velocidade, a carga de bateria, rotas percorridas e indica onde estão instalados os eletropostos. É usado internamente no instituto há alguns anos.

 

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, celebrou a solução que terá custo zero para os cofres locais – e adiantou que os planos incluem a substituição dos atuais 2,5 mil veículos da frota distrital por modelos elétricos.

 

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Para Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil, estímulos como esse para expandir o uso de carros elétricos são importantes. De janeiro a setembro a empresa comercializou mais de cem modelos com propulsão elétrica, para pessoas físicas e empresas. Ao mesmo tempo, a empresa mede e testa o compartilhamento de veículos: além desta iniciativa, há outras em São Paulo.

 

“Estamos testando vários modelos diferentes para, no futuro, ampliar o carsharing para todo o mercado”.

 

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Distrito Federal isentará IPVA de carro elétrico

Brasília, DF — O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou na segunda-feira, 7, isenção total de IPVA para automóveis elétricos licenciados no DF. A medida, que tem como objetivo incentivar a venda de modelos com propulsão elétrica, vigorará pelos próximos cinco anos.

 

“Estamos estudando também algo para os modelos híbridos, mas por enquanto servirá para os elétricos”, disse o governador na cerimônia de apresentação do VEM DF, programa de compartilhamento de modelos elétricos pelos servidores do DF desenvolvido em parceria com a ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, e o PTI, Fundação Parque Tecnológico de Itaipu.

 

O programa prevê, também, a instalação de 35 centrais de recarregamento de baterias para veículos elétricos na Capital federal. “Queremos transformar Brasília na capital nacional da tecnologia e sustentabilidade”.

 

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Novas projeções da Anfavea refletem as incertezas do País – e da Argentina.

São Paulo — Passados nove meses a Anfavea, finalmente, reviu seus números de desempenho para 2019. O movimento, que reduziu as vendas domésticas, produção e a exportação, mostram que o cenário macroeconômico interno e a Argentina bateram forte na expectativa da indústria automotiva nacional.

 

Apesar de esperada a revisão dos números para o mercado interno pegou os distraídos de supresa, sobretudo após as reiteradas declarações do presidente Luiz Carlos Moraes com relação aos números animadores da taxa básica de juros e uma confiança do consumidor que está a se recuperar, apesar dos resultados pouco animadores da retomada do emprego.

 

Aliás, Moraes nem deu tantas explicações ao mostrar a revisão do crescimento das vendas de 11,4% para 9,1% em 2019, quando a entidade espera que sejam licenciados 2,8 milhões automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

 

Ele se ateve à deterioração da economomia desde o período que foram feitas as projeções para 2019, ainda em mandato de Antonio Megale. “Havia um outro cenário que não se realizou”.

 

Na prática o mercado interno perderá 60 mil unidades nos negócios feitos com automóveis e comerciais leves este ano. Na avaliação de Moraes esse é um “ajuste técnico muito pequeno, portanto não significativo”. O segmento de veículos comerciais contribuirá com incremento de 17% sobre as projeções da Anfavea do início do ano – ou 18 mil unidades a mais.

 

O reflexo das vendas internas na produção nem de longe supera o desastre contabilizado por conta do principal parceiro automotivo do Brasil, a Argentina. O que seria um 2019 ultrapassando o volume das 3 milhões de unidades produzidas acabou reduzido a expectativa de 2 milhões 940 mil unidades, revisão para alta de 2% – a projeção inicial era de crescimento de 9%. “Transportamos a redução de 170 mil unidades que seriam exportadas este ano para a estimativa de produção total”.

 

A mensagem final do presidente da Anfavea é de otimismo, porém reservado: “Particularmente sou mais otimista do que os economistas e técnicos que calculam nossas projeções. Espero que os tradicionais bons resultados dos últimos três meses possam mostrar que estamos errados”.

 

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Caminhões: vendas perto de superarem volume de 2018.

São Paulo – As vendas de caminhões até setembro somaram 74 mil 255 unidades, segundo dados da Anfavea divulgados na segunda-feira, 7. O volume representa crescimento de 40,7% sobre aquelas realizadas nos primeiro nove meses do ano passado. As vendas de setembro chegaram a 9 mil 98 unidades, 35,6% a mais do que no mesmo mês de 2018. Com o resultado a média de vendas em 21 dias úteis foi de 433,3 unidades/dia, a melhor desde dezembro de 2014.

 

A expectativa do setor era que o resultado de vendas, no acumulado do ano até setembro, superasse o volume total de caminhões vendido em 2018, o que não aconteceu. No ano passado, neste período, de acordo com números da Anfavea, as vendas de caminhões somaram 75 mil 987. De acordo com o presidente Luiz Carlos Moraes “ficou para o mês que vem. De qualquer forma o segmento vem registrando um desempenho comercial importante puxado pelos pesados no agronegócio”.

 

Neste segmento foram vendidas 38 mil 225 unidades até setembro, 61% a mais sobre o volume licenciado no janeiro-setembro de 2018. A Mercedes-Benz foi a montadora que mais vendeu veículos da categoria no período, 10 mil 897 unidades, alta de 64%. A Volvo vendeu o segundo maior volume, 10 mil 158 unidades, 55,4% a mais. A Scania vendeu 9 mil 634 unidades, alta de 74,7%

 

A produção acumulada de caminhões chegou a 87 mil 452 unidades até setembro, volume que representa 13,2% a mais sobre o volume de caminhões produzidos em igual período no ano passado. O mercado interno segue como principal destino dos veículos produzidos em fábricas brasileiras, uma vez que as exportações seguem em queda. Apenas em setembro a produção foi de 10 mil 406 unidades, alta de 14% ante setembro de 2018.

 

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Exportações caem 35% em setembro

São Paulo – As fabricantes de veículos instaladas no País exportaram até setembro 337 mil 499 unidades, volume que representa queda de 35,6% na comparação com os embarques realizados nos nove meses do ano passado e 7% menos sobre o volume exportado em setembro de 2018. O resultado é consequência da crise na Argentina. No entanto, o crescimento nas exportações para Colômbia, Peru e México, contribuíram para evitar um resultado ainda pior.

 

Segundo balanço divulgado pela Anfavea na segunda-feira, 7, a queda de 52% nos embarques para a Argentina este ano, um volume de 175,5 mil unidades até setembro, explicam a retração da atividade. Por outro lado, as exportações para a Colômbia cresceram 135%, chegando a 38,2 mil unidades. Os embarques para o Peru, por sua vez, tiveram alta de 19% com 14,2 mil unidades. Já as exportações para o México somaram 51,3 mil unidades, alta de 47%.

 

“Não compensam completamente o que deixamos de exportar para a Argentina, mas os resultados ajudam a indústria a manter a sua capacidade de produção e, também, mostram como devemos buscar mais competitividade para atrair negócios em outros países”, disse o presidente da entidade Luiz Carlos Moraes.

 

Do total exportado até setembro, foram 275 mil 478 unidades de automóveis, um resultado 34,3% menor do que o registrado no janeiro-setembro do ano passado. As exportações de comerciais leves chegaram a 46 mil 964 unidades, 40% menos.

 

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O volume de caminhões exportados no acumulado do ano chegou a 9 mil 838 unidades, queda de 52% sobre o resultado registrado até setembro de 2018. No segmento de pesados houve retração de 38% nas exportações, chegando a um total de 4 mil 598 unidades.

 

As exportações de ônibus somaram, até setembro, 5 mil 219 unidades, 19,3% menos do que no mesmo período no ano passado. No segmento urbano, foram 3 mil 402 unidades exportadas, menos 20%. No segmento rodoviário, queda de 17%, com 1 mil 817 unidades exportadas.

 

Até setembro as exportações geraram faturamento de US$ 7 bilhões 578 mil 543  somando os embarques realizados de máquinas agrícolas. O valor foi 36% inferior ao registrado em igual período no ano passado.

 

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Produção segue em alta, apesar da Argentina

São Paulo – A produção brasileira de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus chegou a 2 milhões 258 mil 388 unidades no acumulado do ano até setembro, resultado que representa alta de 3% ante igual período do ano passado. Não fossem demanda interna aquecida, e mais exportações para Colômbia, México e Peru, o resultado porcentual divulgado pela Anfavea na segunda-feira, 7, poderia ter sido inferior.

 

Isso porque, disse o presidente Luiz Carlos Moraes, a combinação dos dois fatores ajudou a manter as linhas com produção crescente apesar da diminuição drástica das exportações à Argentina: “O mercado interno e os resultados em outros países da América Latina estão ajudando a indústria a manter um ritmo um pouco maior do que o visto no ano passado. Não fosse isso já estaríamos percebendo certa desaceleração”.

 

O volume produzido em setembro, 247 mil 333 unidades, embora seja 11% maior do que o registrado em setembro de 2018, representa uma nova queda depois de dois meses de crescimento consecutivos: julho, com 267 mil unidades, e agosto, com 269,8 mil unidades, esse o melhor resultado do ano até agora. Segundo o presidente da Anfavea, o ritmo deverá ser esse ao longo do quarto trimestre, consolidando 2,8 milhões de unidades produzidas no ano.

 

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A produção vista até aqui, ancorada no mercado brasileiro e em mais negócios na região latinoamericana, ajudou também a indústria a manter o nível de emprego nas fábricas instaladas no País, disse Moraes: “Algumas montadoras promoveram ajustes na produção para se adequarem ao atual cenário do mercado, mas o nível está praticamente o mesmo do que temos visto ao longo do ano”.

 

De acordo com os dados da Anfavea até setembro havia um total de 127 mil 938 funcionários nas fábricas, incluindo os das fabricantes de máquinas agrícolas. O total representa 3,4% a menos do que em setembro do ano passado. Em agosto, o quadro era formado por 128 mil 153 funcionários.

 

Separando por segmento, a produção de automóveis no acumulado do ano cresceu 3,5% ante o janeiro-setembro do ano passado, chegando a 1 milhão 876 mil 707 unidades. No caso dos comerciais leves, no mesmo período, houve recuo de 3%, com 272 mil 446 unidades produzidas.

 

No caso dos caminhões, saíram das linhas até setembro 87 mil 452 unidades, alta de 13%. Os pesados seguem representando a força motriz do segmento em termos de produção, sendo o único que apresentou produção positiva na comparação com os volumes fabricados nos nove meses de 2018: até setembro foram produzidas 48 mil 318 unidades, alta de 39%. A produção de ônibus, por fim, caiu 5,5%.

 

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Vendas: setembro registrou a segunda melhor média diária.

São Paulo – A média de vendas diária em setembro foi a segunda melhor do ano, com 11 mil 183 unidades licenciadas por dia, em 21 dias úteis. Esse resultado ficou atrás apenas de junho, quando a média foi de 11 mil 747 unidades/dia, segundo os dados divulgados pela Anfavea, na segunda-feira, 7.

 

Em setembro foram vendidos 234 mil 848 veículos, volume 10,1% maior do que o registrado no mesmo mês de 2018. Na comparação com o agosto, que teve um dia útil a mais, houve leve queda de 3,3%.

 

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No acumulado do ano as vendas chegaram a 2 milhões 29 mil 621 unidades, sendo a primeira vez que o setor supera a barreira dos dois milhões em nove meses desde 2014, fato considerado bastante positivo por Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea: “É um número expressivo, que demonstra a retomada do setor”. Comparando as vendas até setembro com o mesmo período de 2016, foram licenciados em torno de 500 mil veículos a mais.

 

Os estoques seguem em “nível adequado para atender o mercado”, segundo a Anfavea com 148,6 mil unidades nos pátios das fábricas e 200 mil nas concessionárias, que são suficientes para 45 dias de vendas. Este volume aumentou na rede em 16,5 mil veículos, por conta da chegada de alguns lançamentos importantes, de acordo com o Moraes.

 

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