Acordo Audi e Voom pela mobilidade em São Paulo

São Paulo – A Audi fechou acordo com a Voom, uma empresa da Airbus, para fazer a transferência de passageiros de helipontos de São Paulo até o aeroporto de Guarulhos a bordo do SUV Q7 TDI – o topo de linha oferecido no mercado brasileiro. O serviço é gratuito para todos os clientes da Voom, um serviço acessível para a contratação de helicópteros.

 

Audi e Airbus têm parcerias na área de mobilidade urbana fora do Brasil. Uma delas é o conceito autônomo Pop.Up Next, um veículo elétrico voador que foi apresentado no Salão de Genebra, na Suíça, no ano passado.

Logigo avança rumo à América do Norte

São Paulo – A Logigo, antiga startup que produz sistemas multimídia para o setor automotivo, iniciou seu processo de internacionalização a partir dos mercados da América do Norte. Seu fundador e CEO, Antônio Azevedo, esteve nos Estados Unidos na semana passada para abrir o processo de criação de uma subsidiária regional.

 

“Estamos resolvendo a parte contábil da nova unidade de negócios e acredito que no segundo semestre já começaremos a prospectar clientes nos Estados Unidos e no México.”

 

Inicialmente a intenção da Logigo é terceirizar a produção de seus sistemas multimídias por meio de uma fabricante local. Mas Azevedo não descarta, no futuro, abrir fábricas na região: “Se fecharmos contrato de grande volume poderemos vir a localizar a produção”.

 

No Brasil a empresa inaugurou sua primeira unidade em Itatiaia, RJ, com investimento de R$ 2,5 milhões e capacidade para produzir até 9 mil componentes/ano. Azevedo disse que a unidade ainda está na fase inicial de produção –  quando estiver em plena força produtiva poderá entregar até 4,5 mil sistemas multimídia por ano: “Este volume de produção está de acordo com os contratos que fechamos no País. Conforme novos contratos forem conquistados o ritmo das linhas de produção aumentará”.

 

A fábrica Logigo está instalada dentro da fábrica da Jaguar Land Rover, embora não a tenha em sua lista de clientes. Os componentes serão fornecidos, inicialmente para Nissan e, no futuro, para Mitsubishi e Toyota. Há ainda um novo projeto fechado, que Azevedo não divulga, ainda, por sigilo contratual.

 

A Logigo importava seus kits multimídias da China, porém, com a projeção de grande crescimento do segmento de infotainment e conectividade no Brasil em 2019 e 2020, optou por localizar a produção para apoiar a demanda que virá.

 

No ano passado o faturamento da empresa chegou a R$ 120 milhões, alta de 38% na comparação com 2017. Para este ano a projeção é continuar crescendo: “Queremos manter a expansão registrada nos últimos anos. Estamos participando de diversas concorrências, todas muito grandes e, se vencermos algumas delas, com certeza o nosso faturamento dobrará em 2019”.

 

Para vencer as concorrências a empresa aposta na tecnologia de seus sistemas multimídias – que oferecem até conexão com a internet – e na capacidade de desenvolver os sistemas desde a sua concepção até a produção final.

 

Terceirização no Brasil – Azevedo contou que uma das concorrências das quais a empresa está participando envolve empresa de Manaus, AM. Se sair vitoriosa precisará produzir na região para atender o novo cliente – mas ele descartou erigir nova fábrica:

 

“Usaremos o mesmo mecanismo previsto para os Estados Unidos: uma empresa terceirizada ficará responsável pela produção e nós teremos uma unidade local de negócios”.

 

Foto: Divulgação.

Nissan descumprirá compromisso por autônomos

São Paulo – Era um belo e ensolarado 23 de agosto de 2013 em Irvine, Califórnia, Estados Unidos. Centenas de jornalistas do mundo todo estavam ali reunidos a convite da Nissan, e ouviram em claro e bom som de Andy Palmer, então vice-presidente, que naquele momento a empresa assumia compromisso público de em 2020 vender “de forma massificada e a preços acessíveis” veículos 100% autônomos no mercado global. E que, assim, lideraria mundialmente a oferta desta tecnologia.

 

AutoData foi uma das três publicações brasileiras presentes ao evento, e a única especializada em economia e negócios no setor automotivo.

 

Este compromisso, aliás, estava agendado para ser revelado pessoalmente por Carlos Ghosn, mas o na época todo-poderoso executivo faltou à apresentação para apagar um incêndio enorme: naquele mesmo 23 de agosto de 2013 seu braço-direito e COO da Renault, também Carlos, mas Tavares, pedia demissão em caráter irrevogável. Seis meses depois ele chegava ao Grupo PSA, do qual hoje é o CEO.

 

Pouco mais de cinco anos depois daquele dia, neste fevereiro de 2019, a Nissan admite publicamente que não cumprirá o compromisso que assumiu. Fala, agora, em 2022, mas já não mais utiliza as expressões “em massa” e muito menos “a preços acessíveis”.

 

Para Humberto Gómez, diretor de marketing da Nissan do Brasil e responsável pelo programa de veículos elétricos por aqui, a culpa não é da Nissan: “Não há normas e regras estabelecidas para a circulação de veículos autônomos. Além disso a infraestrutura é precária. Imagine um carro autônomo circulando em São Paulo: seria imprevisível, com quase certeza de um acidente”.

 

Ele argumenta, ainda, que a tecnologia em si já está pronta, mas “falta sintonia da sociedade para isso. As pessoas não estão prontas”. Seria, então, nossa culpa que a Nissan não cumprirá seu compromisso?

 

Falando friamente em tecnologia vale a pena relembrar novamente aquele agosto de 2013. No mesmo evento a Nissan apresentou um protótipo de seu carro autônomo, montado em um Leaf de primeira geração. Em um circuito fechado mostrou-se plenamente capaz de se autodirigir: leu e interpretou placas de velocidade, ultrapassou carros mais lentos saindo e retornando à sua pista e desviou de pedestres distraídos e outros veículos parados sem qualquer dificuldade.

 

Seria mais do que razoável pensar que cinco anos depois essa tecnologia tenha evoluído absurdamente, considerando, por exemplo, que o Apple CarPlay foi lançado só em 2014, mesmo ano em que o Uber chegou ao Brasil. Ou que em 2013 os carros mais vendidos do Brasil foram, pela ordem, Gol, Uno e Palio – que não tinham motores três cilindros nem sistemas multimídia conectados ao smartphone nem qualquer outra coisa desse tipo.

 

Igualmente seria bastante razoável considerar que a culpa, por óbvio, é da Nissan, que, apoiando-se nos próprios argumentos de Gómez, não previu que dali em mais sete anos não haveria acordo ou interesse em legislar sobre veículos autônomos, ou que não existiria tempo ou dinheiro suficientes para adaptar a infraestrutura das grandes cidades para os carros autônomos – mas não deveria ser o contrário? – ou que, simplesmente, as pessoas não demonstrariam tanto interesse assim por essa tecnologia.

 

O fato em si, e neste caso o descompromisso da Nissan, parece funcionar como um exemplo perfeito, é que seja por estratégia de marketing, por sede de engordar fatias de mercado e/ou margens de lucro ou mesmo por puro deslumbre quase todas as montadoras exageram na questão dos veículos autônomos. E agora, aparentemente, estão entrando em uma fase mais realista.

 

Inegável que diversos modelos, inclusive muitos oferecidos no mercado brasileiro, já oferecem tecnologias semiautônomas, como manutenção em faixa de rolagem, frenagem automática de emergência e assistente de estacionamento. Assim como é verdade que essas tecnologias não têm o mínimo uso prático: servem só para impressionar passageiros em uma demonstração e mais nada. No dia-a-dia são simplesmente esquecidos ou desabilitados, pois mais incomodam do que ajudam – mesmo que seja por falta de hábito ou por mera inadequação.

 

E isso para não mencionar as prováveis e infindáveis discussões sobre retirada do ‘direito’ de dirigir do motorista e de quem será a culpa em caso de acidente, que certamente ainda renderão muitas argumentações técnicas e filosóficas.

 

Talvez mais uma vez seja o momento de a indústria olhar com maior interesse e com real vontade para seu cliente e para o que ele realmente quer. E parece que, pelo menos até 2020, que já é o ano que vem, certamente carros autônomos estão muito, muito distantes disso.

 

Se pudesse dar um conselho à Nissan este seria repensar novamente seu compromisso: melhor calcular 2030, 2040, quem sabe. Não que isso signifique negar nossa evolução tecnológica, necessária e indispensável, sim, mas que deveria sempre, em primeiro lugar, tomar como prioridade e norte aquele que estará sempre no interior de um carro, mesmo que sem dirigi-lo.

 

Muitas vezes as coisas mudam de sentido e lugar quando menos esperamos, e o melhor indício disso hoje está dentro da própria Nissan: Palmer, o porta-voz do compromisso de 2013, deixou a empresa no ano seguinte e hoje é CEO da Aston Martin. E Ghosn, que deveria ter sido o porta-voz, está preso no Japão. Prever o futuro, assim, hoje parece mais fácil do que nunca, mas a realidade dos dias mostra, com toda certeza, que jamais foi tão difícil.

 

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Anfavea desaconselha adoção do B15

São Paulo – A Anfavea informou ao Ministério de Minas e Energia na quinta-feira, 14, que desaconselha aumentar para 15% o teor do biodiesel no óleo diesel, atualmente em 10%. Segundo comunicado divulgado pela entidade foi apresentado ao ministério um “relatório de consenso”, resultado de ensaios promovidos pelas próprias empresas.

 

Os testes mostraram que, ao usar o B15 na frota atual, os veículos poderão apresentar danos ambientais, aumento de custo operacional para o transportador e impactos para a segurança do veículo. A Anfavea alega que os resultados apresentaram aumento da emissão de NOx, aumento da periodicidade de troca de óleo e filtros, entupimento de filtros e injetores, maior consumo de combustível, desgaste dos componentes do motor, formação de resíduos no combustível e não atendimento à demanda legal para garantia de durabilidade de emissões, previsto no Proconve.

 

A divisão dos testes para as fabricantes foi aprovada pelo próprio MME. Segundo a Anfavea era grande a quantidade de itens a se avaliar e limitada a disponibilidade de combustível – o prazo também era curto, que dificulta ensaios mais complexos de longa direção.

 

“É fato que alguns testes não apresentaram alterações”, disse a Anfavea, no comunicado. “Porém é consenso nas montadoras, e esta questão foi apresentada ao ministério, que caso algum teste apresentasse problemas a indicação da indústria seria para não elevação do teor de biodiesel”.

 

O relatório, agora, está nas mãos do MME.

 

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Honda Fit já está nas linhas de Itirapina

São Paulo – Os primeiros modelos Honda começaram a ser montados na fábrica de Itirapina, SP – para onde toda a estrutura de Sumaré, SP, se mudará. Ainda em fase de testes o Fit começou a ser produzido na nova unidade, que, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira tem um terço dos 2 mil funcionários esperados para compor o quadro trabalhando nas linhas.

 

Planejamento inicial da companhia, divulgado em abril do ano passado, indicava produção em janeiro, mas os testes na unidade foram estendidos. De acordo com o sindicato está mantida a projeção de produção de 90 unidades/dia. A empresa ainda definirá o cronograma de produção dos demais modelos nacionais, os sedãs City, Civic e os SUVs WR-V e HR-V.

 

A Honda produz veículos em Sumaré desde 1997, quando começou com o Civic – com volume diário de vinte unidades. A produção do monovolume Fit veio mais tarde, em 2003. Em 2005 a fábrica recebeu aporte de US$ 100 milhões para aumentar capacidade de produção. Em 2009, passou a produzir o hatch City e, em 2015, o HR-V.

 

A produção em Itirapina, segundo a Honda, tem estrutura para produzir todos os modelos nacionais. A capacidade nominal da fábrica é de 120 mil unidades/ano. Em Sumaré, após a mudança completa das linhas de produção, funcionará centro de produção de motores e de componentes, de desenvolvimento de automóveis, estratégia e gestão de negócios.

 

O planejamento da Honda tem como objetivo fazer com que as unidades trabalhem de forma complementar “para proporcionar maior flexibilidade no processo de produção”. Uma das áreas que permanecerão em Sumaré, a de Powertrain, recebeu investimentos recentes para fortalecer a exportação de motores para a Argentina e o México.

 

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Ford lança plano de recompra garantida para o Ka

São Paulo – A linha Ford Ka ganhou agora, em parceria da Ford com a Ford Credit, uma opção de financiamento com recompra garantida. Comum em segmentos de automóveis mais caros o plano Ford Sempre permite renovação a cada três anos, garantindo um novo modelo 0 KM ao fim – com a concessionária pagando 80% do valor da tabela FIPE pelo modelo usado.

 

A entrada e as prestações são reduzidas, segundo a empresa – no caso do Ka e Ka Sedan pede-se 30% do valor do veículo de entrada e as prestações, fixas, são 20% menores do que em um CDC.

 

O Ka SE 1.0, por exemplo, que sai por R$ 42 mil 490 à vista, pode ser comprado com entrada de R$ 12 mil 747 e 35 parcelas de R$ 828 – taxa de 1,26% ao mês. A parcela residual tem o mesmo valor da entrada, e aí o consumidor pode optar em quita-la ou renovar o plano com um Ka 0 KM.

 

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thyssenkrupp começa a produzir direção elétrica

São Paulo – A thyssenkrupp inaugurou uma linha de produção de sistemas de direção elétrica em São José dos Pinhais, PR, na sexta-feira, 15. O investimento inicial na linha, que contará com tecnologia 4.0, foi de R$ 4 milhões, mas até o fim do ano chegará a R$ 50 milhões, quando todos os equipamentos estiverem instalados e operando.

 

A direção elétrica foi incorporada recentemente ao portfólio da empresa e a produção começará com capacidade anual de 400 mil sistemas – mas, de acordo com Daniel da Rosa, CEO da unidade Steering da empresa, vai crescer: “Esse volume poderá chegar a 1 milhão de unidades nos próximos anos, de acordo com a demanda do mercado”.

 

Rosa também afirmou, em nota, que sistemas de direção elétrica oferecem grandes oportunidades de negócios, pois cada vez mais fabricantes de automóveis estão os adotando em veículos com grandes volumes de vendas. São pré-requisito para todos os sistemas de assistência eletrônica ao motorista, como assistente de mudança de faixa involuntária, condução autônoma e estacionamento automático.

 

Segundo a thyssenkrupp, ele é composto por mais de quatrocentas peças e quase 300 mil linhas de código de software: “Em comparação com a direção hidráulica convencional, no sistema de direção elétrica os movimentos do motorista são apoiados por um motor elétrico, que, por sua vez, é comandado por uma ECU. Isso aumenta a eficiência energética, pois esse motor só é ativado quando a unidade de controle avalia que o motorista precisa do motor para ajudar na direção. A economia de combustível pode chegar a meio litro para cada 100 quilômetros percorridos”.

 

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FCA e Grupo PSA prorrogam parceria em Sevel até 2023

São Paulo – A FCA e o Grupo PSA estenderam até 2023 a joint-venture que possuem há quarenta anos para a produção de veículos comerciais leves. Com o novo acordo seguem a produção dos furgões Fiat Ducato, Peugeot Boxer e Citroën Jumper em Sevel, na Itália, e estão programadas versões complementares para atender às necessidades das marcas Opel e Vauxhall – agora nas mãos do grupo francês.

 

Para isto está planejada a expansão da capacidade de produção da fábrica, com possíveis contratações. A ideia é montar furgões grandes Peugeot, Citroën, Opel e Vauxhall no médio prazo.

Mercado europeu recuou 4,6% em janeiro

São Paulo – O mercado europeu de automóveis começou o ano com declínio de 4,6% nas vendas em janeiro, comparado com o primeiro mês do ano passado: de acordo com dados da Acea foram comercializados 1,2 milhão de veículos nos países da União Europeia.

 

A demanda por carros zero quilômetro caiu em quase todos os mercados – dos cinco maiores, todos recuaram: a Espanha registrou 8% de retração, a Itália de 7,5%, o Reino Unido recuou 1,6%, a Alemanha caiu 1,4% e a França 1,1%.