thyssenkrupp amplia fábrica de Poços de Caldas

São Paulo – A thyssenkrupp instalou em sua fábrica de Poços de Caldas, MG, onde produz eixos de comandos de válvula, uma nova linha de usinagem de tubos, que antes chegavam prontos de outras unidades ao redor do mundo. A intenção, de acordo com Roberval Calca, diretor da unidade Camshafts, é aumentar a competitividade e reduzir o tempo de entrega aos seus clientes locais.

 

Em comunicado divulgado na segunda-feira, 24, a empresa afirmou projetar novos investimentos já para o ano que vem. Além de clientes brasileiros, a unidade de Poços de Caldas, inaugurada em 2015, exporta para países da América Latina e tem alto porcentual de utilização de capacidade.

 

A fábrica, concebida no conceito Indústria 4.0, tem alto índice de automação e conexão com unidades produtivas da companhia que entregam os mesmos componentes – uma na Alemanha, duas na China, uma na Hungria e uma no México.

 

Segundo a thyssenkrupp, 90% dos veículos fabricados no Brasil possuem algum componente produzido pela empresa, como eixo de comando de válvulas montados, módulos de cabeçotes de cilindro, virabrequins, sistemas de direção, amortecedores, molas, barras estabilizadoras e módulos de eixo. Por aqui, possui fábricas que fornecem para a indústria automotiva em Ibirité, Poços de Caldas e Santa Luzia, MG, São José dos Pinhais, PR, e Campo Limpo Paulista e São Paulo, SP.

 

Foto: Divulgação.

Veto derrubado pelo Congresso facilita importações da indústria

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro sancionou na sexta-feira, 21, parte da Lei 13 755 que estabeleceu o Rota 2030 e que fora vetada pelo seu antecessor Michel Temer. Além de isentar o IOF dos financiamentos para veículos híbridos e elétricos o texto permite, agora, que empresas importadoras que atendem a cadeia de fornecedores entrem na lista de desoneração do IPI na importação de partes e componentes para a indústria automotiva. Antes a importação sem recolhimento do imposto era restrita às montadoras e fabricantes de autopeças.

 

O veto de Temer foi derrubado pelo Congresso e, agora, mantido pelo presidente da República. Era um pleito da indústria visto como redutor de custos operacionais na área da logística. Ocorre mais de um semestre após a conversão do Rota 2030 de Medida Provisória em lei porque era considerada pelo governo um assunto sensível, uma vez que a agenda econômica é conduzida de forma a passar longe da perda de arrecadação, como o termo desoneração pode sugerir.

 

Na prática, segundo Guilherme Tuma, diretor comercial da Cisa Trending, o veto produz justamente efeito contrário:

 

“Com o veto presidencial mais empresas são inseridas no processo de importação, como é o caso da tradings, ou importadoras, e a receita aumentará porque é um agente mais recolhendo o IPI, algo que antes era restrito apenas às empresas que tem como atividade fim a produção de veículos e componentes”.

 

Tuma explicou que, antes, as importadoras tinham de recolher o IPI no desembaraço na carga no porto ou aeroporto e, novamente, na venda dos itens importados para as montadoras. Isso onerava a operação e as empresas de autopeças, sobretudo as dos tier 2 e 3, optavam por conduzir a importação sozinhas para evitar o recolhimento do tributo. O problema é que, com a crise que enfraqueceu o segmento, muitas dessas companhias passaram por dificuldades para importar via trading:

 

“A desoneração na importação surgiu em 1999, quando também o setor passou por crise, como forma de tornar viável a chegada de componentes que não eram produzidos aqui. Acontece que hoje as companhias estão voltando de outra crise, e muitas não dispõe de crédito ou escala para executarem a importação internamente, o que produziu reflexos na produção de seus clientes, as montadoras, chegando a alguns casos a interromper linhas nas fábricas”.

 

Permitir a entrada das tradings melhora o ambiente do negócio, na visão de Ricardo Bastos, diretor de assuntos governamentais da Toyota. Com a presença de um novo braço de importação, fornecedores poderão ter um custo reduzido com importação: “As autopeças importam baixos volumes, e isso significa custo alto na hora de importar. As importadoras especializadas conseguem operar de forma a concentrar a carga fracionada de diversas empresas no mesmo contêiner, o que reduz o custo”.

 

As próprias montadoras poderão se beneficiar da medida, uma vez que poderão terceirizar as importações mantendo os benefício fiscal. As equipes administrativas antes dedicadas a essas atividades poderão se concentrar em outros assuntos, dentro do espírito de desburocratização pleiteado pelo setor industrial.

 

Foto: Ivan Bueno/ANPr.

Dezembro é prazo final para Ford Taboão

Mendoza, Argentina – A informação é extraoficial, mas executivos da alta gerência da Ford Brasil acreditam que até 31 de dezembro estará encerrado o inventário referente ao fechamento e venda – à destinação, enfim – de sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, no bairro do Taboão. Desde fevereiro, quando anunciou o fim das operações industriais ali, a companhia aguarda por atitudes mais decisivas, e imperativas, de dois grupos interessados em ocupar o espaço – o que até agora não aconteceu.

 

Nem a atuação de João Doria, o governador do Estado de São Paulo travestido em corretor de imóveis, fez, ainda, alterar de posição a biruta do negócio, que insiste em anotar total falta de ventos depois de manifestações relativas de interesse.

 

Para a Ford quanto mais rapidamente houver manifestação decisiva de interesse com perspectiva real de fechamento de negócio melhor, pois isto indicará, ou não, a continuidade da ocupação fabril da unidade e qual a utilização de mão de obra com origem Ford e conhecedora de processos e máquinas será mantida.

 

As negociações com a rede de distribuidores Ford Caminhões aparentemente segue sem solavancos: há grupos que já se decidiram por deixar o negócio e há alguns que esperam por perspectiva de oferta interessante por quem, afinal, comprar a fábrica – e se isto vier a acontecer, naturalmente.

 

Toda a direção da Ford está em Mendoza, Argentina, onde será apresentada na terça-feira, 25, a nova geração da picape Ranger, conhecida como Raça Forte.

 

Foto: Divulgação.

Foton inaugura concessionária no Acre

São Paulo – A Foton Caminhões inaugurou sua primeira concessionária no Acre, na Capital Rio Brando. A VCA Foton Motors, do grupo VCA que administra revendas de outras marcas, é a primeira da fabricante chinesa na região Norte e amplia a presença da marca no País – agora em doze estados, com 21 concessionárias.

 

O diretor comercial e de desenvolvimento de rede Ricardo Mendonça de Barros promete para, em breve, novos caminhões leves da Foton, “já em processo de homologação”. Segue em curso o plano de inaugurar dez concessionárias no ano: “Já fechamos três novos contratos, dois deles em São Paulo e mais este no Acre. Estamos em avançadas negociações em Campinas e São José do Rio Preto [SP], Campo Grande [MT], Rio Verde [GO] e Teresina [PI]”.

 

Segundo o executivo a empresa procura, agora, grupos interessados em representar a Foton Caminhões em Curitiba, PR, Rio de Janeiro, RJ, e Belo Horizonte, MG.

 

Foto: Divulgação.

Randon começa a abrir mercado na Costa do Marfim

São Paulo – A Randon exportou para a Costa do Marfim seu primeiro semirreboque, um tanque para transporte de óleo diesel. Segundo a empresa é o primeiro passo para abrir aquele promissor mercado, que pode absorver até 150 unidades/ano.

 

Um parceiro local, a Lassire, faz a ponte inicial com os africanos, recebendo os produtos montados. Segundo José Eduardo Della Nora, diretor da Randon Implementos, a expectativa é a de, no futuro, passar para a modalidade CKD, montando localmente os produtos.

 

“Queremos primeiro proporcionar uma experiência com a marca Randon e estamos convictos de que a parceria será bem sucedida”.

 

No primeiro trimestre a Randon exportou 600 unidades para diversos mercados da América Latina e África, como Congo, Moçambique e Gana. A projeção para o ano é exportar 2,6 mil equipamentos.

 

Foto: Samuel Zulianelo/Divulgação.

Grupo PSA inaugura fábrica no Marrocos

São Paulo – O Grupo PSA começou a produzir em Kenitra, no Marrocos, modelos da plataforma CMP – o primeiro a sair da unidade, que tem capacidade para produzir 200 mil veículos/ano, é o Peugeot 208.

 

Segundo a companhia a unidade atenderá a oitenta mercados da região da África e Oriente Médio. A nova fábrica atraiu 27 novos fornecedores à região.

KPS vende a Chassis Brakes para a Hitachi

São Paulo – A KPS Capital fechou acordo para vender a Chassis Brakes International Group para a Hitachi Automotive Systems, que faz parte do conglomerado japonês Hitachi. A empresa, sediada em Eindhoven, na Holanda, fornece freios de roda e seus componentes, como pinças de freio, freios a discos, freios de tambor e freios de mão e possui doze fábricas, onze centros de engenharias e escritórios na Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul, empregando 5,5 mil, pessoas em todo o mundo.

 

A Chassis Brakes foi criada em 2012 pela KPS para absorver o negócio de freios de roda da Bosch, comprado pela empresa.

Mercado financeiro projeta avanço de 0,87% do PIB

São Paulo – Mais uma vez – a décima-sétima consecutiva – o mercado financeiro reduziu a expectativa de crescimento do PIB para 2019. Segundo o boletim Focus da segunda-feira, 24,  divulgado semanalmente pelo Banco Central, as instituições financeiras apostam em alta de 0,87% da economia brasileira, ante os 0,93% estimados na semana passada.

Uma década sem engasgos

Há dez anos a engenharia brasileira da Bosch lançou no mercado uma criativa e eficiente solução tecnológica para acabar com a necessidade de se injetar gasolina durante a partida a frio de veículos flex abastecidos com etanol. Motoristas com mais de 40 anos certamente se lembram do desconforto que era ligar um carro a álcool nas manhãs de inverno.

Os proprietários de veículos que utilizam a tecnologia FlexStart, da Bosch, não precisam mais se preocupar com isso. O sistema consiste em aquecimento do etanol para partidas a frio em veículos Flex Fuel. Essa tecnologia eliminou a necessidade do reservatório auxiliar de gasolina (tanquinho) dos veículos flex.

A Bosch foi pioneira no desenvolvimento desta solução que foi criada aqui no Brasil, no centro de competência global da empresa para veículos flex. A primeira montadora a adotar a nova tecnologia foi a Volkswagen com o lançamento do Polo E-Flex, em 2009. Anos depois, veículos flex da Ford, Nissan, Honda, PSA e Chery já estavam equipados com o FlexStart.

De acordo com Fábio Ferreira, diretor de Produto da Divisão Powertrain Solutions da Bosch, “a principal vantagem deste sistema é o motorista não notar qualquer diferença na hora da partida a frio com o carro abastecido com etanol”.

O grande problema do etanol é mais visível em temperaturas abaixo de 15ºC, quando sua combustão é mais difícil que a da gasolina. Assim, podem ocorrer falhas na partida e aqueles indesejáveis engasgos na aceleração inicial dos veículos Flex Fuel.

Com o FlexStart, o etanol é aquecido antes de ser injetado no motor. Isto é feito por meio de uma galeria de combustível equipada com elementos aquecedores instalados em câmaras individuais, acionadas e monitoradas por uma unidade de controle de aquecimento. Como resultado, o combustível é injetado de forma mais pulverizada, o que melhora a combustão, assegura a partida e permite boas condições de dirigibilidade.

O FlexStart deixa o combustível na temperatura ideal para o motor, antes da injeção, permitindo que o carro flex tenha uma melhor performance. Controlado por softwares, o sistema eletrônico monitora e administra a exata quantidade de etanol necessária para a partida a frio, considerando as condições do motor e a temperatura ambiente.

Ferreira diz que a Bosch vai lançar em breve a terceira geração da tecnologia FlexStart que promete eficiência ainda maior no aquecimento e injeção do etanol e trará vantagens extras como a diminuição das emissões com a melhora da queima do combustível. De acordo com o executivo, a despeito da eletrificação veicular ser uma tendência global, a Bosch entende que os veículos flex ainda terão vida longa no País. “Há muito espaço para aperfeiçoamento dos veículos flex e, certamente, teremos muitos avanços com os veículos híbridos flex no Brasil”.

 

Foto: Divulgação.