Volkswagen Córdoba exporta para a Eslováquia

São Paulo – No começo do mês a fábrica da Volkswagen de Córdoba, Argentina, fez o primeiro embarque de peças das transmissões MQ 250 para a unidade do Grupo VW em Bratislava, Eslováquia. Este ano deverão ser enviados para a Europa 166,2 mil kits, que equivalem a 60 mil transmissões – o contrato se estenderá por três anos.

 

O novo destino de exportação permitirá elevar a produção de Córdoba em 32% na comparação com 2018. A companhia tem programados embarques de 500 mil transmissões MQ 200 e 222 mil do modelo MQ 250 para este ano, para destinos como Brasil, África do Sul, Espanha e Índia.

BMW produzirá novo Série 3 em Araquari

São Paulo – A fábrica de Araquari, SC, produzirá a sétima geração do BMW Série 3 a partir do segundo semestre, em substituição ao modelo anterior. Enquanto prepara as linhas para receber o novo modelo, a BMW anunciou a pré-venda do sedã a partir da segunda-feira, 11.

 

Ainda importada, a versão topo de linha M Sport chegará a partir de março por R$ 269 mil 950. A Sport chega em junho, por R$ 219 mil 950.

 

O novo Série 3 tem motor 2.0 turbo de 258 cv, 13 cv a mais do que a geração anterior, e câmbio automático de oito marchas.

Venda de implementos cresce 50%

São Paulo – A venda de implementos rodoviários cresceu 50,4% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, chegando a 8 mil 20 unidades. Os dados foram divulgados pela Anfir, Associação dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, e seu presidente, Norberto Fabris, disse que o momento do setor é de recuperação:

 

“Sabemos que é um trabalho demorado porque a indústria de implementos rodoviários depende do desempenho da economia”.

 

Considerando as vendas por segmento o setor Pesado vendeu 4 mil 392 unidades, ante 2 mil 391 em igual período do ano passado, crescimento de 83,6%, e o setor Leve registrou 3 mil 628 vendas, contra 2 mil 940 na mesma base de comparação e cresceu 23,4%.

 

Foto: Divulgação.

 

Crescem remessas de lucro do setor automotivo

São Paulo – As remessas de lucros e de dividendos das empresas do setor automotivo para suas matrizes voltaram a crescer em 2018, quando as empresas fabricantes de veículos, autopeças e de carrocerias enviaram US$ 516 milhões, valor superior aos US$ 131 milhões emitidos em 2017. É o maior volume de remessas desde 2014, quando as empresas enviaram US$ 807 milhões.

 

A alta é reflexo da retomada das vendas de veículos no País, que apresentaram crescimento de 14,6% no ano passado, segundo Antonio Jorge Martins, especialista em cadeia automotiva da FGV SP: “Na medida em que as montadoras recuperaram os volumes de vendas após o período de crise deflagrado a partir de 2014, foi possível enviar mais dividendos e lucros”.

 

Ainda que tenham apresentado elevação o valor é quase dez vezes menor do que as emissões feitas em 2008, que somaram US$ 5,8 bilhões. Para Fernando Trujillo, consultor da IHS, as montadoras passaram por momentos de prejuízo no País e isso fez com que as remessas diminuíssem de volume a partir de 2010: “A indústria já foi muito mais lucrativa. Nos últimos quatro anos muitas montadoras tiveram prejuízo e isto ficou nítido com as reestruturações feitas em Ford, GM e FCA, por exemplo”.

 

Comparados às remessas de lucro de outros setores importantes da economia os envios do setor automotivo estiveram abaixo. Serviços financeiros, bebidas e comércio – exceto o de veículos – enviaram mais de US$ 1 bilhão em 2018, segundo levantamento feito pelo Banco Central. Para Trujillo a sensibilidade do setor às crises é maior do que a dos demais segmentos:

 

“Em relação aos outros mercados o de veículos é muito sensível a crises, um pouco diferente de indústrias de necessidades básicas como alimentos e bebidas ou até mesmo serviços financeiros, que costumam lucrar mais em épocas de crises, quando o nível de inadimplência aumenta. Se observarmos os serviços financeiros as remessas diminuíram no ano passado devido à recuperação econômica, mas é um setor que historicamente tem um volume de remessa maior do que o automotivo”.

 

Os dados do BC mostraram também que os empréstimos intracompany no setor automotivo aumentaram no 2017-2018. No ano passado as matrizes desembolsaram US$ 9,9 bilhões em suas subsidiárias brasileiras, 6,8% a mais do que em 2017. Nesse sentido, o setor automotivo foi o terceiro que mais recebeu empréstimos do Exterior, atrás de empresas do setor petrolífero e do agronegócio.

 

Foto: Divulgação.

VWCO entrega chassis de ônibus no México

São Paulo – A operação mexicana da Volkswagen Caminhões e Ônibus entregou os primeiros veículos MAN RR4 encomendados pelo Grupo IAMSA para renovar suas frotas de transporte de passageiros nas linhas ETN, Turistar, Costa Line, Parhikuni e Almealcenses. O lote é composto de 83 unidades de uma negociação que envolve um total de seiscentos chassis de ônibus.

 

Para 2019, está planejada a entrega de mais 135 unidades e, com isso, a montadora investirá para abrir oficinas na garagem do cliente, onde técnicos serão responsáveis pela manutenção dos veículos. O acordo também envolve estoque de peças de reposição. Há, ainda, contrato de manutenção preventiva e corretiva, informou a empresa por meio de comunicado na sexta-feira, 8.

 

Foto: Divulgação.

Nissan avança em carregadores bidirecionais

São Paulo – A Nissan, em parceria com o PTI, Parque Tecnológico de Itaipu, e o ITAI, Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação, assinaram um memorando de entendimento em Foz do Iguaçu, PR, na sexta-feira, 8, para acelerar o desenvolvimento de soluções de mobilidade elétrica no País.

 

O acordo torna a Nissan parceira do PTI e do ITAI no desenvolvimento nacional de carregadores bidirecionais para veículos elétricos. Esses carregadores serão usados para que os carros funcionem como uma solução de compartilhamento de energia com a residência do consumidor e edifícios comerciais.

 

Os pesquisadores usarão dois Nissan Leaf para estudar e avaliar o impacto desses carregamentos na rede elétrica.

 

Foto: Divulgação.

FCA confia no Brasil

São Paulo – Os primeiros movimentos do novo governo reforçaram a confiança que a FCA, Fiat Chrysler Automobiles, tem no futuro do mercado brasileiro de veículos. Em conversa com jornalistas na sexta-feira, 8, o presidente para a América Latina, Antonio Filosa, relatou que o CEO global Mike Manley vê grandes oportunidades no País que, na sua opinião, segue o rumo certo para aprimorar sua competitividade.

 

“Os discursos da equipe econômica dão o tom de que eles trabalharão para gerar a competitividade necessária para tornar a indústria brasileira forte no cenário internacional. Isso soa como música para nós”, Filosa disse. “Mais do que medidas, como a reforma da Previdência, indicam caminhos positivos como privatizações na área de infraestrutura e uma reorganização tributária.”

 

Segundo Filosa um Renegade produzido em Pernambuco chega a custar de 30% a 35% mais do que um equivalente montado em fábricas na Europa ou Ásia, “e o carro é o mesmo, com os mesmos processos e peças”. Gargalos em infraestrutura, custos logísticos e impostos foram alguns dos fatores citados pelo presidente para justificar esse custo maior, embora tenha ressaltado a qualidade da mão de obra nacional e a capacitação dos engenheiros brasileiros.

 

Ainda assim foi o Brasil o grande responsável pelo lucro EBIT de € 359 milhões da FCA na América Latina no ano passado, que contribuiu para o resultado global positivo recorde de € 7,3 bilhões, crescimento de 34% sobre 2017. As vendas de veículos da empresa ao mercado brasileiro avançaram 14%, para 434 mil unidades – em toda a região o crescimento chegou a 10%, somando 566 mil veículos: “O desempenho aqui ajudou a compensar a queda das vendas na Argentina”.

 

Para Filosa a visão estratégica da companhia que, com a Jeep, apostou no segmento de SUVs, o que mais cresce no mercado brasileiro, e que com a Fiat oferece boas opções em picapes, também com desempenho positivo, ajuda a explicar o lucro na região.

 

Para 2019 o presidente projeta novo crescimento nas vendas no Brasil, de 8% a 11%, com os carros de passageiros ganhando força por causa do retorno das famílias ao consumo. A Argentina, segundo Filosa, só retornará ao crescimento a partir do segundo trimestre do ano que vem – mas já a partir de julho ou agosto deste ano as vendas deixarão de cair, até porque a base de comparação é bem baixa.

 

Os investimentos de R$ 14 bilhões na região, anunciados no ano passado, estão confirmados. Em Betim, MG, está em curso uma reorganização das plataformas – que serão, ao fim do ciclo de investimento, apenas duas.

 

Para a fábrica de Goiana, PE, segue o projeto de atração de mais fornecedores. O desejo de Filosa para a unidade, que produz Jeep, é torná-la um centro de exportação. E, quem sabe, até produzir modelos de outras marcas da Chrysler, como a picape de 1 tonelada da RAM – que está nos planos, mas sem avanços.

 

Certo é que a RAM 1500, uma das atrações no estande da companhia no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, chegará ao mercado no segundo semestre, importada. E o primeiro produto da nova fase da fábrica mineira chegará no começo de 2020: “A partir daí teremos um lançamento a cada seis meses de produtos de Betim, até 2021, quando chegará o SUV Fiat. E ele está lindo!”.

 

Retornar à liderança de mercado, posto tomado pela General Motors há três anos, não faz parte dos objetivos da companhia – ao menos dos principais. Segundo Filosa o importante é seguir entregando resultados positivos como os do ano passado, “o que não significa que não queremos crescer no mercado. Temos espaço e vamos crescer. Mas uma posição confortável é aquela que permite entregar resultados financeiros confortáveis”.

 

Foto: Rafael Cusato.

Faturamento das autopeças cresceu 17% em 2018

São Paulo – As vendas das fabricantes de autopeças cresceram 17,4% em 2018 na comparação com o ano anterior. A expansão, segundo os dados divulgados pela Pesquisa Conjuntural do Sindipeças, entidade que representa as fabricantes do setor de peças e componentes automotivos, foi puxada pela alta do mercado interno e pelas exportações — mesmo com a queda na Argentina as vendas externas cresceram, graças à diversificação de mercados e do maior volume nas transações com OEM e aftermarket.

 

No caso das vendas para as montadoras, que representam mais de 60% do total, houve alta de 17,3%, enquanto as exportações em reais, que representam 20%, cresceram 26,5%. Com relação ao aftermarket houve expansão de 7,9% e o segmento representou 15% das vendas.

 

Durante o ano a indústria operou com aproximadamente 70% de sua capacidade e a geração de empregos no setor cresceu 8,1%.

 

Foto: Divulgação.

Volanty terá seis novos centros em São Paulo

São Paulo – A Volanty, plataforma que conecta vendedores e compradores de veículos seminovos, projeta expansão em São Paulo com a abertura de seis novos centros de atendimento no primeiro trimestre — o primeiro foi inaugurado esta semana na Vila Mariana. Mauricio Feldman, sócio fundador da plataforma, disse que São Paulo “é a cidade com a maior frota de carros no País e, por isto, acredito que a expansão na região é fundamental para o crescimento da empresa”.

 

Na unidade da Vila Mariana, em formato de contêiner, a Volanty fará a inspeção dos veículos e disporá de estúdio profissional para fazer as fotogradias dos modelos para os anúncios, que serão veiculados em diversas plataformas.

M-B projeta alta de 10% para segmento premium

São Paulo – O segmento de carros premium crescerá 10% este ano no mercado brasileiro, de acordo com as contas de Britta Seeger, integrante do board da Daimler responsável por vendas e marketing dos modelos Mercedes-Benz. A executiva esteve no Brasil para participar da Mercedes-Benz Night, tradicional evento anual da companhia, e conversou com jornalistas na manhã da sexta-feira, 8.

 

No ano passado Audi, BMW e Mercedes-Benz comercializaram 32,5 mil unidades – e é este o recorte do segmento com o qual a companhia trabalha. Segundo Seeger as demais marcas, como Volvo e Jaguar Land Rover, não são concorrentes diretos da M-B, por oferecerem portfólio distinto.

 

Isoladamente, a Mercedes-Benz registrou o licenciamento de 12 mil 131 unidades, ficando com 38% das vendas do mercado premium das marcas alemãs. O objetivo, em 2019, é acompanhar a expansão do mercado, mantendo o Classe C e o GLA, os dois modelos produzidos em Iracemápolis, SP, como os mais vendidos do Brasil – em 2018 eles registraram quase 8 mil licenciamentos.

 

Para apoiar o aumento da demanda e acompanhar o crescimento do mercado Seeger disse que a empresa lançará vinte novos modelos no ano, novos veículos e versões – o A 35 AMG, porta de entrada dos esportivos Meercedes-Benz, foi o primeiro dos lançamentos programados, apresentado durante a Mercedes-Benz Night.

 

Seeger também falou sobre a eletrificação dos veículos no Brasil: a empresa já deu seu primeiro passo com o lançamento do Classe C 200 EQ Boost, que tem motor a combustão aliado a uma fonte de energia elétrica adicional. “No ano que vem lançaremos o primeiro modelo da família EQ no Brasil, o nosso primeiro 100% elétrico”.

 

Foto: Divulgação.