Volkswagen conecta T-Cross ao smartphone

São José dos Pinhais, PR – Em busca da geração de consumidores vidrados em smartphones a Volkswagen inaugurou, com o T-Cross, a era dos carros conectados. Segundo seu presidente Pablo Di Si o SUV, cujas versões e preços foram revelados na terça-feira, 19, “é o primeiro carro conectado da América do Sul”.

 

O que permite essa integração com os aparelhos móveis é o aplicativo VW Connect, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativo Apple e Android. Além de possibilitar ao proprietário monitorar informações como nível do tanque de combustível, calibração dos pneus, quilometragem e detectar falhas mecânicas, permite transformar a condução em um tipo de videogame, com os desafios.

 

Não é nenhuma novidade para usuários de smartphone, que se divertem colecionando pontos em aplicativos como Waze, Swarm e inflam seus egos com curtidas no Instagram e Facebook. A mecânica é a mesma: somam-se pontos por meio de distância percorrida, condução a locais pré-determinados e eficiência na direção, com consequente redução de consumo.

 

O aplicativo será, gradativamente, expandido para a gama – sobretudo aos lançamentos seguintes. Por enquanto a aposta está no modelo considerado pelo presidente da VW América do Sul “um divisor de águas para a companhia na região”. O T-Cross é o segundo SUV da ofensiva de cinco modelos do segmento que a companhia pretende colocar no mercado brasileiro até 2020. O primeiro foi o Tiguan Allspace e o próximo será o Tarek, produzido na Argentina. Dos vinte lançamentos programados pela VW o T-Cross é o décimo-segundo.

 

O SUV oferece tecnologias ainda inéditas no segmento, como o sistema de estacionamento autônomo que funciona em vagas paralelas e perpendiculares e a segunda geração do start-stop. Além, é claro, dos sistemas de infotainment, manual cognitivo e outros mimos como teto panorâmico e sistema de som potente.

 

Como itens de segurança oferece o ESP e seis airbags de série. Toda a gama vem com motor TSI – 1.0 ou 1.4, que alcançam 128 e 150 cavalos, respectivamente – e há a opção de transmissão automática ou manual.

 

Os primeiros sinais foram positivos. Oitocentas unidades entraram no processo de pré-venda no site da companhia, e em menos de uma hora 131 consumidores demonstraram interesse em receber o T-Cross em primeira mão. Estes terão seus carros no começo do mês que vem.

 

A rede de concessionários começa a faturar os SUVs no fim de março, com as primeiras entregas ocorrendo provavelmente em abril.

 

São quatro versões: 200 TSI, por R$ 84 mil 990, 200 TSI AT, R$ 94 mil 490, 200 TSI Comfortline, R$ 99 mil 990, e 250 TSI Highline, R$ 109 mil 990. Há pacotes opcionais em todas elas, que podem trazer a carroceria em preto, branco, prata, cinza, azul, vermelho, bronze ou laranja.

 

Di Si não revelou números de vendas. Disse, apenas, que a missão do T-Cross é ser um dos dois SUVs compactos mais vendidos do mercado brasileiro. No ano passado o líder do segmento, Hyundai Creta, teve cerca de 50 mil unidades emplacadas.

 

Foto: Divulgação.

Honda investe R$ 500 milhões em Manaus

Manaus, AM – A Moto Honda anunciou investimento de R$ 500 milhões em sua fábrica de Manaus, AM, na terça-feira, 19. O dinheiro será usado durante três anos para melhorar os processos produtivos, para a construção de um novo prédio e o reposicionamento de algumas linhas de produção.

 

“Precisamos ser cada vez mais competitivos e, sem novos investimentos, isso não seria possível”, disse Issao Mizoguchi, presidente da Honda no Brasil. “Os custos de produção aumentam todo ano e nós não podemos repassa-los integralmente para os consumidores. Esse investimento permite também absorver parte desse aumento”.

 

Segundo Mizoguchi “o investimento comprova que a Honda acredita na recuperação do mercado, que começou no ano passado, e na estabilidade econômica do País”.

 

As obras na unidade já começaram com a construção do novo prédio que abrigará a produção de motores, melhorando a logística e reduzindo o tempo de produção, segundo o vice-presidente industrial Julio Koga:

 

“Os processos de produção dos motores estão muito distantes e isso nos toma muito tempo e gastos com logística. Agora, com o novo prédio, a intenção é reduzir esse tempo pela metade, melhorando o fluxo produtivo e a logística”.

 

A mudança para o novo prédio será gradativa, pois a empresa não ficará com a produção parada. Começará no primeiro semestre pela fundição e no segundo semestre será a vez da usinagem. A projeção é terminar toda a mudança e começar a produção de motores no novo local até 2020.

 

Com relação à capacidade produtiva e à geração de empregos o presidente Mizoguchi disse que, inicialmente, não haverá mudanças: o investimento é para melhorar os processos e aumentar a eficiência da fábrica: “Ainda temos uma capacidade ociosa e o quadro de funcionários consegue suportar a demanda prevista”.

 

A unidade emprega 6 mil pessoas e, em 2011, no pico de produção, chegou a entregar mais de 7 mil motos/dia.

 

A produção está separada em cinco linhas que produzem, aproximadamente, 3,7 mil motos/dia, sendo que quatro operam em um turno e apenas a linha que produz CG e Pop opera em dois turnos. Para este ano a projeção da Moto Honda é aumentar em 5% a produção – em 2018 foram 780 mil unidades produzidas, crescimento de 17% na comparação com o ano anterior. Foi o primeiro ano de expansão desde 2011.

 

“As vendas devem acompanhar o crescimento da produção, pois 95% do que produzimos é para o mercado local. Gostaríamos que este índice fosse menor e exportar mais, mas o custo de produção no Brasil dificulta o aumento das exportações.”  

 

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T-Cross seguirá para além da América Latina

São José dos Pinhais, PR – O Volkswagen T-Cross, produzido em São José dos Pinhais, PR, será exportado para quase cinquenta países. Além dos tradicionais da América Latina – 29, incluindo o Brasil, nas contas do presidente Pablo Di Si – o modelo cruzará, a partir de 2020, o Oceano Atlântico em direção aos continentes africano, asiático e até europeu.

 

Di Si citou mercados como Argélia, Egito e Turquia como futuros destinos. O plano de exportação do T-Cross tornou-se viável graças a algumas particularidades da fábrica paranaense, como a proximidade e a facilidade logística com o porto de Paranaguá e o programa de repasse dos créditos de ICMS do Estado, facilitado por um acordo com o governo local. Em São Paulo, por exemplo, esses créditos estão represados – a Anfavea calcula que toda a indústria tem a receber cerca de R$ 6 bilhões e a Volkswagen, como grande exportadora, tem direito a importante fatia desse bolo.

 

Para produzir o seu primeiro SUV nacional a Volkswagen confirmou a reabertura do segundo turno no Paraná, com o retorno de quinhentos trabalhadores do lay off, a partir de abril.

 

Investiu R$ 2 bilhões na unidade, aplicados na construção de uma nova área de 5,5 mil m² para a armação da carroceria, com equipamentos de última geração, conceitos da Indústria 4.0, equipamentos de solda a laser e 239 robôs. Na estamparia foram instaladas 158 novas ferramentas e a pintura ganhou nova programação para poder aplicar as cores do T-Cross. O SUV é montado sobre a plataforma MQB, de onde também saem o VW Golf e os Audi A3 Sedan e Q3.

 

Neste primeiro ano a produção da fábrica tem como prioridade o mercado brasileiro. Durante cerimônia que celebrou os 20 anos de São José dos Pinhais e a inauguração da linha de armação da carroceria do SUV na terça-feira, 19, a empresa abriu a pré-venda do T-Cross. Em menos de uma hora 131 consumidores deram o sinal de R$ 5 mil para garantir uma das versões do modelo.

 

Di Si considera o lançamento um divisor de águas para a Volkswagen do Brasil. A companhia, enfim, competirá no segmento que mais cresce do mercado brasileiro com um produto produzido localmente. Seu objetivo é colocar o T-Cross como o segundo SUV compacto mais vendido do País – seus principais concorrentes são Honda HR-V, Hyundai Creta, Jeep Renegade e Nissan Kicks.

 

O presidente Di Si não esconde almejar para a Volkswagen o topo do pódio do mercado nacional, mas agora faz ressalvas: “Não buscamos a liderança a qualquer custo. Não transformaremos de 50% a 60% do nosso volume em vendas diretas.”

 

Nacionalização – O T-Cross sai das linhas com 70% de índice de nacionalização. Di Si estima elevar esse índice para 80% a 90% nos próximos dois ou três anos: “Há sistemas, como o câmbio automático, que são importados e mais difíceis de se localizar, mas itens de tecnologia, de alto valor agregado, abrem boas oportunidades”.

 

Na unidade paranaense são produzidos também modelos Audi, o VW Golf e o VW Fox. Segundo Di Si não há planos de tirá-los de linha – mas, para o início de montagem do T-Cross, a produção do Golf foi interrompida: “Fizemos alto estoque nos últimos meses para manter o foco no novo modelo”.

 

A fábrica da Volkswagen-Audi foi inaugurada em 18 de janeiro de 1999, com Audi A3 e Golf sendo os primeiros modelos a entrar nas linhas de montagem. Desde lá já foram produzidos 2,6 milhões de unidades – 2 milhões de Fox . Com o retorno dos funcionários em lay off, em abril, empregará 2,6 mil trabalhadores diretos.

 

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Peugeot, da Peugeot, é o novo presidente da OICA

São Paulo – Christian Peugeot, presidente da associação dos fabricantes de veículos da França, foi eleito na quarta-feira, 13, o novo presidente da OICA, a associação mundial da indústria automotiva. Ele sucederá a Matthias Wissmann, presidente da VDA, a associação alemã.

 

O novo presidente afirmou, durante evento de celebração dos 100 anos da OICA, em Paris, França, que o mercado está “à beira de uma grande reviravolta e que hoje a indústria automotiva precisa mudar profundamente”. Ele disse, ainda, que haverá desafios em seu mandato: “Metas de redução de CO2, mobilidade elétrica, carros conectados e transformação digital”.

Iveco investe em aumento da rede

São Paulo – A Iveco projeta a expansão da sua rede de concessionárias este ano e divulgou, na segunda-feira, 18, que pretende adicionar dezesseis unidades no Brasil e quatro na América Latina. No ano passado, segundo o comunicado, a empresa adicionou quatro unidades no País e cinco na Argentina, Equador e Paraguai.

 

A Iveco tem, no Brasil, dezesseis pontos assistenciais e 57 concessionárias. Nos outros países da América do Sul a empresa tem 111 unidades de atendimento, concessionárias e pontos assistenciais.

 

Para a companhia a expansão “se dará em função do crescimento das vendas de caminhões e ônibus no Brasil”. A maior presença no mercado externo, por sua vez, “faz parte de planejamento de reestruturação”.

 

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Daimler tem crescimento nas vendas de caminhões

São Paulo – A divisão de caminhões do grupo Daimler, que controla a Mercedes-Benz, anunciou na segunda-feira, 18, crescimento de 10% em suas vendas globais em 2018, chegando a 517,3 mil unidades. De acordo com o documento contribuíram para o desempenho positivo vendas com alta de dois dígitos nos maiores mercados, como Brasil, Índia e países da América do Norte.

 

Com o aumento das vendas a empresa faturou mais no ano passado: 38,3 bilhões de euros — em 2017 a receita foi de 35,8 bilhões de euros.

 

Para 2019 a empresa traçou projeção considerada otimista: “Haverá aumento das vendas caso as condições gerais do mercado continuarem favoráveis no mundo todo. Dessa forma o grupo busca alcançar um retorno sobre as vendas de 7% a 9% este ano”.

BorgWarner negocia sua divisão termostato

São Paulo – A BorgWarner decidiu vender seu braço global de produção de termostatos para a Arlington Automotive, empresa sistemista com sede na Inglaterra. Caso se concretize o negócio envolverá unidade instalada em Piracicaba, SP, onde produz para veículos leves e pesados. O anúncio da venda, que ainda depende da aprovação de entidades antitruste nos Estados Unidos, foi feito pela BorgWarner em balanço divulgado na quinta-feira, 14.

 

Afora a unidade de Piracicaba a companhia mantém, no País, fábrica em Itatiba, SP, onde são produzidos turbos e outros componente de powertrain, e em Brusque, SC, onde são produzidos motores de partida. Esta unidade fora adquirida da Delco Remy, fabricante de baterias, em 2015. A empresa evitou os pormenores sobre a negociação em seu balanço, mas está inclinando seus holofotes para negócios globais envolvendo veículos híbridos e elétricos.

 

No balanço a companhia registrou crescimento nas vendas decorrente do desempenho comercial positivo de novos negócios no mercado chinês. O faturamento da empresa no ano passado foi de US$ 10 bilhões 530 milhões, valor 7,5% maior do que o registrado em 2017, com a China sendo responsável por metade das vendas totais. Componentes para veículos híbridos responderam por 70% dos negócios, 10% para veículos elétricos e 20% para veículos com motor de combustão interna.

 

A Arlington é sistemista tier 1 “que tem imprimido processo acelerado de expansão internacional nos últimos anos”. A mais recente foi a aquisição de outra fabricante de componentes, a Magal Engineering, em 2017, por meio da qual herdou operações na França, Turquia, China e Índia. Em sua carteira de clientes estão os principais nomes da indústria automotiva — e há em sua operação braço que atende ao mercado aeroespacial.

 

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Grupo BMW promete vinte lançamentos

São Paulo – Dentre automóveis BMW e MINI e motocicletas BMW Motorrad o Grupo BMW promete, no Brasil, mais de vinte lançamentos em 2019. Das linhas de montagem de Araquari, SC, sairão dois novos modelos, enquanto em Manaus, AM, quatro novos modelos de motocicletas serão montados pela BMW Motorrad.

 

O Serie 3 já está em pré-venda, com as primeiras unidades ainda importadas. O sedã será montado em Araquari a partir do segundo semestre.

 

“Iniciamos a produção do BMW X4 com sucesso em Araquari e estamos preparando nossa unidade para receber o novo BMW Série 3 e suas tecnologias”, disse, em nota, Mathias Hofmann, diretor geral da fábrica. “Temos o total comprometimento de todos os funcionários e colaboradores do Grupo BMW Brasil em proporcionar qualidade mundial para nossos clientes locais.”

 

Outros modelos BMW prometidos para o mercado brasileiro, importados, são o Z4, o X5 e os híbridos i3 120 Ah e i8 Roadster.

 

Em Manaus entrarão nas linhas a F 850 GS Adventure, a R 1250 GS, a R 1250 GS Adventure e a S 1000 RR. Segundo Alejandro Echeagaray, presidente da unidade, “a estratégia de ter a única fábrica exclusiva para produção de motocicletas do Grupo BMW fora da Alemanha será vital para nossos negócios no País nos próximos anos”.

 

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Primeira quinzena chega a quase 100 mil unidades

São Paulo – A primeira quinzena de fevereiro fechou com 97,8 mil emplacamentos de acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O volume licenciado até a sexta-feira, 15, supera em 40% o resultado do mesmo período do ano passado – desempenho prejudicado pelo carnaval que, em 2018, foi celebrado em 13 de fevereiro e este ano será em março.

 

De todo modo a comparação das médias diárias ainda dão tom positivo ao começo do mês. Nos onze primeiros dias úteis de fevereiro de 2019 foram emplacadas, em média, 8 mil 890 unidades, ao passo que no mesmo período do ano passado este índice superou por pouco as 7 mil unidades. Estas 8 mil 890 unidades estão em linha com o resultado da primeira quinzena de janeiro: em todo o mês passado a média superou as 9 mil unidades – e, segundo fontes do setor, deverá seguir essa toada também em fevereiro.

 

A expectativa do varejo é a de fechar fevereiro em 185 mil a 190 mil unidades licenciadas, volume que deixaria a média diária de fevereiro acima da registrada em janeiro – que teve 22 dias úteis, ante vinte dias úteis de fevereiro.

 

No ranking de modelos mais vendidos na primeira quinzena a surpresa é o Fiat Argo, na terceira posição provisória, com 3 mil 865 emplacamentos. O hatch superou o Ford Ka, que ficou com 3 mil 407 licenciamentos e alternava a vice-liderança com o Hyundai HB20 – o segundo do ranking na quinzena, com 4 mil 338 unidades emplacadas.

 

A liderança ficou, mais uma vez, com o Chevrolet Onix, com 8 mil 728 unidades comercializadas até a sexta-feira, 15.

 

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Fiat Mobi ganha opção aventureira

São Paulo – A Fiat passou a oferecer o kit Pack Cross para todas as versões do compacto urbano Mobi. A intenção é levar o aspecto aventureiro para toda a sua gama. 

 

O preço é competitivo: acrescenta R$ 950 à versão escolhida do modelo – um Mobi Easy, de entrada, sai por R$ 32 mil 990, sem nenhum acessório.

 

O kit oferece adesivo no capô, teto pintado de preto para dar tom bicolor ao modelo, faixas laterais e calotas escurecidas.

 

Em janeiro foram licenciadas 4 mil 413 unidades do Mobi, que ficou na décima-primeira posição do ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves.

 

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