BMW X5 começa a ser produzido em Araquari

São Paulo – O Grupo BMW começará a produzir a quarta geração do SUV X5 em Araquari, SC, a partir do mês que vem. Ele se junta ao sedã Série 3 e aos demais utilitários esportivos X1, X3 e X4 que são montados na fábrica brasileira, que recentemente recebeu R$ 125 milhões para modernização.

 

Segundo comunicado divulgado pela empresa outros R$ 7 milhões foram investidos na unidade para produzir o novo modelo. Segundo Mathias Hofmann, diretor geral da fábrica, a tecnologia e flexibilidade das linhas deram a confiança ao Grupo para adicionar um novo veículo ao portfólio – o primeiro a sair das linhas com motor diesel.

 

“Este é um importante passo na direção de equalizar nossas operações e a capacidade instalada de manufatura no país”.

 

Serão três os X5 made in Araquari: xDrive30d, por R$ 450 mil, xDrive30d M Sport, por R$ 480 mil e xDrive30d M Sport xOffroad, por R$ 500 mil.

 

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Venda de importados cai 10% no quadrimestre

São Paulo – Foram vendidos até abril 10 mil 445 veículos importados, queda de 10,7% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Abeifa. Em abril foram licenciados 2 mil 951 unidades, queda de 8,8% ante o mesmo mês de 2018 e crescimento de 16,9% na comparação com março de 2019.

 

Segundo José Luiz Gandini, a alta do dólar foi um dos principais fatores que influenciaram a queda: “A instabilidade da moeda estadunidense, há vários meses com tendência de alta e que chegou a R$ 3,99 em abril, e a falta de confiança do consumidor na economia brasileira ainda geram impacto no setor. De qualquer maneira o setor de importados alcançou desempenho positivo de 16,9% de um mês para o outro, enquanto o setor como um todo chegou a 10,9% de crescimento em abril último. Já podemos considerar um grande alento”.

 

Ranking por modelo – O Kia Sportage foi o único modelo importado a superar a marca de 1 mil unidades licenciadas no período, com 1 mil 424 até abril, garantindo o primeiro lugar do ranking. Em segundo lugar aparece o Volvo XC60, com 952 emplacamentos e o terceiro lugar ficou para outro modelo da Volvo, o XC40, com 763 unidades vendidas.

 

1-) Kia Sportage – 1 mil 424

2-) Volvo XC60 – 952

3-) Volvo XC40 – 763

4-) Kia Cerato – 727

5-) Kia Bongo – 716

6-) Suzuki Vitara – 503

7-) Jaguar E-Pace – 391

😎 Jac T40 – 386

9-) BMW X2 – 374

10-) Land Rover Velar – 350

 

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Negócios na Agrishow chegam a R$ 2,9 bilhões

São Paulo – As intenções de compra na Agrishow 2019 cresceram 6,4% na comparação com o evento do ano passado e chegaram a R$ 2,9 bilhões, divulgou a organização da feira. Ficaram, porém, abaixo da expectativa da organização, que projetava alta de 8% a 10% com relação a 2018.

 

Mesmo com crescimento abaixo do esperado, João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, disse que essa edição foi a melhor dos últimos dez anos.

 

Avaliando as intenções de compra por segmento, a demanda por máquinas de grãos, frutas e café cresceu 5%, pecuária 4%, irrigação 35% e armazenagem caiu 13%.

 

O número de visitantes superou a projeção inicial de 150 mil pessoas e chegou a 159 mil.

 

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Faturamento da Komatsu na Agrishow cresce 66%

Ribeirão Preto, SP – A fabricante de tratores Komatsu Brasil vendeu até a sexta-feira, 3, 49 máquinas na Agrishow, alta de 48,4% na comparação com o evento do ano passado. Os negócios fechados somaram R$ 25 milhões, alta de 66,6% na mesma base de comparação.

 

A Komatsu começou sua atuação no setor de construção, mas passou a atuar, também, no agronegócio. A empresa acredita que o crescimento continuará nos próximos anos e, por isso, lançou no evento a carregadeira de roda WA320-6 para atender uma demanda do setor para o manejo do bagaço de cana.

 

De acordo com Luciano Rocha, gerente geral de equipamentos de construção da companhia, 30% das máquinas da linha amarela são vendidas para o segmento agro no Brasil.

 

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Audi espera alavancar vendas de SUVs com a Agrishow

Ribeirão Preto, SP – Pela segunda vez os modelos Audi ocupavam um estande na Agrishow, principal feira voltada ao agronegócio da América Latina. Em meio a tratores, colheitadeiras, implementos agrícolas e picapes, a linha de SUVs da marca buscava chamar a atenção do público, consumidor de modelos premium.

 

“No ano passado registramos um bom resultado no evento. Este ano esperamos elevar em 50% as vendas a partir da Agrishow”, disse Claudio Rawicz, diretor de comunicação da Audi. “Temos muito espaço para crescer no mercado com Q5 e o Q7”.

 

Para promover as vendas na Agrishow a Audi ofereceu condições especiais para todos os modelos, incluindo os que não estavam expostos no estande. A ação tem parceria com concessionários da região. Os principais descontos, porém, eram para o Q5.

 

Atualmente a linha Q representa 43% das vendas da Audi no mercado brasileiro. Segundo Rawicz, participar da Agrishow ajuda a reforçar a exposição da marca – e o público do agronegócio é um dos principais compradores de SUVs premium. De acordo com o executivo os SUVs já representam 61% do segmento premium no País, fatia que deverá crescer para 65%.

 

A empresa aproveitou a Agrishow para mostrar o esportivo RS4, perua que também atende a proposta familiar e pode interessar o público pelo diferencial do espaço para os ocupantes e a tração integral nas quatro rodas.

 

Até 2020 a Audi lançará vinte novos modelos no Brasil, sendo que dois deles já chegaram, o Q8 e o RS4, o A6 e o A7 chegarão até o final do ano e outros 16 lançamentos acontecerão no próximo ano.

 

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Evento em São Paulo discutirá a conectividade no transporte

São Paulo – De 21 a 22 de maio o Parque Tecnológico da USP recebe a 4ª edição do Frotas Conectadas, evento que discutirá e apresentará tecnologias de conectividade para os negócios de logística e transporte. Especialistas e startups apresentarão suas ideias para o setor, desde bicicletas até o transporte em veículos comerciais. Mais informações em www.frotasconectadas.com.br.

LS Tractor projeta boas vendas na Agrishow

Ribeirão Preto, SP – Os primeiros dias de Agrishow animaram a direção da LS Tractor, produtora de tratores para o segmento agrícola com fábrica em Garuva, SC. Nas contas do gerente nacional de vendas, Ronaldo Pereira, o evento deverá render em torno de 550 intenções de compras para a empresa.

 

“Os dois primeiros dias de Agrishow foram, para a gente, os melhores da história. Das intenções projetadas, cerca de 80% se tornam vendas efetivas porque os compradores dependem das aprovações dos pedidos de financiamento e as entregas acontecerão em até noventa dias”.

 

Os volumes poderiam ser ainda maiores, segundo Pereira, se os recursos do BNDES para o Moderfrota não tivessem chegado ao fim. “Esperávamos um aporte de R$ 2 bilhões para a Agrishow. Os R$ 500 milhões anunciados pela ministra ficaram muito abaixo do esperado, será suficiente para financiar uma pequena parte dos negócios fechados”.

 

O fato de o anúncio ter sido feito apenas na abertura do evento mexeu também com a programação dos compradores, calcula Pereira. Alguns, segundo ele, sequer vieram ao evento por não enxergar no horizonte financiamentos.

 

A LS Tractor aproveitou a Agrishow para lançar dois novos modelos de tratores, um de 125cv e outro de 145cv. Com isso, ampliou sua faixa de atuação, antes restritas a modelos de até 100cv.

 

“Com esses lançamentos e uma cobertura maior do mercado, acredito que cresceremos 25% na comparação com o ano passado, enquanto o mercado deve ter alta de 8% a 10%”.

 

Pereira disse que o portfólio da LS Tractor é focado nos pequenos produtores, que participam do programa Mais Alimentos, com quem a empresa fecha cerca de 70% dos seus negócios. Os financiamentos são realizados pelo Pronaf. A fábrica da companhia no Brasil está instalada em Garuva, SC, com capacidade produtiva de 5 mil tratores por ano em um turno. Para 2019, a empresa projeta alta de dois dígitos na produção, que ficará de 4 mil a 4,5 mil tratores.

 

A LS Tractor também exporta cerca de 25% da sua produção nacional e os principais mercados são a África e o Paraguai: “Nossas exportações atendem toda a América Latina, o México e as Filipinas”.

 

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Nissan amplia linha de acessórios do Kicks

São Paulo – A Nissan anunciou na sexta-feira, 3, ampliação da linha de acessórios originais para o modelo SUV Kicks. Trata-se de novo aerofólio pintado na cor black piano. O Nissan Kicks é produzido no complexo industrial de Resende, RJ. O acessório é destinado às quatro versões do SUV. O preço sugerido pela montadora é de R$ 890,00 já com a instalação inclusa, valor que pode ser parcelado. Está disponível em qualquer umas das 181 Concessionárias da rede Nissan no País.

 

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Caoa Chery concede férias em Jacareí

São Paulo – A Caoa Chery concedeu férias coletivas a pelo menos quinhentos funcionários da fábrica de Jacareí, SP, durante o período de 2 a 15 de maio. Estão paralisados os setores de montagem, pintura, solda, logística, qualidade, engenharia e manutenção, de acordo com comunicado divulgado pela montadora aos trabalhadores. O sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos e Região confirmou a informação e disse, ainda, que as férias foram concedidas por problemas no abastecimento de componentes.

 

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Por meio de nota, a montadora informou que as férias estavam programadas no cronograma da empresa, sem citar as razões que levaram à adoção da medida. No comunicado, a empresa disse que as férias não afetarão as vendas de veículos, “uma vez que foi antecipado o estoque para manter o abastecimento da rede, reiterando o compromisso e respeito que a marca dedica aos seus consumidores”.

 

Esta é a segunda vez em menos de dois meses que trabalhadores são colocados em férias coletivas pela montadora. Cerca de 300 tiveram as atividades suspensas entre os dias 5 e 15 de abril, também por falta de peças, segundo o sindicato regional. A Caoa Chery produz em Jacareí os modelos QQ, Tiggo 2 e Arizzo 5.

 

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NTN mira produção de 4,5 milhões de rolamentos

São Paulo – A NTN se reestrutura para voltar a produzir 4,5 milhões de rolamentos de roda/ano na fábrica de Fazenda Rio Grande, PR, que atende ao mercado OEM. A produção chegou a este nível de 2008 a 2011, mas a queda nas vendas de veículos derrubou a produção da companhia e aumentou sua ociosidade. Desta vez, espera ocupar as linhas no Paraná com oportunidades no mercado de reposição. A expectativa é a de que isso ocorra até 2021.

Segundo Leonardo Araújo, gerente de vendas e marketing, a companhia estuda maneiras de entrar na reposição – o que será feito com calma, como “acontece em toda companhia japonesa”, que é o caso do Grupo NTN. O executivo disse que o mercado de reposição tem uma dinâmica distinta ao do OEM em termos de volume e distribuição e, por isso, a empresa, especialista no segmento original, estuda a diversificação.

No Brasil a companhia atende no segmento de originais todas as montadoras que mantém produção local, exceto a Hyundai, disse Araújo. O fornecimento é o de rolamentos especiais para veículos de baixo volume, uma vez que a oferta da empresa no País é composta por componentes considerados premium, ou seja, rolamentos para aplicações que exigem maior durabilidade, novos materiais e tecnologias.

Muitas empresas no mercado de rolamentos se especializaram em nichos específicos como forma de se protegerem da invasão de rolamentos produzidos na China que chegou ao Brasil ao longo da década de 1990. A SKF, por exemplo, chegou a ter duas fábricas em São Paulo e reduziu sua operação local diante deste contexto. Hoje produz um número menor de rolamentos do que no passado, expandiu a oferta a outros setores afora o automotivo e atende algumas demandas com componente importado.

A Schaeffler, outro exemplo, adotou planejamento de aquisições e consolidou sob seu guarda-chuva uma série de companhias tradicionais que foram se enfraquecendo diante de um mercado cada vez mais dependente do barato rolamento chinês, que hoje é muito competitivo no mercado de reposição. Para fazer par a este concorrente no aftermarket, Araújo disse que a modernização da frota circulante, que hoje é formada por veículos mais modernos, demandarão rolamentos como os produzidos pela NTN aqui.

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Os ativos da empresa no Brasil vieram da compra da SNR, do Grupo Renault, pela NTN, em 2007. A fábrica de Fazenda Rio Grande completará dezenove anos em julho e tem um quadro composto por duzentos funcionários. Afora esta unidade, a companhia mantém outra fábrica no País, em Guarulhos, SP, onde produz juntas homocinéticas. Esta unidade foi adquirida em 2011 da T-Drive, que fechou as operações no Brasil naquele ano. Na fábrica paulista trabalham cerca de duzentos funcionários, segundo Araújo. Há também um centro de distribuição em Campina Grande do Sul, PR.

No mundo, a companhia possui cerca 25 mil funcionários em setenta fábricas, sete centros de pesquisa e desenvolvimento e cem escritórios comerciais.

 

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