Crise na Argentina reflete na produção do Cronos

Ribeirão Preto SP – O horizonte enxergado pela FCA há quinze meses, quando começou a produzir o sedã Fiat Cronos na fábrica de Córdoba, na Argentina, era bem diferente. As perspectivas do mercado argentino eram positivas, assim como as do brasileiro, que estava no meio de uma retomada.

 

As expectativas com relação ao mercado brasileiro, em parte, se concretizaram. Mas no país vizinho, uma crise econômica atingiu em cheio as pretensões da FCA. “A vida na Argentina está muito difícil, tanto no mercado como em produção”, lamentou Antonio Filosa, presidente da empresa. “A queda do mercado refletiu na produção e fez com que os nossos custos no país aumentassem. Junte a isso as decisões do governo local, que criou novos impostos de exportação, dificultando ainda mais as operações”.

 

Uma saída, segundo o executivo, seria compensar a queda nas vendas do Cronos no mercado local com exportações para o Brasil. Por aqui as coisas vão bem para a Fiat – mas o Cronos ficou aquém das expectativas: até abril foram licenciadas 7 mil 379 unidades. A capacidade, em Córdoba, é de 120 mil unidades/ano.

 

“Para recuperarmos nossos volumes precisamos prospectar melhor o mercado brasileiro. E faremos isso ao longo do ano. Nossa indústria vive de escala, portanto se conseguirmos aumentar as vendas no Brasil, teremos uma demanda maior de produção e a possibilidade de negociar preços melhores com os nossos fornecedores.”

 

Filosa esteve em Ribeirão Preto para acompanhar a 26ª edição da Agrishow, importante feira regional do agronegócio. Para o executivo a participação no evento e importante para  se aproximar do setor, um dos mais importantes no País.

 

“O evento serve para apresentarmos nosso portfólio. Esse é o primeiro objetivo: o segundo é fechar vendas ou iniciar negociações que serão concluídas nas próximas semanas. A Agrishow movimenta um grande volume de negócios”.

 

Balanço – A FCA divulgou na sexta-feira, 3, seus resultados globais do primeiro trimestre. Na América Latina as vendas somaram 120 mil unidades, contribuindo com € 1,1 bilhão para o Ebit, lucro antes de juros e impostos, com margem de 4,4%.

 

No mundo a empresa vendeu pouco mais de 1 milhão de veículos, com lucro operacional de € 500 milhões, ajustado para € 600 milhões. O CEO global do grupo, Mike Manley, disse que os resultados do primeiro trimestre estão em linha com as expectativas da empresa, que está confiante nos planos para 2019.

 

Foto: Divulgação.

Anfavea patrocina o Maio Amarelo

São Paulo – A Anfavea patrocina pelo segundo ano consecutivo o Movimento Maio Amarelo, iniciativa do Observatório Nacional da Segurança Viária. Neste 2019 o mote é No Trânsito, O Sentido é a Vida, que será difundido ao longo do ano com mensagens de crianças e jovens para suas famílias. Cada mês será trabalhado um tema especifico, como a não utilização de celulares ao volante, a importância de não consumir álcool antes de dirigir, o correto uso das bicicletas nas vias, dentre outros.

Johnson Controls adota o nome de Clarios

São Paulo – A Johnson Controls Power Solutions, divisão de baterias, anunciou na quinta-feira, 2, que agora se chama Clarios. A nova marca surge após a venda da companhia para o fundo de investimento Brookfield Business Partners. Por meio de comunicado a companhia informou que manterá a sede em Glendale, Wisconsin. Aqui no Brasil a Clarios é a fabricante das baterias Heliar.

Ciro Possobom assume finanças da VW na região

São Paulo – A Volkswagen nomeou Ciro Possobom seu novo vice-presidente de finanças para o Brasil e para a região SAM, que compreende América do Sul, Central e Caribe. Ele sucede a Oliver Schmidt, que desempenhará nova função no Grupo na China.

 

Possobom é formado em administração de empresas pela Universidade Federal do Paraná e tem MBA em finanças pelo Ibmec. Acumula vasta experiência na América Latina, Europa e Ásia: por 21 anos trabalhou na Aliança Renault Nissan, na qual chegou à vice-presidência de administração, finanças e tecnologia da informação da Nissan na América Latina.

 

Agora na VW será o responsável, além da área de finanças, pelas estratégias de tecnologia da informação no Brasil, Argentina e demais países da Região SAM, que tem mais de 21 mil empregados diretos e seis fábricas.

 

Foto: Divulgação.

James Bellini é o novo CEO da Marcopolo

São Paulo – James Bellini assumiu o cargo de diretor geral da Marcopolo em 1º de maio. Ele segue, interinamente, ocupando o a posição de presidente do conselho de administração. Em até seis meses, informou a companhia na quinta-feira, 2, por meio de comunicado, será eleito um novo presidente do conselho.

 

Bellini foi eleito presidente do conselho em março de 2018. Trabalha na companhia desde o início da década de 1990 até 2005, inicialmente como representante comercial na Argentina e posteriormente como diretor de mercado internacional, no qual teve participação ativa na abertura de vários mercados.

 

Foto: Julio Soares.

Onix sustenta a liderança da Chevrolet

São Paulo – Mais da metade das vendas de automóveis e comerciais leves da General Motors, em abril, foram do líder do segmento, o Chevrolet Onix. Das 37 mil 990 unidades Chevrolet emplacados no mês passado, que garantiram à empresa a primeira colocação no ranking do mercado brasileiro, 19 mil 619 foram do hatch.

 

Quase o dobro, também, do vice-líder, Hyundai HB20. Em abril o hatch registrou 10 mil 386 emplacamentos, à frente do Ford Ka, com 8 mil 772 unidades.

 

Os hatches compactos ainda dominam o ranking dos dez modelos mais vendidos no País: os seis primeiros são deste segmento. O sedã Prisma, sétimo mais vendido, é o primeiro a quebrar a sequência. Uma picape, Fiat Strada, um SUV, Jeep Renegade, e outro sedã, Ford Ka Sedan, completam a lista dos dez primeiros.

 

Veja o ranking dos modelos mais vendidos em abril

  1º Chevrolet Onix – 19 mil 619
  2º Hyundai HB20 – 10 mil 386
  3º Ford Ka – 8 mil 772
  4º Renault Kwid – 7 mil 319
  5º Volkswagen Gol – 7 mil 180
  6º Fiat Argo – 6 mil 839
  7º Chevrolet Prisma – 6 mil 726
  8º Fiat Strada – 6 mil 128
  9º Jeep Renegade – 5 mil 714
10º Ford Ka Sedan – 5 mil 610

 

Foto: Divulgação.

Receita do Grupo VW cresce 3% no trimestre

São Paulo – O Grupo Volkswagen publicou na quinta-feira, 2, balanço da sua operação global no primeiro trimestre. A receita de vendas subiu 3% na comparação com a registrada em igual período no ano fiscal anterior, chegando a € 60 bilhões. O aumento, que ocorreu apesar do declínio nos volumes de entregas aos clientes, foi resultado de melhora no desempenho da divisão de serviços financeiros. O Ebit, o lucro operacional antes de impostos e taxas, aumentou em € 600 milhões, chegando a € 4,8 bilhões.

 

A receita de vendas da marca Volkswagen cresceu 7%, somando € 21,5 bilhões no primeiro trimestre, e na marca Audi caiu para € 13,8 milhões, foi 11,8% maior na marca Volkswagen Veículos Comerciais, chegando a € 3,3 bilhões. A receita de vendas na Scania Veículos e Serviços foi de € 3,4 bilhões, € 400 milhões a mais, e a MAN Veículos Comerciais registrou receita de vendas de € 3 bilhões, € 200 milhões a mais.

Fiat retoma tecnologia tetrafuel com o Grand Siena

São Paulo – A rede de concessionárias Fiat começou a receber versão do sedã Grand Siena Attractive preparado de fábrica para a instalação de GNV, Gás Natural Veicular. A companhia retoma, assim, a tecnologia tetrafuel, introduzida no mercado em 2006 no antecessor do modelo – o Siena – e descontinuada cerca de dez anos depois.

 

As quatro combinações de combustível aceitas pelo motor 1.4 são gasolina pura, gasolina com até 25% de etanol usada no Brasil, etanol e GNV. Diferencia-se dos demais modelos por oferecer garantia de um ano de fábrica para a instalação do kit gás de quinta geração, desde que certificados pelo Inmetro, e para as modificações do motor: válvulas e sedes de válvulas produzidas com material mais resistente, coletor de aspiração projetado para receber bicos injetores de gás na posição correta e outras alterações que aumentam a vida útil do motor.

 

Segundo a Fiat o porta-malas, de 520 litros também ajuda, pois há espaço suficiente para instalar os cilindros e armazenar bagagens e mercadorias. O Grand Siena Attractive 1.4 tem preço sugerido de 54 mil 990.

 

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Mercado fecha quadrimestre com alta de 10%

São Paulo – De janeiro a abril foram comercializados no mercado brasileiro 839 mil 532 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, de acordo com dados divulgados pela Fenabrave na quinta-feira, 2. O volume superou em 10% os licenciamentos do ano passado. Em abril as vendas somaram 231,9 mil unidades, crescimento de 6,7% na comparação com o mesmo mês de 2018. Foi o melhor desempenho em volume do ano, alcançando a mais otimista das expectativas dos varejistas – mesmo com um feriado, de páscoa, no meio.

 

O segmento de automóveis e comerciais leves apresentou alta de 5,4% nas vendas em abril, comparado com o mesmo mês do ano passado. Foram licenciadas, no mês passado, 221,3 mil unidades leves no mercado brasileiro. No acumulado do ano as unidades comercializadas do segmento somaram 801,3 mil, avanço de 8,7% sobre o primeiro quadrimestre de 2018.

 

Em caminhões o crescimento é maior, ainda que, como sempre relembram os executivos do setor, sobre base baixa. Até abril foram emplacados 29,8 mil caminhões, alta de 43% sobre os primeiros quatro meses do ano passado. Em abril, isoladamente, foram 8,5 mil unidades, crescimento de 36,4% na comparação.

 

As vendas de chassis de ônibus cresceram 85% em abril, comparadas com as do mesmo mês de 2018, para 2 mil 142 unidades. No ano o avanço chega a 75%, com 8 mil 336 unidades comercializados.

 

Segundo Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, a média diária de vendas cresceu 0,5% com relação a março. Ele manteve, também, as projeções da entidade para 2019.

 

“Após a aprovação das reformas temos consciência de que será necessário um tempo para a maturação e observação dos resultados, que refletirão positivamente na economia e na expectativa dos consumidores, que ainda vêm se mantendo cautelosos na tomada de decisão de compra”.

 

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Volkswagen simplifica portfólio do up!

São Paulo – A linha 2020 do Volkswagen up!, modelo compacto lançado há cinco anos que alcançou, recentemente, a marca de 300 mil unidades produzidas em Taubaté, SP, foi reformulada. No portfólio que começa a chegar às mais de quinhentas concessionárias, apenas três versões: MPI, Connect e Xtreme.

 

Segue a estratégia adotada pela companhia no mercado brasileiro desde o lançamento do Polo: oferecer menos complexidade de versões. No caso do up! vai além, porque não há lista de opcionais.

 

A versão MPI, de entrada, é a única equipada com o motor 1.0 MPI, que gera até 82 cv. Traz de série ar-condicionado, direção elétrica, luz de condução diurna, trio elétrico e sistema de som com suporte para smartphone no painel. Por R$ 49 mil 590.

 

A Connect, que era uma série especial, traz sob o capô o motor 1.0 TSI, que alcança 101 cavalos. Seu grande diferencial é o sistema de conectividade Composition Phone, que oferece conexão via bluetooth e leitor de USB, além do sensor de estacionamento. Por R$ 54 mil 890.

 

Por fim, a versão Xtreme é, a grosso modo, a antiga Cross up!, com o aspecto mais aventureiro. Por R$ 56 mil 890.

 

De janeiro a abril a VW comercializou 3,8 mil unidades da linha up!, volume bem inferior às 6,5 mil vendidas no primeiro quadrimestre do ano passado.

 

Foto: Divulgação.