Grupo PSA montará furgões na Polônia

São Paulo – O Grupo PSA anunciou que montará furgões de grande porte na fábrica de Gliwice, na Polônia, até o final de 2021. Para isso ampliará a capacidade de produção da unidade para 100 mil veículos/ano – e de todas as marcas da companhia, incluindo Opel e Vauxhall.

 

Com a capacidade de produção da fábrica de Sevel, onde possui uma joint-venture com a FCA na Itália, no teto, a companhia decidiu investir na unidade polonesa. Na Itália são produzidos os furgões grandes Peugeot Boxer, Citroën Jumper e Fiat Ducato.

 

Foto: Divulgação.

Varejo de veículos recuou 1% no quadrimestre

São Paulo – Dos 801 mil 330 automóveis e comerciais leves licenciados no primeiro quadrimestre do ano, volume 8,7% superior aos quatro primeiros meses de 2018, 450,3 mil foram resultado das vendas tradicionais ao varejo – ou seja, passaram, necessariamente, por uma negociação de um vendedor de concessionária com um consumidor. É um volume 1% inferior ao resultado do janeiro-abril do ano passado, quando 454,7 mil veículos leves foram negociados no varejo.

 

Segundo a Fenabrave, 56,2% dos emplacamentos deste primeiro quadrimestre foram venda ao varejo e 43,8% resultados de vendas diretas. Com relação ao mesmo período do ano passado o varejo perdeu 5,5 pontos porcentuais de participação, que ficaram com as vendas diretas.

 

No mesmo período comparado, as vendas diretas cresceram 24,3%, saltando de 282,4 mil unidades para 351 mil veículos.

 

Este preocupante índice de queda no varejo e de assombroso crescimento das vendas diretas não reflete, necessariamente, a realidade dos dois segmentos. A própria Fenabrave, em seu Informativo Mensal, esclarece que o que diferencia uma venda ao varejo de uma venda direta é a nota fiscal: se emitida por uma montadora, é venda direta. Por uma concessionária, venda ao varejo.

 

Acontece que diversas vendas feitas nas concessionárias têm nota fiscal emitida por uma montadora e entram na estatística como venda direta. Alguns casos relevantes: pequenos produtores rurais, que representam uma importante demanda por picapes, e as vendas para PcDs – só a Volkswagen divulgou ter ampliado em 60% as vendas para esse público no primeiro quadrimestre.

 

De toda forma, mesmo diante de muitas promoções, com fabricantes como FCA e Renault reduzindo o preço de seus produtos e outros, como a Nissan, promovendo generosos descontos aos consumidores interessados em trocar seu automóvel usado por um zero quilômetro, o varejo patina, mantendo um ritmo mais próximo à economia brasileira, que ainda não deslanchou.

 

Por outro lado as montadoras encontraram nas vendas diretas uma forma de direcionar sua produção, enquanto esperam por uma prometida retomada econômica que é adiada a cada semana.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.

AGCO desenvolve plantadeira no Brasil para o mundo

Ribeirão Preto, SP – Uma das novidades apresentadas pelo Grupo AGCO na Agrishow 2019, feira dedicada ao agronegócio de Ribeirão Preto, SP, tinha DNA brasileiro: a plantadeira dobrável Momentum, lançada pelas três marcas – Fendt, Massey Ferguson e Valtra – foi desenvolvida pela engenharia brasileira, pensando no mercado brasileiro.

 

Será produzida na fábrica de Ibirubá, RS, para as três marcas e de lá a responsabilidade será de cada equipe comercial. Posicionamento de preço, prospecção de cliente e até a busca por mercados fora do Brasil. Algo que está na mira de todas.

 

Segundo Alfredo Jobke, diretor de marketing da AGCO para a América do Sul, a ideia é explorar diversos mercados a partir da produção local. Já começou com a Massey Ferguson, que aproveitou a Agrishow para apresentar a Momentum a clientes internacionais:

 

“Exportaremos para diversos países da América do Sul e México. Depois disso, avançaremos para América do Norte e Europa porque esse produto foi desenvolvido para ser global”.

 

A Fendt quer, primeiro, focar o mercado nacional – natural para uma empresa que está se relançando por aqui. Mas José Galli, diretor da empresa para a América do Sul, admitiu que olhará para outros mercados do continente.

 

“Nossas vendas no País começarão em 2020. Depois que estruturarmos nossa rede de lojas e a carteira de clientes avançaremos para outros mercados com a nova plantadeira e os demais produtos. O primeiro país do continente que receberá nossas máquinas será a Argentina, mas não temos data definida para isso”.

 

A plantadeira vendida pela Fendt terá um diferencial, que é a capacidade de plantar e adubar ao mesmo tempo. As oferecidas pela Massey Ferguson e Valtra só fazem o plantio.

 

Douglas Vincensi, diretor de marketing de tratores, implementos de plantio e fenação da AGCO, destacou que para a Valtra o lançamento é um marco histórico e exportar faz todo o sentido, pois a máquina oferece tecnologias usadas em outros mercados.

 

“Essa plantadeira é dedicada para agricultura digital, que garante mais produtividade e menos desperdício de recursos, com desenvolvimento focado na nova era da agricultura”.

 

O diretor também ressaltou que o fato dela ser dobrável é bastante inovador, pois faz com que uma máquina grande tenha apenas 3,6 metros de largura quando está fechada, ocupando menos espaço para o armazenamento.

 

Foto: Divulgação.

Lucro trimestral da Randon recua 27%

Caxias do Sul – A Randon Implementos e Participações começa o ano com boas perspectivas. A companhia encerrou o primeiro trimestre com indicadores positivos, tendo registrado crescimento de receita líquida em todas as divisões na comparação com igual período de 2018. A receita bruta total somou R$ 1,6 bilhão, incremento de 25,9%, e a líquida, R$ 1,1 bilhão, alta de 23%. O EBITDA consolidado somou R$ 134,3 milhões, redução de 15,8%, fato atribuído ao impacto cambial negativo. 

 

A companhia fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 31,7 milhões, redução de 27% sobre igual período do ano passado. A margem líquida baixou de 4,7% para 2,8% na mesma base de comparação. “A tônica deste novo momento é a confiança de que teremos um ciclo positivo, mas com desafios para controlar a inflação de materiais e conduzir bem os processos de integração das novas controladas. Também estamos atentos ao crescimento econômico brasileiro, fator fundamental para a estabilização da demanda”, observa o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato.

 

Embora historicamente o primeiro trimestre do ano seja o mais fraco em termos de volumes, este foi o melhor primeiro trimestre da história da empresa. Do total de 13 mil 949 emplacamentos no mercado brasileiro, 4 mil 413 foram produtos Randon, o que representou market share de 31,6%. A companhia está conduzindo iniciativas e investimentos para elevar a produção em 30% até meados do ano para fazer frente à demanda aquecida.

 

No segmento de vagões ferroviários foram vendidas 86 unidades, recuo de 75%. De acordo com a empresa, este mercado deve permanecer pressionado neste ano, mas com sinais positivos, como o recente leilão do trecho da Ferrovia Norte–Sul, além de avanços nas discussões para renovação das concessões ferroviárias. 

 

O crescimento nas vendas de caminhões no mercado brasileiro está sustentando os volumes de produção da divisão de autopeças. As exportações, por outro lado, apresentaram queda de 65,6%, muito por conta do fraco desempenho da Argentina, principal destino das vendas de caminhões brasileiros ao mercado externo. No mercado de reposição, segundo a empresa, o cenário foi mais desafiador do que o esperado.

 

As vendas consolidadas para o mercado externo somaram US$ 40,4 milhões, alta de 9,8%. As exportações representaram 13,5% da receita líquida consolidada em linha com o registrado no primeiro trimestre do ano passado. Com a redução das exportações para o mercado argentino, a região do NAFTA passou a ser a mais relevante para a companhia, representando 40% do total. A soma das exportações e das receitas geradas no exterior foi de US$ 68,6 milhões contra US$ 65,3 milhões do primeiro trimestre do ano passado.

 

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Motocicletas: produção sobe, exportação cai.

São Paulo – A Abraciclo divulgou balanço na quinta-feira, 9, o qual apontou leve retração na produção de motocicletas, ciclomotores, motonetas, bicicletas e similares no primeiro quadrimestre. No período, saíram das linhas 368 mil 55 motocicletas, o que representa alta de 5,8% no volume, na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Apenas em abril, foram produzidas 91 mil 220 unidades, aumento de 3,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

Com relação às vendas no atacado, nos quatro primeiro meses do ano somaram 360 mil 908 unidades, alta de 15,5% ante igual período no ano passado. Em abril os repasse para as concessionárias alcançaram 90 mil 267 motocicletas, alta de 14,9% ante abril de 2018.

 

No quadrimestre, no varejo, foram emplacadas 352 mil 22 unidades, alta de 16,8%. Em abril apenas, 93 mil 370 unidades, 13,7% a mais.

 

Nas exportações, por outro lado, houve queda nos volumes embarcados. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano foram embarcadas para os outros países 14 mil 306 unidades, redução de 52,3% ante o mesmo período do ano passado. Em abril, foram exportadas 2 mil 924 motocicletas, recuo de 56,2% ante o mesmo mês de 2018. A Argentina foi o principal destino, representando 66,5% do total exportado.

 

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Meritor adquire a AxleTech por US$ 175 milhões

São Paulo – A Meritor anunciou na quinta-feira, 9, a aquisição da AxleTech, empresa de tecnologia sediada em Troy, Michigan, que projeta, desenvolve, produz, vende e presta serviços a sistemas e componentes de drivetrain, com foco no fora-de-estrada. A transação foi fechada por US$ 175 milhões, informou a empresa por meio de comunicado.

A aquisição faz parte do plano M2022, que tem como meta acelerar as vendas e o crescimento global até 2022. Segundo a empresa o portfólio da AxleTech, mais focado no fora-de-estrada, ajuda a complementar o atual da Meritor.

 

Uma curiosidade: no mês passado a divisão de tecnologia da AxleTech foi comprada pela Allison.

Receita Bosch é recorde em 2018

São Paulo – A Bosch divulgou na quinta-feira, 8, seu balanço referente a 2018, que registra receita de vendas recorde, de € 78,5 bilhões. O Ebit, lucro antes de juros e impostos, atingiu € 5,5 bilhões.

 

Apesar dos pesados investimentos iniciais em áreas como eletrificação e automação de mobilidade a margem Ebit das operações melhorou novamente em 2018, passando de 6,8% em 2017 para 7,0%. A Bosch aumentou seus gastos em pesquisa e desenvolvimento, para € 7,3 bilhões, ou 9,3% da receita de vendas.

 

No período, segundo o balanço, a empresa gerou cerca de 8 mil empregos na operação global, mais da metade deles em pesquisa e desenvolvimento.

Bosch planeja emissão neutra de carbono até 2020

São Paulo – A Bosch planeja atingir a neutralidade completa de emissão de carbono em 2020, informou por meio de comunicado na quinta-feira, 8. O objetivo é erradicar as emissões de carbono em suas quatrocentas unidades no mundo.

 

Do planejamento consta a compra de mais eletricidade gerada por matriz renovável. Até 2030 a empresa aumentará gradualmente a quantidade de energia renovável que gera e compra, além de investir € 1 bilhão nos próximos dez anos para impulsionar a eficiência energética de suas fábricas.

 

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Daniel Randon assume presidência da Randon

São Paulo – O conselho de administração da Empresas Randon elegeu na quarta-feira, 8, Daniel Randon para o cargo de presidente, sucedendo a David Randon, que ocupava o cargo desde 2009. Até o momento ele atuava como vice-presidente de administração. Na mesma reunião David Randon foi indicado para assumir a presidência do conselho, ocupada até então por Alexandre Randon, que passa a ser seu vice-presidente.

 

Daniel Randon é engenheiro mecânico e chegou à presidência após passar por diversas áreas e posições no grupo. Como vice-presidente de administração tinha sob sua responsabilidade as áreas de recursos humanos, serviços financeiros, compras, tecnologia da informação e CSC, o Centro de Soluções Compartilhadas. Também já foi responsável pela área financeira, como CFO.

 

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ID.3, o elétrico da Volkswagen, gera alto interesse

São Paulo – Em 24 horas a Volkswagen registrou, na Europa, mais de 10 mil interessados em adquirir o elétrico ID.3, que entrou em pré-venda na quarta-feira, 9, após uma breve apresentação em Berlim, Alemanha. A procura foi tanta que os servidores que hospedam a página na internet não aguentaram e ficaram instáveis durante todo o dia.

 

A fábrica de Zwickau, Alemanha, está sendo transformada em uma unidade de produção de modelos elétricos. Segundo a companhia já foram montadas duzentas unidades, ainda de pré-série, do ID.3 ali, com sucesso. A produção em série deverá começar no fim do ano – e, no fim de 2020, só sairão da unidade veículos elétricos da plataforma MEB, da VW e de outras marcas do grupo.

 

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