Toyota desenvolve fornecedores para TNGA

São Paulo – A Toyota trabalha no desenvolvimento da cadeia de fornecedores para sua nova plataforma global, a TNGA, sobre a qual produzirá para o mercado sul-americano a nova geração do Corolla — incluindo o modelo híbrido flex. De acordo com Rafael Chang, seu presidente, no momento a companhia trata do assunto com cerca de quinze fabricantes de componentes instaladas no País. O executivo, no entanto, se esquivou a respeito dos tipos de peças produzidas por estas empresas.

 

Chang disse, ainda, durante o Encontro da Indústria de Autopeças, realizado pelo Sindipeças na segunda-feira, 22, em São Paulo, que serão ao menos quatro as configurações de powertrain do modelo destinado ao Brasil e mercados vizinhos: Corolla híbrido-flex, híbrido a gasolina, gasolina e apenas flex. Os flex estão destinados ao mercado brasileiro, no qual a tecnologia já é amplamente utilizada. As demais, segundo o presidente, estarão presentes nos veículos produzidos para exportação — Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai são mercados que receberão o modelo.

 

O presidente da Toyota busca, também, nacionalizar alguns componentes da tecnologia híbrida, embora reconheça que no começo seja mais complicado pela falta de escala. Com a diversificação da matriz do Corolla, que é fabricado em Indaiatuba, SP, a montadora pretende popularizar tecnologias baseadas na aplicação de energia elétrica.

 

A movimentação é parte de planejamento global tanto que, no Japão, a empresa tornou de domínio público 24 mil patentes de um modelo seu de motor elétrico: ou seja, qualquer fabricante poderá ter acesso ao conjunto e, a partir daí, desenvolver componentes específicos para ele.

 

Foto: Divulgação.

Estudo da KPMG avalia a revolução no setor automotivo

São Paulo – A convergência de diversas mudanças nas regulamentações governamentais, no pensamento do consumidor e na própria disponibilidade de tecnologias está promovendo uma verdadeira revolução na mobilidade. A massificação dos veículos elétricos e com motores movidos a materiais alternativos, o desenvolvimento de modelos autônomos e conectados e a visão de que mobilidade é um serviço, não uma posse, está acontecendo ao mesmo tempo. Este é o tema de estudo publicado recentemente pela consultoria KPMG, O Crescimento das Frotas Elétricas, Autônomas e Compartilhadas – Reimaginar o Futuro de como Pessoas e Mercadorias se Movimentarão.

 

A KPMG estima que os benefícios dos veículos autônomos na economia alcançarão 51 milhões de libras por ano e criarão 320 mil empregos no Reino Unido até 2030. Ao mesmo tempo trocar um veículo com motor movido a combustível fóssil por um elétrico reduzirá pela metade as emissões de gases do efeito estufa ao longo de sua vida útil.

 

Até 2040 a consultoria acredita que, novamente no Reino Unido, 94% dos veículos vendidos sejam elétricos e com nível de autonomia 4 ou 5 – representando, respectivamente, 60% e 40% de toda a frota circulante. E 42% dos consumidores não comprarão um carro em 2040, mas adotarão algum serviço de carsharing ou aluguel de veículos – que serão 17% dos veículos em circulação.

 

A consultoria alerta, porém, que as montadoras não estão aproveitando esse mercado em crescimento: empresas como Uber, Didi Chuxing, Lyft, Grab e Go-Jek estão ganhando valor de mercado usando, principalmente, os veículos produzidos pelas tradicionais companhias automotivas.

 

O estudo pode ser acessado, em inglês, aqui.

 

Foto: Divulgação.

Renault encomenda mais quarenta unidades do elétrico Zoe

São Paulo – A Renault encomendou mais quarenta unidades do modelo elétrico Zoe, lançado no mercado brasileiro no ano passado durante o Salão do Automóvel de São Paulo. Segundo o presidente Ricardo Gondo o primeiro lote composto por vinte unidades já foi vendido e licenciado para pessoas físicas – o veículo, o primeiro modelo elétrico da oferta da empresa no País, já circulava em iniciativas fechadas pela montadora com empresas parceiras.

 

Uma delas foi firmada na quinta-feira, 18, com a incubadora de startups Cubo Itaú, em São Paulo. Trata-se de um serviço de compartilhamento de uma unidade do Zoe com os trezentos funcionários das empresas instaladas dentro do Cubo Itaú. O sistema é acessado por meio do aplicativo Joycar, startup presente na incubadora, e o carregador utilizado para abastecer o veículo foi fornecido pela empresa Efacec. O preço de lançamento é de R$ 6,00 por 15 minutos.

 

Com o lote adicional de quarenta unidades do modelo, que é importado, o número de veículos elétricos Renault circulantes na América Latina supera as 1 mil unidades. Durante o Salão do Automóvel a companhia celebrou a entrega da milésima unidade de veículo elétrico emplacada na região. Na ocasião o milésimo veículo era justamente um Renault Zoe, que é usado em projeto de mobilidade da construtora MRV Engenharia.

 

O projeto da MRV consiste em aplicar dois modelos para serem compartilhados pelos moradores de dois condomínios de sua construção. A gestão do compartilhamento dos carros é feito por meio do aplicativo Renault Mobility, que a montadora testa pela primeira vez no País.

 

O Zoe é vendido por R$ 149 mil 990 em duas concessionárias homologadas pela Renault. Uma, em São Paulo, a Sinal, e a outra em Curitiba, PR, a Globo. O veículos também pode ser encomendado via internet no site que a montadora mantém online dedicado ao modelo elétrico. A Renault vende veículos elétricos na região desde 2015, com os modelos Twizy e Kangoo.

 

Foto: Divulgação.

Vendas de pneus recuam 2% no trimestre

São Paulo – As vendas de pneus no mercado brasileiro caíram 2% no primeiro trimestre, comparado com o mesmo período de 2018, de acordo com dados divulgados pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. Foram 14,3 milhões de pneus comercializados. A queda foi puxada pelo mercado de reposição, 4% menor no período, 10,4 milhões de unidades. As vendas às montadoras, entretanto, avançaram 4,2%, somando 3,9 milhões de pneus.

 

A balança comercial do setor fechou o trimestre com superávit de US$ 50 milhões de acordo com a Anip. Em unidades, porém, as importações somaram 5,5 milhões de unidades, ante 3,8 milhões de exportadas, resultando em déficit de 1,8 milhão de pneus.

 

O presidente executivo da Anip, Klaus Müller, afirmou, em nota, que o setor continua na expectativa de ações concretas do novo governo: “Ao visar à melhoria da competitividade da indústria, com um ambiente empresário favorável, o Brasil pode voltar a ser um destino interessante para investimentos no setor”.

Vendas da 4Truck crescem 64%

São Paulo – A 4Truck, empresa de implementos de Guarulhos, SP, vendeu 135 unidades até março, crescimento de 64,6% ante os 82 produtos vendidos no mesmo período do ano passado. Com este grande crescimento no começo do ano a empresa projeta alta de 20% nas vendas em 2019 sobre 2018.

 

Segundo o CEO da companhia, Osmar Oliveira, o tíquete médio de gastos das empresas com implementos também aumentou de R$ 13,3 mil no primeiro trimestre do ano passado para R$ 20,2 mil no mesmo período de 2019: “Este aumento aconteceu porque vendemos implementos para caminhões maiores e pela maior demanda por unidades móveis”.

 

Foto: Divulgação.

Programa de formação da FCA é finalista em prêmio global

São Paulo – O programa de formação profissional criado pela FCA para aplicação em suas mais de setecentas concessionárias no Brasil é um dos finalistas do GlobalCCU Awards, premiação que reconhece as melhores universidades corporativas do mundo. O trabalho de padronizar o atendimento nas lojas Fiat, Jeep, Ram, Chrysler e Dodge, iniciado em 2016, concorrerá com outros dezenove finalistas de diversos países.

 

O FCA Latam Dealer Academy foi criado em 2016 com um levantamento de pesquisas de satisfação e de revisão da grade curricular – todo o processo foi construído em parceria com a Universidade Corporativa da FCA. Envolveu áreas de vendas, serviços, técnica e administrativa das concessionárias, em um total de mais de 20 mil profissionais.

 

“Embora com produtos distintos as concessionárias [das diferentes marcas] precisavam falar a mesma língua e manter o mesmo padrão de qualidade”, afirmou, em nota, Tai Kawasaki, diretor de desenvolvimento de rede da FCA para a América Latina. “A FCA Latam Dealer Academy foi uma resposta à necessidade de criação de uma metodologia única de ensino com foco nas competências essenciais para a satisfação dos clientes.”

 

Para disseminar o conteúdo a FCA inovou lançando mão de técnicas de aprendizado como gamificação, realidade virtual e realidade aumentada. Um portal de treinamento, o WCD, World Class Dealer, foi criado, integrando conteúdo e tecnologia em multicanais e podendo ser acessado por smartphones. Vídeos semanais compuseram a TVFCA, integrada ao portal.

 

Somente no ano passado foram mais de 3 milhões de acessos no portal, com 420 vídeos da TVFCA que geraram 6 milhões de visualizações e que alcançaram 100% dos funcionários da rede. Foram mais de 1,2 milhão de horas de treinamento e qualificação somadas em 2018.

 

Os vencedores do GlobalCCU Awards serão divulgados em maio em evento em São Paulo.

 

Foto: Divulgação.

VWCO tem três dos modelos mais vendidos

São Paulo – Três dos cinco caminhões mais vendidos, no Brasil, no primeiro trimestre são da Volkswagen Caminhões e Ônibus, e o Delivery 9.170 liderou o segmento dos leves com 722 unidades licenciadas. No segmento médio a liderança ficou com o Delivery 11.180, que comercializou 822 unidades no período.

 

O Constellation 24.280 foi o líder de vendas dos semipesados, com 677 unidades vendida. Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da VWCO, os números “confirmam o sucesso da família Delivery e o desempenho do Constellation no trimestre mostra que ele continua sendo uma referência em seu segmento”.

M-B exporta 22 caminhões para o Peru

São Paulo – A Mercedes-Benz exportou 22 caminhões Atego 2730 6×4 para a Disal, empresa do Peru que presta serviços ambientais na América Latina. A negociação foi conduzida pela Daimler Latina em parceria com a Divemotor, representante da companhia no Peru e também envolveu mais nove caminhões Freightliner, produzidos no México.

 

As unidades do Atego 2730 6×4 foram escolhidas pela Disal “pelo seu baixo custo operacional, eficiência no consumo e atendimento de pós-vendas”, assim como os caminhões Freightliner.

 

Foto: Divulgação.

Fabricantes de autopeças se preparam para a Automec

São Paulo – A Schaeffler aproveitará a Automec, Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, para lançar plataforma online, gratuita, dedicada ao mercado de reposição. A Repxpert, nome que a companhia deu à ferramenta, será uma das diversas novidades que as indústrias de autopeças apresentarão na feira, que abre suas portas na terça-feira, 23, no São Paulo Expo.

 

O cenário é de otimismo para as fabricantes: segundo dados do Sindipeças o faturamento do setor cresceu 12,8% no bimestre, com o segmento de reposição – ao qual a feira dá maior visibilidade – avançando 13,4% no período comparado com os primeiros dois meses de 2018.

 

O Repxpert, da Schaeffler, tem como alvo os reparadores, segundo Rubens de Jesus Campos, vice-presidente de aftermarket automotivo para a América do Sul: “O site oferece diversos vídeos, treinamentos técnicos e materiais sobre componentes das marcas Luk, Ina e Fag, para que os reparadores possam aprender como aplicar determinada peça no veículo”.

 

Campos ressaltou que a modernização dos veículos tornou a troca de algumas peças mais complexa e, muitas vezes, o reparador tem dúvidas de como realizar determinado serviço. A plataforma é gratuita, qualquer pessoa pode se cadastrar e a companhia acredita que estudantes também farão acessos: “Essa plataforma já está disponível em outros países, onde os acessos são diversificados. Vemos muitos estudantes de engenharia, donos de carros que querem tirar dúvidas e até concessionários que buscam informações sobre nossas peças”.

 

A Schaeffler ainda fará treinamentos para reparadores, com a expectativa de receber mais de setecentos mecânicos. Terá, também, no estande, um equipamento de realidade mista que será usado durante as aulas.

 

A Randon participará da Automec com suas dez empresas, apresentando o portfólio de cada uma delas. Controil, Castertech, Fras-le, Fremax, Jost, Master e Suspensys & Suspensys/WE apresentarão novidades, segundo material divulgado pela assessoria de imprensa. A Total Brasil levará ao evento todo seu portfólio e apresentará como novidade a linha de lubrificantes PCMO Total Quartz Ineo, com tecnologia Low Saps e Fuel Economy, que já foi homologada por diversas montadoras aqui.

 

A Hengst Brasil, que produz filtros e sistemas de filtragem, apresentará os módulos de filtros de combustível Blue.maxx e a nova Flex Tape Hengst, que serão expostos junto com os demais componentes da empresa. A principal atração no estande da MTE-Thomson será um Volkswagen Passat que a empresa começou a reformar na Automec de 2017. Dois anos depois o carro finalizado estará em exposição, parte da comemoração de seus 60 anos, junto com novos sensores e a Oficina do Saber, que oferecerá cursos online para reparadores.

 

A Saint-Gobain Autover Brasil mostrará suas principais novidades na área de vidros automotivos e aproveitará o evento para reforçar o relacionamento com os clientes. A Wega está comemorando 50 anos e terá algumas novidades, mas o foco principal da empresa será a conscientização da importância da troca completa de filtros óleo, combustível, cabine e ar a cada 10 mil quilômetros.

 

Para o Grupo Moura o evento será importante para aproximação com clientes nacionais e internacionais, a quem promete apresentar novidades em seu portfólio. A Valeo, por sua vez, promete mostrar aos visitantes da feira suas novidades nos sistemas de limpadores de para-brisa, climatização, arrefecimento de motor e transmissão.

 

A equipe da Agência AutoData estará presente no São Paulo Expo em todos os dias da feira e apresentará aos leitores uma cobertura especial do evento a partir da terça-feira, 23.

 

Fotos: Divulgação.

A arte de ouvir as estradas

Quando a Mercedes-Benz decidiu investir no Brasil 2,4 bilhões de reais entre 2018 a 2022 a empresa já havia definido em sua estratégia, três anos antes, que seu foco seria melhorar processos, produção, serviços e produtos com o objetivo de ouvir seus clientes de uma maneira nunca antes nem sequer tentada no País.

 

Desde então a empresa empreendeu verdadeira revolução em todos os seus processos. O lema lançado em 2015 “As Estradas Falam, a Mercedes Ouve”, em pouco tempo, foi elevado à máxima potência a ponto de envolver não só a área de vendas, mas mobilizando os demais departamentos, além da rede de concessionários.

 

Há bons exemplos para ilustrar como é possível praticamente desenvolver produtos vencedores ouvindo “dicas” de quem os utiliza. No segmento de caminhões pesados, que a Mercedes-Benz historicamente não tinha grande participação de mercado, no ano passado a montadora liderou. Já nos leves, com os caminhões da família Accelo, produtos que foram aprimorados respeitando as necessidades dos clientes, a marca vem crescendo substancialmente sua participação.   

 

A mudança radical no jeito de lidar com o mercado não transformou somente o lado de fora da fábrica, internamente, nos últimos anos, cerca de 10 mil colaboradores das unidades de São Bernardo do Campo, Campinas e Juiz de Fora foram testemunhas oculares de um acelerado rito de passagem da indústria convencional, ainda em voga no Brasil, para os avançados conceitos da Indústria 4.0.

 

[IMGADD]

 

Ouvir e atender prontamente as demandas e necessidades de seus clientes exige respostas mais eficientes e ágeis de todo o processo de desenvolvimento e produção. Nos últimos dois anos a montadora alemã tem adotado em suas fábricas brasileiras tudo o que há de mais moderno em suas unidades globais, especialmente na Alemanha.

 

Agora fazem parte do dia a dia das novas linhas de montagem de caminhões, em São Bernardo do Campo (SP), tecnologia digital, conectividade, dados na nuvem, Big Data e Internet das Coisas. Além disso, a empresa também foca no bem-estar e melhor produtividade de seus colaboradores e está avançando em testes para implantação de equipamentos futuristas como óculos de realidade aumentada, robôs colaborativos e até exoesqueleto.

 

Ao ouvir atentamente seus clientes a Mercedes-Benz vai muito além de apenas aperfeiçoar seus produtos e serviços para melhor atendê-los, a empresa insere o Brasil dentro do seleto grupo de países que avançam positivamente nos conceitos mais eficientes, humanos e ambientalmente corretos da Indústria 4.0.

 

Fotos: Divulgação/MB