Christian Senger integra conselho da VW

São Paulo – O conselho de administração da Volkswagen ganhou novo integrante, Christian Senger, que será o responsável pela nova área digital de carros e serviços. Ele assumirá o cargo em 1º de março e terá a responsabilidade de coordenar projetos e atividades em áreas digitais e no desenvolvimento de softwares que são usados nos veículos.

 

O executivo dirigiu a área de elétricos da empresa e foi responsável pela ofensiva VW nesse segmento, incluindo o desenvolvimento da plataforma elétrica MEB. Herbert Diess, CEO da Volkswagen, espera que a nova área comandada por Senger “dê um grande impulso no desenvolvimento de softwares, que representam um valor agregado de cada vez maior valor nos veículos”.

Grupo Traton mostra lucro em todas as marcas

São Paulo – O Grupo Traton fechou o ano passado com aumento de 6% na receita, somando € 25,9 bilhões, de acordo com resultados financeiros divulgados na segunda-feira, 25. O lucro operacional subiu 13%, para € 1,7 bilhão – mais do que o dobro do que o aumento no faturamento. A margem operacional, que fechou em 6% em 2017, cresceu para 6,4% em 2018.

 

Todas as marcas foram lucrativas: MAN, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus – que, pela primeira vez desde a crise econômica no Brasil, fechou o ano com € 28 milhões no azul.

VW Gol foi o carro mais vendido na OLX em 2018

São Paulo – O Volkswagen Gol foi o carro mais vendido, em 2018, no site da OLX, plataforma de compra e venda de veículos seminovos e usados, representando 7,5% de todas as vendas do segmento do site e mantendo a liderança do ano anterior. O segundo modelo mais vendido foi o Fiat Palio, com 5,7% do total e, em terceiro lugar, ficou o Fiat Uno, com 4,2%.

 

Em quarto e quinto aparecem dois Chevrolet: o Corsa, 3,5%, e o Celta, com 3,3%. Giselle Tachinardi, diretora de autos da empresa, disse que o site recebe mais de 21 milhões de usuários por mês e que o ranking de 2018 não mudou muito na comparação com 2017, o que demonstra certa preferência dos consumidores por determinados modelos e marcas.

 

Veja abaixo os dez carros mais vendidos na OLX em 2018:

 

 1 – Volkswagen Gol:   7,5%

 2 – Fiat Palio:             5,7%

 3 – Fiat Uno:              4,2%

 4 – Chevrolet Corsa:   3,5%

 5 – Chevrolet Celta:    3,3%

 6 – Ford Fiesta:          3,0%

 7 – Honda Civic:         2,2%

 8 – Toyota Corolla:      2,1%

 9 – Ford Ka:               2,1%

10 – Volkswagen Fox:   2,0%  

 

Foto: Divulgação.

Arteb quer crescer 20% com exportações

São Bernardo do Campo – Após período em que concentrou todos os esforços na aprovação de sua recuperação judicial, o que acabou acontecendo no ano passado, a Arteb agora dispõe de tempo e fôlego para buscar mercados no Exterior. Segundo seu vice-presidente, Edson Brasil, há capacidade a ser ocupada na fábrica que a companhia mantém em São Bernardo do Campo, SP, com exportações.

 

“O ano passado, para nós, representou período de aprendizado com os erros do passado. Enxugamos nossa operação e a tornamos mais eficiente. Diria que também estivemos ocupados em trabalhar para honrar o acordo com credores e manter a fábrica. Agora chegou o momento de pensarmos em ir mais longe, pois já temos condições para isso em termo de produção e gestão.”

 

No ano passado o faturamento da empresa cresceu cerca de 10% na comparação com o ano anterior em função da conquista de novos contratos no segmento OEM – fornece para Ford, General Motors, Hyundai e Volkswagen. Para este ano a meta é chegar até ao crescimento de 20% sobre o faturamento registrado em 2018 com a busca por contratos em outros países.

 

Brasil disse que estão sendo mantidas conversas com clientes na América do Sul. Para expandir os negócios na região ele afirma que acordos bilaterais costurados pelo País poderiam abrir portas para a empresa por uma razão, considerada por ele, peculiar: “São poucos os que sabem que no Brasil há uma empresa que atua no segmento de iluminação automotiva produzindo localmente. Quem conhece aposta porque o custo, nessas condições, se torna muito competitivo”.

 

No ramo da Arteb, no qual há empresas como Valeo, a eletrônica tem impulsionado o desenvolvimento de novos produtos, de forma que o mercado, hoje, é vivamente abastecido por componentes fabricados na China. O executivo chamou a atenção para processos que precisam ser agregados a estes elementos que tornam a importação ainda mais cara. A Arteb conseguiu nacionalizar esses processos de forma que seus produtos tenham preço mais competitivo para as montadoras do que se tivessem de importá-los da Ásia.

 

Por meio de acordos comerciais Edson Brasil, que dirige a companhia há quatro anos, acredita que o mercado regional poderá ter acesso a uma tecnologia considerada de ponta, e que também representa um caminho para que novas tecnologias passem a ser comuns nos veículos produzidos aqui: “Um eventual acordo com o México, por exemplo, nos daria ganho de escala. Com isso poderíamos agregar produtos mais avançados ao portfólio”.

 

A Arteb, que chegou a ter 2 mil funcionários, trabalha hoje com 1,3 mil e mantém capacidade instalada para abastecer 4 milhões de veículos por ano. Com o crescimento registrado no ano passado contratou novos oitenta funcionários para sua fábrica de Camaçari, BA, onde atende à Ford de forma exclusiva.

 

Foto: Divulgação.

Parceria mira o desenvolvimento de ônibus elétrico

São Paulo – A produção de um ônibus 100% elétrico e de outro modelo híbrido é o objetivo de parceria firmada pelo Grupo Moura com a Eletra e a estadunidense XALT Energy, recentemente adquirida pelo Grupo Freudenberg e especializada em armazenamento de energia para veículos pesados. A previsão é apresentar esses modelos, protótipos, até meados do ano que vem.

 

Com a parceria o Grupo Moura, que lidera as vendas de baterias para automóveis na América do Sul, passa a trabalhar, também, com baterias de lítio, as mais usadas em modelos elétricos. Há mais de um ano a fabricante brasileira promove intercâmbio tecnológico com a XALT Energy para adaptar essas baterias para o mercado sul-americano – e, no futuro, tornar viável sua produção nacional, quando a demanda justificar investimentos.

 

Segundo Fernando Castelão, diretor geral da divisão de lítio do Grupo Moura, o centro de engenharia da companhia e o ITEMM, Instituto de Tecnologia Edson Mossoró Moura, avaliam o desempenho das baterias de lítio diante do clima e das demandas de energia nas grandes cidades brasileiras.

 

Os dois protótipos da Eletra receberão baterias desenvolvidas para modelos de grande porte, com alta densidade energética e um sistema de gerenciamento de controle eletrônico. A Moura trabalha também em bateria de lítio para outras aplicações, como empilhadeiras e veículos industriais, para telecomunicações e para o armazenamento de energia.

 

“Nosso objetivo é fornecer aos nossos clientes todas as alternativas em acumulação de energia, independente da química ou tipo da bateria, mas com a mesma qualidade e nível de serviço que a Moura sempre teve e que nossos consumidores já conhecem.”

 

Foto: Luiz Molledo/Divulgação.

M-B vende 86 ônibus para Grupo CSC

São Paulo – A Mercedes-Benz vendeu 86 ônibus para o Grupo CSC, controlador de empresas de transporte que operam em Minas Gerais. 56 unidades foram comercializadas para a Expresso Planalto que, a partir de março, prestará serviço de transporte coletivo em Pouso Alegre, e as outras foram para renovação de frota da Ansal, Auto Nossa Senhora Aparecida, que opera em Juiz de Fora.

 

As entregas já começaram e, de acordo com a Mercedes-Benz, todas as unidades estarão nas garagens do grupo até o fim deste mês. Walter Barbosa, seu diretor de vendas e marketing de ônibus, disse que o negócio ajudou a empresa a se manter como líder de vendas no Estado, onde tem 86% de participação de mercado de urbanos.

 

Fotos: Divulgação.

Grupo VW lucrou 17 bilhões de euro em 2018

São Paulo – O Grupo Volkswagen anunciou na sexta-feira, 22, faturamento de 235,8 bilhões de euro em 2018, 6,3 bilhões de euros superior à receita registrada em 2017. O lucro da operação no ano passado, segundo balanço da companhia, foi de 17 bilhões de euros, “mesmo nível do que o de 2017”. O desempenho comercial ocorreu, apontou o balanço, por causa das vendas na Europa, América do Sul e região Ásia-Pacífico.

 

Para Herbert Diess, presidente do Conselho de Administração da Volkswagen, o desempenho global da empresa neste ano será melhor em “função dos lançamentos em de veículos elétricos que serão realizados”:

 

“Nossa e-ofensiva ganhará força à medida que novos modelos forem lançados. No geral teremos que redobrar nossos esforços para atingir nossas ambiciosas metas no novo ano fiscal”.

 

Foto: Divulgação.

BorgWarner fornecerá motor elétrico para caminhão híbrido

São Paulo – O motor elétrico 410 HVH da BorgWarner equipará o caminhão híbrido plug-in de um fabricante europeu que será lançado em 2019. O motor gera 175 cv de potência, funcionará junto com um motor diesel de cinco cilindros e recarregará a bateria durante frenagens ou descidas.

 

Mesmo sem revelar qual empresa usará os motor, a BorgWarner informou que será para o segmento de VUCs, segundo Dr. Stefan Demmerle, presidente e gerente-geral da BorgWarner PowerDrive Systems.

 

Esse motor elétrico já é fornecido na Europa para fabricantes de ônibus híbridos, ajudando nas operações em zonas de zero emissões.

 

Foto: Divulgação.

SP tem disponível R$ 300 mi em crédito de ICMS

São Paulo – Está disponível às montadoras que mantêm fábrica em São Paulo R$ 300 milhões em créditos acumulados de ICMS, recurso que tem sido foco de discussão entre fabricantes e a Fazenda do Estado no que diz respeito à sua liberação e como ele poderia ajudar as companhias financeiramente.

 

Segundo Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e do Planejamento do Estado de São Paulo, o crédito acumulado está disponível desde o ano passado – e não bloqueado, como vinha alegando a indústria. O que acontece, disse, é que algumas montadoras estão enfrentando problemas com documentação para acessar e usufruir do benefício fiscal.

 

Os créditos são acumulados pelas exportações, que são isentas de impostos, e pelos processos de substituição tributária. A Anfavea estima que os créditos referentes às montadoras de São Paulo cheguem a R$ 6 bilhões, valor que facilitaria, de acordo com seu ponto de vista, a ampliação e modernização das fábricas.

 

A Fazenda do Estado, entretanto, afirma que o valor real é de R$ 4 bilhões – mas como saldo credor, e não crédito acumulado. “O estado administra este valor e a liberação do crédito tem de ser feita de forma equilibrada para que, no curto-prazo, não haja reflexos negativos na arrecadação”, explicou Meirelles.

 

Esta liberação paulatina dos créditos é feita pela Fazenda para que a arrecadação fiscal do Estado não diminua: diluídos os R$ 4 bilhões em créditos nas mãos das montadoras, de uma vez, causaria problemas. A utilização deles, segundo Meirelles, seria ampla nas transações comerciais com a cadeia de fornecedores e com serviços de água e energia elétrica, por exemplo, a ponto de deixar o Estado sem recursos em “época de cortes de gastos e ganhos de eficiência na máquina pública”.

 

Antonio Megale, presidente da Anfavea, confirmou à Agência AutoData que empresas não conseguiram acesso à sua parte nos R$ 300 milhões por causa de problemas documentais. O representante das montadoras disse ainda que estão em execução programas de investimentos ligados ao Pró-Veículo para que a indústria automotiva tenha acesso a maior parte dos recursos e aplicá-los em suas operações.

 

Foto: Divulgação.

Venda de pneus fica estável em 2018

São Paulo – A indústria nacional de pneus registrou leve alta de 0,2% em 2018, na comparação com o ano anterior, com 59 milhões 386 mil 418 unidades produzidas, de acordo com os dados divulgados pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. Klaus Curt Müller, presidente da Anip, disse que o contexto político e econômico do ano passado afetou as vendas do setor, por causa das incertezas e expectativas sobre o novo governo.

 

Para 2019, o setor está otimista e a expectativa é de ações concretas do governo, buscando melhorar a competitividade da indústria, segundo o presidente, que também espera um ambiente empresarial que torne viável mais investimentos.