Gargalos prejudicam entregas de caminhões

São Paulo – A Volvo poderia ter entregue mais do que 10 mil 642 caminhões pesados e semipesados aos consumidores brasileiros no ano passado. Mas Alcides Cavalcanti, seu diretor comercial de caminhões, precisou recusar alguns negócios por falta de capacidade de entrega da fábrica de Curitiba, PR.

 

Parte da situação foi contornada, segundo ele, embora ainda existam alguns gargalos em determinados componentes locais, que estão sendo trabalhados com os fornecedores. O pior cenário, porém – e que foge do controle da empresa – está nos materiais importados, em especial aqueles que são usados por outras operações da Volvo ao redor do planeta.

 

“Não é só o mercado brasileiro que está aquecido: há muitas encomendas na Europa, nos Estados Unidos. Então nós acabamos brigando por componentes comuns com outros mercados.”

 

Cavalcanti disse que a nacionalização desses componentes não se justifica pelo alto investimento necessário. Portanto a situação deverá permanecer por alguns meses.

 

Segundo ele a carteira de pedidos da companhia no Brasil ocupa quatro meses de produção no segmento de pesados e noventa dias nos semipesados: “O normal são sessenta dias de espera”.

 

Podia ser pior: nos Estados Unidos, de acordo com Alcides Cavalcanti, a espera por um caminhão novo chegou a ser de dez meses.

 

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Ford testará realidade aumentada no pós-venda

São Paulo – A Ford começará a usar a tecnologia de realidade aumentada na sua área de serviços de pós-venda. Com a ferramenta as oficinas que integram a rede terão acompanhamento em tempo real de especialistas da fábrica para realizar diagnósticos técnicos.

 

O serviço entra em operação, em formato piloto, no primeiro semestre, em dez concessionárias no País. Depois dessa fase, deverá ser expandido para toda a rede em 2020.

 

A ferramenta é composta de óculos especiais com câmara e microfone que os mecânicos da oficina usam para inspecionar o veículo e se comunicar com engenheiros, na fábrica, que acompanham na tela do computador exatamente o que o técnico está vendo. Contam, também, com recursos gráficos que facilitam a transmissão de instruções.

 

Segundo Joaquim Arruda Pereira, diretor de serviços do cliente, a ferramenta “aumentará a produtividade e a capacidade de atendimento das oficinas e oferecerá uma experiência melhor para os clientes, aumentando a sua satisfação e fidelização”. O executivo disse, ainda, que o projeto é “mais um exemplo do trabalho de pesquisa de tecnologias para criar soluções inovadoras com foco no consumidor”.

 

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Ford ameaça deixar o Reino Unido

São Paulo – A Ford pode transferir as linhas de produção que mantém no Reino Unido, informaram fontes ao jornal The New York Times, dos Estados Unidos. A companhia já teria se reunido com a primeira ministra Theresa May para informar que busca outros lugares onde se instalar. A Ford opera duas fábricas de motores na região, e a saída do Reino Unido da União Europeia seria uma das razões que levaria a empresa a deixar de produzir no país.

 

Não é a primeira a se movimentar neste sentido. Na semana passada a Nissan disse que descartou os planos de construir um novo SUV na região, mantendo a produção do veículo no Japão.

 

A Ford é a marca de automóveis mais vendida na Grã-Bretanha, que é seu terceiro maior mercado e o destino de cerca de um em cada três carros fabricados em sua fábrica de Colônia, Alemanha. Emprega cerca de 13 mil funcionários.

Volvo contrata e investe em Curitiba

São Paulo – A Volvo contratou trezentos funcionários e ampliou em R$ 250 milhões o investimento na fábrica de Curitiba, PR, à espera de novo crescimento expressivo nas vendas de caminhões semipesados e pesados. O valor se soma ao ciclo de R$ 1 bilhão para o período de 2017-2019, agora estendido até o fim de 2020.

 

As contratações dos novos trabalhadores começaram no começo do mês, de acordo com o presidente do Grupo Volvo para a América Latina, Wilson Lirmann. Com elas o segundo turno de caminhões será ampliado e a unidade retoma o patamar de emprego anterior à crise, com 3,7 mil funcionários.

 

Todos os contratados trabalharão nas linhas de caminhões – Lirmann calcula expansão de 30% nas vendas de modelos com PBT superior a 16 toneladas este ano, para cerca de 65 mil unidades. A maior parte do investimento adicional também tem como destino a operação de caminhões: “Será aplicado no desenvolvimento de novos modelos, com parte indo para a Volvo Bus e a outra para a CE [de equipamentos de construção]. Nas fábricas, por ora, não são necessários novos investimentos”.

 

A divisão da América Latina do Grupo Volvo fechou o ano passado com lucro. Só no Brasil as vendas de caminhões cresceram 79%, para 10 mil 642 unidades. Os resultados foram bons também no Peru, com 1 mil 215 caminhões entregues, no Chile, 1 mil 60 unidades vendidas, e na Argentina, que, apesar do recuo em decorrência da crise econômica fechou o ano com 1 mil 122 caminhões comercializados.

 

Mas o mercado brasileiro puxou mais: se em 2017 28% da produção de Curitiba ficou no mercado brasileiro, essa fatia cresceu para 55% no ano passado: “No começo do ano passado projetamos aumento de 30% nas vendas. Elas cresceram 79%, o que gerou todo um processo de adequação da cadeia produtiva. Foi bem gerenciado e conseguimos entregar esse volume, que nos deixou na vice-liderança do mercado acima de 16 toneladas”.

 

As vendas de ônibus pesados avançaram 114% no Brasil, para trezentas unidades. Na região foram comercializados 908 chassis, volume estável com relação a 2017. Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Buses, estima novo crescimento de 20% no mercado brasileiro em 2019. “E a Transantiago, no Chile, tem perspectivas positivas de novas demandas”.

 

Este ano a Volvo completa 40 anos da produção do primeiro chassi de ônibus em Curitiba. Os caminhões entraram nas linhas em 1980, um ano depois.

 

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China sustenta vendas BMW em janeiro

São Paulo – O Grupo BMW registrou tímido crescimento nas vendas, em janeiro. Somando os emplacamentos de veículos BMW, Mini e Rolls Royce foram 170 mil 463 unidades, o que representa volume 0,5% maior do que o registrado em janeiro do ano passado. O grupo, por meio de comunicado divulgado na quarta-feira, 13, afirmou que os resultados foram satisfatórios “apesar dos ventos contrários que afetam a indústria em vários mercados”.

 

A China foi o principal motor de crescimento da empresa, com aumento de vendas de 15,5%, com 63 mil 135 unidades vendidas. Houve queda no volume de vendas nos Estados Unidos, segundo maior mercado da companhia: 20 mil 559 unidades, 6,3% a menos. Na América Latina as vendas também recuaram para 3 mil 815 unidades, 0,9% a menos do que em janeiro do ano passado.

Produção de motocicletas cresce 3,4% em janeiro

São Paulo – A produção de motocicletas em janeiro somou 84 mil 106 unidades, alta de 3,4% na comparação com primeiro mês do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Abraciclo, associação que representa as fabricantes nacionais. Com relação a dezembro houve crescimento de 24%.

 

O presidente Marcos Fermanian disse que o crescimento registrado em janeiro reforça a projeção de expansão de 4,2% na produção de motocicletas este ano: “Hoje o cenário macroeconômico é bastante favorável: temos inflação sob controle, queda nas taxas de juros e nos índices de inadimplência. Esse tripé trouxe de volta para as concessionárias o consumidor que deseja uma motocicleta zero quilômetro e com mais recursos tecnológicos e de segurança”.

 

Os licenciamentos, em janeiro, chegaram a 90 mil 704 unidades, crescimento de 17,8% ante igual mês do ano passado e, na comparação com dezembro, a expansão foi de 7,9%. A média diária de vendas chegou a 4 mil 123 unidades, 17,8% maior do que a registrada em janeiro de 2017. Com relação a dezembro, a média foi 1,9% menor.

 

Com a crise na Argentina, principal destino das motocicletas produzidas no Brasil, as exportações caíram 44,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 4 mil 570 unidades. Na comparação com dezembro houve expansão de 51,8%.

 

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Miniônibus Volare chegam ao Catar

São Paulo – A Volare fechou contrato de exportação com a MBM Transport e enviou dezenove miniônibus para o Catar. A MBM opera no segmento de transporte de passageiros e optou pelo modelo Fly 9 Executivo, que será usado no transporte de funcionários da empresa petrolífera Qatar Gas.

 

As unidades exportadas foram produzidas com alguns diferenciais, como câmbio automático de seis marchas da Allison, poltronas mais largas, sistema de ar-condicionado e cintos de segurança retráteis de três pontos. Segundo Rodrigo Bisi, gerente de exportação da Volare, o novo negócio “reforça a presença da marca no Oriente Médio, região onde os produtos da empresa tiveram boa aceitação”.

 

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VWCO exporta ônibus para o Equador

São Paulo – A Volkswagen exportou 52 unidades do Volksbus 17.260 OD para o Equador, onde os veículos serão utilizados no transporte público de Cuenca, terceira maior cidade do país. Os ônibus têm carroceria Neobus Mega Plus, motor Euro 5 — a venda foi a maior com esse tipo de motor para o Equador.

 

A Fisum, representante oficial VWCO no Equador fará a entrega das unidades e, de acordo com a empresa, “a negociação reforça a presença da marca no Equador e seu compromisso em prover em toda América Latina veículos que ajudem a reduzir as emissões na região em que operam”.

Iveco otimista com Argentina e Brasil

São Paulo – A Iveco completa 50 anos de operações na Argentina este ano e a crise pela qual passa o mercado de lá — com queda nas vendas internas e turbulento período pré-eleições presidenciais — parece ser insuficiente para que a empresa se mostre desanimada a respeito de seus negócios. De acordo com Marco Borba, seu vice-presidente para América do Sul, é esperado volume menor este ano na comparação com 2018, mas ainda assim quantidade interessante frente anos de recessão recente.

 

Anima a empresa o fato de ter encerrado o ano passado como líder no mercado argentino pela nona vez consecutiva: deteve fatia de 26% de mercado na esteira das vendas no segmento acima de 16 toneladas, no qual atual com o modelo Tector produzido em Córdoba para o mercado argentino. O desempenho comercial foi resultado de vendas para clientes do agronegócio e varejo. A tendência é a de que este ano se repita o cenário, porém com decréscimo no volume:

 

“É difícil fazer uma projeção de como o mercado argentino se comportará, mas a Argentina tem uma atividade agrícola muito forte, o transporte de grãos é importante, poderá ajudar no desempenho comercial. O mercado fechou 2018 com 25 mil caminhões emplacados, nível que está dentro da média histórica. Houve queda sobre os 30 mil do ano anterior, e a tendência é a de que o cenário seja o mesmo este ano”.

 

No ano passado a companhia cogitou interromper a produção na Argentina em função da crise econômica, o que agravaria uma situação que já era crítica por causa de paradas pontuais nas linhas de produção. Segundo Borba hoje o quadro é de produção normalizada na unidade cordobesa.

 

Sobre o mercado brasileiro Marco Borba lembrou que estão mantidas as projeções de crescimento de 10% a 20% para 2019, o que representaria um volume de vendas de cerca de 105 mil unidades – nas contas do executivo estão também os comerciais leves. A companhia prepara para o ano lançamentos dos Tector de 9 e de 11 toneladas, segmentos nos quais tinha produtos no passado. Segue indefinido o local onde serão produzidos – se em Córdoba ou em Sete Lagoas, MG – mas o executivo disse que, apesar disso, os veículos prometem “impacto sobre o mercado de veículos comerciais”.

 

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Toyota revela lucro modesto no Brasil em 2018

São Paulo – A diretoria da Toyota América Latina e Caribe e da Toyota do Brasil deu boas notícias da companhia para jornalistas que reuniu na terça-feira, 12, em São Paulo: obteve “modesto” lucro nas suas operações em 2018, ano dos 60 anos– de Brasil, gerado por suas melhores vendas históricas, pouco mais de 200 mil unidades, e projeta mais crescimento, de 9,5%, este ano – que fechará também com lucro.

 

“Mas esperamos que o lucro referente a 2019 seja mais substancioso do que o registrado no ano passado”, contou Rafael Chang, responsável pelas operações no Brasil. “Na verdade 2018 poderia ter sido um pouco mais generoso.”

 

Outra boa notícia foi sinalizada pelo CEO e chairman Steve St. Angelo: a rede de concessionárias Toyota é a mais rentável de todas aquelas com operação no Brasil.

 

Quando se reúne tanta boa notícia arma-se o sólido esqueleto de operação bem conduzida. St. Angelo não se furtou a apontar as evoluções: de 2012 a 2018 a companhia saiu de 3,1% de participação de mercado para 7,8%, com produção ascendendo de 83 mil para 209 mil unidades e as vendas de 114 mil para 200 mil unidades.

 

Na América Latina a evolução dos negócios também foi gradual naquele período: participação de 5,2% para 9,6%, produção de 188 mil para 315 mil e vendas de 322 mil para 441 mil. Também a produção e as vendas globais cresceram em 2018, tanto no caso da marca Toyota quanto no caso do Grupo Toyota.

 

E por que Rafael Chang queixou-se da falta de generosidade do resultado de 2018?: “Por causa do custo Brasil, que sempre come fatia significativa de nossos lucros. Mas o ano começou bem para o setor, e a boa perspectiva que temos com a reforma da Previdência e com uma reforma tributária nos deixa muito animados com o potencial resultado deste ano”.

 

Este ano as vendas projetadas para o mercado interno chegam a 219 mil unidades – basicamente de, digamos, “boas vendas”, que se opõem àquelas quase que a qualquer preço que recebem o nome de “vendas diretas”. Talvez seja este o segredo, de Pirro, desenvolvido pela Toyota: não sucumbir às vendas fáceis. E com uma vantagem: a rede de concessionárias agradece.

 

E a produção deverá somar 225 mil unidades, 7,6% a mais do que em 2018, com fábricas à toda força e em três turnos, em pleno “processo de eficiência operacional”. As exportações são calculadas em volume que corresponderá a 28,2% da produção, em torno de 63 mil 450 unidades, que seguirão para países da América Latina – e com uma vantagem, que é a participação do Yaris em ano cheio.

 

A América Latina contribuiu com 14% do crescimento da companhia, em todo o mundo, em 2018.

 

Investimento de R$ 1 bilhão está sendo aplicado na fábrica de Indaiatuba, onde se produz o Corolla, para torna-la “ mais flexível e competitiva”.

 

O emprego de mão-de-obra, pela Toyota, ascendeu de 5 mil 880 funcionários em 31 de dezembro de 2017 para 6 mil 954 no mesmo dia do ano passado.

 

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