Argentina segue sem perspectiva de recuperação

São Paulo – O cenário futuro no curto prazo para a situação econômica da Argentina segue pessimista, segundo Frederico Servideo, presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira. Ele não vê perspectiva de melhoras ao menos até outubro, quando será realizado o primeiro turno da eleição para presidente.

 

“Teremos mais 75 dias de agonia. Se as eleições não forem decididas no primeiro turno, esse impasse continuará até o fim de novembro, quando o povo votará em seu candidato no segundo turno”.

 

Para Servideo desenhou-se dois cenários, cada um com 50% de chances de vitória. “No mais alarmante a oposição assumirá o governo com prática mais populista, o que trará uma série de impactos negativos na economia, fazendo com que o país demore alguns anos para voltar à rota do crescimento”.

 

No outro cenário o presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira considera uma vitória de Maurício Macri, atual presidente. Neste caso a expectativa de Servideo é a de que o PIB argentino volte a crescer de 2% a 3% a partir de 2020, com a inflação em recuo ano após ano e o retorno do País ao ritmo esperado. Questionado sobre uma possível recuperação do setor automotivo no país ele foi taxativo:

 

“Ainda bem que existem outros mercados na região. A indústria automotiva brasileira está mais do que certa em procurar novos mercados para exportar e depender cada vez menos da Argentina, porque as incertezas que cercam o país ainda são muito grande e, mesmo diante desses dois cenários, não sabemos ao certo o que acontecerá daqui para a frente”.

 

A médio e longo prazos, com as questões políticas atuais solucionadas, a expectativa do presidente da Câmara de Comércio é a de que a Argentina volte a ser um país interessante para receber novos investimentos: “Temos setores que são muito fortes ali. No longo prazo eles crescerão e puxarão outras áreas para cima”.

 

Com relação ao acordo com a União Europeia Servideo aposta em uma sintonia maior de Brasil e Argentina para que sejam mais competitivos: “As cadeias produtivas precisam se integrar  para que novas oportunidades apareçam. Questões simples também precisam ser solucionadas para que os países tenham um relacionamento comercial melhor e que desenvolvam o real potencial econômico que possuem”.

 

Fotos: Christian Castanho.

Reforma tributária entra na fase de simulações

São Paulo – A Receita Federal começará a fazer simulações do modelo com o qual trabalha para criar o espírito da reforma tributária. Segundo Marcelo de Sousa Silva, secretário especial do órgão, o documento é pautado, a princípio, por dois pontos: a criação de um IVA, ou Imposto sobre Valor Agregado, e a desoneração da folha de pagamentos.

“Já neste mês iniciaremos as simulações que mostram, dentre outros dados, como ficará a arrecadação federal com a proposta de reforma na prática”, disse Silva durante o Workshop AutoData Exportação: A Nova Prioridade da Indústria, realizado em São Paulo, SP, na segunda-feira, 5, no Milenium Centro de Convenções. “Há um olhar especial sobre a folha de pagamentos porque ela repercute no preço final dos produtos fabricados no País.”

O secretário disse, ainda, que a maioria dos setores que compõem a economia nacional contribuíram para a formatação de um modelo que “teve o respaldo do corpo técnico da Receita Federal” para ser concluído, a princípio, para a fase de simulações. Um deles é o automotivo, que chegou a enviar a Brasília, DF, pelas mãos da Anfavea, estudo mostrando, dentre outras coisas, que inexiste perda de arrecadação com um imposto único, um dos maiores temores da equipe econômica do atual governo.

O IVA é aplicado no México, país com o qual o Brasil mantém recente relação de comércio bilateral. O tributo é visto como um fator que melhora o ambiente de negócios, segundo Marcelo de Sousa Silva, e simplifica e torna viável o estabelecimento de mercados com regras mais previsíveis.

O secretário evitou os pormenores a respeito de datas para entrega de uma proposta de reforma ao Congresso, mas disse que Brasília aguarda o momento político oportuno para que possa se tornar matéria para aprovação.

Foto: Christian Castanho.

Acordo Mercosul-UE: oportunidades e riscos.

São Paulo – Ao mesmo tempo em que o livre-comércio automotivo do Mercosul com os países da União Europeia abre oportunidades de ampliar a exportação de veículos, peças e componentes, traz riscos de aumento na importação destes mesmos produtos e até perda de investimentos. Os três palestrantes do painel Acordo Comercial Mercosul-União Europeia do Workshop AutoData Exportação, realizado na segunda-feira, 5, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, SP, Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, Marco Saltini, diretor de relações governamentais e institucionais da Volkswagen Caminhões e Ônibus, e Gustavo Bonini, vice-presidente de assuntos governamentais e institucionais da Scania América Latina, concordaram com a dualidade do acordo, mas enxergam o copo meio cheio.

 

Moraes fez questão de destacar que o País “fez um acordo com 25% do PIB industrial global”. Segundo ele o impacto será muito forte em todo o Brasil e afetará direta e indiretamente o setor automotivo: “O crescimento do agronegócio poderá nos ajudar também”.

 

Segundo o presidente da Anfavea as ameaças fazem parte do jogo: “Nós sempre reclamamos da dependência da Argentina para as exportações, agora temos um campo maior. Como costumo dizer, prefiro disputar a Champions League do que um torneio regional — e agora trouxeram a Champions League para nós”.

 

O tempo de transição, embora curto, é considerado suficiente para que as medidas de competitividade sejam exequíveis, de acordo com Bonini, da Scania. O executivo reclamou dos créditos tributários represados – a questão do ICMS retido pelos governos estaduais –, da ineficiência logística e de outros temas que precisam ser solucionados: “Já estamos atrasados, mas é possível correr atrás”.

 

As questões regulatórias também não preocupam. Os executivos lembraram que um acordo de livre-comércio em sua essência já faz com que o mercado se autorregule.

 

Saltini, da VWCO, destacou também a oportunidade ao setor fornecedor, que poderá exportar e ganhar em volume e em escala: “O que hoje importamos por ser mais competitivo pode, amanhã, ser comprado de produtores nacionais por causa da escala, que deixa o componente mais competitivo”.

 

Foto: Christian Castanho.

Brasil tem potencial para exportar mais 4,6 milhões de veículos em cinco anos

São Paulo – A indústria automotiva brasileira tem potencial para exportar nos próximos cinco anos 4,6 milhões a mais de veículos apenas para países das Américas do Sul, Central, México e África, mercados em que já há presença de modelos produzidos por aqui. A projeção foi divulgada por Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors Mercosul, em sua palestra no Workshop AutoData Exportação, no Milenium Centro de Convenções em São Paulo, SP, na segunda-feira, 5.

 

O volume estimado pelo executivo é equivalente a duas vezes a produção total de veículos brasileira no ano passado. Segundo ele as reformas da Previdência, tributária, as novas alíquotas do Reintegra são necessárias para que essa meta seja alcançada, com o aumento da competitividade do produto brasileiro no Exterior.

 

“Temos fábricas já instaladas com capacidade produtiva ociosa no País. Ou seja: não precisamos investir, basta aumentar a mão de obra das unidades e os turnos de produção. Qualidade nossos produtos têm, assim como fornecedores capacitados para atender ao aumento da demanda. O que falta é atacar, e a hora é agora, porque o mercado será aberto nos próximos quinze anos e, se não começarmos a trabalhar nessa questão já, daqui a alguns anos será tarde demais”.

 

O vice-presidente da General Motors ainda deu pormenores por país: para o Equador o Brasil poderá exportar, em cinco anos, cerca de 270 mil veículos. Para o Peru as exportações podem chegar a 377 mil unidades, e, para o Paraguai, mais 30 mil. Para o mercado colombiano o setor poderá vender 609 mil unidades nos próximos cinco anos, enquanto que, para o Chile, a projeção é de exportar 810 mil. Para a África a expectativa é a de embarcar 585 mil carros no período, e para México e América Central vender 1 milhão 425 mil unidades.

 

A Argentina fecha a lista de países com 570 mil unidades a serem exportadas nos próximos cinco anos.

 

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Segundo Munhoz esses mercados, hoje, são abastecidos por veículos produzidos em regiões distantes – algo que pode favorecer o Brasil na questão logística. Mas, para isso, a competividade deverá melhorar: segundo ele, 15% do valor dos carros exportados daqui é formado por impostos. Em mercados evoluídos e com formação exportadora, como a Coreia do Sul, esse índice não passa de 2% – no México, por exemplo, fica em 0,3%.

 

Munhoz ainda afirmou que a prioridade número um da indústria automotiva é aumentar o volume de exportações. Não é razoável, segundo o executivo, depender apenas de um mercado. “Quando este mercado está em crise, como acontece hoje com a Argentina, afeta diretamente o nosso mercado e derruba as exportações, assim como a produção”.

 

Foto: Christian Castanho.

Mercedes-Benz importa superesportivo de R$ 1,7 milhão

São Paulo – A Mercedes-Benz começou a importar o superesportivo Mercedes-AMG GT R PRO, topo de linha da sua gama de esportivos. A edição, limitada, tem potência aprimorada, nova suspensão, acerto na aerodinâmica e outros aspectos que o diferenciam dos demais do portfólio e de seus concorrentes.

 

Apenas 750 unidades foram produzidas e todas aquelas destinadas a clientes brasileiros já foram vendidas: cada um desembolsou R$ 1,7 milhão para garantir o seu.

 

Foto: Divulgação.

Governo decidirá sobre Reintegra este mês

São Paulo – A expectativa de executivos da indústria automotiva é a de que o governo divulgue até o fim deste mês posição final com relação ao plano que foi entregue pelo setor para aumentar as exportações, que eleva a alíquota do Reintegra dos atuais 0,1% para 10%. A informação foi divulgada por Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors no Mercosul, durante o Workshop AutoData Exportação: A Nova Prioridade da Indústria, na segunda-feira, 5, no Milenium Centro de Convenções em São Paulo, SP:

 

“Essa é a nossa projeção. Mesmo sem termos todos os pormenores do programa esperamos que o governo mostre qual caminho seguiremos daqui em diante ainda este mês e, com isso, trabalhe no processo de regulamentação do projeto, que deve levar mais alguns meses”.

 

Munhoz disse que está confiante com a aprovação porque o setor fez as contas e, mesmo aumentando o valor do Reintegra, o saldo de impostos será positivo, pois serão gerados mais impostos com o aumento da produção e dos postos de trabalho.

 

Foto: Christian Castanho.

Volkswagen Saveiro começa a ser exportada ao Peru

São Paulo – A Volkswagen começou a exportar a Saveiro para o mercado peruano em duas versões: cabine dupla e cabine dupla Cross. Exportada desde 1982 a picape é o quinto modelo Volkswagen mais vendido ao mercado internacional – foram 280 mil unidades enviadas a outros países, sobretudo da América do Sul e América Central.

 

Ao Peru a Volkswagen do Brasil envia, além da Saveiro, up!, Gol, Voyage, Fox, Polo, Virtus e T-Cross.

 

“A cada novo mercado aberto para nossos modelos o DNA exportador da Volkswagen do Brasil fica ainda mais evidente”, afirmou o presidente e CEO Pablo Di Si em comunicado divulgado à imprensa. “Até o fim de 2019 chegaremos a 4 milhões de veículos exportados na história.”

 

Foto: Divulgação.

Grupo Martins compra 74 caminhões Volkswagen

São Paulo – O Grupo Martins adquiriu 74 caminhões Volkswagen Delivery, seu primeiro grande lote de modelos 11.180. Cliente da Volkswagen Caminhões e Ônibus há mais de trinta anos a empresa receberá as unidades em sua sede, em Uberlândia, MG, para operar de Norte a Sul do País.

 

O Delivery 11.180 é o Volkswagen mais vendido e lidera o segmento médio de acordo com a Anfavea, com 2 mil 259 licenciamentos de janeiro a julho.

Continental produziu mais de 100 milhões de correias

São Paulo – A Continental alcançou a marca de 100 milhões de correias produzidas e vendidas no Brasil. Saindo desde o fim da década de 1990 da unidade de Ponta Grossa, PR, as correias Multi V e as dentadas abastecem as linhas das principais montadoras brasileiras e o mercado de reposição.

 

Segundo a companhia dos dez carros mais vendidos no mercado brasileiro, cincos são equipados com correias Continental.

Volare inaugura concessionária em Cusco

São Paulo – A Volare inaugurou uma concessionária em Cusco, cidade conhecida por ser importante ponto turístico no Peru. A Tracto Camiones comercializará todos os modelos do portfólio da empresa e oferecerá atendimento pós-venda, com oficina mecânica.

 

A nova unidade dá continuidade ao plano de expansão internacional da Volare e permitirá a ampliação de sua atuação no mercado peruano. Segundo seu gerente de exportação, Rodrigo Bisi, os negócios no Peru têm crescido a cada ano: “O principal diferencial da Tracto Camiones é que nenhuma outra marca possui ponto de atendimento em vendas e serviços de pós-vendas na região”.

 

Com a unidade peruana a Volare chega a trinta distribuidores na América Latina, África e Oriente Médio, somados concessionárias, representantes e pontos de venda e assistência técnica. A meta é expandir e nomear novos parceiros para seguir o avanço internacional.

 

Foto: César Caro/Divulgação.