Volkswagen fará contratações para a fábrica do Paraná

São Paulo – Ao mesmo tempo em que quinhentos trabalhadores que estavam em layoff retornaram às linhas de produção da fábrica de São José dos Pinhais, PR, a Volkswagen anunciou na segunda-feira, 20, a contratação de sessenta funcionários para ampliar o quadro da unidade. O objetivo é turbinar a produção do recém-lançado SUV T-Cross, a grande aposta da companhia para o mercado brasileiro neste ano e que também será exportado para cerca de cinquenta países a partir de 2020.

 

A produção do modelo demandou a retomada do segundo turno de produção na unidade, além de ampliar a sua própria operação: em 2018, as linhas funcionaram 150 dias e, em 2019, a previsão é ter cem dias a mais de trabalho.

 

Para produzir o T-Cross, a décima-segunda das vinte novidades prometidas pela VW no mercado brasileiro até 2020, foram investidos R$ 2 bilhões, incluindo modernização e ampliação da fábrica. São José dos Pinhais emprega, hoje, 2,6 mil pessoas – incluindo os quinhentos que voltaram ao trabalho após o layoff.

 

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Moura aposta em baterias de lítio

São Paulo – O Grupo Moura trabalha para apresentar ao mercado, em outubro, sua primeira bateria de lítio dedicada a um veículo elétrico. Não será, ainda, um automóvel, caminhão ou ônibus, mas uma empilhadeira – um segmento em que a eletrificação, ao menos aqui no Brasil, já é mais difundida.

 

Mas é claro que a companhia mantém os olhos atentos para o que vem acontecendo em outros mercados, antevendo uma possível tendência de eletrificação da frota de veículos brasileira. Segundo Fernando Castelão, diretor geral da divisão lítio da Baterias Moura, a empresa se prepara internamente para atender a essa futura demanda.

 

“Nosso plano é fornecer a todos os segmentos: empilhadeiras, caminhões, ônibus, automóveis, patinetes, bicicletas e outras aplicações, como telecomunicações e armazenamento de energia”, disse o executivo em entrevista durante a Automec. “Estamos nos estruturando para o futuro. A ideia é produzir em Belo Jardim.”

 

A operação da Moura se concentra na cidade pernambucana, onde mantém um centro produtivo cuja capacidade recentemente foi ampliada. De lá saem baterias para carros, motocicletas, caminhões, ônibus e outras aplicações industriais. A companhia ainda possui uma fábrica em Buenos Aires, Argentina.

 

As baterias de lítio que equiparão as empilhadeiras sairão de uma das unidades de Belo Jardim a partir de julho: “Nossa ideia é lançar na Movimat [feira de logística realizada em São Paulo em outubro]. O passo seguinte deverá ser fornecer para estações de telefonia celular”.

 

Para o setor automotivo as coisas deverão andar a passos mais lentos. Já há um projeto em curso, em parceria com a Eletra, para desenvolver um ônibus 100% elétrico equipado com bateria Moura de lítio – outra parceira é a XALT Energy, empresa estadunidense que faz parte do Grupo Freudenberg. No segundo semestre um protótipo já deverá estar pronto, mas para encomendas comerciais que justifiquem produção local Castelão estima ainda mais uns dois ou três anos.

 

“A demanda deverá vir dos operadores de ônibus, especialmente na cidade de São Paulo, que definiu um calendário para reduzir as emissões de CO2 das frotas. Estão nos planos da Prefeitura manter, em vinte anos, uma frota exclusiva de modelos híbridos e elétricos.”

 

Com relação aos automóveis Castelão ainda é reticente. Apesar do recém anunciado projeto da Toyota de híbrido flex ele ainda considera incipiente o volume para entrar no negócio – mas garante que, assim que vier a demanda, o produto será oferecido: “Há possibilidades também de fornecer para estações de recarga de veículos, especialmente essas de recarga rápida. Um banco de baterias pode fazer a recarga rápida e a rede de energia recarrega essas baterias de forma mais lenta, sem gerar sobrecargas”.

 

Os bancos de baterias, ou sistema de armazenamento de energia, são outra aposta da companhia para o mercado brasileiro. São diversas baterias, juntas, que armazenam energia – especialmente em matrizes eólica e solar, cuja disponibilidade não é linear – para uso posterior.

 

Reciclagem – Assim como faz com as baterias de chumbo a Moura trabalha para operar a logística reversa das baterias de lítio. Estas, porém, têm vida útil mais longa e possibilidade de aplicação em um segundo uso: a bateria de um carro, após seu uso encerrado, pode ser usada em um sistema de armazenamento de energia, por exemplo.

 

“Somos os maiores recicladores de chumbo do Brasil. Para cada bateria vendida no aftermarket outra é reciclada. Com o lítio não será diferente, mesmo com sua vida útil mais longa.”

 

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Com livre comércio, Nissan estuda trazer mais modelos do México

São Paulo – A Nissan avalia a importação de modelos produzidos no México como forma de complementar sua oferta local, disse o seu presidente, Marco Silva: “Vemos o livre-comércio como oportunidade para melhor integrar nossas fábricas na América Latina. Importar modelos complementares é visto como algo normal”.

 

O antigo sistema de cota que regia a balança comercial de veículos dos dois países deixou de existir em março. A medida foi considerada abrupta pela indústria nacional, que sempre defendeu a adoção do livre-comércio de forma gradual. O temor é o de que a abertura do mercado enfraqueça a produção brasileira, fazendo com que perca competitividade frente aos veículos estrangeiros.

 

A Nissan mantém produção no México, que abastece aos Estados Unidos e a outros mercados. No mercado interno é líder de vendas. De acordo com dados da Amia, a associação das fabricantes instaladas naquele País, em janeiro foram emplacadas 26,4 mil unidades de veículos Nissan, 11,7% a menos do que em janeiro do ano passado. O mercado mexicano passa por período de crise nas vendas.

 

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Lucas retorna ao Brasil e quer até 5% de participação

São Paulo – A Lucas, empresa inglesa que atua no segmento global de reposição, está de volta ao Brasil. Durante o relançamento oficial, na Automec 2019, Mário Morelli, diretor da BRLight — a representante da empresa no País neste retorno — traçou meta de conquistar, até 2021, de 3% a 5% de participação em cada uma das cinco linhas apresentadas.

 

Para ele a conquista dessa participação de mercado será uma tarefa complicada, uma vez que o segmento de reposição é muito competitivo, com grandes empresas: “Mesmo diante dessas dificuldades acredito que seja possível atingir esse crescimento pela qualidade dos produtos que venderemos aqui”.

 

A BRLight será a responsável por formar a rede de distribuidores que comercializarão os produtos da Lucas — a empresa representa, também, GE e Tungsram — e, segundo Morelli, a intenção é chegar a 150 pontos de vendas até 2021: “Usaremos parte das lojas que já temos e que vendem produtos de outras marcas representadas pela BRLight no mercado de reposição para construir essa rede de maneira mais rápida”.

 

A empresa venderá componentes da linha elétrica, de ignição, de baterias, de bombas e de iluminação: “Teremos diversos componentes no mercado, como cabos e velas, baterias para veículos leves e pesados, motores de partida, bombas de água e de óleo e lâmpadas para diversas aplicações”.

 

Morelli acredita que os componentes que ganharão mercado mais rapidamente são da linha elétrica, de iluminação e bateria. A expectativa do executivo para o mercado de reposição é de crescimento de 10% a 15% em 2019.

 

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Nissan e Unicamp juntas em pesquisa de etanol em elétricos

Campinas, SP – A Nissan testará no Brasil aplicação de etanol de segunda geração em motor próprio. E na sexta-feira, 26, assinou contrato com a Unicamp, a Universidade Estadual de Campinas, que trata do primeiro estágio de um programa de longo-prazo que envolve pesquisa sobre o combustível nos seus veículos no mercado global. O termo tem quatro anos de vigência.

 

Segundo seu presidente, Marco Silva, o programa consiste em testes de bancada no Nissan SOFC, uma van elétrica movida a célula de combustível com etanol. O modelo ainda está no Japão e deverá chegar à universidade em breve. A iniciativa envolve investimento, disse o executivo sem citar as cifras, mas contou que será usado para custear as horas de pesquisa no laboratório da Unicamp.

 

A pesquisa faz parte do planejamento global Nissan Intelligent Mobility por meio do qual a montadora busca tornar viável novas matrizes energéticas para os veículos elétricos. As pesquisas com o SOFC começaram em 2016, mas sem a profundidade que a montadora espera ter a partir de agora. Isso porque, afora o interesse no desenvolvimento da tecnologia, há o objetivo de desenvolver uma cadeia produtora do combustível.

 

O etanol de segunda geração, ao contrário do que ocorre com o da primeira geração, não depende exclusivamente da cana de açúcar para gerar álcool, o que permite sua produção em locais que não são fortes produtores da commodity — como o é o Brasil. O acordo Nissan-Unicamp também abordará os melhores meios para produzir o etanol de segunda geração para sua célula de combustível.

 

De acordo com Gonçalo Pereira, professor titular da instituição, há estudos na indústria em torno de um tipo de cana chamado cana-energia, que consegue produzir maior quantidade de sacarose e, consequentemente, de álcool: “Em uma área de produção para 80 toneladas por hectare de cana comum a mesma área, com cana-energia, produz 240 toneladas por hectare”.

 

No Laboratório de Genômica e BioEnergia da Unicamp, onde será conduzido o estudo, outros projetos envolvendo etanol já foram desenvolvidos. No espaço, segundo contrato, serão feitas análises, pesquisas e o desenvolvimento de produtos e processos relacionados a tecnologias veiculares e biocombustíveis, afora avaliações das tendências do setor sucroenergético. PSA, Bosch e Honda também mantêm pesquisas na instituição.

 

O professor contou que uma célula de combustível a etanol funciona com a extração de elétrons do combustível, gerando a energia elétrica que alimenta o motor do SOFC. A combinação dessa com outras duas tecnologias, o motor e as baterias elétricas que têm como base o conjunto tecnológico do Nissan Leaf, garantem ao Nissan SOFC uma autonomia superior a 600 quilômetros, segundo a montadora.

 

Esta não é a primeira iniciativa da Nissan no País em torno de matriz energética. No ano passado, por exemplo, a empresa e a Universidade Federal de Santa Catarina assinaram memorando de entendimento com o objetivo de estudar soluções para o futuro das baterias usadas de veículos elétricos.

 

Durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro passado, a Nissan e a UFSC demonstraram na prática uma das possibilidades de uso das baterias de segunda vida do Nissan Leaf. Também durante o evento a empresa firmou parceria com a distribuidora de energia Enel X para promover desenvolvimento de soluções de mobilidade elétrica no país. Em fevereiro teve início a parceria com o Parque Tecnológico de Itaipu e o Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação com foco no desenvolvimento nacional de carregadores bidirecionais para veículos elétricos.

 

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Delphi Brasil torna-se base de exportação

São Paulo – A Delphi do Brasil tornou-se base de exportação não só para os países vizinhos, mas para diversos outros mercados. Segundo Amaury Oliveira, diretor executivo de aftermarket para a América do Sul, anualmente cerca de 40% da produção das fábricas locais segue para outros países.

 

“Os componentes nacionais têm como destino diversos mercados, como China, Europa e Estados Unidos, para os segmentos de reposição e para OEM”.

 

Oliveira calcula que 44% da produção anual ao mercado OEM é exportada para Argentina, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Paquistão e Reino Unido. No caso da produção para o mercado de reposição a exportação é de 35% a 40%, chegando a  Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

 

A expansão das exportações se deve à qualidade dos componentes produzidos no Brasil e por um modelo de trabalho adotado pela companhia globalmente: “Assim como nós atendemos outros mercados com os itens nacionais, importamos componentes de outras fábricas da Delphi para complementar o nosso portfólio”.

 

A expectativa para o ano é manter o nível de exportações. O faturamento na região deverá crescer de 10% a 20%, segundo Oliveira: “Esse crescimento não virá de uma alta orgânica do mercado, mas de um plano de negócios no qual estamos trabalhando há alguns anos com novos produtos, novas linhas, complementação de outras linhas e novos clientes”.

 

Do faturamento anual na região 35% a 40% vêm do mercado de reposição e a outra parte do mercado OEM. No ano passado a empresa faturou 5 bilhões de euros, sendo 1 bilhão vindo de operações do aftermarket.

 

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Fiat reduz os preços na linha Argo 2020

São Paulo – A Fiat começou a oferecer em suas concessionárias a gama 2020 do Fiat Argo – que agregou ao portfólio a versão Trekking 1.3. Segundo a empresa, os preços foram corrigidos a partir da versão Drive 1.3 – e a redução pode chegar até a R$ 6,4 mil, dependendo da versão.

 

Uma das grandes novidades será a possibilidade de personalizar o hatch com a pintura bicolor, inovação que veio com a Trekking: teto, retrovisores externos, pormenores no para-choque e aerofólio traseiro podem ter cor diferente da carroceria – que, aliás, ganhou as cores vermelho sólido e cinza metálico, que se juntam à preta e branca sólidas, preta e prata metálica e o branco perolizado.

 

Veja as versões e preços:

 

Argo Drive 1.0 – R$ 52 mil 590
Argo Drive 1.3 – R$ 53 mil 690 – redução de R$ 2,8 mil
Argo Trekking 1.3 – R$ 58 mil 990
Argo Drive 1.3 GSR – R$ 61 mil 790 – redução de R$ 1,8 mil
Argo Precision 1.8 AT – R$ 63 mil 590 – redução de R$ 6,4 mil
Argo HGT 1.8 AT – R$ 69 mil 990 – redução de R$ 5 mil

 

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VWCO finaliza entregas ao Caminho da Escola

São Paulo – Até o fim de agosto a Volkswagen Caminhões e Ônibus deverá entregar os últimos dos 3,4 mil ônibus vendidos por meio do Caminho da Escola, programa promovido pelo governo federal para oferecer ônibus escolares à população carente. Nesta oitava fase, em que foram licitadas 6 mil unidades, a companhia conseguiu ter direito a fornecer mais da metade dos chassis contratados.

 

“Conseguimos vender todos os chassis da cota a qual tínhamos direito”, afirmou Jorge Carrer, gerente executivo de vendas e ônibus da VWCO. “Foi um trabalho muito árduo, tivemos meses muito agitados”.

 

Segundo Carrer as licitações do Caminho da Escola possuem uma particularidade: dão o direito às prefeituras adquirirem os ônibus, mas são elas que definem os modelos. Aí a companhia precisa fazer o trabalho de convencimento.

 

Os 3,6 mil veículos vendidos são dos modelos especialmente configurados Volkswagen ORE1, ORE3, sigla para Ônibus Rural Escolar, e o ONUREA Piso Alto, Ônibus Escolar Acessível. Têm como base os chassis Volksbus 8.160 ODS, Volksbus 15.190 ODR e o Volksbus 8.160OD, todos produzidos em Resende, RJ.

 

A VWCO calcula que até o fim do ano passado forneceu 18 mil chassis para o Caminho da Escola, de um total de cerca de 40 mil unidades licitadas desde 2007, primeiro ano do programa. A expectativa agora é a de uma nova licitação – que poderá vir ainda em 2019, de acordo com Carrer.

 

“Algumas audiências com o corpo técnico do FDNE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, operador do programa e vinculado ao MEC, Ministério da Educação] foram feitas este ano e estamos tranquilos e confiantes de que o programa vai continuar. Estão preparando uma nova fase de licitação, que esperamos ainda para 2019.”

 

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Ford lança Edge ST importado por R$ 299 mil

São Paulo – A Ford anunciou na quarta-feira, 24, o início das vendas do Ford Edge ST 2020, um SUV. O veículo, importado, chega no mercado nacional com preço sugerido de R$ 299 mil. Com esse valor, o modelo se torna o segundo modelo mais caro da oferta da empresa no País, perdendo apenas para o Mustang GT, que custa R$ 315,9 mil. O modelo é equipado com motor V6 2.7 EcoBoost de 335 cavalos. A potência se dá por meio de dois turbocompressores e injeção direta. O Edge ST 2020 tem transmissão automática de oito marchas e sistema de tração nas quatro rodas.

 

O lançamento do Edge ST faz parte da renovação da linha global de produtos da Ford, com foco nas tendências de SUVs e crossovers – o segmento que mais cresceu na indústria nos últimos cinco anos, informou a empresa por meio de comunicado. Com o lançamento do Mustang, a empresa percebeu demanda reprimida por carros esportivos. Sucesso mundial, o Edge é fabricado em Ontário, no Canadá, de onde é exportado para mais de 100 países, afora Hangzhou, na China, para atender o mercado local.

 

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Automec surpreende setor de reposição

São Paulo – É consenso: a 14ª edição da Automec, que segue até o sábado, 27, no São Paulo Expo, surpreendeu positivamente. Expositores comemoram o alto fluxo de visitantes nos estandes e corredores da feira, indicativo de que o mercado de reposição de autopeças brasileiro passa por um momento de ascensão.

 

Uma grande fila se formou em frente ao pavilhão de exposições nos três primeiros dias de feira antes da entrada do público. Na terça-feira, 23, dia da abertura dos portões, a organização decidiu liberar os visitantes quarenta minutos mais cedo. O trânsito formado na rodovia dos Imigrantes, que dá acesso ao São Paulo Expo, é outro sinal do sucesso de público.

 

“O primeiro dia de feira costuma ser fraco de movimento e a gente até aproveita para conversar com os colegas de outras empresas, nos estandes. Dessa vez não foi possível: a agitação começou logo no primeiro dia”, disse Amaury Oliveira, diretor executivo de aftermarket da Delphi para a América do Sul.

 

Segundo Leandro Mantovani, presidente executivo da Keko, todas as mesas reservadas em seu estande para receber clientes e visitantes interessados estiveram ocupadas nos primeiros dias. “Recebemos mais de dez visitantes simultaneamente. Faltou até gente para atender a demanda”.

 

Além do alto movimento de visitantes brasileiros, Sergio Kremer, diretor de negócios para veículos pesados da Eaton ressaltou a forte presença de estrangeiros no estande. “Veio gente de toda a América do Sul, Europa, Estados Unidos. O movimento está muito acima das outras edições”.

 

O gerente de marketing e aftermarket da Meritor, Luis Marques, aproveita a Automec para buscar negócios que ajudem a alcançar a meta de ampliar a participação no mercado de reposição. “Nosso objetivo é elevar a fatia que hoje é de 12% para 18% no final do ano. O que fazemos na Automec é estreitar as relações com os nossos distribuidores e apresentar as novas tecnologia da companhia”.

 

Segundo o Sindipeças o faturamento do segmento cresceu 13,4% em janeiro e fevereiro, na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. A tendência apontada pelos executivos presentes na Automec é de manter esse ritmo de dois dígitos até o fim do ano.

 

Kremer, da Eaton, projetou alta de ao menos 10% nos negócios de reposição, focado no segmento de pesados. “A ideia é crescer acima da média do mercado, então estamos trabalhando forte na expansão do portfólio”.

 

Na ZF, onde o segmento de reposição representou, no ano passado, 20% da receita de R$ 4,3 bilhões na América do Sul, a expectativa é de avançar na casa dos dois dígitos este ano, de acordo com seu diretor de marketing e aftermarket, João Lopes. “O clima desta Automec, com muitos visitantes, é um indicador de que o setor está crescendo”.

 

O vice-presidente de aftermarket automotivo da Schaeffler na América do Sul, Rubens Campos, quer aproveitar o bom momento para ampliar as vendas da empresa. “30% do que é vendido pela Schaeffler na região tem como origem negócios na reposição. A Automec é um evento voltado para o distribuidor e nos cabe sinalizar as tendências para os próximos anos”.

 

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Colaborou Bruno de Oliveira