Nova geração da Sprinter chega um ano depois de aparecer no IAA

Pinhais, PR – Apenas um ano após ser apresentada no IAA, em Hannover, Alemanha, a nova geração da Sprinter será uma das atrações da Mercedes-Benz na Fenatran, que abre as portas ao público em 14 de outubro. A fábrica da Argentina, de onde saem mais de sessenta combinações nas versões chassi, furgão e van, recebeu em torno de US$ 100 milhões em investimento para produzir a terceira geração para a região, que chega às revendas ainda este ano.

 

“Quando a nova geração foi apresentada no ano passado, no IAA, demonstramos a nossa vontade em trazê-la o mais rápido possível para a região da América do Sul”, disse Jefferson Ferrarez, diretor de vendas, marketing e pós-vendas para utilitários leves. “Conseguimos um ano depois. Em outras ocasiões chegamos a ter uma diferença de três anos para montar uma geração nova aqui.”

 

Segundo o executivo “o design foi 100% reformulado e está em linha com o da Europa e Estados Unidos”.

 

A nova Sprinter traz, de série, generoso pacote de segurança – são mais de dezessete itens, com destaque para o ABA, Active Brake Assist, que freia completamente o veículo ao identificar um obstáculo à frente. E oferece como opcional pacote multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas e volante multifuncional, que permite controlar o sistema sem tirar as mãos da direção.

 

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Outro opcional é a câmara de ré. De resto tudo de série: ar-condicionado digital – que ganhou maior potência na nova geração –, direção elétrica, sistema de partida sem chave, sistema de partida em rampa, entradas USB.

 

Parte da configuração 314 CDI, com PBT, Peso Bruto Total, de 3,5 toneladas, que dispõe das opções furgão e chassi-cabine e alcança ate 143 cv com o motor OM 651 e a transmissão manual ZF 6S 480 manual de seis marchas. A partir da 416 CDI, com 4,1 toneladas de PBT e 163 cv no mesmo powertrain, há opção também de van, bem como na 516 CDI, 5 toneladas de PBT e 163 cv.

 

As sessenta opções de configuração mesclam furgão com e sem vidro lateral, van com capacidade para transportar 9, 15, 17 e 21 passageiros, teto alto ou baixo, dentre outras. Ferrarez afirmou que o preço – que subirá um pouco com relação à geração anterior – e outros pormenores serão divulgados na Fenatran.

 

“O preço ficará um pouco maior, mas estamos oferecendo muitas tecnologias novas. Tenho a confiança de que o cliente terá consciência de que o valor percebido será muito maior.”

 

Foto: Divulgação.

Ford comemora 500 mil EcoSport em Camaçari

São Paulo — A Ford atingiu a marca de 500 mil EcoSport de segunda geração produzidos desde seu lançamento, em 2012, na unidade de Camaçari, BA. Desse total, 59% foram destinados ao mercado interno e 41% exportados para países como Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

 

O modelo foi o primeiro veículo global desenvolvido no Brasil e, atualmente, também é produzido na China, Índia e Romênia, e vendido em mais de 150 países. De janeiro a agosto deste ano o EcoSport somou 20 mil 980 unidades comercializadas no País, o 23º carro mais mais vendido.

 

Foto: Divulgação.

Librelato mostrará implementos mais leves na Fenatran

São Paulo – A Librelato promete o maior número de lançamentos da sua história em uma Fenatran na edição 2019. Em comunicado, a empresa anunciou que mostrará implementos mais leves e resistentes na comparação com os que estão atualmente em seu portfólio.

 

José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato, disse que as novidades atenderão uma série de necessidade dos clientes: “Estudamos o mercado e investimos em novos desenvolvimentos para melhorar a realidade do transporte no Brasil e na América”.

 

Segundo a Librelato, os implementos fazem parte de um novo posicionamento da companhia, com o uso de matérias-primas que prometem transformar o setor, aumentando a capacidade dos produtos e aumentam a rentabilidade das empresas. A Librelato também lançará soluções em conectividade durante o evento.

 

Foto: Divulgação.

Volvo lança aplicativo que alerta sobre trechos perigosos das rodovias

São Paulo — A Volvo lançou o aplicativo Eu Rodo Seguro, uma evolução do Portal Atlas da Acidentalidade no Transporte. Ele avisa o motorista, por meio de alertas sonoros, da aproximação de trechos com maior risco de acidentes nas rodovias federais do País.

 

O aplicativo usa como base os dados de acidentes, mortos e feridos registrados no ano anterior nas rodovias federais para alertar os motoristas dos piores trechos e faz parte do Progama Volvo de Segurança no Trânsito, PVST. Segundo o Atlas da Acidentalidade no Transporte, aplicativo antecessor do Eu Rodo Seguro, em 2018 foram registrados 69 mil 229 acidentes, que deixaram 76 mil 555 feridos e 5 mil 271 mortos.

Anfir programa rodada internacional de negócios para a Fenatran

São Paulo — A Anfir, entidade que representa os fabricantes de implementos rodoviários, fará uma rodada internacional de negócios nos dias 15 e 16 de outubro, durante a Fenatran, com representantes de empresas da Bolívia, Chile, Colombia, Costa Rica, Equador, México, Panamá e Peru.

 

No total, 46 empresas virão ao evento, contra 21 associadas que participaram da rodada de negócios em 2017, também realizada na Fenatran. A ação faz parte do programa MoveBrazil, realizado em parceria com a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Procon SP multa PSA em R$ 1,8 milhão

São Paulo – O Procon de São Paulo emitiu multa de R$ 1 milhão 808 mil 240 para a PSA, em 17 de setembro, após um consumidor registrar reclamação: a empresa não cumpriu oferta anunciada e, com isso, o Procon considerou que a empresa desrespeitou o artigo 30 do CDC, Código de Defesa do Consumidor.

 

Em abril a Citroën anunciou, em seu site, a venda do C4 Lounge Live 1.6 THP Auto por R$ 70 mil 973 e 70 centavos, porém nenhuma concessionária vendia esse carro por este valor. A companhia alegou que a rede não é obrigada a cumprir os preços sugeridos.

 

A PSA alegou que ainda não foi informada e que aguarda a chegada da notificação para se manifestar. A empresa também não sabe se a multa foi para a Citroën ou para o Grupo PSA, mas o comunicado divulgado pela assessoria do Procon cita a PSA. 

 

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Volkswagen aprimora a produtividade de suas fábricas

São Paulo – A Volkswagen estima que a produtividade em suas fábricas, em 2019, melhorará 6% na comparação com o nível registrado em 2018. A empresa credita a melhoria futura ao planejamento chamado Transform.Together, adotado para melhorar o custo por veículo produzido. Segundo Andreas Tostmann, membro do conselho de produção e logística da empresa, a política industrial é especial em período de incertezas econômicas globais, sendo aconselhável que a companhia se torne à prova de crises.

Nissan digitaliza processo de recrutamento no Brasil

São Paulo – A Nissan instalou, na sua fábrica de Resende, RJ, plataforma 100% digital para modernizar todo o processo de recrutamento e seleção de funcionários. Em ambiente virtual candidatos acessam dados sobre as vagas abertas e sobre a empresa, que teve facilitado o processo de gerenciar os curriculos recebidos e de realizar testes.

 

Segundo Gabriela Hernandes, diretora de recursos humanos, a empresa busca formas de inovar o departamento de RH: “Estamos sempre em busca dos melhores talentos e de oportunidades para inovar e utilizar a tecnologia na otimização do nosso trabalho. O novo sistema garante visibilidade de todas as etapas e proporciona mais flexibilidade”.

 

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Produção nacional do HVO tem desafios a superar

São Paulo – A inexistência de regulamentação que estabeleça regras sobre produção e venda, por ora, representam entrave para o avanço do combustível HVO no mercado brasileiro, onde já existe grande demanda e expectativa em torno do seu papel de alternativa econômica e sustentável ao diesel. No entanto o combustível já é produzido no País pela Petrobras e existem também produtores independentes buscando espaço.

 

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No caso da Petrobras o HVO é produzido em pequena escala desde 2008 em caráter experimental, mas já é possível afirmar que há estrutura para levá-lo à bomba. De acordo com Ricardo Pinto, consultor sênior da companhia, o que falta é estrutura de produção em escala, o que deve ser possível por meio de, novamente, políticas públicas:

 

“Do ponto de vista técnico nossas refinarias estão aptas a produzir o combustível. Para se produzir um volume que torne viável escala maior e, por consequência, um preço mais atrativo na bomba, precisamos de uma discussão maior em termos de investimento e participação pública, sobretudo a respeito da configuração de tabela de preços. De todo modo a capacidade instalada está pronta para uma produção inicial”.

 

Há também quem tenha interesse na produção do HVO, principalmente a base de óleo vegetal extraído da soja. Erasmo Carlos Battistella, presdiente do ECB Group, negocia no Paraguai a instalação de uma usina de refino com capacidade para 20 mil barris ao dia de Ômega Green. A projeção é a de que sejam investidos US$ 800 milhões na unidade, o que poderia ser o maior investimento privado, em um só projeto, na história do país vizinho. O prazo para que a obra comece é o primeiro semestre de 2020 e a usina deverá atingir plena capacidade a partir de 2022.

 

“Buscamos o Paraguai porque lá existem condições melhores para o produtor, tanto fiscais quanto em termos de matéria prima, pois o país é um grande produtor de soja”, disse Battistella. “São Paulo, por exemplo, é uma cidade referência para o Brasil e para o mundo. Aqui é o lugar certo e agora é o momento para esse despertar do HVO no nosso País.”

 

O ECB Group já produz biodiesel em usinas instaladas na região Sul. A produção hoje é destinada às exportações, disse Battistela. Ele acredita que os produtores independentes, como é o caso da sua companhia, serão inseridos como agentes dentro de uma futura regulamentação a respeito do refino do HVO: “Desempenhamos um papel importante uma vez que estamos instalados perto da produção do grão de onde se extrai o óleo vegetal, e há espaço para um complementariedade do parque produtivo nesse sentido”.

 

Foto: Divulgação.

Fabricantes de veículos dizem sim ao HVO

São Paulo – O Brasil ainda precisa discutir a aplicação do HVO, o combustível que substitui o óleo diesel, por meio de políticas públicas de incentivo. Ainda que a frase represente o que acreditam os setores envolvidos em sua produção, regulamentação e uso, a indústria acredita que produzir e aplicar o óleo vegetal hidrotratado em larga escala internamente significa passos mais largos em direção à redução de emissões no curto-prazo.

 

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“O HVO pode ser usado em veículos movidos a diesel sem que existam mudanças no powertrain. Na prática é alcançar metas de emissões de forma rápida com a frota que já está em circulação ou com os veículos que já estão disponíveis no mercado”, disse Henry Joseph Junior, diretor técnico da Anfavea. “O mercado já existe e é demandante, e o que precisa ser feito é regulamentar a sua produção.”

 

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O HVO foi um dos temas abordados esta semana durante o Arena ANTP, realizado em São Paulo, no Expo Transamérica.

 

Sob o prisma do mercado, uma eventual massificação do uso do HVO em veículos mais antigos não deve provocar uma eventual diminuição da marcha nas vendas. Isso porque, segundo Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz, o combustível teria aplicação em veículos que percorrem grandes distâncias em substituição ao diesel convencional:

 

“Não deve mexer nos volumes de vendas porque os operadores escolhem os tipos de veículos da frota em função da aplicação. Ou seja, é pouco provável que no ambiente urbano seja utilizado o HVO, pois existem outras opções como os veículos movidos a biogás ou elétricos, por exemplo. E ainda que usem o combustível em veículos antigos outras questões podem levar o frotista a renovar, como tecnologias embarcadas mais modernas que também reduzem o custo da operação”.

 

Mas há quem acredite que a utilização do HVO, no ambiente urbano, possa ser viável em cenário no qual seja necessária a transição rápida da matriz energética para reduzir as emissões, enquanto os operadores de transporte se articulam para constituir uma frota elétrica, por exemplo.

 

Para Francisco Christovam, presidente do SPurbanuss, o sindicato das empresas de transporte coletivo, o HVO, no caso dos ônibus, é o caminho mais curto “para que as empresas possam cumprir exigências sobre emissões a um baixo custo e de forma rápida”. Sob a ótica da operação pode promover a redução de custos, disse o representante da entidade – os 14 mil ônibus que circulam em São Paulo consomem, por dia, 1 milhão de litros de diesel: “Esse volume já representa uma demanda importante e que justifica a produção em larga escala do combustível. O que falta são políticas públicas para incentivar essa produção”.

 

Por parte do governo, que desempenha papel de responsável pela regulamentação da produção do combustível, o que está em curso são estudos para identificar demandas e, eventualmente, ajudar a financiar a produção do HVO.

 

Renato Godinho, chefe da Divisão de Promoção de Energia do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que conversas são mantidas com os envolvidos na cadeia de produção e distribuição como forma de tornar viável o uso do óleo vegetal hidrotratado:

 

“Hoje são necessários investimentos adicionais nas refinarias para que o HVO se torne um combustível de escala, mas existem outros fatores que precisam ser discutidos, como porcentual de mistura no diesel comum, regras de distribuição, dentre outros. De qualquer forma o Renovabio pode ser considerado uma espécie de marco regulatório porque é neutro a respeito dos tipos de combustíveis usados de forma a reduzir as emissões. Mas, ainda assim, hoje, o HVO produzido é considerado, oficialmente, como diesel comum”.

 

Segundo Paulo Jorge Antonio, diretor de pesados da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, as discussões sobre o HVO já acontecem há mais de um ano, mas se intensificaram nos últimos seis meses. A associação já fez até uma apresentação técnica para membros do governo, mostrando as diferenças do HVO para o biodiesel usado no País, assim como a viabilidade do uso do combustível na frota nacional: “A AEA apoia o uso do HVO no Brasil e está aguardando o posicionamento do governo com relação ao assunto”, disse o diretor.

 

Foto: Divulgação/Anfavea.